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Vida de mãe, esposa, dona de casa e diabética.

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Olá pessoal!

Sou a Daniele, conforme a Kath havia lhes dito, a partir deste mes (janeiro/2016) serei colaboradora do blog, minha ideia é ajudá-las da melhor forma possível com minhas experiências, erros e acertos. Pela correria materna e demais funções sociais, talvez eu me ausente algumas vezes, mas a ideia é contribuir da melhor forma possível.

Bom, vamos lá...

Sou diabética tipo 1 há 24 anos, atualmente utilizo insulina Lantus e humalog (caneta) para meu tratamento. 

Sou mamãe do Miguel, que está com 10 meses e é o melhor presente que pude receber de Deus.

Vou contar no texto abaixo, como foi lidar com a vida de esposa, dona de casa, mãe e diabética nos primeiros meses pós parto.

Recapitulando...

Você faz tudo certo na gestação para ter um excelente controle glicêmico, come de maneira correta, faz dezenas de medições,inclusive madrugada, anota os dextros de forma impecável, entra em contato direto com endócrino, tira todas as dúvidas e evita tudo aquilo que possivelmente lhe faria mal.

Doces ? Não! Nem pensar ! Obrigada ! Apenas na hipo...

Grande parte de nós diabéticas grávidas nos vimos nestas situações... Não é mesmo?!

Deu tudo certo, bebê nasce com saúde e a felicidade é plena. Cesárea,tranquila, cicatriza normalmente, tudo dentro dos conformes e planejado. Graças a Deus!

Mas... E depois ? Como fica o relacionamento com a diabetes com a correria do dia a dia, com a atenção voltada para o bebê ? 

Bom, eu particularmente de início, me fechei no meu mundinho e vivi os primeiros meses somente para meu bebê, não sei explicar mas não queria nada além de ficar com ele. No início até que foi tranquilo pois a amamentação manteve minha glicemia sob controle causando até algumas hipos. 

Ao parar de amamentar a coisa desandou, cuidar da casa, comida, trabalho, diabetes e o bebê, para mim, pareceu o fim do mundo... Lidar com aquele excesso de responsabilidades parecia um suplício por mais que meu marido e minha mãe me ajudassem era tudo muito novo para mim, a adaptação foi difícil, por vezes me odiava por sentir o que sentia em relação aquilo tudo... O descontrole me causou um cansaço físico enorme, minha vontade era de ficar 24hs deitada na cama, o mal estar era constante.


Mesmo sabendo que deveria dar melhor atenção ao DM não conseguia,não conseguia pelo tempo, quando tinha tempo dava preguiça, dava esquecimento...Era um misto de tudo... E a culpa vinha neste processo me dizendo:

-Se cuida, pois seu filho precisa de ti mais agora do que nunca!

E eu sabia que aquilo tudo era verdade... Já pensou eu com sequelas futuras resultado da minha “falta de cuidado”?!

Tomar insulina? Só quando me lembrava, no horário que me lembrava...Se o bebe estivesse dormindo até que eu lembrava da ultrarapida,caso contrário sem  bolus e mal mal a basal. Passei a cuidar de tudo, menos de mim. 

Resultado? Hipers de 400, 500 dlmg/ e até HI...Hipos de 17, 30, 40mg/dl . 

Meu corpo padecia, imunidade estava baixa, vez ou outra ficava doente, o ciclo seguia... 

Mesmo diante disso, Deus ainda me dava a dádiva de curtir meu filho, minha família, passearmos e sermos felizes.

Semanas atrás fui ao endócrino, fiz os exames e o que aconteceu ? Controle péssimo!

Glicada de 6.1% foi para 9.6%...Choque total! Por ai vemos que quando nos empenhamos e queremos o bom controle vem...Vi indo pelo ralo, caiu a ficha e me perguntei:

- De que adianta ter  “parido” um menino saudável criá-lo com todo amor e carinho e não poder vê-lo crescer?!

Parece mórbido isso né?! Mais é a real!

Sim, pois na medida em que eu não me cuido perco as chances que tenho de criá-lo e de até mesmo fazer a família crescer...

Os questionamentos me rondaram...

 -Quem cuidará dele?Levará pra passear?Pra escolinhaPediatra e assim por diante ?

Foi após esta retomada de consciência, este saculhão interno que voltei a olhar para mim, ainda não estou como quero, mas estou mais atenta aos horários da insulina, tentando ter uma alimentação mais balanceada e por ai vai...

Lembrando que isso é um processo, e como todo o processo,exige um certo tempo, dedicação e paciência... 

Se estou fazendo tudo certo ? Não!Não estou, acho que levará um tempinho ainda. Mas vou conseguir, vou voltar a minha hemoglobina da gestação e se possível supera-la (meta!) 

