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Venci dois cânceres, aprendi sobre a vida com o DM e hoje sou mãe!

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Meu nome é Jennyfer, tenho 23 anos, no momento tenho o melhor trabalho do mundo; SOU MÃE! Não trabalho fora, não por opção, mas devido a acompanhamento médico da minha pequena Malu e também não ter conseguido vaga em escola pública pra ela.

Tenho pais maravilhosos, que em momento algum se negaram em estender as mãos nos momentos em que precisei, hoje vivo com a ajuda deles e com a miséria da pensão que o pai da minha filha dá, mas essa é uma história pra mais tarde.

Vamos lá fazer uma retrospectiva da minha vida para que conheçam minha história, com seus altos e baixos, mas nunca se entregando...

Aos três anos de idade começaram minhas visitas ao hospital, mal sabia eu estavam apenas começando, eu tinha algo chamado ''fenda palatina'' precisava operar o céu da boca, pois havia uma fissura e eu podia ter sequelas e não falar operei e meu desenvolvimento correu de forma satisfatória.

Dois anos mais tarde, com pouco mais de cinco anos, próximo ao horário de ir para a escola (estava na primeira série do primário), como de costume almoçávamos em família diariamente, os cinco juntos (minha mãe, eu e meus três irmãos) e depois seguíamos pra escola, ao terminar o meu almoço fui levar o prato na pia, ao chegar lá, minhas pernas travaram, não conseguia dar um passo sequer, a dor no abdômen era muito forte. Fui levada as pressas ao posto de saúde por minha mãe, meus irmãos foram levados pra escola por minha tia. Chegando à unidade a suspeita era de apendicite, fui encaminhada as pressas ao hospital infantil Pequeno Príncipe (Curitiba) este me atendeu rapidamente e ao ser levada a sala de ecografia veio o susto: EU TINHA CÂNCER.

Algo chamado de TERATOCARCIONOMA pelos médicos, no popular eu tinha câncer no ovário direito.

Então foi acionada a equipe de Hematologia, para conversar com minha mãe, eu não estava entendendo nada, a cirurgia foi feita as pressas e retirado o ovário e as trompas do lado direito, já não sentia mais dor, alguns dias depois descobrimos por meio da biópsia que o tumor retirado da minha barriga tinha o tamanho de uma laranja e era maligno.

Foi preciso um tratamento mais que rigoroso pra uma criança de cinco anos, a quimioterapia. Foi um período sofrido pra mim e pra toda minha família. A fase mais terrível (ou a que eu achava ser) estava apenas começando. Perdi os cabelos, cílios, sobrancelha, mas nunca perdi a alegria de ser criança.

Desde que recebi esse diagnóstico já ouvia que nunca seria mãe...

Após quatro anos que havia retirado o ovário, as dores abdominais voltavam a me incomodar, nessa época eu já tinha nove anos,feito os exames foi notado que o câncer habitava meu corpo novamente.

O segundo tumor estava próximo ao meus rins, feito a cirurgia, e com o resultado da biópsia negativo pra câncer maligno, todos já estávamos mais tranquilos.

Com 13 anos, comecei a me sentir mal de novo... 
Muita sede, perda de peso repentina (13 kg em oito dias), não conseguia segurar a urina, não queria fazer outra coisa senão dormir... Foi então que no dia 02/06/2005 recebi outro diagnóstico, mais um pra coleção... Eu tinha DIABETES MELLITUS TIPO 1.

Não entrei em choque, pois até então não conhecia a doença, na minha cabeça tudo aquilo seria passageiro, eu passaria mais alguns dias ali internada, tomaria algum remédio e ficaria tudo bem.

EU ESTAVA MUITOOOOOOOOO ENGANADA.

Passei por um período de revolta muito grande, não aceitava e não entendia por que dessa maldita doença escolheu a mim, em sete anos de doença foram quatro comas profundos onde dormi por dias.

