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Sem planejamento, porém muito amada e agora muito bem tratada. Esta é a gestação do Davi

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Bom dia!

Me chamo Lindiane, tenho 22 anos, tenho DM1 há 6 anos,usava insulinas NPH e Regular. 


Nunca fui uma pessoa disciplina com minha diabetes. Sempre fui de extravagância, e quando digo isso não exagero, ficava dois dias sem tomar insulina, comia como uma pessoa sem DM1, até pior. 

Era muito fast-food, muitos doces... 

E assim foi meu controle durante todos esses anos, cheguei a ter glicada de 13%!! 

Sempre pensava: "Há, amanhã eu começo a me cuidar." E esse tal amanhã, nunca chegava.

Minha menstruação sempre foi desregulada. Namorando há mais de 2 anos, não tomava anticoncepcional, e não usava preservativo. Resolvi fazer um teste apenas por que estava com dor nos seios. E claro positivo. Estava grávida de mais de mais ou menos 6 semanas. Então podem imaginar como minha vida mudou. 




Comecei a fazer dieta rigorosa, toda terça no médico. Ainda sim não estava controlando. 

Fiquei internada durante 15 dias para controle.Passei a usar no lugar da Insulina Regular a Lispro (Humalog), meus controles melhoraram muito com esta mudança. Sem doses de correção,já que todas as terças estou no medico e ele tem acompanhado de perto meus controles , fazendo as devidas mudanças nas dosagens quando necessário.

Estou agora com 24 semanas, graças a Deus está correndo tudo bem. Mas vivo no limite. Em tudo.

Não foi uma gravidez planejada. Se tivesse planejado não haveria tantos contratempos e preocupações. Todos na minha família estão amando a ideia de ter um bebe em casa e me apoiam muito, meu noivo adorou a ideia da paternidade.

Faço tratamento no hospital das clínicas, tenho convênio, mas não troco nunca o HC por qualquer outro hospital. Sou muito bem atendida e muito bem tratada. Amo me consultar lá!!

Por isso digo e repito não deixem para se cuidar de última hora. O meu médico disse que mais 50% da população feminina com DM1 tem glicada acima de 9%, e é muito comum acontecer o que aconteceu comigo.  

Graças a Deus a Medicina anda bem avançada, faço muitos exames, estou me cuidando bastante e está correndo tudo bem, não estão tirando a possibilidade de parto normal, se não fosse pelas preocupações da DM1 e de certa forma a falta de planejamento, seria a gravidez mas tranquila que já vi. Não tenho nem enjoos...Graças a Deus!

Esqueci de mencionar, teremos um menino que se chamará Davi.

Peguei o resultado da minha glicada estava em 6,4% foi a melhor notícia que eu podia receber. Meu bebê atualmente está com 600gr e quase 30cm. Estou muito feliz com tudo que me vem acontecendo e por ver que meu esforço está valendo a pena!! Estamos lutando por um parto normal e se Deus quiser tudo dara certo!!!

É possível sim uma gravidez de DM1 sem riscos. Se cuidem, se amem!! Beijinhos fiquem com Deus.





Planejamento foi a palavra chave para o sucesso da minha gestação!

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Olá!
Meu nome é Luana, tenho 31 anos de idade e diabetes  tipo 1 há 11anos.

Quando descobri que era diabética, comecei a usar a insulina NPH a aplicava com seringa.
Na adolescência recebi muito apoio da minha família, minha mãe cuidava muito da minha alimentação e meu pai dos puxões de orelhas quando me descuidava do tratamento, claro que algumas vezes cometia alguns deslizes .

Aos 25 anos tive minha primeira gestação, não foi planejada, estava com a  glicada de 9%... Tive muito enjôo no início da gestação e com isso muitas hipoglicemias, algumas severas.

Na época usava NPH e não tive um acompanhamento médico adequado , com 20 semanas comecei a ter hipertensão (com muito edema), fui internada com descompensação glicêmica. Com 26 semanas, entrei em trabalho de parto e a glicemia estava em  400mg/dL e a pressão 180x100, foi feita uma cesariana de urgência e o meu filho foi para UTI neonatal, mais não resistiu,faleceu .

Cinco anos depois engravidei outra vez , tudo planejadissimo! !!