Socialmente a mulher tem mais funções, somos profissionais,filhas,irmãs,esposas,mães, diabéticas e por ai vai...Não é fácil! Mas nos lamentarmos não vai mudar nossa situação, por isso após o momento de prostração deve vir o de foco e persistência.

Com toda esta loucura,não troco minha vida por nada.

Por isso se você se identificou com este texto “tamu juntas”.

Bora lá cuidar da glicada, nos animarmos para vermos nos filhotes crescerem e gozarmos de saúde?

Bora lá deixar nosso corpo bem cuidadinho pra quem sabe vir mais um bebê?

O futuro? O futuro queridas, ele está em nossas mãos!!!!


Força! Vamos conseguir!!!



Levamos um susto com o POSITIVO, mas foi o melhor susto de nossas vidas!

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Me chamo Mariana Rodrigues Mello. Tenho 23 anos, e hoje trabalho como Promotora de vendas.

Eu tinha apenas 10 anos quando descobri que era  diabética. Foi um choque pra toda família. Diabetes não era uma coisa muito comentada, as pessoas não entendiam muito. A única coisa que se ouvia falar, era que diabéticos não podiam comer doces. Um verdadeiro transtorno na vida de uma criança.

Inicialmente tomava NPH na seringa, e aos trancos e barrancos, conseguí uma bomba de insulina. O que era pra ser uma melhora, se transformou em uma depressão. Uma criança de 12 anos não sabe lidar com o questionamento das pessoas, as milhares de perguntas centenas de vezes ao dia, andar com um aparelhinho pendurado na barriga.. Pra mim estava sendo bem difícil. As coisas pioraram quando aos 15 anos fui assaltada e levaram minha bomba. Devido todas as mudanças que tive que fazer, entre elas, medicação, alimentação mais rígida, e um pouco mais, engordei 20kg e entrei em depressão profunda. Foi quando larguei mão de tudo. Já não me cuidava, não fazia meus dextros, e a alimentação foi pro espaço. Comecei então a fazer o uso de LANTUS e HUMALOG. Poderia ter tido uma melhora, mas no fundo, eu ainda não aceitava  a diabetes.

Aos 20 anos, por um milagre, não havia nenhuma seqüela pelo meu mal controle da diabetes. Então conheci o meu marido. Começamos a namorar e logo estávamos morando juntos. Ele que me deu forças pra sair do buraco em que eu havia me jogado. Comei a cuidar um pouco melhor de mim, mas não o suficiente. Demorou um tempo pra ele aprender e entender um pouco sobre meu problema, mas com o tempo ele foi pegando o jeito.

Após dois anos sem ir ao médico, encontrei uma Endocrinologista, que me ajudou muito. E que é minha médica até hoje. Me deu forças, me encorajou...

A essa altura minha família já tinha perdido as esperanças em mim. Pra eles eu era rebelde, fazia o que queria, e nada nem ninguém me faria mudar. Mal eles sabiam, que devido ao meu marido, que me tirou da depressão, eu já havia mudado, e muito.

O tempo foi passando, e logo veio a vontade de formar uma família. Me questionei muito tempo a respeito, pois as pessoas adoram botar medo em nós diabéticos. Minha mãe não aprovava  a idéia, achava perigoso para mim. Os médicos me colocavam mais medo ainda. E as pessoas, ainda ignorantes em relação a diabetes diziam que eu era uma pessoa ruim, por não pensar que estragaria a vida de uma criança, dando a luz a ela sabendo que ela seria diabética (esse é apenas um dos enormes absurdos que ouvi). Ficava com raiva, chateada, chorava.. Briguei com Deus diversas vezes. Porque eu? Sempre quis ser mãe, e a diabetes mais uma vez me deixaria em depressão.

Até que um dia aconteceu. Em meio a uma infecção de urina, misturei antibióticos com um suplemento fortíssimo que estava tomando. Os remédios juntos fizeram uma falha no anticoncepcional (o que é raro acontecer), e minha menstruação que sempre foi tão certinha, desrregulou, e em dezembro de 2014, com uma glicada 12, e com um dia de atraso da menstruação, eu sabia que estava grávida.

Bateu o desespero. Chorei horrores.. Minha endocrinologista iria me matar. Minha mãe ia surtar.. E a ignorância de muita gente começou a penetrar na minha cabeça, e pensei que eu e o bebê, provavelmente iríamos morrer. Quanta bobeira, meu Deus!

Por sorte, Deus faz as coisas na hora certa, e acabei encontrando sem querer uma obstetra MARAVILHOSA que é especialista em gestação de alto risco. Ela me tranqüilizou muuuito desde a primeira consulta. Em menos de um mês a glicada foi pra 9 (não estava perfeito, mas pra quem tinha uma glicada dançando entre 16 e 12 havia anos, 9 estava ótimo).


