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Diabetes Tipo LADA,Deus, maternidade, família, amigos e Colônia Diabetes Weekend - A melodia que rege minha vida

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Olá! 


Meu nome é Josiane, técnica em enfermagem,mãe da Isadora, esposa do Júlio, filha da Leonita, feliz, completa e eternamente grata a Deus. Tenho 26 anos e há três anos recebi o diagnóstico de Diabetes Tipo LADA . Uso as insulinas Lispro e Lantus na caneta.

Antes de falar sobre minha gestação, acho importante falar sobre o início do meu diagnóstico,  gosto de falar sobre o quanto  a interação e amizade com outros "diabéticos" me ajudou a aceitar e compreender a complexidade do diabetes em minha vida. Ao saber sobre o diabetes, me assustei, deu aquele baque e a gente fica meio sem saber o que fazer, senti isso, porém por  pouco tempo, pois  conheci a Colônia Diabetes Weekend,passei maravilhosos dias ao lado de pessoas com a mesma doença que a minha, que viam a vida de forma otimista e entusiasmada, os profissionais que lá estavam eram super solícitos e alegres. Como isso deu um UP em minha vida! As coisas foram se encaixando sabe? Lá fiz amizades, que quero levar pro resto da vida, elas me ajudaram muito na aceitação e compreensão da doença e desde então, vou em todas as colônias, fui antes,durante e agora vou após a gestação.Viciei!rs

Eu, Robertinha e minha amiga Thaís na Colônia Diabetes Weekend

Está sendo um prazer dar o meu depoimento. Que gostoso falar disso! Desejei muito ser mãe, planejei,esperei e engravidei. 

PLANEJAMENTO,palavra crucial na vida de uma mulher com diabetes, diga-se de passagem.

Acredito muito na vontade de Deus, nem sempre os planos Dele são os nossos, mas aprendi que em tudo há um propósito,mesmo quando sofremos, há um plano maior para nós.

Foi assim que em agosto/2016, infelizmente tive um aborto... Como sofri! Você idealiza um bebê, quer constituir uma família e vem esta notícia...A gente se questiona, pergunta a Deus os porquês da vida até que neste mês de desgosto para mim, que Deus me honrou um ano depois, e, me trouxe meu maior presente, minha filha ISADORA. Sim! Em AGOSTO de 2017, após um ano do aborto, me tornei mãe. Deus é Fiel!

Antes de engravidar li muiiiitooo,estudei, chorei, questionei e principalmente tive muita fé em Deus, acreditei que a vontade Dele é soberana e que tudo acontece na hora e com sua permissão. Nestas minhas buscas de ler sobre gestação e maternidade em mulheres com diabetes, li e vi muita coisa ruim, mas Graças a Deus no meio de tanta má notícia, conheci este blog Maternidade e Diabetes  voltado para o tema que tanto passei a estudar (gestação em mulheres com diabetes), encontrei você Kath e seus depoimentos, falando sempre da parte real e boa de ser uma mãe e ter diabetes, da turbulência de estar grávida e lutando a todo o momento por uma qualidade no tratamento em uma fase tão complexa na nossa vida. Isso foi encorajador! 

E assim comecei a me cuidar,até que o tão esperado POSITIVO novamente chegou as nossas vidas, descobri que estava grávida com exame de farmácia e depois de uma semana fiz exame de sangue, eu já tinha certeza da gravidez, mas sentia muito medo. Foi um misto de sentimentos,alegria pela dádiva da maternidade, porém com o medo de uma nova perda. Minha glicada estava em 6,5% e manteve-se até o final da gravidez. E acreditem, minha amiga Thais DM1, aquela que conheci na colônia também estava grávida, de um lindo menino, o Heitor, tanto que ele é apenas 20 dias mais velho que a Isadora (minha filha).



Eu, meu esposo e nossa bênção.

Resolvemos não fazermos grandes alardes por medo de um novo aborto, foi assim a gravidez toda, a cada ultrassom um alívio e gratidão. Passei a tomar o comprimido AS a fim de evitarmos pré-eclampsia,trocamos a insulina Lantus pela insulina NPH (ordens médicas) e continuei com a Lispro,depois que a Isadora nasceu, voltei para Lantus.

Ao saber que estava grávida me dediquei o quanto pude, embora tenha tido uma resistência absurda a insulina, ia medindo a glicemia e cuidando, além da contagem assídua dos carboidratos. Passei por inúmeros profissionais, endócrino, obstetra, nutricionista e clínico... Que equipe! Gratidão! Muita gente nos apoiando! 

Imaginem que a Faculdade em que eu e meu marido trabalhamos e o pessoal do hospital o qual trabalho, conheceu nossa história, torceram por nós , nos ajudaram,oraram por nós, se desdobraram em atenção e otimismo ao nosso favor.

Tivemos uma universidade acreditando e intercedendo em nós. Dá para acreditar nisso? 


Deus não demora, capricha!