Gente, isso é muito importante para mulher diabética, planejamento antes de gestar!



Com uma glicada 5.5%, exames todos em dia, fui liberada pela endócrino, oftalmo e cardiologista, com assiduidade no tratamento e uma equipe medica maravilhosa que me acompanhou,tudo foi dando certo, devo isso também a Drª Luciana Tardin (endócrino) e Drª Leila Werneck (obstetra) .

No inicio da gestação tive muito enjôo e com isso algumas hipos, mas nada tão grave, as minhas consultas com a endócrino eram constantes, e a primeira coisa que ela fez antes até de eu engravidar foi mudar minha insulina, passei a usar a lantus e a novorapid pra corrigir as refeições , além dos inúmeros testes de glicemia para controlá-la (antes de cada refeição e duas horas após e contagem rigorosa de carboidratos),comecei a fazer uso do anti-hipertensivo Metildopa prescrito pela obstetra.



Passado o enjôo, meu medo passou a ser da hiperglicemia, mas mantinha a mesma rotina lantus, novorapid, contagem de carboidratos e testes de glicemia, detalhe colocava o celular para despertar para não esquecer de fazer tudo o mais correto possível, mesmo assim,ainda fazia algumas hipos e hipers que eram imediatamente corrigidas . Tem que ter em mente que embora haja todo o cuidado, elas acontecem, não podemos nos desesperar, mas agir o quanto antes, depois de passado o ocorrido repensar com cuidado para saber o que pode ter ocasionado-a, nem sempre teremos a resposta...

Confesso que as vezes era desgastante essa rotina, mas há um Deus no céu que me manteve e me sustentou durante toda a minha gestação .

Não tive nenhuma internação, nenhuma intercorrência na minha gestação e tive um ótimo controle glicêmico foi uma gestação tranquila, Graças a Deus !



Com 34 semanas de gestação fiquei com pés e pernas muito inchados e tive dois picos hipertensivos, por isso a minha obstetra resolveu fazer minha cesariana com 37 semanas e cinco dias .


O nome do meu filho e Felipe, ele nasceu no dia 28/04/16 as 19:05 hs, com 3,150 kg e 47 cm, correu tudo bem no meu parto, minha glicemia estava 124 mg/dl na hora do nascimento.Meu filho nasceu saudável, chorou,  não teve nenhuma hipoglicemia, foi para o quarto e logo o amamentei.



Tive um pós-operatório tranqüilo ,algumas hipos mais nada grave.

Estou amamentando e confesso que essa nova vida de mãe com diabetes as vezes é difícil, é meio complicado conciliar a maternidade com o diabetes.

Durante a gestação engordei 11 kgs e já consegui perder 4kgs .

Eu e meu marido estamos muito felizes e gratos em primeiro lugar a Deus por que deu tudo certo. Deus é fiel, em todo tempo me sustentou,  por que não é nada fácil a gestação de uma mulher DM 1...


Quero agradecer ao meu marido, que é também meu amigo, parceiro e que tem cuidado de mim com tanto amor, que só de me olhar reconhece uma hipo ou hiper, que sempre está disposto a me ajudar nas dificuldades, que durante a gestação me cobriu de cuidados e carinho (tem coisas que só que tem DM1 sabe do que estou falando)...ELE É UMA BENÇÃO DE DEUS EM MINHA VIDA!

Quero dizer para as mulheres que tem DM 1, que é possível sim ser mãe e ter uma gestação tranqüila e filhos saudáveis quando se tem todo cuidado , planejamento, assiduidade no tratamento e muito rigor nos cuidados...Quando colocamos Deus a frente dos nossos sonhos Ele nos capacita a vencer as maiores dificuldades .


FELIPE É A FIDELIDADE DE DEUS SOBRE NOSSAS VIDAS!

Uma gravidez planejada e desejada: A Alícia nasceu!

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Meu nome é Alessandra Etiene, sou professora de Português e tenho 32 anos. 

Tenho Diabetes Mellitus há 11 anos.Descobri que era diabética de uma forma bem traumática. Não reparei nos sintomas mais básicos: sede, xixi em excesso e perda de peso. 