Minha gestação


Tive uma gravidez extremamente tranqüila, sem internações, apenas uma ou duas infecções de urina, que já era normal de acontecer. As dosagens da insulina aumentaram um pouco pra poder controlar melhor. Fui as 40U de LANTUS, e 1U de Humalog para cada 8g de CHO.

Inchei muito durante a gravidez. O excesso de insulina, o sedentarismo, a barriga gigante.. Estava cada dia maior. Engravidei com 68kg, e ao final da gravidez estava beirando os 82kg. Hoje graças a amamentação estou com meus 62kg e cada dia mais magra.

Todos os exames da minha filha deram normais. A formação, o coração.. Tudo perfeito. E a descoberta do sexo foi emocionante. Lembro que ao pegar meu exame POSITIVO, falei para a moça que trabalhava comigo, que eu iria ter uma menina. E não é que eu aceitei? Vinha então a minha Laura. Nome escolhido pelo pai,e muito elogiado por todos. Fiquei feliz com o nome. Laura significa vitoriosa, triunfadora.

No dia 12/07/2015, aniversario da minha mãe,  completei 34 semanas, e veio um susto: calcinha extremamente molhada. Fui ao hospital, e a médica de plantão garantiu que estávamos bem, mas marcou uma ultrasson pro dia seguinte, pro meu “descargo” de consciência. E qual não foi a surpresa quando a ultra mostrou que eu estava com metade do liquido na bolsa?! Internei na hora. A idéia da obstetra era me deixar internada até a hora da minha pequena Laura nascer. Até as 40 semanas seria 1 mês e meio no hospital. Quase tive um treco.

Assim os dias foram passando, até que dia 16/07/2015 de madrugada as dores vieram. Junto com elas, mais liquido saindo, e o tampão já dando sinal também. Minha médica só iria me ver no dia seguinte de tardezinha. Passei a noite em claro com contrações, dores, e muita azia. As 14h do dia 17, a obstetra aparece, faz um exame de toque, e lá vem outra bomba: NÃO TINHA DILATAÇÃO ALGUMA. Eu queria muito um parto normal.

Marcamos a cesárea para as 19h. Tirando o medo por entrar no centro cirúrgico sozinha (partos pré-maturos não podem ser assitidos por familiares), e a anestedia subir ao invés de apenas descer, foi um parto bem tranqüilo. Fiquei meio em pânico, chorei, e o anestesista acabou me dando um tranqüilizante. APAGUEI! Fui acordada pra ver minha filha nascendo.

Laura nasceu linda, cabeluda, com bochechas enormes, pesando seus 3.060kg e com 44cm.

Foi direto para UTI, onde permaneceu por 6 dias após uma HIPO, e pela sua  leve preguicinha na hora de mamar. Ela só queria saber de dormir, e sem mamar direito o hospital não nos deixava ela ir embora. A pior coisa da UTI  foi ir pra casa e deixá-la por lá. É triste chegar em casa e ver o bercinho vazio. Mas eu sabia que seria melhor pra ela.

Laura, o presnete de Deus para nossas vidas


O medo tomava conta todos os dias. Ví muitos casos de bebês prematuros de mães DM que acabam falecendo. Mas aí percebi  que nem sempre a DIABETES é responsável por tudo. Haviam muitas outras mães apavoradas na UTI, com casos perigosos, bebês que corriam risco de vida. Conhecí mães que perderam os bebês por bobeiras, e a minha filha estava ali, forte, saudável, linda.. Com o que eu estava preocupada?

Enfim, no dia 23/07/2015 tivemos alta da UTI, e 25/07 iamos pra casa (DETALHE: dia do meu casamento. Saí do hospital as 9h com autorização da assistente social, casei, e voltei pra buscar minha filha que só teve alta as 16h).

Amo!!!


Os dias em casa tem sido ótimos, desde o começo. Laura mama muito, e ainda está só no peito. Tenho leite de sobra. Ela dorme a noite toda, não teve cólicas..  É a tranqüilidade em pessoa. Dizem que cada um tem o filho que merece. Eu acho que pela minha rebeldia durante a adolescência, talvez não merecesse tanto. Mas talvez, minha filha, tenha sido a maneira que Deus encontrou pra me fazer perceber, que a minha saúde vem em primeiro lugar, ainda mais agora, que tenho alguém que vai depender de mim pro resto da vida.

Família

Acho que todas as mulheres diabéticas tem que seguir os seus sonhos, as suas vontades. Somos normais, podemos tudo, basta querer e ter consciência. Claro que temos momentos difíceis e vontade de  jogar tudo pro alto. Eu joguei diversas vezes.. Mas hoje, olhando minha filha dormir, ou a cada sorriso que ganho dela, tenho certeza que minha melhor escolha foi ser mãe, e foi ficar bem, estar bem!