Deus moveu duas instituições ao nosso favor. Vale falar que aprendi muitas coisas sobre este tema lendo o material de estudos dos universitários, pois na Faculdade que trabalhamos há o curso de Medicina, e, por isso pude ler o material de apoio dos estudantes.


Minha mãe,minha vida


 A presença e amor da minha família foram primordiais neste período, meu marido foi sensacional, minha mãe presente e preocupada 24hs por dia e tive um grupo de amigas grávidas que também em muito me apoiou. Entre minhas amigas gestantes, estava a Thais que  tem diabetes tipo I, juntas dividimos nossos anseios e medos, além da ansiedade.



Eu e Thais, ela grávida do Heitor e eu da Isa

Durante a gravidez, eu e meu esposo notávamos a alegria e receio nos rostos das pessoas, elas ficavam felizes pela notícia do bebê, mas receosas pelo aborto que eu já havia tido,era difícil crerem que a gestação poderia dar certo não só pelo aborto,mas também pelo diabetes.
Gravidinhas na Colônia Diabetes Weekend


Foram 36 semanas e 5 dias de gestação e no dia 20 de agosto de 2017, em um lindo domingo Isadora nasceu. Foi uma cesárea tranquila. Ela nasceu com 48 cm e 3,640kg. 

Toda linda! Ao nascer ficou 24hs no berçário por ter tido uma hipoglicemia, mas depois veio para o quarto. Estou amamentando exclusivamente, tenho algumas hipos. Mas poder amamentar me traz uma felicidade que não cabe no meu peito. Usei o sensor Freestyle Libre durante a gravidez e ele me ajudou muito, por isso ainda permaneço utilizando-o, contando com seu apoio para evitarmos muitas descompensações glicêmicas. 


Deus queria que fosse assim e assim foi,nós e o nosso maior presente

Foi difícil lidar com um misto de sentimentos que me sobrevieram, foi pesado lidar com a incerteza das pessoas, chorei, mas venci. Crendo em Deus e fazendo minha parte me cuidando. 

O Diabetes não pode ser maior que a vontade de uma mulher em se tornar ser mãe, considero o diabetes um adjetivo em minha vida,veio para somar e me ensinar a ser uma pessoa melhor. Parece difícil , interminável e incontrolável, mas no final vem a melhor parte, graças a Deus! Esse depoimento é em forma de agradecimento a você Kath e a todas as mulheres que conseguiram atingir o nível top Master da vida ser mãe. 

Parabéns a todas nós!!



O que mudou na minha vida entre uma gestação e outra? Descubram aqui!

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Sou diabética tipo 1 há 18 anos, hoje, tenho 31. Desde os 12 anos aprendi a conviver com agulhas, glicosímetros, contas de carboidrato e exames de sangue e urina constantes. Passei por várias fases: Lua de Mel - quando ainda estamos no “primeiro amor” com o tratamento; pela revolta; desleixo com o tratamento; o “susto” e a aceitação.  Devido ao mau controle, aos 23 anos, fui acometida com a Retinopatia diabética e com uma nefropatia, também. Após esse susto de quase perder a visão e o mau funcionamento dos rins, passei a me cuidar, tomar as injeções devidamente e a frequentar o médico periodicamente.

 Em 2012, engravidei do Bernardo, foi uma gestação difícil, tive pré-eclâmpsia e mau controle durante toda a gestação: minha glicemia variou de 22 a 400. Hoje, avaliando a primeira gestação, eu vejo que de fato passei a cuidar bem do Diabetes após a maternidade, passei a fazer isso não só por mim, mas por ele. Eu passei a querer ter qualidade de vida a partir do momento que vi aquele rostinho. Ter qualidade de vida para poder viver, e viver com ele!

Passados 4 anos, decidimos, Rodrigo e eu, que teríamos outro filho, eu estava com 29 anos e conversei com o Endócrino, pelos meus exames: glicada em 7,1 e demais complicações do diabetes (Retina e rins) sob controle, ele deu o aval para a gravidez. Em março de 2016, descobri que estava de 4 semanas e passei a fazer o controle do diabetes e o pré-natal no mesmo lugar da gestação anterior: o Centro Obstétrico do HC, no ambulatório da Mãe Diabética.  Aliás, gostaria de deixar meu agradecimento para toda equipe e, em especial, para o Rodrigo Codarin - que entende minhas ironias, hahahaha! A competência desse atendimento é inquestionável e funciona.

Dessa forma, fui para segunda gestação mais segura, mais empoderada e mais feliz. Tive algumas questões com a glicemia - que variou muito, mas o grande problema foram as hipos - não tive qualquer outra complicação, tudo correu como o esperado. Tivemos que optar pela cesárea, pois não entrei em trabalho de parto até a 38ª semana e a glicemia começou a subir muito na última semana de gestação. Foi uma cesárea eletiva, com tudo sob controle.