Eu tinha 21 anos, trabalhava e estudava. Achei que era apenas cansaço. Um dia em casa, desmaiei e fui levada para o hospital. Tive duas paradas cardiorrespiratória e entrei em coma. Sobrevivi (sem sequelas) por um milagre.

Estava cheia de planos. Com o diagnóstico acreditei que estava tudo acabado. Ledo engano. Meu primeiro endócrino me explicou tudo sobre a doença e de como poderia ser minha vida dali pra frente. Me ajudou muito a aceitar e de cara me apresentou a contagem de carboidrato. Com esse método, associado ao uso das insulinas NPH e Regular, pude levar adiante meus sonhos. Me formei em Letras pela UFRJ, trabalhei como professora, viajei, curti baladas, festas, namorei... Fiz tudo sem deixar que a Diabetes me limitasse.

Não foi fácil. Às vezes batia a vontade de chutar o balde. Mas eu me lembrava do susto que tinha sido minha internação e de como meus pais ficaram apreensivos. Não queria passar por tudo aquilo de novo.

Ter filhos não estava nos meus planos (e confesso que eu nem pensava nisso por medo). 

Casei e  meu marido não me cobrava isso, porém eu sabia que esse era seu maior sonho. 

Eu sempre gostei de crianças, mas ter uma me deixava meio assustada. 

Pesquisando sobre o assunto, me indicaram o blog diabetesevoce.blogspot.com.br. Até então eu não conhecia nenhuma outra mamãe diabética e, lendo os depoimentos, fui me animando. Até que em uma consulta com minha atual endócrino eu manifestei a minha vontade. Ela concordou na hora e já iniciamos todos os cuidados necessários.

Tomei anticoncepcional por 12 anos, por isso demorei um pouco para engravidar: 5 meses. 

Eu e meu marido não contamos pra ninguém que estávamos tentando. Mesmo depois de muito tempo, algumas pessoas não entendem que uma diabética pode ser mãe como qualquer outra mulher. E essas mesmas pessoas tentariam me desencorajar ou me assustar com histórias escabrosas. 


Não foi uma gravidez fácil: muitas hipos no início, suspeita de zika (que não passou de uma simples alergia, ufa), dieta rigorosa e desenvolvi colestase (o bebê pressiona o fígado no fim da gestação e isso causa enjoos e coceiras por todo o corpo). 





Iniciei a gestação com a hemoglobina em 8% e terminei com ela em 6,5%.Todo meu acompanhamento e parto foram feitos pelo SUS. Meu único entrave foi a falta das Insulinas Humalog e Lantus. Tive que voltar a usar a NPH e a Regular. Uma equipe médica maravilhosa me acompanhou até o último dia e quero deixar aqui meus agradecimentos a eles: Drª Daniele (obstetra de alto risco) e Drª Mariana e Drº André (endócrinos especialistas em gestantes). 



No dia 12 de agosto de 2016 Alícia chegou a esse mundo perfeita e saudável. Eu estava com 39 semanas e seria parto normal (cheguei a 10 de dilatação), mas ela saiu da posição e minha pressão começou a subir. Por isso fiz  uma cesárea de emergência. Minha bebê não precisou ir pra incubadora e foi logo para o quarto ficar comigo. A amamentação tem sido prazerosa desde o início, mas não posso bobear. O gasto energético é enorme e as hipos são frequentes. Minha mãe e meu marido estão sempre alertas e aos poucos vamos nos adaptando a essa nova rotina.



Ela é linda e tem dado mais sentido a minha vida. Não me arrependo da escolha que fiz e espero que esse depoimento incentive outras mulheres diabéticas a realizarem seu sonho de ser mãe. Medos e receios fazem parte, mas não podem ser limitadores.


Uma gravidez dificil, algum tempo depois uma nova gestação. E ai?

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Me chamo Vanessa, tenho 27 anos e sou mãe de um lindo casal.

Minha história com o Diabetes começou quando tinha 9 anos de idade, minha mãe me levou no medico para fazer exames de rotina pois havia notado que eu estava muito magra, tinha muita sede, fazia xixi toda hora, sintomas de diabetes.  


