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Foi durante minha primeira gestação que descobri o DM1

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Olá!

Me chamo Gleiciane, tenho 26 anos e sou diabética tipo 1 fez 5 anos agora dia 11/10/2016. Sou casada com o pai dos meus dois filhos há 7 anos, mas namoramos desde os meus 12 anos.

Uso as insulinas NPH e Regular desde sempre, com as benditas seringas.rsrs

Descobri o Diabetes na gravidez do meu primeiro filho, João. Eu estava de 4 meses, havia emagrecido muito, bebia muita água, comia muito, mas até aí, achei que era da própria gravidez. Até que numa consulta do pré -natal eu não consegui nem conversar com o obstetra, de tanta falta de ar. Era cetoacidose diabética...

Primeiro contato com a doença foi este, 4 dias na UTI e mais 3 no hospital...Foi um susto! Mas em nenhum momento achei que iria morrer, meu medo era perder meu bebê...

Graças a Deus segui firme na gravidez, com controle exemplar, minha glicada de 12% foi para 6,5% no final da gestação. E ele nasceu, lindo com 38 semanas de parto normal, teve insuficiência placentária e nasceu com 1,770 kgs, mas segundo o endocrinologista, nada disso foi por causa da Diabetes. 

8 meses de gestação
Hoje, com quase 5 anos de idade é um menino lindo e amoroso!

Fiz o pré-natal pelo SUS, e o parto  na época, o endocrinologista achou melhor fazer uma cesárea, pois poderia descontrolar a Diabetes, marquei a cesárea para sexta feira dia 17/02/2012. Mas acabei sentindo as dores do parto antes e no dia 15/02/2012 quarta feira, João nasceu, o ganhei numa clínica particular aqui na minha cidade mesmo.

O atendimento obstétrico da minha cidade não é bom, na época do meu menino, meu obstetra só fazia partos aqui mesmo. E como não era muito entendida do diabetes, não vi problema em ganhar ali, hoje sei que necessitamos de um hospital com UTINeo para possíveis eventualidades.

Desde o nascimento do meu filho, aquela história bom controle desabou, minhas tarefas diárias, mãe, trabalho e Diabetes não se entendiam, e não consegui mais controlar a doença, minha glicada chegou a 14%.

E no meio desse turbilhão de glicemias descontroladas, descobrimos que íamos ter outro bebezinho. Meu Deus, e agora??? Pensei tanta coisa, tantos medos, por mais que eu cuidasse da glicemia para mantê-la estável, meu corpo ainda sofria por tantas hiperglicemias e por uma glicada que insistia em não baixar o tanto que precisava.

No começo, não estava aceitando bem a gravidez, não queria outro filho, não foi planejado, mas veio, eu tinha que cuidar. Passei a comer certinho, e cuidar da glicemia novamente. Meu bebê merecia aquilo de mim, no mínimo.

Fiz todos as ultrassons, descobri que era uma menina perfeita, um pouco grande pra idade gestacional, mas nada grave. Mantive meu emprego, estava tudo bem. 

Últimos dias de gestação


Até que com 6 meses senti muita dor na lombar, o que achei que era um aborto, mas graças a Deus não era. Eram meus rins, tive uma grave infecção que atingiu meus rins e eu fiquei 7 dias no hospital, 7 longos dias. Depois de todo o cuidado, deu tudo certo, voltei pra casa, continuei meu trabalho ( sou empregada doméstica), e segui as muitas restrições que me foram passadas.

Com 34 semanas me afastei pois minha barriga tava muito grande, e com 35 semanas e 6 dias Alice veio ao mundo! No dia 17/12/2015 com 50 cm e 3,515 kgs. Parto normal. Linda, forte, sem nenhum quadro de hipoglicemia, sem nenhuma imperfeição, agarrou o peito já nas primeiras horas. Linda!

