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Do Brasil á Itália: Eu, Minha gestaçào,maternidade e o DM.

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Eu sou Louise, tenho 28 anos e 18 de diabetes. Brasileira, porém moro na Itália com meu 
esposo e filho.

No começo, com 10 anos, foi complicado. Foram vários dias de luta para não tomar insulinavários dias de tristeza e não somente para mim, mas para minha família também. Meu pai, que é um médico, notou logo qual era o probleminha que me fazia perder o sono, peso e
ter muito apetite. 

O tempo foi passando e a fase do não querer aceitar diminuia. Já com 12 anos aplicava a minha insulina sozinha e me comportava direitinho com relação à dieta. Claro que, como 
qualquer pré-adolescente, eu era rebelde e muitas vezes não aceitava nada e nem
 ninguém. 

Com o tempo comecei a entender que viver bem era uma questão de controle e esse 
controle dependia só de mim. Foi complicado, mas melhorei! 

Aos 21 anos fiquei grávida sem planejar, estava com a glicada em 8% e uma vida 
completamente nômade, pois eu ainda não morava definitivamente aqui na Itália.Então 
transitava entre Brasil e aqui. Parei, respirei fundo e disse para mim mesma que tudo daria certo. E deu! 

Meu pai foi meu GO, fiz o pré-natal aí e David nasceu no Brasil,  tudo correu muito bem! Eu engordei 9 quilos e já no terceiro mês estava no meu peso normal. 

Meu filho nasceu de cesárea com 37 semanas e 5 dias, pesando 2,570kgs e medindo 
48 cm, teve uma discreta hipoglicemia nas primeiras 12 horas de vida. Não ficou na UTI,
 voltou para casa comigo no quarto dia de vida. 

Amamentei quase um ano, tinha muita hipoglicemia neste período!  Foi necessário reformular doses, sem maiores problemas! Minha gravidez foi tranquila, eu tinha medo de tudo, mas fisicamente estava muito bem! Meu marido viveu muito bem a minha gravidez 'especial', me ajudou muito e em tudo, mesmo de longe, pois ele estava aqui na Itália e eu no Brasil. 

Atualmente uso Levemir e Humalog, tenho tudo completamente grátis  aqui. Uma vez por mês pego em qualquer farmácia tudo o que me serve. A saúde pública aqui funciona muito bem e é de qualidade! Nunca tive nenhuma dor de cabeça com isso! 

Nosso Mosaico de fotos!


Hoje  levo uma vida completamente normal, moro na Itália e controlo muito bem a minha 
glicemia. Aqui participo de um grupo de estudo sobre diabetes do hospital San Raffaele di Milano ( filhos de diabéticos ). Meu filho faz um exame de sangue por ano onde eles procuram esses anticorpos que podem provocar diabetes nele. Até hoje nada foi encontrado, graças a Deus! Eu não tenho nenhuma sequela, nunca tive internações sérias ou hipoglicemias que me levassem a problemas mais complicados.

Sou muito feliz, vivo muito bem e em breve, se Papai do Céu deixar, meu David terá um
 irmão para dividir as alegrias e tristezas da vida! Essa gravidez será planejada e a glicada
 já está em 6! 

A Kath me perguntou como vivem as grávidas DMs, poderei responder isso em breve, 
quando estiver grávida do meu segundo! 

E é isso. Para minhas amigas docinhas que desejam ter um bebê eu diria que a palavra 
certa é controle! Só assim e com muito amor e calma, tudo dará certo! 
 

Diabética Tipo 1, Mãe, Esposa e Mestranda...