Durante a gestação, foram consultas semanais para ajuste das insulinas: NPH e lispro, que eu tomava de 3 a 4 vez por dia (cada uma), doses fixas, sem alteração conforme a glicemia, somente a equipe médica podia alterar as doses.  Dextros eram feitos 7 vezes ao dia, no mínimo: antes e depois das refeições e às 3:00 da madrugada. Alimentação mais restrita quanto ao sal, carboidratos simples e gordura. No demais, vida normal, continuei trabalhando até  20 dias antes da nenê nascer e, dez dias antes do parto, eu viajei para apresentar minha pesquisa em um congresso. A segurança no tratamento foi muito importante para que a segunda gestação fosse bem melhor que a primeira. Sentir segurança na equipe médica e na eficiência do tratamento me deixou 200% mais segura! Por fim, o planejamento fez TODA a diferença.

Gostaria de explorar outro lado da segunda gestação: a amamentação. Na primeira gestação, muitos mitos da amamentação (leite fraco por conta da alimentação restrita, exigir demais do corpo, hipoglicemias incontroláveis) me fizeram desistir da amamentação aos 6 meses do Bernardo. Na segunda gravidez, aprendi algumas coisas que me incentivaram amamentar exclusivamente durante 6 meses e continuar enquanto eu puder e a Nina quiser.


O primeiro mito: NÃO EXISTE leite fraco, se você tem restrição alimentar, como eu, você não terá um leite fraco; a mulher mais desnutrida do mundo consegue amamentar seu filho com qualidade! Segundo: amamentar exige do corpo? Sim! Mas a não ser que seus rins estejam parados, seus pulmões em falência, dá para amamentar, sim. Ressalva para pessoas que vivam situações muito específicas de saúde, mas, em geral, para uma diabética minimamente saudável, que controle a glicemia e faça o tratamento, pode amamentar, SIM!!!! Terceiro: dá para controlar e prever as hipoglicemias, se alimente toda vez que o bebê for mamar muito (com o tempo, os bebês vão estabelecendo um ritmo e a gente sabe quando vai ser uma mamada longa e uma mais curtinha); faça testes de glicemias antes das refeições, no entre mamadas longas e de madrugada! Você vai saber mais ou menos quando está com tendência de hipo e poderá se alimentar com carboidratos mais simples, quando necessário.

Por fim, para amamentar, a gente precisa conhecer muito o bem o diabetes e a amamentação! Não existe leite fraco e mãe diabética pode amamentar, sim! Nosso leite é igualzinho de mães não diabéticas; não vai passar nada no leite para seu bebê (a não ser que você tenha alguma doença que impeça amamentar: HIV, Sífilis, hepatite, etc). A minha intenção com esse relato é: incentivar o planejamento da gestação e o conhecimento de amamentação. Amamentar é um vínculo que só quem amamenta sabe, é muito amor e dedicação que faz bem para o bebê e para a mãe. Além do que, evita câncer de mama (sim, mulheres que amamentam têm menos tendência a ter câncer de mama).



Para ter um bebê saudável e feliz, seja saudável e feliz com seu corpo e com sua condição: não se restrinja de ser uma mãe como qualquer outra por conta do Diabetes, cuidando-se, é possível!

AMAMENTAÇÃO,DIABETES E GLICEMIAS

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Me chamo Kath Paloma, 30 anos, coordenadora pedagógica, sou de São Paulo – Capital, pós- graduanda em Educação em Diabetes, usuária de bomba de insulina e tenho Diabetes Tipo 1 há mais de 10 anos.
Casei-me aos 20 anos de idade cheia de expectativas, esbanjando saúde e pensando em diversas possibilidades para o TCC da pós- graduação, foi quando meu presente de casamento veio num envelope branco: Glicemia em jejum 237mg/dl. Mas tarde no Pronto-Socorro o exame de sangue registrava mais de 800mg/dl. Os sintomas já estavam aparecendo, mas eu jamais achei que seria diabetes.


Novos desafios, sintomas, adaptações e assim a vida foi tomando seu rumo. Sempre fui assistida por uma boa equipe médica, mas sabia que precisava ir além do que me era passado, a vida era minha, portanto o interesse era meu. Passei a frequentar palestras, buscar grupos nas redes sociais, ler muito (inclusive bibliografias da área da saúde) e a questionar minha endocrinologista, as consultas passaram a ser produtivas, porém nada da minha hemoglobina glicada baixar e o sonho da maternidade começou a aparecer, estávamos com mais de 5 anos de casados.

Havia perdido 18 kgs após o diagnóstico do DM1

Leituras e mais leituras, me deram embasamento para saber o que me esperava quando eu ficasse grávida, até que por vacilo veio à primeira gestação, que não foi programada, porém bem recebida. A hemoglobina glicada estava acima do que se é recomendado para uma gestante (6,5%), mas eu estava assídua no tratamento e certa que daria certo, até que com quase 4 meses de gestação faltando dois dias para o Dia das mães, perdi o bebê e passei por um processo de curetagem. Doeu, me reergui e passei a lutar de verdade pela maternidade “diabética”.

