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A gestação me trouxe uma enorme responsabilidade com meu tratamento

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Meu nome é Roberta Talita, 26 anos casada, sou DM1 há oito anos, faço uso de insulina NPH.
Quando descobri que eu era diabética nossa foi uma mistura de sentimentos e revolta, ficava questionando o porquê e logo eu... Confesso que me batia àquela rebeldia não queria fazer dieta nem nada, mas com o tempo fui começando a entender de que nada poderia ser feito além de começar a me cuidar, foi difícil e muito passava muito mal ficava internada, fazia a dieta por alguns dias e depois deixava de lado.
Enfim eu e meu esposo decidimos ter um filho, porém como eu não fazia dieta nem nada apenas tomava a insulina e só media quando eu sentia que estava mal, meus exames rotineiros nunca eram bons a glicada sempre estava altíssima e com isso a endo dizia que eu não poderia de forma alguma engravidar, pois eu com certeza sofreria um aborto.


Mas mesmo assim Deus nos concedeu esse milagre descobri que estava grávida com dois meses de gestação, eu e meu esposo ficamos mega felizes, porém o medo tomou conta de mim, ficava com aquilo que a endo falou na minha cabeça, mas fui aos médicos fiz todos os exames e como já esperado a endo já falou logo de cara que meus exames estavam péssimos e que a gestação era de alto risco, que o bebe não iria resistir, fiquei arrasada, mas fiz tudo o que me foi passado, porém muitas das coisas que fui e ainda passo na gestação sei porque a Kath me orienta, comecei a segui-las fiz outros exames rotineiros e a glicada começou a baixar , a cada ultra que eu fazia e via que o Lorenzo estava crescendo perfeito me alegrava mais e mais...
No começo da gestação até me assustava pois as taxas glicêmicas ficavam muito baixas, tanto que tive uma convulsão mas Graças a Deus nenhuma sequela nem comigo e nem com meu filho. 
Enfim hoje estou com 33 semanas, fiz meu ultrassom essa semana e o Lorenzo esta super bem crescendo perfeitamente esta com 2.133 kilos.

E a cada dia que eu levanto da cama mesmo com tudo isso que nós diabéticas passamos, (medir, tomar insulina, fazer dietas, e etc) eu agradeço a Deus por ter me dado à oportunidade de ser mãe.

43 anos de Diabetes Tipo1: 2 filhos e uma longa história

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Meu nome é Marcia e minha vontade era de ler todos os depoimentos das mamães com diabetes antes de escrever o meu mas ainda nem cheguei a metade dos depoimentos, então...Tenho ficado emocionada com a coragem e determinação de todas essas meninas. Minha história é um pouquinho antiga. 
 
 
A noiva do meu filho mais velho me convidou para ajudá-la a decidir quanto a escolha do vestido de casamento. Quando que eu poderia sonhar ao ter meu diagnóstico de diabetes em 1972 que engravidaria duas vezes, teria a alegria de ver meus filhos crescerem, se formarem e casarem? E mais, sendo mãe apenas de meninos que ajudaria na escolha do vestido da noiva? 
 
 
Eu tinha 18 anos  quando descobri ser portadora de DM1 portanto tenho 43 anos de diabetes. Em 1980 casei e em seguida engravidei . Foi uma surpresa e uma imensa alegria. Surpresa porque com o tratamento que eu tinha na época com apenas uma aplicação de insulina basal ao dia e controlando a glicemia com glicosúria meu controle não era dos melhores apesar de todo meu empenho e por causa disto quase nunca menstruava. 
 
 
Eu sou carioca mas quando casei fui morar numa cidade pequena em Goiás longe tanto dos meus parentes quanto dos parentes do meu marido. Já tinha encontrado um endocrinologista na capital que ficava próxima e assim que engravidei ele indicou o obstetra que logo me tranquilizou dizendo que já tinha realizado vários partos de gestantes com diabetes. Eu usava nesta época uma insulina chamada Monotard (insulina monocomponente, suína) e por causa da gravidez meu endocrinologista acrescentou uma rápida(que chamavam de simples ou cristalina) chamada Actrapid que usava antes do café, almoço e do jantar o que melhorou o meu controle. 
 