Aos 18 anos conheci aquele que eu achava ser o amor da minha vida, mal sabia eu que o ''fulano'' só seria o pai da minha filha.

Ele trabalhava numa loja de material de construção na frente do mercado que eu iria trabalhar, pediu meu telefone para uma colega de trabalho e ela passou, então trocamos SMS e marcamos de sair. Naquela mesma noite eu acabei sabendo que ele era diabético ele se cuidava muito, tipo era o oposto de mim.

Por sermos Dms1 então nunca pensamos em ter um filho, achamos que seria fora de cogitação e não tocamos no assunto.

Aos 19 anos, cinco meses de namoro, ele sofreu um grave acidente de moto onde teve complicações devido à ''bete'', como já morávamos juntos, era eu quem cuidava dele no hospital.

Descuidei muito da diabetes nesse período, com dois meses da data do acidente meu corpo pedia por socorro, minha hemoglobina glicada estava em 13%... Uma loucura!!! Achava que estava descompensada por alguma infecção.

No dia 25/09/2012 colhi um exame de sangue pra achar o foco da infecção, e uma semana depois veio o resultado; EU ESTAVA GRAVIDA DE 14 semanas e três dias. Lágrimas rolaram pelo meu rosto, fazia minutos que havia recebido meu tão esperado positivo, e eu já amava meu bebe mais que tudo no mundo.

Por ter me descuidado durante o período do acidente minha gestação precisou ser interrompida com 32 semanas (detalhe já fazia 26 dias que eu estava internada pra segurar minha baby) Com 32+4 no dia 07/03/2013 chegou ao mundo àquela que seria a dona do meu coração, com 2.715 kg e 48 cm.
  
Momento feliz, alta da UTI, sonda como auxilio na alimentação,era um exercicio diario para esta mocinha aprender a sugar


Depois de nascer Maria Luiza precisou de UTI por 24 dias, foram algumas paradas cardíacas, sondas, muitas picadas, algumas infecções, perda e ganho de peso que ela teve. Essa sim, era a parte mais terrível da minha vida, eu achava que aquilo não ia acabar nunca.
Na Enfermaria Mamãe Canguru para aprender a sugar

Nunca deixei minha filha sozinha no hospital, ela lutando com garra pela vida e eu sentada ao lado daquela incubadora pedindo a Deus que salvasse a minha "vida" que agora tinha nome, sobrenome e olhos lindos: Maria Luiza de Souza Messias.

Agora eu podia te-la junto a mim e não mais toca-la por um vidro (incubadora)

Não pude amamentá-la, pois quando ela saiu do hospital precisei operar o seio por uma mastite que tive, minha mãe cuidou dela e a alimentou com mamadeira, meu leite secou e graças a Deus ela estava bem nutrida.

Quando ela nasceu eu pesava 71 kgs, seis dias depois fui para 49 kgs e atualmente tenho 52 kgs.

Graças ao meu Deus o pesadelo havia acabado.
  
Atualmente, infelizmente eu e o pai da minha filha não temos um bom relacionamento, ele não se cuida mais, toma bebida alcoólica, quase não se alimenta, a vida dele é a rua e os amigos. Nossa ''relação'' é bem estranha, parecemos dois desconhecidos, ele me trata mal, pois não admite que a vida continuasse depois dele. Antes de saber do meu namorado, ele me tratava super bem, fazia o estilo PAIZÃO, pagava a pensão em dia, sempre vinha ver a filha, saia pra passear e etc... O modo como ele me trata pouco me importa, mas desprezar minha pequena Malu me dói na alma. 

Todos nós temos nossos problemas não é? Este é um dos meus que com bravura e fé em Deus vou enfrentando e levando, a maternidade nos dá uma força indescritível! Tenho uma família incrível e um namorado fantástico!