"Nova descoberta pode acabar com injeções para tratamento de diabetes tipo 1"

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Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e do Instituto de Células-Tronco de Harvard (ambas nos EUA) fizeram uma descoberta que pode ajudar a desenvolver a cura para a diabetes tipo 1.
O estudo publicado nesta segunda-feira na revista Nature mostrou que implantar no organismo células produtoras de insulina, desenvolvidas em laboratório a partir de células-tronco, é capaz de reverter a diabetes por pelo menos seis meses.
Os testes foram feitos em ratos de laboratório geneticamente modificados para sofrerem diabetes tipo 1. Após receberem a implantação de células artificiais, eles conseguiram produzir insulina sem o uso de injeções, durante o tempo que durou o estudo: 174 dias.
Os testes em humanos ainda devem demorar alguns anos, mas os cientistas estão otimistas em modificar o tratamento dos pacientes que não precisaria mais do uso de injeções de insulina frequentes.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2016/01/26/nova-descoberta-pode-acabar-com-injecoes-para-tratamento-de-diabetes-tipo-1.htm

Leonardo e Gabriel: Minhas dádivas

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Meu nome é Daniele, tenho 31 anos e sou professora na rede municipal. Tenho diabetes desde 2007.Quando recebi a notícia fiquei desesperada, não conhecia nada sobre a doença. No inicio me cuidei, fiz tudo certinho, depois fingi esquecer que tinha alguma coisa errada com meu corpo. Claro que depois vieram as consequências,dentre elas, vários internamentos, perda de peso, os dentes foram afetados, infecções crônicas e etc. No começo usava comprimidos para controlar, mas depois parti para insulina nph e regular que uso até hoje, sempre com o uso da seringa. 

Alguns anos depois, através de um exame chamado eletroneuromiografia, descobri ter polineuropatia diabética, o que me acarretava muitas dores e noites sem dormir. A partir do diagnóstico e com o medicamento adequado (amytril), melhorei quase 100%.

Tenho dois filhos, um de 5 anos e um de dois meses e meio, Leonardo e Gabriel, nomes escolhidos por acharmos bonitos.. A segunda gravidez foi sem sombra de dúvidas a mais complicada. Mesmo sendo recomendada pelo meu médico de que era melhor evitar uma segunda gravidez por ser de alto risco, bateu aquela vontade de sentir de novo as alegrias de se ter um bebê em casa. Fiquei imaginando que iria ser diferente dessa vez, com mais experiência, amadurecimento, então não preveni mais. 

Em janeiro de 2015, estava na praia e comecei a enjoar, logo pensei: Estou com complicações da diabetes, uma possível cetoacidose, como já havia acontecido outras vezes. Fiz uma série de exames e nada havia de alterado, então claro, só podia ser associado a uma gravidez. Fiz o exame e se confirmou. Desde aquele dia até o nascimento dele, enjoei todos os dias, emagreci 5 kg, fui internada três vezes por complicações, como: desidratação, descompensação diabética, etc. Só saia de casa para ir ao médico, fui afastada do trabalho e não me aguentava em pé. 

Meu marido me ajudou bastante em todo esse processo. Ia em todas as consultas e exames, fazia com que me alimentasse e bebesse bastante água, nesse período fiquei na casa da minha sogra, já que tinha que ficar em repouso. 

A primeira complicação da gravidez foi achar um médico que quisesse fazer meu pré natal. 

Todos me encaminhavam, por se tratar de uma gravidez de alto risco, até que lá pelo sexto médico, encontrei aquele que iria me ajudar e me amparar em vários momentos. 

Minha glicada no começo estava até que boa. Mas ela foi aumentando durante a gestação e chegou à 8.4% no final. Tinha consultas todas semana e exames também. Escutava do médico que o pior podia acontecer com o bebê, que deveria estar preparada para um parto prematuro e com riscos, o que me deixava mais angustiada. A noite rezava pedindo que nada acontecesse, pois não podia passar por tudo aquilo e no final acontecer o pior. Então aceitei todo aquele sofrimento,porque sabia que iria valer a pena. 

Fiz diversas ecografias e até o sétimo mês não havia alterações. Depois disso o liquido amniótico ficou em excesso, por causa do diabetes e também havia restrição de crescimento do bebê. Na primeira gravidez, meu filho nasceu com 4 kg e durante a gestação tinha excesso de peso, com esse foi ao contrário. 