Foto da minha primeira gestaçào

O que é lutar de verdade pela maternidade “diabética”? É planejar-se mesmo quando o bebê vem sem “querer”, é ter uma rotina de exercícios físicos, ingestão de líquidos, de controles de glicemias, de percepção sobre a ação de determinados alimentos em seu organismo, estar com os exames e consultas em dia, informar-se não só sobre sua doença, mas sobre o que ela pode ocasionar e manter-se otimista sempre. Foi a partir do meu interesse, da busca por informações, questionamentos com especialistas que me muni de conteúdo e consegui estabelecer uma relação entre eu, o DM e o conteúdo apreendido, tudo foi ficando mais fácil e entrando nos eixos. Nada caiu em minhas mãos de forma fácil, corri atrás dos meus direitos, entendi meus deveres e fui absorvendo e questionando o que me era passado.
Cinco meses depois fiquei grávida novamente, novos desafios vieram, era uma vida dentro de mim, que necessitava do meu organismo para desenvolver-se e que literalmente mexeu com todas as minhas estruturas, mas tê-lo em mim me fazia muito bem.
Iniciei a gestação usando insulinas Levemir e Humalog com constantes oscilações glicêmicas próprias deste período, porém pelo histórico de aborto e por outros problemas que fui desenvolvendo entramos com a bomba de insulina e com o sensor que me foram grandes aliados principalmente nas hipoglicemias assintomáticas. Tive uma gestação inteira de vômitos e enjoos, insônia, azias, enxaqueca, síndrome do túnel do carpo, meralgia parestésica, aumento do colesterol, constipação intestinal  ,  tireoide (valor aumentado), poliidrâmnio, hipertensão, inúmeros sangramentos, candidíase, colestase (coceira continua pelo corpo) dilatação e contração precoces, além do diagnóstico de um bebê cardiopata e macrossomico. Eram tantas coisas, tantos medicamentos... Haviam momentos que eu só queria parir logo para ter certeza que ambos viveríamos, mas logo estes pensamentos iam embora e a jornada continuava, meu psicológico precisava estar "estruturado"...

Havia também o desafio diário de lidar com as HIPO (queda de açúcar no sangue) e HIPERGLICEMIAS (alta do açúcar no sangue), as mesmas influenciam muito durante a gestação.
Em uma hipo, meu marido antes de me socorrer chamou minha atenção pois eu não havia feito um dextro anteriormente, me descontrolei e mordi  sua perna com uma força sem limites, ele pedia para que eu o soltasse e não conseguia, quando finalmente o larguei, deu dó  da pena dele (a marca da mordida ficou por meses nele).Tive diversos episódios de hipoglicemias que me transtornaram, meu maior medo era de que algo ocorressem com meu filho, pois isso poderia ocorrer.
As mais de 3 mil fitinhas de dextro que usei durante a gestação

Na gravidez tive uma internação e visitas semanais a endocrino (quarta feira), obstetra (segunda feira), a cada quinze dias nutricionista (quinta feira) e exames (sexta feira). Continuei trabalhando e adaptava os médicos aos meus possíveis horários, ia diminuindo o ritmo acelerado, mas não me isentei de nada. Engordei 8 quilos durante a gestação, tive uma dieta assídua e me dediquei ao máximo a ela.

Diante de tantas doenças eu me munia de cuidados assíduos, fé e muita leitura sempre dizem: 
 Educação em Diabetes salva Vidas e de fato salva!  Claro que cada caso é um caso, mas Informação, interesse mudam uma história, eu mudei duas histórias, a minha e a do meu filho, claro que nunca estive sozinha, tive um esposo presente, amigos e uma equipe médica competente, mas tudo dependia mais de mim do que deles.
Com trinta e quatro semanas meu guerreiro Davi resolveu estourar sua bolsa, acordei de madrugada com este susto. Fomos para o Hospital , me mandaram para outro de alto risco, minha obstetra não poderia fazer o parto sem prévio agendamento, foi um furdunço de madrugada, mas recebemos os cuidados necessários enquanto aguardávamos um cardiopediatra para o parto, e dez horas depois do rompimento da bolsa, eu, marido e bomba de insulina, entrávamos para o centro cirúrgico para conhecermos aquele rapazinho que revolucionou as nossas vidas.



Este rapaz nasceu com 3.510 kgs e 48 cm. Foi para a UTI Neo Natal onde passou 10 dias para ser assistido devido à hipoglicemia, síndrome da angústia respiratória, hipoglicemia, icterícia e cardiopatia. Não! Ele não nasceu com diabetes, sua hipoglicemia deu-se pois em meu ventre ele lidava com as minhas oscilações glicêmicas via cordão umbilical, portanto o pâncreas dele “fabricava” mais insulina, afim de lidar com esta situação, ao cortar o cordão umbilical, o pâncreas dele não necessitava mais da quantidade de insulina que ele excretava,sendo assim, por excesso de insulina em seu corpo ele teve hipo. Demora um tempinho para que o corpo do bebê entenda que ele não precisa mais “fabricar” tanta insulina, depois tudo normaliza.