 
Eu sabia o que era uma gravidez de risco mas eram tantas pessoas se preocupando que preferi me concentrar nas alegrias da gravidez. Para terem uma ideia nem enxoval meu pai queria que eu comprasse. Minha mãe comprou tudo e só me deu perto do parto por muita insistência minha e o berço comprei contra a vontade deles. Tudo era medo e muito amor de que eu ficasse decepcionada caso não desse certo. 
 
 
Meu primeiro filho nasceu em 1981 (Fernando) e o segundo (Caius) em 1982. As duas gestações foram muito parecidas. Só na do mais velho que tive uma intercorrência decorrente da posição em que o bebê ficou levando a uma dor em cólica semelhante a uma dor como se fosse um cálculo renal que passou quando a posição do bebê mudou o que demorou poucos dias. Não tive náuseas ou vômitos , aumentei poucos quilos e eu era uma felicidade só. Das duas vezes minhas pernas ficaram inchadas no final da gestação mas a pressão arterial estava normal e acho que era pelo  peso deles. Foi desaparecendo aos poucos após os partos. Tive hipoglicemia nos 3 primeiros meses e com 3 meses de gestação fui liberada para praticar exercícios e como não encontrei nada específico para gestantes frequentava uma turma normal e só fazia alguns exercícios. 
  

Nos anos 80 com os meninos, foi em Fernando de Noronha
Meu obstetra me aconselhou a ter a criança num hospital público porque no hospital particular eu não teria uma equipe de enfermagem preparada para gestação de alto risco, então me inscrevi no antigo INAMPS para ter direito ao atendimento. Disse também que quando fosse ter os bebês meu marido(que é médico) não poderia me visitar fora do horário de visitas para não ter problema com as outras parturientes mas que faria de tudo para que eu ficasse internada o tempo necessário para a alta do bebê. Fizemos tudo como combinado e das duas vezes fiquei 8 dias internada com eles. 
  
A conduta com as gestantes diabéticas era diferente de hoje, mas tivemos êxito. Foram 2 cesarianas programadas para ocorrerem na 38ª semana. Fiz ultrassom(talvez 2 de cada vez) porém nem o sexo dava para ver direito. O obstetra fez amniocentese antes de marcar a data dos partos para verificar a maturidade dos pulmões e não precisei de corticoide.  
 
Ainda não estavam maduros mas ele me garantiu que na época estariam. E fazia parte da rotina um mês antes da data provável do parto ficar deitada 3 vezes ao dia durante uma hora para contar quantas vezes mexiam (precisava ser no mínimo 100 vezes) e caso algo não estivesse como o esperado deveria contactá-lo o que não foi necessário fazer. O controle diário era com glicosúria e cetonúria. Solteira ainda cheguei a fazer dosagem da Hemoglobina glicada mas durante as gestações não fiz porque o exame ainda não era valorizado e segundo falavam muito instável e difícil de ser realizado. Era feito em jejum. 
 
Antes do segundo parto os médicos conversaram comigo e aconselharam a não ter mais filhos e na segunda cesariana fiz a laqueadura das trompas. Após o primeiro parto fiz minha primeira angiografia com fluoresceína e estava tudo bem. Não tive nenhum problema com as cesarianas. 
 
 O mais velho nasceu com 4050g e o caçula com 4680g. Ambos tiveram hipoglicemia e só o primeiro hipocalcemia. O mais velho nasceu com um sopro no coração que desapareceu com 3 meses. E o caçula teve icterícia. Ambos cresceram saudáveis e são muito atenciosos e carinhosos comigo. Aprenderam que a mãe só podia cuidar deles se estivesse bem então era a mamãe que comia primeiro(mesmo que fosse em pé andando de um lado para o outro) e muitas vezes prepararam suco de laranja para as minhas hipoglicemias.  
 