Em uma ecografia o bebê não estava se mexendo como o esperado e foi constatado que os órgãos dele começaram a poupar energia para que fosse mandado oxigênio suficiente para o cérebro. Havia então chegado o dia. O médico foi chamado ao hospital e me avisou de que a cesárea deveria se feita naquele momento. Gabriel nasceu de 35 semanas, com 2.700 e 45 cm, no hospital Nossa Senhora das Graças, Curitiba -Paraná, onde realizei meu pré natal. Por incrível que pareça.,ele foi direto para o quarto comigo e graças a Deus não teve hipoglicemia. Meu médico me visitou no dia seguinte e me contou que se eu tivesse esperado mais 24 horas para realizar aquele exame, não teria dado tempo. 



Viemos para casa e desde então venho cuidando dele e agradecendo por ele estar aqui comigo. Como nasceu prematuro, está tomando complemento, que ofereço depois de amamentá-lo no peito, Eu consegui recuperar um pouco de peso, pelo menos uns 4 kg e estou tentando conciliar os cuidados com ele, com a casa e o filho mais velho e ainda os cuidados com minhas taxas glicêmicas. Não é uma rotina fácil e isso reflete na glicemia, ou tenho hipo porque tomei insulina e não comi ou porque comi e não tomei a insulina, por vezes o cansaço é enorme e acabo falhando nesses momentos.

 Por fim, apesar dessa rotina que não é fácil e muitas mães vão entender isso, não posso reclamar, pois o que desejei, eu conquistei que é estar com o Gabriel e ter dado um irmãozinho para o Leonardo que agora terá companhia para sua bagunça e peraltices. 

Ah! Fiz laqueadura no parto, creio que dois filhos para mim, está de bom tamanho, rsrrs!!

 O que poderia dizer para as futuras mamães? Que tenham paciência e disciplina, todas as restrições que vocês passarão serão recompensadas quando verem o resultado no final. 



Que as noites sem dormir, os enjoos, aquelas comidinhas que vocês deverão evitar não será nada em relação ao que está por vir. Valem a pena. E não fiquem se martirizando pensando no que pode acontecer, com alterações nos exames, com relatos de casos que não deram certo, cada caso é um caso, não tornem tudo uma tragédia, porque escutei tanta coisa, tantas suposições e no fim a verdade absoluta é o Gabriel esta aqui, forte e sadio,para completar nossa família.

Diabetes na gestação aumenta risco de bebê ter defeitos congênitos

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Uma pesquisa feita com mais de 400 mil gestantes indica que o risco de defeitos congênitos quadruplica quando a mãe tem diabetes. A descoberta, publicada na revista Diabetologia, chama atenção para a importância de controlar os níveis de açúcar no sangue antes da concepção e de realizar o pré-natal.
Tanto o diabetes tipo 1, que costuma aparecer na infância, quanto o diabetes tipo 2, geralmente ligado à dieta, levam a problemas de controle da quantidade de açúcar no sangue. Para uma gestação segura, recomenda-se que os níveis de hemoglobina glicada (exame que analisa os níveis médios de glicose no sangue nos últimos meses) devam estar abaixo de 6,1%.
A partir da análise, liderada por um pesquisador da Newcastle University, no Reino Unido, descobriu-se que o risco de defeitos congênitos quando a gestante apresentou níveis de hemoglobina glicada de 6,1% foi de um em 34. Níveis de 7% aumentavam a probabilidade para um nascimento com problemas congênitos em 26. Em níveis de 8%, a relação subia para um em 17; a 9%, o risco era de um em 12 e a 10%, um em nove.
Em mulheres saudáveis, a probabilidade de a criança nascer com defeitos congênitos é de 19 a cada mil nascimentos. Os problemas mais comuns em casos de mães com diabetes são aborto espontâneo e ter bebê acima do peso. Com acompanhamento adequado, entretanto, a gestante tem grandes chances de ter um bebê saudável.

Diabetes durante a gravidez aumenta as chances de autismo

 Mulheres que têm diabetes, pressão alta ou obesidade antes e durante a gravidez estão mais sujeitas a ter filhos com autismo, diz outro estudo feito pela Universidade da Califórnia. De acordo com os pesquisadores, as chances podem aumentar em até 60%. Por isso, uma alimentação adequada é ainda mais importante antes e durante a gravidez.
O autismo é um grupo de desordens que surgem em decorrência de transtornos no desenvolvimento do sistema nervoso, e que pode causar sérios problemas de sociabilidade, comunicação e comportamento na criança. No Brasil, aproximadamente um milhão de crianças sofrem com esse problema.
Durante o estudo, foram observadas mil crianças. Desse grupo de voluntários, 508 tinham autismo, 178 tinham algum sinal de problemas de comunicação e 315 eram crianças com desenvolvimento normal. Os médicos analisaram o histórico de cada uma das mães e fizeram também entrevistas com as famílias das crianças. No final, eles descobriram que mulheres que tinham diabetes, hipertensão ou eram obesas tinham 60% mais chances de ter filhos autistas.
A relação do diabetes com o autismo já havia sido encontrada em estudos anteriores, mas ainda não se sabe por que essa doença, além da obesidade e da hipertensão, aumenta tanto as chances de autismo. Segundo os autores, os exames pré-natais podem ter papel mais importante do que se acreditava na prevenção do autismo.