Durante a gestação a palavra AMAMENTAÇÃO foi pesquisada por mim, principalmente por que queria entender isso em uma mulher com diabetes, fui instruída por algumas colegas “experts” no assunto, mas quando me deparei com uma UTI Neonatal, foi meio desesperador, eu só pensava em ver o bebe salvo e longe daquele lugar, todo o conhecimento neste quesito foi esquecido, eu sabia que lá ele tomava soro e fórmula e estava suficiente aquilo para mim, nenhum profissional da saúde me lembrou sobre amamentação e eu nem lembrei que produzia leite.

Até que no quarto dia uma enfermeira me perguntou o porquê de eu não ir para “sala da ordenha”, eu nem sabia do que ela estava falando. Com muita paciência a enfermeira foi me falando sobre amamentação e eu não havia sequer lembrado ou tentado. A primeira experiência foi traumática, coloquei em meu seio direito uma bomba tira-leite elétrica, não foi dolorido, mas nenhuma gota descia...Chorei! Me achei incapaz e envergonhada pois naquele lugar todas as mulheres tinham leite, e muitoooo e eu nada. Do peito esquerdo saíram 15 mls, que no mesmo momento foi dado via sonda para o Davi, mas sai dali péssima, com um misto de sentimentos... Feliz por meu filho tomar “algo meu” e triste pelos motivos já citados.
Achei que seria fácil, que logo sairiam jatos de leite, mas ao contrário, “eu não tinha leite”, não lembrei disso, ninguém me lembrou... Como eu poderia ter esquecido disso?
No sexto dia quando Davi pôde vir pro peito foi um “Deus nos acuda” ele estava na mamadeira (fórmula) e rejeitava o peito, era compreensível esta atitude dele, nunca havia ido para o peito e ainda era mais “complicado” que a mamadeira. Foi quando uma enfermeira orientou que comprássemos bico de silicone até que ele se adaptasse. Prontamente fomos a farmácia da esquina e compramos, esterilizamos e foi ali até que ele meio que aceitou mamar...
Percebendo meu desespero um dos pediatras da UTI me passou um medicamento na tentativa de me ajudar na produção do leite. Passei a ingerir muito liquido, mas não tinha sucesso, sem falar que para achar posição, nos ajeitarmos,era tenso...Gente do Céu! Que tormento! Sai do hospital convicta em comprar fórmula “meter” mucilon no menino e parar aquele calvário.

Fomos para casa, a tia do meu marido foi crucial neste processo, me estimulou amamentar, mas eu não largava a fórmula por insegurança. Davi era um bebe extremamente chorão e eu desesperada.
O medicamento começou a surtir efeito, comecei a ter muito leite, mas Davi se negava a pegar, quando pegava era muito rápido e como logo eu dava mamadeira pela agonia dele, ele meio que entendeu o processo. A tia com toda a paciência ficava conosco nos acalmando, passei a participar de grupos de amamentação no facebook, do plano de saúde, mas nada parecia condizer com minha realidade, pior do que me sentir incapaz, era ouvir das pessoas tudo o que ouvi...Me julgavam por meus seios serem pequenos, diziam que eu não teria leite para dar pro menino, que meu leite fraco pelo diabetes...Ah! Tantas coisas!!!!


Durante um tempo o processo era um só. Eu tentava dar o peito, ele rejeitava, eu tirava na bombinha, ele mamava, depois eu me irritava e complementava com a fórmula.
Um dia acordei decidida a passar a amamentar, poderia até usar a mamadeira, mas queria que mamasse em meu peito, os meus não racharam e nem nada, mas doíam de cheios que estavam, além de eu ter muito leite e ele não aproveitar nada.

Após levantar, na hora da mamada matinal decidi insistir no peito,ele não quis,chorou muito, decidi que aguentaria aquele show sem ceder, Davi chorou tanto que dormiu (sem mamar). Ao acordar outro show de choro, eu insisti no peito e ele nada, foi um bom tempo de agonia, choro e shows, eu olhava para aquele serzinho pacientemente e continuava insistindo, meu esposo foi quem surtou com o desespero do garoto, decidi que por nada iria dar  a mamadeira, até que depois de um bom tempo ele grudou no peito e não soltou mais... O tempo foi passando... Achamos a nossa posição, o nosso momento... Foi mágico!Foi libertador!
Ele mamava de todas as formas, sentado, de pé, deitado, no colo... Foi crescendo e escolhendo... Era um momento rico! Aqueles olhares que trocamos nos mais de dois anos da amamentação foram únicos, nunca mais o tivemos. Era regado de agradecimentos, paz, amor,ternura e carinho.
Junto com este momento, veio um enorme desafio: CONTROLAR AS GLICEMIAS, ALIÁS AS HIPOGLICEMIAS.
Precisei diminuir a insulina basal da bomba de insulina, diminui na contagem de carboidratos e as vezes nem a fazia, porém continuava tendo inúmeras hipos. Espalhei balas e sachês de açúcar pela casa inteira, até no banheiro tinha, mantive contato constante com a endocrinologista e avisei a família inteira do que se tratava, passando confiança a todos, pois o que eu menos precisava era quem me julgassem incapaz.