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                Me chamo Simony e tenho 28 anos, à época da gestação tinha 26, trabalho como gerente de projetos de pesquisa na Universidade de São Paulo, sou formada em Ciências Sociais e faço mestrado na Faculdade de Educação da USP. Tenho diabetes desde os 12 anos de idade, no começo foi bem difícil, fui bem rebelde e isso me rendeu duas complicações: retinopatia e nefropatia. Após um susto, quase fiquei cega, comecei a me cuidar e controlar mais a glicemia.
                Aceitar a doença foi muito bom, isso ocorrei por volta de 2009, pois me senti mais incentivada a lutar pelos meus sonhos, ao invés de apenas reclamar da doença. Em 2011 me formei na graduação, em 2012 casei e logo depois engravidei.  Quando descobri que estava grávida (um mês depois da lua de mel, risos), foi um susto pois a minha glicada estava em 8,3 e não foi uma gravidez planejada, fazia uso de NPH e Lispro e usava canetas, para facilitar o transporte, já que minha vida era muito agitada e nunca parava em casa.
                Meus pais e meu marido nunca pegaram leve comigo, levei muitas broncas e puxões de orelha por causa do mau comportamento. Mas eles nunca acharam que eu não pudesse fazer alguma coisa por causa da doença. Meu pai sempre me disse: “Não se esconda atrás da doença, você é melhor do que ela”. E foi assim que passamos pela gestação, acreditando que eu seria capaz de enfrentar tudo e que a doença não venceria, pensar assim nos ajudou muito.
                Após confirmar a gravidez procurei meu Endócrino e decidimos procurar um gineco que cuidasse de mães diabéticas, mas tive problemas em encontrar no convênio médico alguém capacitado para fazer meu pré-natal. Como sou funcionária da USP o Hospital Universitário me encaminhou para o HC, que tem um ambulatório específico para mães diabéticas, meus médicos responsáveis foram o Dr. Rodrigo Codarin e a Dra. Raphaela Alckmin. A melhor coisa que me aconteceu foi ser tratada no HC da USP, foi muito cansativo, pois a equipe médica é muito exigente, mas foi sensacional: os melhores profissionais e todos os exames necessários, inclusive ultrassom 3D, as consultas eram semanais e o ajuste de insulina constante, pois com a gravidez a nossa sensibilidade à insulina muda e muito rápido, no começo da gravidez eu tive muitas Hipers e no final muitas hipos.
                Tive problemas emocionais, pois fiquei muito amedrontada de acontecer alguma coisa com meu bebê, o que me incentivou a seguir o tratamento à linha, não faltei em uma consulta sequer, foram 28 consultas de pré-natal, fora exames e as internações (duas no meio da gestação e a final, para ganhar o bebê, que durou 20 dias). Tive pré-eclâmpsia, o que dificultou mais a gestação e tive que me afastar do trabalho, pois a pernas inchavam muito e a pressão subia e por causa disso tive duas internações, para controlar a pressão, pois a minha glicada se manteve entre 5 e 6 durante a gestação.
                No HC tive todo suporte de médicos, a quem sou eternamente grata, equipe de enfermeiros e da Cecília, a psicóloga que me ajudou muito, muito, muito! Com todo esse apoio, foi mais fácil levar a gestação. O bebê respondeu bem, cresceu conforme o esperado, eu fazia 7 dextros por dia e comia exatamente o que a Nutricionista me liberou para comer, foi uma maratona, mas o meu filho saiu ileso!
                Quando descobrimos que era um menino, decidimos por chama-lo Bernardo, que significa bravo como Urso, ou seja, forte! E ele foi muito forte, várias vezes eu acordava de madrugada com ele me chutando, eu ia medir a glicemia estava 30, 24, 40... Me emociono de lembrar que ele passava mal também, mas não teve nenhuma sequela, ele sempre me acordou a tempo de corrigir a glicemia.

                O parto seria induzido no dia 8 de outubro, mas como eu fiquei muito nervosa no dia anterior e ficava sozinha no hospital, pois estava internada e a visita era apenas da 16 às 17 horas, comecei a ter contrações no dia 7 pela manhã, assim fui encaminhada ao centro obstetrício, tentaram induzir o parto, mas após 8 horas de trabalho de parto, o bebê entrou em sofrimento fetal e resolveram pela cesárea. Às 20:35 do dia 7 de outubro o Bernardo nasceu, lindo, saudável e vencedor.                O meu maior medo era ele ter sequelas, mas ele não teve uma sequer, é um bebê saudável e inteligente, nasceu de 37 semanas, com 46 cm e 2.980Kg.
                Ficamos 10 dias internados após o nascimento, pois em tive uma infecção hospitalar, mas tudo foi resolvido e ficamos bem. Ele mamou até os 5 meses, como eu tive complicações renais, o endócrino sugeriu que não amamentasse além dos 6 meses, para poder tomar os remédios e para exigir menos do meu corpo. A minha recuperação foi tranquila, como fiz um controle rígido da alimentação, engordei apenas 5 kg, que perdi 2 meses após o parto.
                Hoje levamos uma vida normal, faço meus controles como sempre, vou ao médico a cada 2 meses. Voltei ao trabalho quando o Bernardo fez 7 meses, e voltei a estudar quando ele fez um ano. Não é fácil levar toda essa vida, pois além de ser mãe, profissional, esposa, mulher, sou diabética e dar conta de tudo isso é muito cansativo. Mas dou conta, risos... Meu marido me apoia muito e sempre levo essa mensagem: “A doença não é maior do que eu, ela não vai me vencer!”

