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Seja Mãe,Seja você!

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Ser mãe e diabética não é uma tarefa fácil,disso todas nós já sabemos, desde a gestação as coisas já são bem complicadinhas por inúmeros motivos aqui já mencionados.Mas a gente sabe que no final tudo vale a pena e isso nos conforta.

Antes as preocupações além do DM eram: Chá de Bebê (o que pedir e etc), quarto e pertences da criança, bolsa de maternidade, quem vai ficar com o bebê,curso pra gestante e bláblá...

Quando os filhotes nascem as coisas apertam um pouco mais, o nascimento traz consigo uma série de responsabilidades, preocupações com as complicações do parto (caso tenha havido para ambos), amamentação, se vai dar chupeta,mamadeira,tamanhos,marcas,picos e etc,etc,etc... Fora as hipos ,hiper,dosagens de insulina, idas e vindas do médicos para ambos.

São tantos pormenores que uma mãe enfrenta + o DM (se não houver ainda mais doenças crônicas na vida desta).

Com Vitoria era diferente tenho minha tia pra ajudar...E agora com o Davi?Anderson é um pai extremamente presente,jamais posso falar mal dele neste sentido,mas tem coisa q é pra mãe, é de mãe, e nada te substitui,sei lá não da pra explicar...

E com o nascimento da cria a gente vai deixando meio q sem querer o DM de lado para ter mais tempo para as coisas q englobam o bebê, passei meses a fio numa crise existencial danada qdo me vi nesta situação, querendo ser uma DM Perfect e Mãe Maravilha.Parece frescura,mas não é! Sei bem como é qdo vc pega o glicosímetro pra medir e o bb chora, vc põe o aparelho de lado para socorrê-lo e esquece de medir a glicemia...Qdo vc conta todo o CHO do alimento,vai balançar o carrinho,belisca a comida e se perde na contagem de cho e por ai vai...


Voltei a trabalhar quando Davi completou 4 meses, ele ficou com o pai que era home office, éramos apenas nós dois nos cuidados e educação ,casa e afins. Eu trabalhava longe de casa, madrugava pra sair e chegava no final da noite com uma série de coisas por fazer no lar. Lembremos ainda do Dm e amamentaçào Eram: DM, eu - pessoa,filhos,esposo,familiares,profissão, estudos,casa pra limpar e etc... 

Ainda não posso pagar ninguém pra me dar um força em casa,não tenho carro o que dificulta meu cotidiano e o Davi ainda não estava na escolinha, tudo tinha que ser adequado pensando nele, já que somos nós os responsaveis por ele,ou seja, esta responsa" não incubo a família, ficam com ele no máximo para irmos ao mercado",todos trabalham e não tem mais paciencia de passar um tempão com bebes.

Dai vem suas próprias cobranças,a do mundo com vc...Hipos,hipers,contagem de Cho,mudança na contagem, mudança na basal,TPM, dores...

Arghgh!!!! Dá vontade de gritar e surtar, isso quando não o fazemos,srsrrs.



Tenho aprendido que não há fórmula pronta para estas questões,esta loucura ta me ensinando q planejamento e flexibilidade é td, preciso me planejar pra q td não vire uma bagunça e eu me perca,preciso de flexibilidade pra aceitar e mudar de plano mesmo q em cima da hora qdo necessário.

Esta semana mesmo passei por isso. Anderson e eu mudamos de emprego,então imaginem como estamos... Davi entrou a pouco na creche (saiu agora da adaptação) e pra melhorar ta mega doente...Neste ínterim sabe como sobrevivi?


De lanches (ora saudável, ora não),frutas e tranqueiras, comia melhorzinho qdo minha sogra fazia algo pra mim (to falando de mim e não do Davi).Fui rebolando com as hipos e hipers e levando, estava organizando documentos pra entrar numa empresa,correndo atrás disso,Anderson em situação similar,filho novo de creche, fica doente e de atestado.
Mas Kath, vc é DM...Como pode fazer isso? Não sou sempre assim e isso me tranquiliza é ai que entra a flexibilidade.


Nossa lista de lembretes penduradas na geladeira para esta semana.


Conclusão: Uma lista enorme de medicamentos com horários diferenciados e 10 dias de atestado médico(organizaremos nossos horários para que possamos ficar com ele).