As hipos vinham do nada, às vezes assintomáticas, outras com sintomas clássicos: fadiga, fome excessiva, sudorese excessiva, tontura, tremores, apatia,confusão mental,palpitações , ritmo cardíaco acelerado, formigamento nos lábios , secura, ansiedade, dor de cabeça, fala arrastada, irritabilidade, nervosismo, palidez, pupila dilatada, sensação de formigamento, sonolência, tremor ou visão embaçada. Imaginem só, lidar com o cotidiano materno,doméstico, com nossas funções sociais e mais isso.
Engordei muito amamentando, o que não engordei na gravidez veio na amamentação, a cada hipo, as correções eram feitas com doces, a dieta desmoronou um pouco... Não bastava lidar com toda aquele montanha-russa, tinha me olhar no espelho, ver-me mais gorda, cheia de olheiras,responsabilidades e explicar para o “mundo”o porque de ter engordado, enquanto a maioria das pessoas neste momento emagrecem.
Fui incentivada várias vezes a deixar de amamentar, inclusive pelos médicos, mas eu queria proporcionar ao meu filho e a mim este momento.
 Confesso que não foi fácil! Houve momentos desesperadores, como em uma madrugada que ele acordou chorando, levantei para amamentá-lo e me sentia bem, fui pegá-lo no berço, a partir de então Anderson notou que o choro do Davi ia ficando incessante e eu andava descontroladamente pela casa, ao levantar notou que eu estava em hipoglicemia (estava com sudorese, confusão mental e falava coisas sem sentido desesperadamente).Meu marido pediu para pegar o Davi e eu não o entregava de jeito nenhum, quem tem hipo sabe que algumas vezes a gente se transforma, foi tenso! Quando finalmente ele conseguiu tirar Davi dos meus braços, eu estava pingando de suor gelada e não dominava mais meu corpo, o choro passou a me dar uma irritabilidade fora do normal, Anderson confuso sem saber quem acudir primeiro, mas lembrou que em uma hipoglicemia, sou sempre a primeira, me deu água com açúcar , me deitou na cama e foi cuidar do Davi dando-lhe fórmula, eu não tinha condições nenhuma de amamentá-lo naquele estado. Decidi manter a fórmula na minha ausência e em minha presença amamentá-lo. Surtei inúmeras vezes, só eu sei o que passei, mas decidi continuar amamentando, mesmo que para alguns a amamentação de verdade seja a exclusiva. Exclusividade para mim é mesmo diante de tudo o que passei, dar tamanha importância a AMAMENTAR.
Enriqueço este depoimento com histórias para que valorizem o processo de amamentação o quanto puderem, pois não sabem o que algumas mulheres passam para que ele ocorra. Tivemos outra história pela madrugada. Eu e meu marido dividíamos o levantar para pegar Davi do berço. Levantei para pegá-lo após ouvir seu choro, Anderson percebeu que o choro não parava, foi nos ver e me viu “amamentando” a fralda de pano do Davi,conversava com ela, a acalentava e Davi no berço continuava a chorar, na minha cabeça eu estava com ele em meus braços e não com uma fralda de pano.Rindo Anderson me acolheu,cuidou da hipo e deu mamadeira ao Davi.
Teria inúmeras histórias para contar aqui, mas elenquei estas duas para mostrar-lhes que muitas vezes não é fácil amamentar. Respeito tudo o que ouço sobre o porque de muitas mulheres não terem amamentado, compreendo e não julgo, cada um sabe de si e sabe o quanto estas cobranças nos pesam, mas digo que eu KATH decidi por AMAMENTAR, decidi por insistir,buscar informações, permitir-me chorar, gritar, esbravejar e me libertar das amarras que queriam me colocar, mesmo diante das adversidades eu e Davi tivemos momentos únicos enquanto eu o amamentava.
Aprendi que para sentir-me segura amamentando deveria medir mais a glicemia, fazer um pequeno lanche antes de dar de mamar, optar por alimentos integrais que ajudam a segurar mais a glicemia, ingerir mais água, com o auxílio da médica abaixar a insulina basal, algumas vezes precisei rever a contagem de carboidratos e muitas vezes nem a fazia, tudo neste momento era na base da percepção, não tinha fórmula mágica. As mães com diabetes tipo1 tendem a ter hipoglicemias porque o consumo de energia é superior ao normal pela produção do leite materno que vai riquíssimo em nutrientes. Nosso leite não é mais fraco, é tão rico quanto ao de qualquer outra mãe, não passamos diabetes pelo leite materno e nem transmitimos diabetes se precisarmos comer doces enquanto amamentamos (para corrigir uma hipo).