                Para as grávidas diabéticas, desejo força e ânimo para enfrentar o desafio. Adianto que todo esforço é válido, quando vemos o rostinho e o chorinho dos pequenos esquecemos de tudo, é só alegria! Para as mulheres diabéticas que ainda não decidiram pela maternidade, não hesite diante das dificuldades, ser mãe diabética não é fácil, mas quem disse que tudo que é bom é fácil? Não deixe o diabetes tomar as decisões por você! Procure seu médico, se prepare e seja feliz! Responsabilidade não significa abrir mão, se houver força de vontade e dedicação é possível vencer os obstáculos, sejam muito felizes nas suas decisões!





                

Os pais com certeza são um reforço positivo no tratamento

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E aqui está mais uma conquista. 

Ser diabética é só algo que me exige um pouco mais de cuidado com a minha saúde, cuidado esse que na verdade todos deveriam ter. 

Ter diabetes não é nenhum empecilho na minha vida, pois é possível conviver muito bem com essa doença desde que seja consciente, e claro sempre tem os pais para nos apoiarem. 

Sou doce e consigo ser feliz mesmo com essa condição que me foi imposta. Essa foi só a primeira etapa, ainda tenho muito o que conquistar. Sejam felizes e acreditem em seus sonhos, se cuidem e doença nenhuma irá abalar vocês. Acreditem vocês não estão sozinhos nessa, nossos pais exercem uma influência muito grande na forma como lidamos com essa doença.


Beijinhos e sigamos sempre em frente!

Depoimento de Amanda Guedes


Como organizar seus exames e planilhas

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Trabalho também com organização e catalogação de acervos. Isso  reflete em minha vida pessoal,claro que ainda perco e procuro muitas coisas em casa,mas em sua grande maioria todos os documentos são organizados.

Há pasta para tudo aqui em casa, a de conta de água,luz,telefone,cartões e etc, todas  em ordem  cronológica (quem as tira da ordem é meu esposo rs).



Meus exames e do Davi também são todos organizados, o médico do Davi  disse-me que isso seria desnecessário que depois de 1 ano eu poderia descartá-los,  prefiro não fazer isso, opto por organizar e encadernar para facilitar o manuseio. E isso me "salvou" há dois meses atrás....

Olhe o por que...

Estávamos estudando minha tireóide e se eu não tivesse todos os exames em mãos não teríamos o comparativo e nem como fundamentarmos nossas questões...

Quando fui ao Hospital das Clínicas fazer a primeira entrevista para a bomba ( anos atrás a qual me negaram a mesma), a médica que me analisou ficou pasma ao se deparar com meus exames, tanto que chamou outros médicos para vê-los, um dos médicos que veio  (bem idoso mais de 50 anos de Clínicas) disse nunca ter visto isso e declarou:

-Podem até ter outros pacientes assim, mas eu nunca vi...

Para minhas médicas isso não é mais novidade,já se acostumaram com meu perfeccionismo virginiano como declaram (eu não acredito em signos...).

Fiz este post não para me vangloriar,mas apenas para que vejam mais uma possibilidade de como organizar suas coisas, dá para fazer isso várias outras formas, tudo dependerá do que é mais prático para você e se te interessa fazer isso.

Algumas outras formas:

Criar uma pasta anual no computador.

Exemplo: 

- Dextros 2015

Dentro desta mesma pasta fazer outras 12 pastas,cada uma nomeada com os meses do ano, de janeiro a dezembro de 2015 e anexar na mesma mês a mês seus dextros mensais.

O mesmo com exames:

-Pasta Exames 2015

Fazer uma pasta correspondente ao mês que o exame foi realizado e salvá-los nesta.
Exemplo: O exame foi realizado em janeiro de 2015, faça a pasta com este nome e se você fará apenas em março de 2015, crie outra pasta com o nome e mes correspondente aos exames.

Assim quando você for querer ver seus dextros e exames do mês e ano correspondente já sabe onde buscar. 


-Se o intuito é  eliminar de vez todos os papéis e ter em mãos todo o seu histórico, o ideal é digitalizar este documentos.

-Nunca esquecer de nomear corretamente suas pastas para que sua busca seja facilitada. 

-Salve suas planilhas mensais do excel/word ou programa que desejar nestas nào há um programa exato para isso. 