Casa pra limpar, roupa pra lavar e passar,comida pra organizar e como ela nunca saia no horário acabava por não comer... Fora que eu quero curtir meus filhos,preciso sair,respirar, passear,me apertava para que isso desse certo também.Olha foi corrido,aliás tem sido,mas de uma coisa eu sei:Planejamento e flexibilidade ajudam.


Falar de vc, vão, te encher o saco também... Mas fazer o q?Toda e qualquer coisa na vida é assim mesmo. Não é? E a gente sempre não supera? Então, acabou!Vamos parar de resmugar e dançar conforme a música. Marido ajudou, ótimo, senão ajudou,fazer o que? A gente vai remediando,dialogando, ás vezes brigando...Esperando e as coisas vão fluindo.


Curta bem sua maternidade! 


Não existem mãe melhor ou pior,existem mães que dão o melhor de si dentro de suas possibilidades.

Sejam Felizes!!!!

Pacote educativo do projeto KIDS &Diabetes em Schools

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Você conhece algum aluno com diabetes? Será que novas informações sobre diabetes precisam ser encaminhadas para o dia a dia nas escolas? E alimentação saudável e prática de atividade física são importantes para todos os alunos?  E o diabetes, o que muda na rotina escolar?

Pensando nisso, a ADJ Diabetes Brasil em parceria com a Internacional Diabetes Federation – IDF, está disponibilizando um pacote educativo para informar sobre diabetes nas escolas para responder a estas questões.

O pacote educativo do projeto KIDS &Diabetes em Schools está dividido em módulos para quatro públicos diferentes:

Pacote educativo 1: Equipe da escola.
Pacote educativo 2: Familiares de alunos com diabetes.
Pacote Educativo 3: Alunos
Pacote educativo 4: Familiares de alunos

Nestes módulos são apresentadas informações como: O que é diabetes, tipos de diabetes, informações sobre o tratamento, situações de emergência na escola, atividades físicas, alimentação, atividades extracurriculares, entre outras informações.
Vamos divulgar esta ideia!
Este pacote educativo pode ser distribuído gratuitamente nas escolas e já está disponível em 8 idiomas.

Acesse e imprima seu pacote educativo:

Em meio a tantas "patias" eu venci! Hoje sou mãe!

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Meu nome é Karina Nowak de Oliveira, hoje tenho 37 anos sou de Goiânia. Adquiri diabetes aos 17 anos, quando fui diagnosticada com DM1 eu não tinha noção do que era e nem da proporção do problema, nunca fui rigorosa com dieta, fiz tratamento durante quase 5 anos pra reumatismo que segundo o médico era um tipo de reumatismo que não acusava nos exames de sangue porem minhas dores não melhoravam e eu estava cada vez com mais dificuldades para me locomover, foi quando meu irmão percebeu que meu problema poderia ser neurológico e descobrimos que eu estava com poli neuropatia e que já havia afetado os braços e as pernas. Com o tratamento em andamento fui melhorando das dores, quanto a glicemia hora estava boa depois descontrolava.

Eu nunca fui internada por conta de descontrole glicêmico, aos 19 anos eu tive um abcesso renal, na verdade estava entre o rim e a costela, tive que passar por cirurgia para retirar o abcesso, meus rins continuaram funcionando normal.

Me esqueci de falar, eu tenho além de meus pais dois irmãos e duas irmãs eu sou a quarta filha e a única DM1.

Sei que depois da DM1 eu tive depressão, poli neuropatia e fibromialgia o que também me causa muita dor.

Aos 29 anos fui embora pra Manaus, eu namorava um bombeiro que era de la e depois de quase 4 anos em Goiânia ele teve que voltar e eu acabei indo pra la. Ele já tinha uma filha e eu queria muito ter um filho também mais além de ser diabética o meu medico havia falado que pra eu engravidar eu precisaria de fazer tratamento por que eu tinha os dois ovários policísticos e o útero virado. Então eu passei a acreditar que eu não iria ter filhos, já tinha sido orientada que a gestação diabética era muito complicada e ainda por cima tinha esse problema nos ovários, achei melhor deixar pra lá e nada de fazer tratamento só mesmo o da diabetes.

O relacionamento com o bombeiro em Manaus não deu certo, ainda fiquei algum tempo em Manaus morando sozinha, mais como nunca terminei nenhuma faculdade só arrumava empregos que não davam pra me manter lá,e pra piorar eu tive quatro infecção de urina consecutivas, acabava de tomar os antibióticos a infecção voltava, eu fui pra lá em setembro de 2007 e voltei em novembro de 2008.