Em relação ao câncer, estou curada. Esse ano minha ultima cirurgia pra retirada do tumor completa 15 anos. Risco de ter a doença sempre existe, mas faço exames de sangue 1 x ao ano, esse ano ainda não fiz, mas o ultimo resultado apresentou uma leve anemia, o que pra minha condição de DM1 não é muito legal. Estou tomando vitaminas e remédios, e tentando me alimentar melhor. Minha relação com a “BETE” é um tanto complicada, o tratamento que recebo do meu médico (sistema público) não é dos melhores, uso NPH e R como insulinas em meu tratamento.


Malu e Eu, amor pra toda a vida
A mais ou menos 6 meses precisei trocar e medico, pois me mudei do bairro onde morava e aqui na minha cidade cada bairro tem seu respectivo posto de saúde, o que dificultou muito no tratamento, começar do zero com uma equipe que pouco entende de DM1 e a cada consulta (que demora muito) faz uma “experiência diferente” é tenso! Enquanto isso vou cuidando da melhor forma que vou podendo...
  
Maria Luiza acompanha no neurologista, devido ao atraso na fala acompanha também no pneumologista devido à asma Já ganhou alta da cardiologia, (passava, pois nasceu com uma espécie de válvula frouxa, não sei ao certo o que era nunca nenhum medico explicou), e já ganhou alta da otorrino, precisava retirar as amígdalas e adenoide e a cirurgia foi dia 22.01. Agora está tudo bem, aos poucos está aprendendo a falar já não usa mais fralda nem mamadeira, agora estamos ''negociando'' a chupeta. E assim a vida segue, Eu cuidando da minha florzinha, ela crescendo cada vez mais linda e saudável.
  
Minha princesinha vai completar 3 aninhos em março e é a maior alegria da minha vida.
Não ela não tem diabetes...
NÃO ela não tem sequelas...

Maria Luzia, razão da minha vida
Sou MÃE, PAI, AMIGA, COMPANHEIRA, e me orgulho muito de conseguir cuidar da minha filha. MINHA MENSAGEM PARA AS MAMÃES, NÃO SÓ PARA AS DMS, MAS PARA TODAS AS MAMÃES É QUE NUNCA DESISTAM DOS SEUS SONHOS, QUE PARA DEUS NÃO EXISTE O IMPOSSIVEL, EU NÃO TENHO UM OVARIO, AS CHANCES DE GERAR UM BEBE ERAM MINIMAS, EU JA ESTAVA CONFORMADA QUE NÃO TERIA UM FILHO DE SANGUE, MAS QUERIA MUITO SER MÃE E TERIA UM FILHO DE CORAÇÃO. DEUS ME PRESENTEOU COM A ANJINHA MAIS LINDA DO CÉU AO QUAL EU DEI O NOME DE MARIA LUIZA.

Como lidar com as emoções e ao mesmo tempo gerenciar o controle da glicemia?