Alice com 5 dias de vida

Pesquisei muito sobre gestação e diabetes, mais que na gravidez do meu filho onde lá eu só seguia ordens médicas, na gravidez da Alice me preocupei até com o hospital que ela nasceria. O pré- natal fiz aqui na minha cidade mesmo, Sombrio/SC, e o parto optei por fazer em Tubarão/ SC, uns 100 kms daqui. Era o hospital mais próximo com UTINeo natal,morria de medo da Alice nascer com complicações.

Amamentei durante 3 meses e isso ajudou muito na glicemia, o controle era fácil de fazer, o organismo ajudava muito. Com 3 meses tive que parar com a amamentação exclusiva pois voltei a trabalhar, e de lá pra cá o controle tem sido instável.

Alice
Engordei 14 kgs e perdi 13kgs  já no segundo mês dela, peso não foi nenhum problema pra mim. Atualmente ela tem 10 meses, é uma bebê linda e muito esperta, que claramente não sofreu em nada por a mamãe aqui ser Diabética!

Com meus filhos na barriga meu controle era impecável, sem eles aqui dentro, acabo cometendo deslizes como qualquer diabético mortal.

Alice e João
Minha família pouco entende da doença ainda, tudo depende de mim, do meu controle, eles apenas observam. Cobro um pouco deles esta questão de interesse quanto ao diabetes... E assim vamos seguindo!

Agradeço muito a Deus por meus filhos terem nascido saudáveis, mas confesso que tinha muitos medos, muitos mesmo. Era cada coisa que eu pesquisava na internet que estava quase enlouquecendo. Mas Deus reservou o melhor pra mim, e se posso dizer algo pra vocês tentantes é:

“ Não desistam, planejem-se,  dêem o melhor de si em suas gestaçôes que o bebê desejado por  vocês vai nascer perfeito, lindo e saudável!
O Diabetes não me atrapalhou em nada, pelo contrário,me fez dar o melhor de mim para meus filhos, mesmo com eventuais deslizes quanto ao controle glicêmico.
Boa sorte pra vocês que tentam se tornarem mães e obrigada Kath pela oportunidade de contar minha história! Grande abraço pra vocês Doçuras .”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a revisão de bula da insulina degludeca Tresiba para crianças

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Insulina Tresiba® é aprovada para tratamento do diabetes tipo 1 em crianças a partir de um ano
 
Anvisa aprova atualização de bula de insulina de ação ultra longa após publicação de estudo que comprova segurança e eficácia do medicamento em crianças com diabetes a partir de um ano de idade
 
São Paulo, 30 de agosto de 2016 – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a revisão de bula da insulina degludeca Tresiba® e, agora, o medicamento pode ser administrado em crianças com diabetes tipo 1 a partir de um ano de idade. A atualização representa uma nova opção de tratamento, já que todas as outras opções de análogos de insulina basal disponíveis no mercado são indicadas para crianças com pelo menos dois anos de idade. Tresiba® é fabricada pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk
A revisão da bula aconteceu após a publicação de um estudo1 no periódico científico “Pediatric Diabetes”, que comprovou a eficácia e segurança da administração do medicamento em crianças a partir de 1 ano. O estudo também mostrou que Tresiba® contribuiu para a redução dos índices de hemoglobina glicada e dos episódios gerais de hipoglicemia.
Segundo o endocrinologista Fabiano Griciunas, Gerente Médico da Novo Nordisk, a revisão é uma conquista para os pacientes. “Essa nova opção de tratamento do diabetes tipo 1 em crianças pode proporcionar mais praticidade e qualidade de vida ao paciente e aos familiares, ajudando também na adesão ao tratamento”, afirma o médico.
Disponível no Brasil desde 2014, a insulina degludeca tem como principal característica sua ação ultra longa, que assegura a liberação contínua da insulina por mais de 42 horas no organismo. Com isso, não há necessidade de um horário fixo para a aplicação, oferecendo mais flexibilidade à rotina da pessoa com diabetes, sem que haja comprometimento do resultado do tratamento e sem aumentar o risco de hipoglicemias.
 