Em dezembro de 2008 já em Goiânia eu sai com um “amigo”, e nesse dia eu fiquei com ele, 6 semanas depois descobri que estava grávida.

Eu me desesperei, como se eu não fiz tratamento? Eu estava desempregada sem plano de saúde. Logo que eu soube eu contei para minha família, e a novidade não foi recebida com festa, pelo contrario, me criticaram muito. A reação das minhas irmãs pra mim foi a pior parte dessa faze da minha vida. Eu sempre tive muito respeito por elas, costumo dizer que ate mais respeito por elas do que pela minha própria mãe. A opinião delas pra mim sempre era muito importante, valia muito.

Marquei consulta pelo SUS, fiz alguns exames de laboratório, minha primeira ultrassonografia foi com 7 semanas. Minha mãe logo acalmou e passou e me ajudar, já as minhas irmãs nem falavam comigo, o pai da criança queria que eu interrompesse a gestação, e nunca me ajudou em nada. Fisicamente eu estava ótima, emocionalmente um caco.

Fui encaminhada para o pré natal do hospital das clinicas onde tinha acompanhamento de gravidez de alto risco, eu ia nas consultas todas as segundas feiras, passava pela ginecologista depois nutricionista e depois endócrino ou seja minhas segundas feiras era todinha no hospital, e agradeço muito por isso pq eu fui muito bem assistida eu não tive problema alguma durante a gravidez minha glicose ficou muito bem controlada, tive que passar uma noite no hospital pq quando eu estava com 32 semanas eu estava com 2 centímetros de dilatação, mais nada muito preocupante apenas fiquei no hospital para tomar soro e dar uma hidratada no organismo, nunca senti uma dor não tive enjoo, em relação gravidez e diabetes não tenho nada do que me queixar, tive sim problemas emocionais por conta das minhas irmãs e do pai do bebe.

Com 16 semanas soube que era uma menina, fiquei muito feliz, minha pequena menina, minha Leandra. Nessa mesma época fui pra Manaus novamente fiquei 30 dias la pra resolver algumas pendencias que eu havia deixado por la. Quando voltei graças a DEUS estava tudo ótimo, eu estava me sentindo a mulher mais saudável do mundo, eu fazia de tudo arrumava casa, saia com algumas amigas fazia todo o meu tratamento andando de ônibus pra tudo que era lado.



Engordei um total de 9 quilos e minha filha nasceu no dia 1 de setembro de 2009, com 53 centímetros e 3,555kg, o parto foi Cesária pois os medico queria 10 cm de dilatação e depois de quase 4 horas sentindo as dores do parto eu tinha 8 cm dai o próprio medico optou por fazer a Cesária. Ela nasceu super bem um pouco cansada por isso precisou ficar com capacete de oxigênio, mais no dia seguinte já estava comigo e mamando muito, minha recuperação foi perfeita com 9 dias pequei um ônibus e fui pro hospital tirar os pontos.

2º dia da leandra ainda no hospital

Amamentei ate os 4 meses porque a neuropatia atacou e eu já não estava conseguindo segurar ela, eu não podia tomar os remédios e amamentar então consegui aguentar ate a Leandra completar 4 meses.

Leandra com 7 meses

Hoje continuo fazendo meu controle glicêmico a Leandra está com 5 anos, apesar de todo problema emocional que passei durante a gravidez hoje brinco que minha filha é filha única de 3 mães solteiras. O pai dela as vezes aparece, tentei muito uma aproximação dele com ela, ate que consegui, a Leandra tem contato com a família paterna mais precisei engolir muito sapo e engulo ate hoje pra satisfazer a minha pequena menina, porem meu relacionamento com o pai dela não é dos melhores.

Sendo mimada pela tia

Tia Babona


O que tenho pra dizer a todas as diabéticas que querem ser mãe é que vale todo esforço, todo cuidado, cada minutinho dedicado a esse milagre de se ter um filho, planejado ou não, nós podemos tudo, as complicações podem acontecer independentes de ser ou não diabética, vou dizer novamente nunca me senti tão cheia de saúde como quando estava gravida. Felicidades a todas as mamães diabéticas, e muita saúde a todas as diabéticas que planejam ser mamães.



Outubro de 2014 em salvador- Leandra 5 anos.