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Lidar com as emoções não é um aspecto muito fácil das nossas vidas. Acrescentar o diabetes à rotina pode acarretar consequências, que muitas vezes se tornam difíceis de gerenciar.
Há estudos que mostram que estresse, tristeza e depressão aumentam a quantidade de hormônios como adrenalina e cortisol, e citocinas (proteínas importantes para o controle de diversas ações no organismo, dentre elas os processos imune e inflamatório). Estes hormônios e proteínas tendem a aumentar a glicemia, consequentemente necessitando-se de ajustes nas medicações, dietas e atividades físicas.
Por isso que de uma hora para outra, quando passamos por situações de estresse, depressão e de tristeza, não conseguimos gerenciar o controle das glicemias. Para dar dicas sobre isso, o Portal De Bem com a Vida entrevistou a psicóloga e educadora em diabetes Graça Camara.
Portal de Bem com a Vida: Em momentos de depressão, como a pessoa pode romper o ciclo de quanto mais deprimido, mais falta de cuidado para o controle da glicemia?
Depende da condição e do tipo de depressão. Importante é que essa depressão seja identificada, tratada, algumas vezes até com medicação, mas de preferência sempre com acompanhamento psicológico. Este é um alerta para famílias, que ajudem as pessoas com sintomas de depressão a buscar ajuda terapêutica, mas enquanto elas não conseguirem se “erguer”, é importante um apoio e ajuda nos controles glicêmicos.
Portal de Bem com a Vida: Em momentos de estresse, como a pessoa pode reverter e voltar a controlar a glicemia?
O estresse é um fator, que na maioria das vezes, produz alterações das glicemias, pois a liberação de hormônios contrarreguladores nestas situações é muito comum. Sugiro cuidados para evitar situações, que causem estresse, sempre que possível. Mas nem sempre conseguimos controlar todas estas situações, e nesse caso, cuidado redobrado com as glicemias, conversando com o médico para ajustes de doses (no caso do uso de insulina) até que a situação se reverta. Um apoio psicológico é bastante adequado às pessoas, que não conseguem lidar com estresse.
Portal de Bem com a Vida: Em momentos de tristeza, como a pessoa pode lidar com a situação?
Momentos de tristeza são comuns em nossa vida, mas precisamos aprender a lidar com os mesmos em especial quando passam a ser muito intensos e prolongados. Nesses casos uma avaliação e apoio profissional são muito bem vindos.
Portal de Bem com a Vida: Quando há perdas ou frustrações, como a pessoa deve lidar melhor com os sentimentos para que não afete muito o controle da glicemia?
Não há uma fórmula, mas cada um deve tentar se reerguer e avaliar sua vida e seu rol de valores em todos os aspectos para encontrar meios de continuar. Não sendo possível sozinho ou com apoios de amigos e familiares, é aconselhável buscar apoio profissional.
Portal de Bem com a Vida: Quando a pessoa está tomando todos os cuidados para o controle da glicemia e, mesmo assim, não consegue atingir as metas prescritas pelo médico, como pode lidar melhor com isso?
Rever seu tratamento com o médico que o acompanha, avaliar suas condições atuais de vida, buscar compreender se há algo que o está deixando com essa dificuldade, rever sua medicação, como está sendo armazenada, conservada, validade, enfim…. verificar todas as possibilidades e buscar apoio para manter um bom controle na maior parte do tempo.

Fonte: http://www.debemcomavida.com.br/aprenda-a-gerenciar-a-glicemia-em-situacoes-de-estresse-depressao-e-de-tristeza/

Sede em excesso: Hiperglicemia. Será ?!

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E se tem uma coisa que eu ainda não aprendi nesses longos anos de diabetes é que as vezes aquela sede que mesmo bebendo copos e mais copos de água não passa, nem sempre, é uma hiperglicemia.

Ontem após o jantar, tomei 6.5 u de humalog, o que para a quantidade que jantei eram o suficientes ao meu ver, porém acabei repetindo por gula, mas na pressa não tomei insulina novamente.

Um bom tempo depois, na hora de deitar, estava sentindo muita sede, havia bebido mais de 3 copos d'água e nem assim resolvia, como estava com pressa/cansaço e queria dormir logo, não quis medir, sai caçando minha insulina pela casa por que agora meu filho resolveu que gosta de brincar com elas (e eu tiro a agulha claro)  para poder aplicar mesmo sem medir, afinal minha preguica era maior que tudo. Acabei encontrando antes da insulina meu aparelho de dextro e já que ele estava ali, por que não medir, não é mesmo ?

Ok, lá vou eu. Aqueles 5 segundos pareciam intermináveis, assim como meu medo de ver um HI ali ( sim por que eu tenho essa mania de ter "medo" de ver ela alta, estar alta ela pode, mas eu não posso ver, ta?! rsrsrsrsrs).
Para a minha super surpresa a glicemia estava 65. Gente como assim ?  E aquela sede insuportável que eu jurava ser HIPER ? Pois é fui pega totalmente de surpresa.