Com eles prestei atenção que insulina tinha cheiro e adoravam brincar com meu aparelho de fazer glicosúria. 
 
 Amamentei meus dois filhos. O mais velho (Fernando) por um mês foi apenas o meu leite porém como ele não ganhava peso o pediatra mandou complementar com outro leite. E o mais novo (Caius) durante 2 meses e meio apenas o meu leite. 
 
 Sou da época em que não havia internet e eu não mantinha contato com outros diabéticos tipo 1. Quando tudo começou não tinha ideia do que o futuro me reservava e sentia medo. 
 
Procurei viver um dia de cada vez e me cuidando sempre, pensando nos meus meninos, meu marido e pessoas queridas. E acho que do limão fiz uma boa limonada. São 43 anos de DM1, com as complicações que começaram após 18 anos de diabetes controladas com a evolução e mudanças no tratamento. Usei bomba por 6 anos, no momento uso Tresiba e Novorapid e com o que considero um bom controle. 
 
A Bomba é desejada por 9 entre 10, considerada tratamento de ouro. Considero tratamento de ouro o que dá certo. Caso precise usar novamente eu volto. Ela quebrou em fevereiro. Eu já estava providenciando a compra de outra, inclusive esperando que ela chegasse, quando me telefonaram dizendo que por boleto não se vendia mais.  
 
Senti um alívio tão grande (para mim estava sendo uma tortura usá-la) que disse que conversaria com minha médica e depois voltaria a entrar em contato. Eu estava tendo muitas intercorrências com a bomba. A cada vez que trocava o cateter ficava sem saber se o local absorveria a insulina direito ou não. Teve uma vez que fiz 3 trocas seguidas chegando em uma delas a canalizar um vaso, o sangue subiu correndo pelo tubo . Sangue e ponta dobrada são fotos e mais fotos, toda vez fotografava as zebras. E isto fez a hemoglobina começar a subir... E eu a ficar mais insegura.  O primeiro cateter que usei foi o de 17mm. Acabou com meu subcutâneo. Usei também o de 9 e ultimamente o de 6mm. Colocar com a mão direto sem o aplicador era melhor para eu saber se estava entrando direito porque sentia cada plano que ultrapassava, mas mesmo assim ainda dava erro. 
 
Eu tinha mais de uma indicação para usar bomba: hipoglicemias de madrugada assintomáticas comprometendo minha qualidade de vida e lipodistrofia. Mas como, lipodistrofia, não sabe que precisa de rodízio? Este é um assunto delicado para mim. Faço rodízio mas meu problema parece ser imunológico. Sempre tive, por isto que sempre uso insulina que não são as mais tradicionais. Aquela insulina que falei que usava na gestação, quando comecei usar era importada, tudo para tentar minimizar as lipodistrofias que a NPH me causava. Com as insulinas antigas era mais fácil de acontecer mas continuo tendo lipodistrofia  com as análogas. 
 
Com a Tresiba e a Novorapid estou no paraíso, Há 10 dias estou com a glicemia dentro do padrão estipulado. Só domingo passado que tive um pós prandial de 180. Em 43 anos isto nunca aconteceu. Praticamente sem hipoglicemias. 
 
Eu não faço do diabetes um problema até porque vivo muito bem, é difícil ter até um simples resfriado. Quando tive o diagnóstico de diabetes o que eu entendia era ser tudo uma questão de tempo e eu resolvi que procuraria fazer o melhor para que tudo demorasse muito a aparecer. Mas era bem difícil. Vivia e convivia apenas com não diabéticos e era preciso me virar nos 30 para dar certo. Meu marido sempre foi muito compreensivo, amigo e companheiro. Já me conheceu assim e foi o único que não saiu correndo ao saber do diabetes. 
 
Sou uma sessentona até bem conservada...em insulina, deve ser. Já brincaram comigo dizendo isto. 
 