Ao chegar na casa da minha tia depois do exame, eu desmaiei, imediatamente fui levada ao hospital, chegando lá, fizeram uma baterias de exames, fiquei 3 dias em coma. Foi quando o médico chamou meus pais para conversar e explicou que eu estava com diabetes, internei com a glicose 646 mg/dl, na época minha mãe se apavorou pois ela nunca tinha visto falar nessa doença. 

Dali em diante, minha vida mudaria completamente, tinha que seguir as recomendações medicas e fazer o tratamento direito.

Durante minha adolescência, tive  crises de revolta, me perguntava e ate hoje me pergunto porque de eu ter essa doença. Tinha vergonha de falar para as pessoas que eu tinha Diabetes. Muitas vezes passei mal na rua, em banco, na escola e quando saia com meus amigos pois ninguém sabia como agir naquela situação.  

Esqueci de mencionar, uso as insulinas NPH e Humalog ambas na caneta.




Ao longo desses anos, foram muitas e muitas crises de hipoglicemia e internações. Aos 23 anos conheci meu atual esposo já no primeiro encontro tive uma hipoglicemia,  ele se apavorou, mas eu não comentei o porque do meu mal estar, então uma amiga explicou que eu tinha diabetes, a partir daí sentamos e conversamos.


Aos 25 anos, descobri minha primeira gravidez,  comecei ali uma batalha pela vida do meu filho e também pela minha. Foram muitas hipoglicemias ao longo da gestação, passava mais no hospital do que em casa, mas foi no dia 26/08/14 quando eu já estava internada para monitorar a gestação, que tive uma crise de hipoglicemia severa, ás 12:43, me levaram ao centro obstétrico para me salvar a vida do meu filho, pois minha glicemia estava em 22 mg/dl e os batimentos dele estavam caindo. 

Então só ouvi a medica dizendo:

-Vamos fazer uma cesarea de emergência!  


Gestação  do meu filho
Eu só disse:

- Salva meu filho, se eu tiver que morrer salvem ele!

Foi neste mesmo dia que  então ele nasceu, pensando 1.974 kg  e 40 cm,com de 33 semanas e 3 dias hoje é um menino lindo perfeito.  Chama-se Endrew, ficou 16 dias na UTI pela prematuridade, atualmente tem 2 anos de idade.




Em abril de 2015 descobri minha segunda gestação,  estar grávida novamente foi um susto!


Gestação da Sophia

Meu filho estava pequeno e a correria com maternidade e etc,  mas segui as recomendações medicas e a segunda gestação foi bem mais tranquila. Minha filha  nasceu de parto cesarea, no dia 16 de dezembro de 2015 as 20:24 com 2. 270 kg, de 36 semanas e 3 dias, linda, perfeita e saudável, pode ter sido uma loucura ter um filho atras do outro, mas sem dúvidas são minhas vidas e faria tudo novamente. Não precisou de UTI Neo.

Ambas as cesarianas cicatrizaram super bem, mostrei para muitos que duvidavam que ser mãe e diabética era possivel, nós vencemos! Meu marido foi primordial neste processo!

Os meus dois atendimentos foram no Sistema Público de Saude (Santa Casa de Porto Alegre), fui super bem atendida e até hoje sou atendida pelo SUS.

Quanto a amamentação, dei de mamar até os dois meses para os meus filhos, queria ter amamentado mais, porém meu leite não foi suficiente, então introduzimos a fórmula sem problemas.

Confesso que ter diabetes e cuidar de duas crianças pequenas não é fácil, tem horas que até esqueço de mim, porém na medida do meu possível vou me cuidando. Contudo, eles são minha maior alegria.

Difícil? Foi!

Se me arrependo? Não!

Fácil duas crianças pequenas e o DM? Claro que não! 
Administrar o Diabetes, dois filhos pequenos com necessidades diferentes, ser mãe, dona de casa e ter as demais funções sociais... 
Não é Fácil! Mas eles não pediram para virem ao mundo, vieram, e tenho que dar o meu melhor para eles, isso inclui me cuidar tambem, tendo os devidos cuidados com o DM , pois o futuro deles está entrelaçado com a forma que me cuido  hoje.

Me chamo Vanessa, sou diabética tipo1 ha 18 anos mae de 2 filhos lindos minhas vidas





Obrigada Atenciosamente
Curto muito sua página