Você pode salvar em pastar num HD externo,micro ou e-mail tudo isso, eu ainda prefiro fazer manualmente.

Há programas online que também fazem isso automaticamente...

Cada um,cada um, para mim a forma que funciona é esta que está fotografa abaixo.

Não há receita certa, só estou lhe mostrando meu cotidiano.

São 8 anos de Diabetes ai descritos, claro que perdi ou descartei alguma coisa, porém o que ficou aí está.

Algumas estão com legendas e outras dispensam legendas pois dá para ler seus títulos.

Espero ter ajudado.

Enquanto o post estava sendo feito,meu fiel escudeiro estava ao meu lado.

Eis ai o Davi



Local em que ficam tudo o que se refere ao Diabetes no quesito PAPEL.

Minha estante de livros que fica na sala, a seta indicativa mostra o local.


Espaço destinado ao DM(para facilitar a procura para toda a família)



Todos os exames desde o diagnóstico,perdi alguns (bem poucos).


Pasta Sanfonada com exames,receitas,formulários e afins recentes (depois de um tempo eu encaderno e documentos mais atuais passam estar aqui).

Pasta Sanfonada com exames,receitas,formulários e afins recentes (depois de um tempo eu encaderno e documentos mais atuais passam estar aqui).
Planilha de dextros (possui 24 páginas, cada uma corresponde a um mês, ou seja, este caderno comporta 2 anos de dextros) 



Primeiros receituários de insulina Levemir (sim pq comecei com NPH e R).


Primeiros exames pós diagnóstico.

Recibos de busca de insumos na Farmácia de Alto Custo.


Mais Exames afinal eles nunca param...

Histórico do meu processo de Insulina de Alto custo.

Documentos do processo da bomba de insulina
Exames e receitas
Exames referentes a primeira gestação Aborto- (ultrasson, biópsia do feto e etc.)




 
Ultrasons do davi


















Exames realizados desde o nascimento do Davi até os dias atuais...

Exames do Davi do nascimento á Out. 2014

Na pasta elástico coloco os exames atuais até serem encadernados.






  


E seu check-up dentário como anda?

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Pessoal os exames de voces estão em dia?

Foram ao dentista?

Bom irem hem!

Eu fui!



Diabetes e problemas de saúde bucal



Diabetes e problemas de saúde bucal 

Existe uma ligação entre as doenças gengivais e diabetes?
Dos 21 milhões de americanos que têm diabetes, muitos podem ficar surpresos com uma inesperada complicação associada com esta condição. 12 Pesquisas sugerem que há uma prevalência aumentada de doenças gengivais (gengivite e periodontite) dentre aqueles com diabetes, somando as doenças gengivais a uma lista de outras complicações associadas com diabetes, tais como doenças cardíacas, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos (derrame cerebral) e doenças renais.3
Existe uma via de mão dupla?
Pesquisas recentes sugerem que a relação entre doenças gengivais e diabetes é uma via de mão dupla.4 Não somente as pessoas com diabetes são suscetíveis às doenças gengivais, mas esta pode ter o potencial de afetar o controle glicêmico no sangue e contribuir para a progressão do diabetes. Pesquisas sugerem que pessoas com diabetes têm alto risco de adquirirem problemas bucais, tais como gengivite (um estágio inicial de doença gengival) e periodontite (doença gengival avançada com perdas ósseas)5,6 Pessoas com diabetes têm um risco aumentado para doenças gengivais avançadas porque os diabéticos são geralmente mais suscetíveis às infecções bacterianas, e têm uma diminuição na capacidade de combater as bactérias que invadem o tecido gengival.
O Surgeon General´s Report on Oral Health afirma que uma boa saúde bucal é parte integrante da saúde geral.7 Por isso, escove os dentes, use fio dental e enxaguatório bucal e consulte o dentista regularmente.8A.