Mãe de dois rapazes lindos e já formados, um em direito e outro em ciência da computação, pude vê-los crescer, educá-los e em breve poderei fazer o mesmo com meus netos... Tudo isso, porque não abri mão de mim, não abri mão deles, não abri mão da vida que tanto amo...Me comprometi com o tratamento numa época que não havia metade dos recursos atuais e hoje me regozijo com os  avanços dos tratamentos que me proporcionam ainda mais qualidade de vida. Todos nós temos nossos altos e baixos, eu prefiro dar crédito aos altos. 
     
Eu, Fernando e Caius
Meus filhos assim que souberam que eu havia escrito toparam fazer a foto e ainda vestir camisetas azuis. Eles chegaram tarde naquele dia em casa mas aceitaram na hora.

Mapa do Descaso Diabetes Brasil

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O Blog A Diabetes e Eu está com uma ação mt importante que irá ajudar diabéticos a médio e a longo prazo, trata-se de um " levantamento que buscará mostrar num mapa do Brasil onde estão esses problemas para que possamos cobrar a criação, implantação e o funcionamento das políticas públicas para essa área."
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Cristiane: A vontade de me tornar mãe fez minha glicada baixar

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Meu nome é Cristiane Regina de Souza, tenho 31 anos de idade e sou diabética tipo 1 há 25 anos, sou da fase do diabetes onde se fazia testes com a glicofita, e tomava insulina suína, da época onde as seringas eram de vidro, e a cada aplicação era preciso fervê-las para poder usar, meus pais sofreram com o diagnóstico, mas me ensinaram muito bem como tratar a doença, mas é claro que tudo não foi mil maravilhas rsrs, com o passar do tempo o diabético fica um pouco revoltado com a doença, mas o meu desejo de um dia ser mãe era muito mais forte do que a revolta com a doença, foi o que me manteve firme no tratamento, claro que pisei na bola algumas vezes, mas graças a Deus até o momento não possuo nenhuma complicação grave como doenças vasculares, retinopatia diabética, nefropatia diabética. 

O ano passado eu quis muito engravidar, devido já ter ao meu um companheiro maravilhoso, e também minha idade já estar chegando nos 3.0 rsrsrs, foi quando eu e meu companheiro decidimos tentar, 3 meses após a decisão descobri que estava grávida, fiquei surpresa com a rapidez, pois como tenho o útero retrovertido, pensei que iria demorar um pouco mais, então comecei a maratona de mais e mais exames de diabetes, minha glicada estava em 8.2, não estava boa, mas a esperança de baixá-la e fazer tudo para o a gravidez fosse tranquila era minha meta.

Infelizmente devido a grandes hipos que eu tinha durante a madrugada, eu perdi meu bebê com 8 semanas de gestação, nossa!!! Fiquei muito arrasada, era uma sementinha mas o amor que já tínhamos era inexplicável, foi então que prossegui, a vida tinha que continuar. 

Passaram-se 6 meses,  começamos a tentativa novamente, minha glicada já estava em 7.2, e minhas informações sobre a diabetes bem mais avançadas, buscava de tudo para saber como fazer o melhor controle, comecei a pagar um plano particular e fazer contagem de carboidratos, de tudo mesmo para que meu corpo estivesse impecável para receber mais uma sementinha linda, foi então que em 24/07/2015 fiz um teste de farmácia, elá estava dois risquinhos.



Nossa!!!! A felicidade transbordou meu coração novamente. Hoje estou de 5 meses de gestação, as primeiras 12 semanas foram ansiosas, pois tinha muito medo (e ainda tenho) de pecar em algum ponto, fiz e to fazendo de tudo para que nossa linda menina venha saudável e que minha diabetes fique impecável até o fim da gestação, (ops. Esqueci de contar, é isso mesmo, é uma menina), sei que numa gestação de diabética tipo 1 o ultimo trimestre é um pouco preocupante, mas minha fé em Deus é maior que tudo, e ELE nos abençoou e nos abençoará até o fim. Neste mês de novembro fiz os exames que venho fazendo todos os meses e minha glicada está em 6.9, e nossa sementinha está bem graças a Deus, seu nome será Lyra Alícia, e rezamos e nos cuidamos todos os dias para que tudo ocorra da melhor forma possível, pois logo logo terei ela aqui em nossos braços.