Tratamento do diabetes em crianças ainda é desafio para os pais
Os tipos de diabetes mais comuns são o tipo 1 e o 2. No tipo 1, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. No tipo 2, o organismo produz insulina, mas as células são resistentes à sua ação. Em crianças, o tipo mais comum é o 1, sendo essa a doença crônica que mais atinge crianças em países em desenvolvimento2. Levantamentos feitos pela Organização Mundial da Saúde apontam que, na década de 90, uma em cada 15 mil crianças tinha a doença. Agora, a proporção é de uma para cada 8 mil.
Crianças com diabetes precisam cuidar da alimentação e ter seus níveis de glicose checados várias vezes ao dia. Esse controle é ainda maior em crianças pequenas, que necessitam de longas noites de sono e cujos hábitos alimentares ainda estão em formação.
Devido à sua ação ultra longa, Tresiba®, que tem duração de mais de 42 horas no organismo após a aplicação, prolonga o efeito de redução do açúcar no sangue. Esse efeito de longa duração é muito importante para os pais, que podem ficar mais tranquilos durante a noite, por exemplo, já que há menos riscos de crise de hipoglicemia. “Os eventos de hipoglicemia que ocorrem durante a noite, na hora do sono, são particularmente preocupantes porque os pacientes podem não identificar os sintomas e, com isso, serem incapazes de mudar o quadro por conta própria. Por isso, insulinas de ação ultra longa são importantes ferramentas no combate a esse problema”, explica Dr. Fabiano.
 
 
Sobre Tresiba®
Tresiba® (insulina degludeca) é uma insulina basal de aplicação diária com ação ultra longa de mais de 42 horas.3,4 É importante que as pessoas com diabetes tipo 1 e 2 estabeleçam uma rotina de tratamento. A regularidade nos horários de administração da insulina é de extrema importância para o tratamento do diabetes tipo 1 e 2. Quando a administração no horário estabelecido não for possível, Tresiba® irá permitir flexibilidade à rotina.3,5,6 Tresiba® recebeu sua primeira aprovação regulatória em setembro de 2012 e, desde então, foi aprovada em mais de 60 países. Tresiba® foi lançada no Brasil em 2014 e tem indicação aprovada pela Anvisa para tratamento de diabetes mellitus tipo 1 e 2.


Sobre a Novo Nordisk
A Novo Nordisk é uma empresa global de saúde com mais de 90 anos de inovação e liderança no tratamento do diabetes. Sua trajetória deu à companhia a experiência e a capacidade necessárias para ajudar pessoas com outras condições crônicas sérias, como hemofilia, distúrbios do crescimento e obesidade. Sediada na Dinamarca, a Novo Nordisk emprega aproximadamente 42.300 pessoas em 75 países e comercializa seus produtos em mais de 180 mercados. Para mais informações, visite www.novonordisk.com.br, Facebook, Twitter, LinkedIn, YouTube.

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Referências

¹ Thalange N, Deeb L, Iotova V, Kawamura T, Klingensmith G, Philotheou A, Silverstein J, Tumini S, Ocampo Francisco A-M, Kinduryte O, Danne T. Insulin degludec in combination with bolus insulin aspart is safe and effective in children and adolescents with type 1 diabetes. Pediatric Diabetes 2015: 16: 164–176.
2 Dannem T, Kinduryte O. What is so different about diabetes in children?. Diabetes Voice 2007: 52: 16-19
3 EMA. Tresiba® summary of product characteristics. Available at: http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/EPAR_-_Product_Information/human/002498/WC500138940.pdf Last accessed: June 2016.
4 Haahr H, Heise T. A review of the pharmacological properties of insulin degludec and their clinical relevance. Clinical Pharmacokinetics. 2014; 53:787-800.
5 Meneghini L, Atkin SL, Gough SC, et al. The efficacy and safety of insulin degludec given in variable once-daily dosing intervals compared with insulin glargine and insulin degludec dosed at the same time daily: a 26-week, randomized, open-label, parallel-group, treat-to-target trial in individuals with type 2 diabetes. Diabetes Care. 2013; 36:858-864.
6 Mathieu C, Hollander P, Miranda-Palma B, et al. Efficacy and safety of insulin degludec in a flexible dosing regimen vs insulin glargine in patients with type 1 diabetes (BEGIN: Flex T1): a 26-week randomized, treat-to-target trial with a 26-week extension. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 2013; 98:1154-1162.