Pensei comigo, poxa e se eu  tivesse aplicado a insulina ?! Com toda certeza teria aquela hipo " das bravas", que te faz parecer levitando, sem conseguir raciocinar, que te faz derrubar doces, sucos e até açúcar por toda a cozinha, isso se não acordasse só no hospital né ?! Por que se bem me conheço eu iria repetir a dose anterior de insulina e iria deitar tranquilamente.

É raro eu ter uma hipo assintomática e dessa vez coincidentemente com uma sede absurda ( que provavelmente foi ocasionada pelo jantar).

Depois desse episódio prometi para mim mesma que só tomarei minhas doses de insulina após as medições ( o que é o correto de se fazer) para não correr mais riscos.

Afinal quando o assunto é diabetes, o raio cai sim duas vezes no mesmo lugar.



10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Diabetes na Infância

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Pessoal é sempre legal e importante ficarmos de olho, vale relembrar essas dicas.

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Diabetes na Infância

"Quando o assunto é crianças e adolescentes com diabetes, a educação e a precaução são sinônimos de um futuro saudável e seguro.  Os cuidados são necessários para manter a doença controlada e evitar complicações futuras. Confira abaixo 10 coisas que você precisa saber sobre Diabetes da infância.
1-   Nos dias atuais, o diabetes é uma doença bastante comum. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, pelo menos 170 milhões de pessoas sofrem da doença atualmente. Em 2025, este número deverá atingir 300 milhões de pessoas. No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas têm diabetes e metade delas desconhece sua condição.
2-    Para descobrir se seu filho tem diabetes é importante saber como identificar os sintomas. Alguns deles são caracterizados pelo excesso de sede e de urina, e pela perda de peso. Por exemplo, algumas crianças voltam a urinar na cama ou acordam com frequência para beber água no decorrer da madrugada. Ao perceber estas ocorrências, é fundamental consultar um endocrinologista pediatra de imediato.
3-   O tratamento para o diabetes pode ser ou não efetuado através da aplicação de insulinas, sendo primordial uma avaliação com um endocrinologia pediátrico.
4-   A dedicação e o carinho por parte da família é fundamental para crianças com diabetes, principalmente por parte dos pais. São eles que devem sempre ficar atentos em manter uma frequência nas consultas médicas para saber se a criança está com uma velocidade adequada do aumento de peso e altura e também para ajustes na terapia insulínica, que varia de acordo com as fases do desenvolvimento.
5-   A automonitorização da glicemia, a educação em diabetes, a prática de atividade física e o controle nutricional são necessidades comuns e importantes em qualquer faixa etária de pacientes com DM1, tanto nas crianças quanto nos adultos, e precisa fazer parte da rotina de tratamento.
6-   É importante a ajuda dos pais na inclusão da automonitorização no dia a dia do paciente, realizada de forma natural e sempre envolvendo seu filho nas decisões tomadas.  Aos poucos, a criança irá perceber a importância desse controle para sua própria saúde.
7-   Nem sempre a criança entende ou aceita bem a doença. Por conta disso, o acompanhamento de um psicólogo deve ser feito, se necessário.
8-   Realizar a integração dos pacientes com outras crianças que também possuem diabetes, através de encontros, associações e acampamentos é um ótimo meio de, além de ajudar seu filho a lidar com a questão, ensiná-lo e educá-lo mais sobre o assunto.
9-   É fundamental que os pais evitem a superproteção e a discriminação no processo de aceitação.
10- Após a infância e adolescência, os cuidados devem continuar os mesmos, mas o paciente deve ser encaminhado para um ambulatório de transição, onde o endocrinologista pediátrico e o endocrinologista adulto atendam simultaneamente a criança. Geralmente entre 15 e 19 anos acontece essa mudança, mas isso varia de acordo com o caso."

FONTE: http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-diabetes-na-infancia/

Receitas Diets - Bolo de Iorgute

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Não sou de fazer receitas diets, mas ultimamente confesso que estou querendo tentar focar em uma alimentação um pouco menos "normal", ando exagerando e preciso pisar no freio. Então decidi pesquisar umas receitas e compartilhar aqui com vocês as que achar mais interessantes e de fácil preparo. 