Agradeço a oportunidade de contar um pouquinho da  minha história para você Kath, e para todos que tiraram um tempinho para ler, ser diabético não é fácil, todos que somos sabemos que nossa vida é uma maquininha, uma contagem, um reloginho, mas todo sacrifício vale a pena quando se tem um sonho, desde criança meu sonho sempre foi um dia ser mãe, já escutei muitas coisas, mas se Deus me deu essa autorização, é dele que vem minhas forças, e tudinho vale a pena, tudinho mesmo, se cuidem, se preparem, e acima de tudo acredite que você pode tudo naquele que te fortalece, aquele que te prepara.

Beijo no coração de todos!!!!

Com amor:

Cris Souza e Lyra Alícia!!!!

Foi com muito esforço e coragem que conseguimos realizar nosso sonho

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Meu nome é Aline, sou DM1 há 10 anos, uso LANTUS, Novorapid e faço contagem de carboidratos.

Lembro que ao saber o que era o diabetes e que eu seria uma diabética foi tenso, porem ao longo dos anos fui me adaptando e tentando manter um certo controle dentro do que era possível.

Me casei, e em fevereiro-2015 fui ao meu endócrino e lhe comuniquei sobre minha decisão de engravidar. Sua reação não foi nada boa, porque minha glicada estava 13,8% e a resposta que ele me deu foi "Não faça isso porque você nao segura a criança!". Nesta mesma consulta começamos a contagem de carboidratos e eu decidi, junto do meu marido, que nao iriamos nos prevenir. Um mês depois foi a data da minha ultima menstruação (25/03).

Dia 23/04 veio o positivo, uma alegria sem explicação, primeiro choramos igual criança e depois passamos horas (pra nao falar dias) rindo a toa. Em maio (2° mes de gestaçao) eu tinha retorno com meu endócrino e repeti os exames...glicada 9,8%...a frase desta vez foi "Não passa do terceiro mês de gestação, certamente voce vai ter um aborto..." Sim, eu chorei muito os três primeiros meses, tive medo, me desesperei muitas vezes e apesar de odiar e me incomodar muito, eu agradecia por cada enjoo...assim eu sabia que meu bebe estava desenvolvendo, por isso meu corpo estava reagindo.

Voltamos ao médico final do 5° mês de gestação, poucas semanas antes da tão sonhada e temida ultrasson morfológica. A glicada estava 8,6% (fazia anos que eu nao via um valor tao baixo, para mim era uma vitória, mas...) e a primeira pergunta que ele me fez foi "Ainda não deu nenhuma má formação no seu bebe?", eu respondi que nao e ao abrir meus exames ele disse "Com esses valores você vai perder seu bebe jaja...", eu apenas engoli seco aquelas palavras e continuei calada...sai do consultório arrasada e as semanas até o dia da ultrasson demoraram uma vida.




Chegou o grande dia! Eu, marido e minha mãe na sala de ultrassom, coração a mil, não sabia o que pensar...começamos o exame com a linda confirmação, E UM MENINO!!! Saímos de la realizados, nosso garoto eh perfeito, todos os órgãos formados e funcionando perfeitamente!

Voltei ao medico no sétimo mês, glicada 7,8% e preparada psicologicamente para mais uma frase idiota dele...mas não! Ele apenas me elogiou e a consulta seguiu normalmente.

Estamos no 8° mês agora...a ansiedade esta a mil,aguardando Gabriel Henrique. Meu GO sempre me alertou sobre o risco do bebe crescer muito por conta da minha glicemia e termos que fazer o parto antecipadamente...mas querem mais noticias boas? No último ultrasson ele estava totalmente dentro da média! 31 semanas de gestação com 42 cm e 1,800kg.