O Amamentei dois anos e sete meses, no início apresentei hipoglicemia, mas diminuindo insulina, controlando a alimentação e o corpo se acostumando a esta nova etapa, estes episódios foram diminuindo. Ele só deixou de mamar pois dialogamos muito,eu como mãe achei que era o momento para que outras coisas lhe ocorressem.
Com um ano o “tirei” da mamadeira, fomos para o copo de transição e nunca lhe dei chupeta.
Foram dias mágicos, mesmo diante de algumas hipoglicemias, me sinto privilegiada em poder ter amamentado meu filho. Não me arrependo de forma nenhuma.
Quando olho para trás, há exatamente 4 anos e 1 mês, vejo que minha história pôde REVOLUCIONAR vidas e mostrar que a maternidade com diabetes é possível, mas não basta querer ser mãe, tem que se inteirar, se envolver e principalmente se informar.

Coloquei o DIU Mirena e ainda não me sinto preparada para falar de um segundo filho, mas também não descarto a ideia.

Acredito piamente em gestação e maternidade na vida de mulheres com diabetes, e mais ainda, acredito que mulheres com diabetes bem informadas geram filhos com mais segurança e os educa para lidar com os constantes desafios da vida, pois já que somos um exemplo diário disso. 

        Aprendi muito nestas 34 semanas, muito mesmo, fiz tantas coisas, me organizei de inúmeras maneiras que hoje servem de dicas para outras mulheres.

Meu blog tomou outro rumo, de um simples diário de uma “diabética” tornou-se um BLOG FOCADO EM GESTAÇÃO E MATERNIDADE, senti a necessidade de buscar uma formação acadêmica neste sentido e hoje faço uma pós-graduação na área onde meu trabalho de Conclusão de Curso (TCC) aborda a temática do meu blog. Não sou da área da saude, tão pouco quero substituir um profissional desta área, quero apenas ENCORAJAR e mostrar que com os devidos cuidados e orientação médica este sonho é possível. Faço o que gostaria que tivessem feito por mim durante a gestação, só não faço mais pois meu tempo não me permite.
Davi é criado lidando diariamente com o diabetes, conhece todos os insumos e suas funcionalidades, entende o que é HIPO e HiPERGLICEMIA,sabe que em algumas vezes mamãe será sempre prioridade, vibra a cada nova conquista relacionada ao diabetes pois sabe o quanto isso é importante para mim, mesmo não entendendo ao pé da letra o que algumas coisas querem dizer. Diz que quando crescer será médico para cuidar de “gente que tem diabetes”rs (vamos ver rs). 

A fé e a informação guiaram o meu caminho

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Oie!

Sou Aline, tenho 21 anos, fui diagnosticada com DM1 há 12 anos, meu tratamento é com as Insulinas Lantus e Novorapid + contagem de carboidratos. Vou lhes falar sobre minha história com o diabetes e gestação.

Casei-me e sempre quisermos sermos pais, porém não fui autorizada pelo meu médico a engravidar, porque minha glicada estava em 13% e segundo ele seria impossível eu segurar o feto no ventre. Acredito que ele não estava errado de me informar sobre a realidade dos riscos do diabetes descompensado e gestação, mas acho que ele foi insensível nas palavras e forma de se colocar.

Aos 19 anos, mesmo diante das impossibilidades resolvi crer, assumir as responsabilidades e engravidar. Pois bem, um mês depois que o medico me disse isso, engravidei (parece que Deus queria dizer ao medico que Ele é o médico dos médicos).

Com o meu histórico, ouvi dos médicos que teria um aborto ou o bebê teria má formação. A mim só cabia crer e me cuidar, meu filho já havia sido concebido e eu faria o melhor por ele. Fiz todo o meu acompanhamento no plano de saúde e no início da gestação tomei medicamentos para segurá-lo. Foram meses certa que Deus não nos abandonaria, mas foi um caminho de solidão, as pessoas não criam em minha gestação, me senti muito sozinha...




Aos 6 meses fiz ultrassom e vi que meu bebê era perfeito, todos os órgãos funcionando perfeitamente. Quando eu estava de 7 meses minha pressão começou desestabilizar, por precaução com 34 semanas o médico resolveu interromper a gestação.

Fui internada e preparada para o parto, porém tive que aguardar 24 horas para que um leito na UTI Neonatal fosse liberado, já que meu bebe seria prematuro e provavelmente necessitaria de um. Foram horas tensas, meu corpo não suportava mais toda aquela situação.·.