Se você tiver uma receita que recomenda para nós, me envie in-box que compartilho aqui com o pessoal, ok ?! 

Estava pesquisando aqui na net umas receitas de bolos "diets" e esse me chamou a atenção, achei prático e rápido. Não vou fazê-lo hoje por falta de um ingrediente, o adoçante dietético para forno e fogão, não costumo utilizar adoçantes, muito menos o de forno e fogão, minha disposição para  tirar o pijama e ir até o mercado é zero. Uma hipo na madrugada me deixa " chata" e preguiçosa o dia todo. 

Se alguém fizer essa receita antes, por favor me avise se ficou bom, ok ?! 

                                   Bolo de Iogurte Diet


 
- 1 xícara de chá de iogurte natural desnatado 
- 4 ovos inteiros 
- 1 xícara de chá de óleo vegetal 
- 3 xícaras de chá de farinha de trigo 
- 1 xícara de chá de adoçante dietético para forno e fogão 
- 1 colher de sopa de fermento em pó 
- Margarina para untar 
- Farinha de trigo para polvilhar 

 
Bata no liquidificador o iogurte, os ovos e o óleo.

Retire e leve a mistura para uma vasilha, acrescente a farinha de trigo, o adoçante e o fermento.

Misture bem e coloque numa forma untada e enfarinhada.

Leve ao forno médio (180 graus) pré-aquecido por aproximadamente 40 minutos.














Fonte: http://www.boareceita.com.br/bolo-de-iogurte-diet_499.html

Controlando o Diabetes para mais uma vez concretizar o sonho da maternidade, esta é a Michele!

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Sou Michele, 32 anos, sou do lar, pois resolvi ser mãe em tempo integral.


Sou diabética tipo 1 há 13 anos, atualmente uso lantus e novorapid, mas na gestação usava nph e regular, foram 12 anos de vida desregrada, mas há 1 ano mudei completamente de vida e aceitar meu diagnóstico.


Graças a Deus não tenho nenhuma sequela.


Sempre fui muito rebelde, levava uma vida totalmente errada, na adolescência eu nem sei dizer quanto era minha glicada, pois nunca me interessei em aprofundar no assunto (acho que era medo da verdade).



Sempre fui no médico, ele pedia exame e só, não me orientava...ia na nutricionista tambem, ela sempre me ajudou muito, mas logo foi remanejada e daí não me importei em procurar outra.



Meu esposo e minha filha cuidam muito bem de mim, se preocupam comigo e me apóiam muito para ter uma vida disciplinada.



Quando engravidei eu e meu esposo estavamos noivos e a gravidez não foi planejada, mas foi uma surpresa que nos deixou muito feliz,
ela apenas adiantou nossos planos.


Meus exames estavam bons na gestação, fiz o pré natal com um médico muito bom que me orientava certinho, engordei apenas 11 kg, quando completei 8 meses fui assaltada e entrei em trabalho de parto e devido ao susto minha glicemia subiu, fiquei quase 1 mês internada tomando dactil para esperar o tempo certo.

Milena nasceu com 38 semanas e 5 dias, medindo 51cm e pesando 4500kg, ela permaneceu na UTI por 7 dias para controlar a glicemia, pois nasceu com hipo.

Graças a Deus ela é perfeita, às vezes faço dextro nela só pra desencargo de consciência , mas sempre deu normal.

Amamentei por 1 ano e 2 meses, no início tinha muita hipo, mas logo fui me organizando. No primeiro mês, dos 11 kg que engordei na gravidez, emagreci 21 kg, sequei....mas estava muito feliz e bem.




Sou uma mulher muito feliz, pois tenho uma família linda e aprendi a ter uma vida saudável, resolvi parar de trabalhar para cuidar da minha filha e da minha saúde, pois como são 12 anos de descontrole, tenho que me empenhar ao máximo para "recuperar o tempo perdido".