Muitos me disseram para trocar de medico, que era um absurdo ele me dizer aquelas coisas e eu concordo totalmente, ele foi ate desumano comigo, mas eu faço questão de quando meu bebe nascer, leva-lo comigo em uma consulta e mostrar ao médico o poder de Deus. Sabe porque? Promessa de Deus nao falha, quando voce entrega sua vida nas mãos Dele, não há médico, não há doença, não há nada que possa mudar Seus planos!

Ainda convivemos com o risco do bebe ter hipoglicemia quando nascer, mas quer saber? Eu tenho convicção de que não terá!
Estamos loucos para que esse ultimo mês passe logo e ver o rostinho e o cheirinho do nosso anjinho Gabriel!


Não desistam de seus sonhos, porque para Deus, NADA e impossivel!


14 de Novembro Dia Mundial do Diabetes

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Somos ÚNICAS, somos MILHÕES, somos SINGULARES,somos PLURAIS,somos MÃES DIABÉTICAS!
Dia Mundial Do Diabetes - 14 de Novembro​
AGIR HOJE PARA MUDAR O AMANHÃ!
Agradeço de coração todas vcs que contribuiram nestes últimos dias para chegarmos aos nossos 103 depoimentos e estão alegrando diariamente o Nosso Novembro Azul!


Enquanto houver sol,ainda haverá...Esperança,foco,fé e comprometimento!

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Olá!

Meu nome é Denia Alves, 39 anos, sou enfermeira e moro no Rio de Janeiro.

Descobri o diabetes há 7 anos, não tinha os sintomas clássicos do DM  até começar a aparecer muitos furúnculos pelo meu corpo, eu não sabia o que estava acontecendo, fui ao médico e veio a surpresa meu dextro estava 543 mg/dl.

Por minha idade fui tratada como DM2 e com remédios via oral, passava mal com aquele tratamento (muita dor ocular e cefaleia), porém os médicos insistiam em continuá-lo, quando mudei de endocrinologista, o mesmo pediu inúmeros exames e estes constataram que eu era DM1 tardio (LADA), após o tratamento adequado passei a sentir-me melhor.
Não tive problema com a adaptação da insulina, uso a Lantus e Novorapid.

Algum tempo depois  comecei a apresentar problemas nos rins chamado: Hidronefrose bilateral, é quando algo obstrui os rins fazendo com  que ele acumule urina e fique dilatado. No meu caso o que obstruia eram os cálculos renais...Realizei uma uretrolitrotripsia bilateral para tratar.

Usava muito antibiótico para tratar do problema renal,  acabei engravidando, foi uma gravidez inesperada, durou 1 mes e tive um aborto espontâneo.

O tratamento renal + diabetes (com medicamentos via oral- isso antes de mudar de endocrino) prosseguia, os médicos diziam que era quase impossível eu engravidar, sentia muitas dores,mal estar e dificuldade de adaptação com o remédio do DM,ate que... Acabei engravidando de novo.

Os tres primeiros meses foram sofridos demais. Descolamento de placenta, infeccão urinaria(tomava keflex para tratar), usava ultragestan direto e necessitei fazer repouso, foi na gestação que passei a usar insulina (mudança de endocrino foi crucial para isso).

O endócrino me fez uma tabela para ajudar-me no tratamento durante o período gestacional, a ideia era ajudar no controle das glicemias.

Na medida do possível as coisas iam correndo bem, até que ao fazer a ultrassom  morfológica foi constatado que o bebe tinha hidronefrose no rim direito,além disso deu ureterocele na bexiga. Meu mundo caiu!  Chorei muito!

Para um melhor atendimento passei a fazer ultrassom 2x ao mês e passei a ter muitas oscilações glicêmicas. Era desesperador, dois diagnósticos sérios do meu bebê e eu ter que repousar, manter o psicológico em ordem e tentar entender as hipos e hipers mesmo quando eu dava o melhor de mim.