Quando casamos cogitamos a ideia da maternidade? E ai sendo diabética?!

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Olá Mamães e futuras mamães!

Me chamo Denize, sou diabética desde os 18 anos, atualmente estou com 23. Sou casada há 5 anos e sempre tive muito medo de engravidar , não pelo fato de não querer filho, pelo contrario eu queria muito, meu medo era ter a gravidez interrompida por complicações.

Mas a minha historia já estava sendo escrita por Deus, comecei a sentir muitas cólicas, muitas dores, normalmente no período da noite, era uma dor insuportável, foram alguns dias assim,resolvi ir ao medico, fiz exames e pra minha surpresa eu não tinha nada, estava relativamente bem de saúde, sai de lá fui direto pro laboratório, paguei um teste BHCG, 40 minutos depois, abri o envelope e lá estava o tão sonhado e amedrontado “POSITIVO” .

Comecei um pré natal duplo com o G.O e minha endócrino, pois era gravidez de alto risco pelo fato de eu ser DM, aquelas dores que eu sentia não a toa era um descolamento de placenta, tive três começos de abortos, me afastei do serviço e foi recomendado repouso absoluto, meses se passaram tudo foi se ajeitando, com um ótimo acompanhamento medico, Insulina NPH e Regular 3x ao dia, e Humalog para eventual correção, tive um ótimo apoio do meu marido  e da minha família.

Eu, nossa filha na barriga e meu esposo


Meu medico era bem realista não me escondia nada, sempre me alertando de possíveis complicações, e esse era um dos motivos que me cuidava mais ainda para que nada de ruim acontecesse com minha princesinha que estava a caminho. A partir do quinto mês de gestação as consultas eram semanais, vários exames eram solicitados, glicemia começou a subir muito, e comecei a emagrecer, mas assim nas ultrassons constava que a bebe estava bem...

Numa bela manha de sábado estava eu com 34 semanas e a bolsa rompe, cheguei no hospital sem dor alguma, apenas nervosa, a plantonista me recebeu super bem conversou comigo e me transferiu pra outra maternidade, no hospital do meu convenio não tinha UTI NEO, e por preucaução me transferiram pra lá, minha pequenina veio ao mundo por cesariana no dia 15/02/2014 com 3890 kg e 49 cm, nasceu perfeita sem nenhuma complicação, não precisou de ir pra UTI NEO.Na segunda feira tivemos alta , minha recuperação foi tranquila, não tenho do que reclamar. Manuelle foi nossa dádiva dada por Deus!  Amamentei até os 4 meses.

Nosso mosaico de fotos




E Diabetes? Ah!Essa não me impediu de dar a luz a minha princesinha, minha bebe esta com 1 ano e 8 meses, estou no ultimo semestre do técnico em enfermagem, e minha vida como mãe tem sido cada dia mais apaixonante, e não é uma hipo ou hiper que vai me impedir de ser mãe!!! Meu conselho a vocês que ainda tem medo; Vale a pena lutar pelo seu sonho; não desista com fé em Deus, e um bom acompanhamento tudo da certo!! 

Somos mais que vencedoras!!!!

Fantástico. Quadro: Residentes 1

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Matéria do Fantástico que mostra a médica residente do Hospital das Clínicas (ginecologia/obstetrícia), DM1 e usa caneta. Apresenta a rotina da mesma em conciliar o diabetes com sua vida corrida como médica...Percebe-se a dificuldade da mesma em fazer isso...

Fantástico. Quadro: Residentes 1

http://g1.globo.com/fantastico/quadros/residentes-1/noticia/2016/01/jovens-aprendem-na-pratica-luta-diaria-para-salvar-vidas.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=fant

Fantástico.Quadro: Chefe Secreto.

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O dono de uma grande empresa vai mudar de aparência e se infiltrar entre os funcionários para descobrir o que acontece de verdade em sua companhia. Em um dos setores da empresa ele conhece Bruna (lider de setor) DM1, que necessita da Bomba de Insulina para seu tratamento, porém não a tem por seu alto preço. O patrão escuta sua história com o diabetes e fica comovido...

Fantástico.Quadro: Chefe Secreto.

http://g1.globo.com/fantastico/quadros/chefe-secreto/noticia/2016/01/presidente-de-companhia-se-infiltra-entre-funcionarios-em-chefe-secreto.html

Meu ano novo (2016)

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Contagem de Carboidratos e monitoramento aqui deram super certo.

Pode parecer desagradável em meio a alegria festiva parar ,medir a glicemia e aplicar insulina, mas são tb atitudes como esta q garantem uma boa glicada trimestral.