Sobre a adesão ao tratamento

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Até 51% dos pacientes não fazem o tratamento corretamente após a consulta com o médico, o que acarreta num ciclo de doença e um colapso no setor da saúde

Quem nunca deixou de completar os dias de antibiótico, a pomada nas manchas, o comprimido da alergia, que atire a primeira pedra. Mas infelizmente, essas atitudes, aparentemente inofensivas, podem ser fatais em muitos casos.

Mas, “se eu já estou me sentindo melhor”, tudo bem não acabar a cartela do remédio, né? Não. Para o Dr. Otavio Berwanger, Cardiologista e Diretor do Instituto de Pesquisa do HCor, a falta de adesão ao tratamento vem se tornando um problema de calamidade, tanto para o paciente, quanto para o setor da saúde. “O médico examina, diagnostica e prescreve o tratamento adequado para sanar o problema, seja uma doença isolada ou crônica. Não seguir a receita coloca o paciente em perigo, pois, ele não completará o ciclo do tratamento e voltará ao PS ou ao consultório para uma nova avaliação do mesmo problema, o que também prejudica o funcionalismo do setor”.

No caso das doenças cardíacas, que matam 300 mil pessoas por ano no Brasil, a falta de adesão ao tratamento multiplica o risco de um segundo evento ou morte, em 1,4 dos pacientes que não seguem a medicação corretamente, de acordo com o estudo realizado pelo Professor Nicolas Danchin, de Paris, e exposto no American Heart Association, em 2015. “Esse paciente deve fazer um tratamento contínuo por, no mínimo, 12 meses, pois a chance de um segundo evento é de 20-30% nesse período. Mas isso não acontece.

Os motivos da falta de adesão são diversos: só tomam a medicação na crise; medicamento caro; esquecimento; falta de disciplina para administrar mais de uma droga. Mas esse problema precisa ser resolvido.

Dr. Otavio conta que os médicos estão preocupados e dispostos a mudar esse cenário. “Temos nos reunido para debater esse assunto e buscar soluções para o problema, mas o fato é que isso precisa ser trabalhado em todas as etapas, desde a consulta inicial com o médico”.

Cerca de 51% dos pacientes não fazem o tratamento corretamente após a consulta. Os médicos dizem que a cada três receitas, pelo menos uma não é sequer aviada. E, se essa receita possuir mais de três medicamentos, menos de 50% dos remédios serão, de fato, comprados, e que apenas 15% dos pacientes permanecem to­mando o medicamento ao longo de um ano.

O cardiologista dá uma dica. “Adesão ao tratamento é como qualquer outro compromisso. Você acorda e vai trabalhar; você está de dieta e não come doce; vai prestar vestibular e estuda. Um pouco de disciplina ajuda a qualquer pessoa”.

E para facilitar, algumas opções, como aplicativos de celular estão disponíveis. Eles possuem agenda de consulta, alertas para lembrar a hora da medicação e até para beber mais água.

“Estamos usando diversos artifícios e aproveitando cada oportunidade para mostrar a importância da adesão ao tratamento. Os pacientes, mesmo crônicos, podem ter mais qualidade de vida e segurança se seguirem corretamente as indicações de seus médicos”, conclui o Dr. Otavio.

APP Adesão Faz Bem
O aplicativo é uma ferramenta que tem o objetivo de cuidar da saúde e manter uma boa qualidade de vida de maneira divertida e leve. Com competições divertidas, ele possibilita unir a família e os amigos, propondo desafios que valem o primeiro lugar no ranking! Além de você poder acompanhar o desempenho de cada participante do time. O app também tem em suas funcionalidades agenda de consulta, alarme para medicamento, lembretes para bebida e alimentação.

Fonte: AstraZeneca; Dr. Otavio Berwanger; Le Figaro.fr; Brasil Saúde 247.