Diante do nosso diagnóstico fomos encaminhados para o Hospital Fernandes Figueira, e lá  depois da quarta ultrassom, disseram que não tinhamos o perfil da instituição  e que apenas uma ultrassom por mês era suficiente.Foi um dos dias mais felizes da minha vida. 

Continuei fazendo ultra todo mes, acompanhando tudo com dieta, insulina e  torcendo pra não ter crise renal. Passei a gravidez sem crise. Mas com infeccão urinaria a gravidez toda.

Enzo nasceu com 3785 kg,42 cm e 36 semanas, de parto cesárea pois  e ficou na UTI Neo devido a hipoglicemia, ficou 1 semana internado. Ao nascer ele urinou,mas a ultrassom mostrou a hidronefrose no rim direito ainda estava Ia. Ia ao hospital todos dias amamentar, insisti muito para que a amamentação desse certo, ele mamava 4 vezes no dia e a noite eu ia pra casa.


Enzo,mamae e papai

Fui encaminhada pra nefro pediatra e comecei o tratamento do Enzo, soube que tinha que operar,porque além da hidronefrose ele tinha a ureterocele e isso podia causar danos irreversíveis aos rins. Com 3 meses ele fez uma cintilografia com contraste( só podia fazer nesta idade), neste exame veio a surpresa: ENZO tem Duplicidade renal no lado direito, e os rins funcionam normais, então ele teria q fazer apenas um procedimento uroscópico e não uma cirurgia aberta de nefrectomia. Graças a Deus!!!!!

Ele fez o procedimento  aos 6 meses. Gracas a Deus correu tudo bem.

Na correria com a saúde dele,descuidei de mim, a glicemia passou para 450 mg/dl, tive problemas na visão, comecei a enxergar tudo turvo. Fui no oftalmo e comecei a tratar. Precisei colocar um cateter  nos rins e estou na luta para manter as glicemias em dia. Esporadicamente tenho crises renais onde trato com analgesicos, como dipirona e tramadol.


Enzo


O tempo foi passando e vi que mesmo diante da correria com a maternidade e cotidiano não posso deixar de me cuidar principalmente em função do meu filho, pois por mínimo que seja um descuido este pode refletir na minha saúde. Quero cuidar de mim por que me amo e porque conheci o que é sentir amor de mãe,este é indescritível, se me cuido,cuido também do meu filho e posso gozar de uma boa qualidade de vida para estar ao seu lado (esta é minha dica ás mães DMs).

Retirei o cateter renal. Estou muito bem. Voltei a trabalhar e Enzo passou  na revisão com medico urologista cirurgiao e esta super bem. Só volta daqui 1 ano para revisar. Gracas a Deus! Atualmente ele está com 1 ano e 3 meses e eu grata á Deus pela dádiva da maternidade.

Acreditem, quando tudo parece impossível, com fé e dedicação Deus vem e escreve uma nova história,provações todos nós teremos,mas nada que não possamos suportar.


Enzo e a mamae
DIABETES TIPO LADA:
O diabetes tipo Lada é um termo que significa diabetes auto-imune latente do adulto. Para quem nunca ouviu falar, o Dr. Balduino Tschiedel, endocrinologista e diretor presidente do Instituto da Criança com Diabetes, em Porto Alegre, oferece a explicação. “Geralmente é diagnosticado em pessoas com mais de 30 anos e pode apresentar os sintomas de diabetes tipo 2, apesar de reunir as características do diabetes tipo 1, de forma mais lenta”, pontua.
“È auto-imune, apresenta a destruição mais lenta das células beta e o correto é iniciar o tratamento com insulina, mesmo que muitos médicos comecem a receitar medicamentos orais, no início do diagnóstico, complementa Dr. Balduino”.
Fonte:https://www.accu-chek.com.br/br/entendendo-o-diabetes/entendendo-diabetes-lada.html