Deveria apenas ter abaixado um pouco a basal da bomba para poder ter dormido um pouco mais, como a vida do diabético as vezes nos exige um certo "ritual" esqueci q hj iria fugir da rotina (dormindo um pouco mais). Fiquei até mais tarde na cama e aí veio a primeira hipo do ano de 2016...46mg/DL!rsrs

Corrigi e cá estou pronta para os novos desafios deste novo ano.

Bom Dia minha gente!!!

Lipodistrofia, eu tenho!

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Passei anos sem ter boa absorção de insulina na barriga pela lipodistrofia, esta semana resolvi por a bomba aqui e monitorar mais pra ver no q dava e tá td ok nas glicemias... Yes!!!

A alegria só foi válida para o lado esquerdo do umbigo, por que o direito... Em ambos os lados tenho lipodistrofia. A lipodistrofia veio pois no inicio do diagnostico eu tomava altas dosagens só na barriga, isso formou pequenos nódulos ao redor do umbigo q impediram uma boa absorcao da insulina no local com o passar dos tempos.

Comecei a rodiziar e nunca mais apliquei lá, pois caso contrario era hiper na certa... Aplicava no bumbum,pernas,flancos e braços, agora passei a testar a barriga e no lado esquerdo deu super certo.

Mas no lado direito...Foi uma lástima! Hipers e mais hipers, fiz todas as observações e mudanças necessárias mas.... Não deu certo!


DM1 e mãe das gemêas Cecilia e Gabriela ela é a Briza...

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Olá, meu nome e Briza, tenho 27 anos e moro em Belo Horizonte.

 Gostaria de compartilhar um pouquinho da minha historia com vcs!

Aos meus 16 anos, recebi uma noticia que mudou completamente minha vida. Eu estava passando muito mal há algum tempo em casa e não sabia o que estava acontecendo. Foi quando ao correrem comigo para uma consulta, o diagnostico foi muito rápido. O medico que me atendeu no dia 29 de outubro de 2003, disse para meu pai que eu tinha Diabetes tipo 1, e que eu tomaria insulina o resto de minha vida, a glicose estava 690 e deveria me observar com muito cuidado, pois eu poderia entrar em coma.

Começou então minha mudança alimentar, injetar insulina, e eu não conseguia entender e aceitar porque foi acontecer comigo. Com isso tudo, eu tive depressão e as coisas só pioravam e não consegui me cuidar.  Foram três internações por causa do diabetes e na ultima, a mais difícil, eu cheguei a ficar inconsciente. Quando tive alta do hospital, eu tomei a decisão de me cuidar e que eu queria e poderia ser feliz. As coisas começaram a se encaixar, mas eu ainda não estava no controle ideal.

Lembro-me de uma consulta em que perguntei ao medico se eu poderia ter filhos. Ele me disse que não e me perguntou se eu gostaria de ver meus filhos do jeito que eu estava. Confesso que uma tristeza imensa me invadiu, mas lá no fundo do meu coração Deus sempre me dizia que minha historia seria diferente. Eu perdi minha mãe com seis anos de idade, e ser mãe, era meu maior sonho!!!!

Minha vida seguia bem, conheci Aroldo, grande homem, meu melhor amigo, excelente marido, que nunca deixou de me apoiar. Sempre sonhamos com nossa família completa, mas sabíamos que não seria nada fácil. Após um tempo de casados, planejamos uma viajem para tentar engravidar. Tempos antes dessa viagem, eu comecei a me sentir muito mal, cólicas intensas, mal estar, e foi quando, após ir a vários prontos atendimentos hospitalares, um médico perguntou se eu poderia estar gravida e eu disse que não!!!! Pensava que devido ao diabetes, eu teria que passar por algum tratamento para engravidar. Esse médico me pediu um teste de gravidez e eu deveria ficar de observação ate sair o resultado. Neste momento meu marido me abraçou e me disse que eu estava gravida e eu não acreditei nele. 

Quando eu peguei o resultado dos exames, (pois foram vários), procurei primeiro o teste de gravidez, eu já sabia o resultado que deveria dar, pois já havia feito um exame um tempo atrás.  O resultado era totalmente gravida (kkkk). Meu coração parecia pular pela boca, não conseguia acreditar, eu gravida, um milagre de Deus! Eu estava bastante feliz e ao mesmo tempo preocupada. A glicose não estava ideal para uma gestação e poderia causar vários problemas para o feto.