Quando me levaram para a sala de parto, soube que não estava no tempo certo de jejum para tomar a anestesia, mas mesmo assim resolveram aplicar... Ah! Chega uma hora que você nem mais questiona, só pensa em ter a cria nos braços...

A partir dali começou um calvário, eles não conseguiam cortar a minha barriga, quando cortaram não conseguiam tirar o bebê de dentro... Imaginem a tensão e eu presenciando tudo aquilo e temendo por meu filho. Quando finalmente conseguiram tira-lo, o bebê não chorou, não respirou, estava completamente roxo.

Foi um desespero...

A pediatra e uma enfermeira fizeram os procedimentos para reanimá-lo varias e varias vezes e ele não reagia, não respirava, porém o coração batia. Até que a pediatra desistiu, se afastou, balançou a cabeça e disse "VIXI!". Nessa hora, eu só chorava me desesperei e então resolvi orar! Naquele silêncio terrível que estava na sala de parto, eu orei falando "Meu Deus! O Senhor permitiu que eu viesse até aqui pra perder meu filho agora? Eu NÃO aceito!” Quando terminei de orar, o Gabriel respirou!

Gabriel Henrique nasceu no dia 19/11/2015, de 34 semanas, 44 cm e 2.735kgs. Nasceu gordo pra idade gestacional, por causa da diabetes, mas isso foi muito bom, porque ele não precisou ficar internado pra pegar peso.

Por fim, ele nem precisou ir pra UTI, ficou num lugar menos intensivo e em 2 dias já estava fora da incubadora e ficou mais 3 dias internado apenas tomando banho de luz.

Era certeza absoluta que ele nasceria com hipoglicemia, mas a glicemia dele não alterou em nenhum momento.


Durante a gestação eu comecei fazer a contagem de carboidratos, a glicada no fim da gestação estava em 7%. Não foi fácil... A pressão psicológica era demais, me cobrava,chorava em cada HIPER, ninguém acreditava que pudesse dar certo, nem mesmo minha família.

Mas Deus mostrou sua infinita bondade e o seu nome foi glorificado por meio da vida do Gabriel.

Engordei 12kgs na gravidez e após 10 meses dele ter nascido eu já tinha perdido 20kgs.

Amamento até hoje, sem complementação de outros leites. Hoje ele tem 1 ano e 7 meses, pegou gripe 2 vezes e otite 2 vezes, é extremamente saudável e inteligente, nunca aparentou ser prematuro.


Tive depressão pós - parto, até o terceiro mês foi tudo muito difícil e eu só voltei a minha sã consciência após o décimo mês.

Não tive o apoio de ninguém neste período, na verdade acho que ninguém nem notou. As pessoas são muito alheias umas as outras. Não tive animo de nada, não pensava em nada, não fazia nada, além de cuidar do meu filho. Não passava nem uma vassoura no chão, mal escovava os dentes e tomava banho, não penteava os cabelos. Queria somente cuidar e ficar com ele, sentia uma necessidade gigantesca de ficar simplesmente sozinha com a minha cria.


Como eu sou uma pessoa que busco me informar muito, a certa altura eu comecei a perceber que estava com sintomas da depressão e depois de uma conversa com meu marido, fui me forçando a fazer as atividades que não fazia e eram primordiais no meu dia a dia.

Na medida do possível meu marido tentava me ajudar, mas no fundo pouco sabia o que fazer diante de tudo o que estava nos acontecendo, sei que com o passar dos meses fui me conscientizando e melhorando. Foram dias estranhos ,mas que muito me ensinaram.

Um fato que cabe ressaltar é que Gabriel era um bebe extremamente chorão, já não sabia mais o que fazer,pesquisei e vi que ele se enquadrava  no bebê high need, foi ai que com informações fui administrando esta questão, acho que vale a leitura (fica a dica).

Sou dona de casa, mas digo que conciliar o diabetes, casa e filho não tem sido fácil, logo no inicio a glicada voltou à casa dos 12%, depois 13% e agora está em 10%.

Se me perguntarem se eu aconselho a engravidarem como e,u com descontrole,não aconselho, acho que todo o estresse e pressão deve-se a isso, neste sentido afetou em meu psicológico, mas de forma inexplicável eu tinha certeza que no meu caso daria tudo certo.



Pretendo engravidar novamente daqui algum tempo, mas não farei novamente com a glicada tão alta e nem recomendo que façam o que eu fiz.

Minha mensagem para as mães que desejam engravidar é...


SIM! É possível termos filhos e filhos saudáveis! Não deixem que a doença (e médicos) matem seus sonhos, não permitam serem derrotadas por isso. Porque existe nos céus um Deus que tudo pode, o Deus do impossível, o Deus que abriu o mar, parou o sol e sim, me deu um filho lindo, saudável e perfeito, mesmo que prematuro com 34 semanas. Basta crer! Tenham fé!

Para quem deseja, segue o link do depoimento da minha gestação
(http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2015/11/foi-com-muito-esforco-e-coragem-que.html)