problemas com os dentes 

Por ser diabético a pessoa corre um risco maior de ter problemas com os dentes?
Se seus níveis de glicose no sangue não forem bem controlados, o diabético tem maior chance de desenvolver doença gengival avançada e de perder dentes quando comparado a pessoas que não têm diabetes.9 Como todas as infecções, a doença gengival pode ser um fator que eleva o açúcar do sangue e pode tornar o controle do diabetes mais difícil.4 Outros problemas bucais relacionados com diabetes são: candidíase (sapinho - uma infecção causada por um fungo que cresce na boca), boca seca que pode causar aftas, úlceras, infecções e cáries.10
Como evitar problemas dentários associados ao diabetes?
Em primeiro lugar, o mais importante é controlar o nível de glicose no sangue. Em seguida, cuide bem dos dentes e gengiva e faça exames minuciosos a cada seis meses.9,8 Para controlar as infecções por fungo, controle bem seu diabetes, procure não fumar e, se usar dentadura, remova-a e limpe-a diariamente.9,8 O controle adequado da glicose do sangue também ajuda a evitar ou aliviar a boca seca causada pelo diabetes.10
O que posso esperar das minhas consultas com o dentista? Devo contar a ele que tenho diabete?
As pessoas que têm diabetes necessitam de cuidados especiais e do preparo do seu dentista para ajudá-lo.9 Mantenha seu dentista informado sobre qualquer alteração em seu estado de saúde e sobre os medicamentos que estiver tomando.9 Exceto em caso de emergência, não se submeta a qualquer procedimento dentário se o açúcar no sangue não estiver bem controlado.9
Referências
1 American Diabetes Association. Total Prevalence of Diabetes and Pre-Diabetes. Available at http://www.diabetes.org/diabetes-statistics/ prevalence.jsp. Accessed February 29, 2008.
2 American Diabetes Association. Complications of Diabetes in the United States. Available at http://www.diabetes.org/diabetes-statistics/complications.jsp. Accessed February 20, 2008.
3 American Diabetes Association. Type 2 Diabetes Complications. Available at http:www.diabetes.org/type-2-diabetes/complications.jsp. Accessed August 29, 2007.
4 Mealey, BL. Periodontal disease and diabetes: A two-way street. Journal of the American Dental Association. October 2006.
5 American Academy of Periodontology: Periodontal (Gum) Diseases Available at http://www.perio.org/consumer/2a.html. Accessed January 10, 2008.
6 Garcia RI, Henshaw MM, and Krall EA. Relationship between periodontal disease and systemic health. Periodontology 2000. 2001;25:21-36.
7 National Institutes of Health. Oral Health in America: A Report of the Surgeon General. Available at: http://www2.nidcr.nih.gov/sgr/sgrohweb/welcome.htm. Accessed March 12, 2008.
8 American Dental Association. Cleaning Your Teeth and Gums. Available at http://ada.org/public/topics/cleaning.asp. Accessed December 12, 2007.
9 National Institutes of Health. Prevent Diabetes Problems – Keep your teeth and gums healthy. Available at: http://diabetes.niddk.nih.gov/dm/pubs/ complications_teeth/index.htm. Accessed March 18, 2008.
10 National Institutes of Health. Diabetes: Dental Tips. Available at: http://www.nidcr.nih.gov/HealthInformation/ DiseasesAndConditions/DiabetesAndOralHealth/ DiabetesDentalTips.htm. Accessed March 18, 2008.

Fonte: http://www.colgate.com.br/app/CP/BR/OC/Information/Popular-Topics/Diabetes-and-Oral-Care/article/Diabetes-and-Oral-Health-Problems.cvsp

Mãe e Diabética,esta sou eu!

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Escutei q fui contra a natureza engravidando, q mulher com doença crônica caso não se ame, deveria pelo menos amar o filho q ainda não veio ao mundo e polpá-lo de ser um doente...Ah é?Valeu a informação!
Grata á todos pela preocupação!

Quantas bobagens escutamos!

Morrendo por antecedência

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Descobri o Diabetes Tipo I aos 20 anos...
Hj durante a caminhada me perguntei:
-E se eu soubesse anos antes que seria diabética...Como será q eu reagiria? Faria algo diferente?
Não sei, mas me conhecendo eu já teria morrido... 
Tamanha seria a ansiedade, medo do desconhecido e baseada no q eu conheço da doença...O meu psicológico teria me matado...
Atualmente convivendo com o DM e a conhecendo, tenho outra visão sobre a mesma...
Educação, informação e interação é tudo!

Esqueci de repor as fitas dos dextros!

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Aquele momento que vc abre o glicosímetro e vê q tds suas fitas acabaram e faltam mts horas pra vc chegar em casa...

Calor de Matar!

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A impressão que eu tenho é q no calor faço mais dextros, e de fato faço.
O calor é tão insuportável q não sei se passo mau por ele, por hipo ou hiper...Tô td inchada, se tivesse grávida tava lascada...
Tá difícil produção!

Quando o fio da bomba se insulina imita o do telefone

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E o fio da bomba de insulina acordou hoje parecendo o fio de um telefone...rs

Maternidade DM e Bomba de Insulina:Um foto do nosso cotidiano

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Uma hora sem bomba de insulina...Deu pra imaginar pq né?!