Marquei imediatamente o primeiro ultrassom. Eu e meu marido naquela sala, a médica me examinando, e disse que realmente eu estava gravida, mas que estava me dando parabéns duplo, pois era gêmeos!!! Confesso que eu não sabia o que fazer, pensei como eu poderia ir adiante com uma gestação gemelar, diabetes, glicose alta, nada estava a meu favor!! A endocrinologista que eu tratava na época (Dra. Angélica), imediatamente indicou um endócrino especialista em gravidez e diabetes. Ela entrou em contato com ele, e logo comecei meu tratamento com o outro medico. Ele me ofereceu um tratamento diferente do que eu fazia. Mudamos a insulina da Regular para Humalog, e continuamos com a NPH normalmente. Caso não fosse possível controlar a glicose dessa maneira, tínhamos um plano B, que seria a bomba de insulina. Dr. Daniel me desafiou desde o primeiro dia que pisei no consultório dele. No primeiro trimestre da gestação a glicada estava 8,9%. Esse resultado não era nada bom, eu precisava chegar no 6.0%. Confesso que tive muito medo, mas sempre certeza que Deus estava comigo. Ele colocou em minha vida uma equipe médica excelente. Comecei a tratar com a nutricionista (Dra. Beatriz) que trabalhava junto com o endócrino e um obstetra especializado em gestação de alto risco (Dr. Schneider). 


Começamos a corrida contra o tempo. Comecei a medir a glicose antes e depois de todas as refeições, na madrugada, e tomava em media oito doses de insulina por dia. NPH fixa pela manha e noite e Humalog antes das refeições e se necessário correção, o que era quase sempre. Eu tinha uma planilha que enviava para o endócrino toda semana com os dados das medições das glicoses para alterações necessárias. Eu fazia de tudo pelas minhas meninas, só queria vê-las bem e com saúde.

Tive pouco enjoo, e as coisas estava caminhando bem. No segundo semestre da gestação, a glicada foi 6,2 o que me incentivou a continuar firme. Às vezes as glicoses ficavam altas e eu fazia as correções devidas, meu maior medo, era má formação nos bbs.

Graças a Deus, na medida em que o tempo foi passando, eu adaptei ao novo tratamento e sempre fazia tudo que os médicos orientavam. No terceiro trimestre a glicada chegou a 6,6.  Às vezes eu passava mal, mas eram sintomas normais de uma gravidez. Meu parto estava programado para quando eu completasse 38 semanas, eu contava os dias em um calendário que usava na empresa que trabalhava. A partir da 32ª semana, eu comecei a inchar e reter líquido.  Antes da gestação eu pesava 51 quilos e cheguei aos 72 quilos devido esse fator. O obstetra disse para meu marido que eu deveria medir minha pressão três vezes por semana e que se passasse de 13/8 deveria fazer contato com ele imediatamente. Com 34 semanas eu precisei internar, a pressão começou a subir, mas tudo indicava que as meninas estavam bem.



Durante esses dias internada, toda hora um medico media minha pressão e ouvia o coração dos bbs. Eu já esperava por uma cessaria e se necessário, UTI Neo Natal.

Exatamente dia 21 de agosto de 2014, completei 35 semanas de gestação, e o obstetra, chegou perto de mim e do meu marido, e disse que minha pressão estava 18/8.  Toda hora eu tinha crises de hipoglicemias, o que não era nada bom. Ele disse que eu estava com insuficiência placentária e pré-eclâmpsia.  Meu parto seria naquele momento, pois poderia acontecer morte subida com os bbs a qualquer hora.  Descemos imediatamente para a sala de cirurgia, e às 18h30min nasceu Cecilia com 1.890 quilos e às 18h32min nasceu Gabriela com 1.770 quilos. Ambas bem de saúde, mas devido ao peso, foram para a UTI Neo Natal. 

Eu tive uma recuperação boa, e sem complicações, não foi necessário o plano B.  Tive alta do hospital após três dias do parto, mas as meninas continuaram internadas. Pra mim, ter que ir embora do hospital e deixa-las foi a maior dor que já senti na minha vida.

Todos os dias meu marido e eu íamos para o hospital ficar com elas. Graças a Deus, Cecilia recebeu alta após nove dias e Gabriela após dez dias. Poder leva-las para casa foi  uma alegria imensurável.



Todas nos mães, sabemos que a jornada não e fácil, ainda mais com diabetes. Hoje estou com a glicada 7,9% mas preciso melhorar.  Continuo com o tratamento, mas não e necessário tantas doses de insulina, o que caiu para quatro doses.  Minha pressão voltou ao normal e tudo vem dando certo.  As meninas estão com um ano e três meses, e muita saúde!!!.

Temos a certeza que somos prova viva de um milagre. Deus é fiel em todas suas promessas. Gostaria de agradeço a todos que nos ajudaram, quanto à equipe medica, enfermeiros da UTI, familiares, amigos e todos que oraram por nos. Hoje somos uma família completa e abençoada por Deus.

Que possamos exercitar a nossa fe em todos os momentos e jamais desistir dos nossos sonhos.