Louvo e agradeço a Deus por não ter nenhuma sequela.


Queremos aumentar a família e para isso, como de 3 em 3 horas, faço caminhada, faço controle de CHO, tenho um " diário " onde anoto horário, glicemia, quantdade de CHO ingerido e quantidade de insulina aplicada, tudo o que eu como eu anoto, tudo...



Quero estar com uma saúde perfeita para gerar os filhos que Deus vai nos dar.




Hoje vejo a diabetes em minha vida com bons olhos, pois foi através dela que aprendi a me cuidar corretamente e a ter uma vida disciplinada.

Glicada em 15% e um resultado POSITIVO.

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Meu nome é Graziela, tenho 30 anos e fazem 20 anos que descobri que sou Diabética Tipo I. Atualmente faço meus controles e uso somente insulina NPH e REGULAR.

Minha aceitação sobre essa doença cretina foi muito difícil, pois, eu era apenas uma criança. Com o passar dos anos,fui aceitando essa condição mas sempre com a DM muito descompensada, várias internações, UTI minha vida era essa, cheguei a ouvir de médicos que se continuasse assim não passaria dos 20 anos... 


Depois de uns anos, uma mulher formada, Deus decidiu me fazer MÃE! Como assim? Mãe? Diabética? Com a glicada 15%? E foi que descobri a gravidez com quase 4 meses.


Minha menstruação vinha normalmente, até que atrasou e logo desconfiei...


Pois é! Eu que sempre tive um sonho em ser mãe, estava com aquele desejo dentro de mim, sabia que uma hora sem assiduidade nos cuidados contraceptivos isso poderia acontecer, mas o fato é, a gente acha que nunca vai acontecer conosco sendo diabéticas...


Mal podia acreditar, o resultado de fato era POSITIVO, começou a minha luta, minha corrida contra o tempo, tudo o que eu mais queria na vida era aquele bebê, mesmo os médicos me dizendo que não era possível... 



Nosso mosaico de fotos


Como não era possível? O meu Deus é o Deus do impossível! 


Eu tive muita, muita fé em Deus, rezei muito, mas além disso fiz minha parte, segui todas as orientações médicas.

Tive hipos, hipers, medos, anseios... Enfim tudo o que uma grávida de costume já tem, somado ao estresse e ao medo de uma gestação de alto risco.

Ia fazendo as ultrassons e exames pedidos pelos médicos e tendo alguns problemas com os mesmos pois suas constantes palavras de desânimo acabavam comigo...

Não foi fácil! Fiquei trocando de médicos a gravidez toda, ninguém queria atender uma diabética descontrolada de altíssimo risco, mas Deus é tão maravilhoso que aos 7 meses de gestação conheci o anjo da minha vida, a Dra.Luciana Lunardi, não sei como agradecer cada puxão de orelha,cada incentivo e toda dedicação que ela teve conosco.


Os cuidados na gravidez foram bem rigorosos, horários para alimentação e as medições eram feitas até em maior quantidade do que o médico prescreveu .Sim! Eu sabia dos riscos, fiquei bem assustada, os médicos faziam questão de sempre me falar dos riscos...


Meu anjo Gabriel Augusto, nasceu dia 24/03/2013 de 38 semanas, cesarea (pq eu optei), com 2.960 kg e 49 cm, Amamentei durante 3 meses, Hoje ele está com 2 anos e 10 meses e eu posso dizer de boca cheia que sou uma mulher realizada, feliz e tenho o meu verdadeiro amor lindo e saudável como meu lado.


Pretendo ter outro filho, de preferência menina...rs

"Tudo posso naquele que me fortalece"
Sou mulher, sou guerreira, sou forte, sou diabética tipo l Sou Mãe!

Se pudesse voltar no tempo faria tudo novamente com a diferença de estar com a glicada em dia, meta para segunda gestação.




Um sonho realizado!