Postagens do Facebook

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Em minha Fanpage e página do Facebook posto diariamente algo sobre mim, em geral focado sobre o Diabetes.

Atualizarei este post com algumas de minhas postagens para que aqui possam acompanhar.   

15-01-2015

Depois da reeducação alimentar e caminhada, ando tendo tanta hipo que ta mais fácil achar uma agulha no palheiro do q achar uma dosagem de insulina basal adequada.
Conclusão: Correção pra hipo tchanran:Doces!


15-01-2015
Com o nascimento do Davi tudo mudou em minha vida...
Sou pedagoga,arte-educadora e técnica em museologia, nos últimos anos fui trabalhar em museus como prestadora de serviços (educativo e acervo museológico).
Foi bom, fiz meus dias e horários no pré-natal e pós-nascimento, por outro lado ás vezes trabalhava muito quando surgiam oportunidades, afinal, a gente nunca sabe qdo outras oportunidades surgirão sendo freelancer, e precisamos fazer nosso pé de meia.
Há 3 meses tomei uma decisão: Voltar a dar aula.Gosto muito disso e teria a possibilidade de estar mais próxima ás crianças, já que na minha atual condição vou até meus clientes, estes chegam ser em outras cidades...
Final de ano fiz todo o meu check-up, fiz também das crianças e me preparei para voltar a lecionar este ano...
Entregando currículos, um pouco espantada com o que o mercado anda oferecendo a nível salarial (pouco demais), porém tentando viver sem ansiedade esta nova fase da minha vida (procura de empregos)...
Enqto nada surge vou fazendo de um pouco...Sou do tipo de pessoa que gosta de ter sua própria renda...



14-01-2015

Ontem completei 8 anos de DM 1, procurando umas coisas pra fazer um post para o blog olha o q encontrei!
Os exames que detectaram o Diabetes.
Estes foram pedidos pelo Ginecologista qdo desconfiou dos meus sintomas...
Eu julgava ser anemia...Desconhecia os sintomas do DM...



13-01-2015

Agora Diabética há 8 anos...
Hoje completo mais um ano de casada com o Anderson e mais um com o Diabetes... 
São tantas experiências,emoções,felicidades,tristezas e alegrias que acho que a Boda que completamos veio a calhar nestas duas relações:
"Comemorar essa boda, quer dizer que o casal conseguiu superar os contratempos que são comuns da vida a dois.O barro simboliza maleabilidade,já a papoula significa ressurreição e sonho, pois em um casamento sonhar é essencial, ressurgir sempre que algum problema aparece faz-se necessário..."




11-01-2015

Por mais q ele não entenda concretamente minhas palavras,sabe o q quero dizer:
-Filho, lê um pouquinho q mamãe já volta...Vou medir a glicemia...Se eu demorar é pq vou lanchar,mas já trago seu leite...



MINHA HISTÓRIA COM O DIABETES E GESTAÇÃO GEMELAR

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Olá sou Janaina, mas todos me chamam de Jana,  tenho 37 anos e sou dm1 há 17 anos.
Sou engenheira de materiais, mas trabalho atualmente como operadora de telemarketing.

Sou Casada com o Fábio, tenho um filho de três anos: o Pedro e vou compartilhar um pouco da minha história com o diabetes e de minha gestação com vocês:

Sempre convivi com o diabetes em minha família, pois minha avó materna (já falecida) era dm1 e minha mãe se tornou dm2 após os 40, tenho também uma prima dm1 por parte de pai e minha avó materna me contava que duas tias suas por parte mãe morreram jovens, elas emagreciam apesar de comer horrores e urinavam muito,  mas em 1900 e bolinha,  na roça em Minas e sem conhecimento e recursos,  ninguém nem sabia o que era diabetes. 

Eu me lembro de desde criança ver minha avó aplicando insulina e eu tinha um pressentimento de que aquilo iria acontecer comigo, não sei explicar esse sentimento,  também não pensava nisso porque conforme eu já disse, o diabetes era algo normal na nossa vida.

Fui uma adolescente tímida, tinha muitos amigos, mas só me sentia mesmo bem em casa, com meus livros, praticava natação e comecei a trabalhar em pé e em um ano minhas pernas encheram de varizes e doíam muito e então procurei um vascular para operar, mas uns dois meses antes disto eu havia ficado muito doente: tomei uma chuva forte e fiquei gripada, mas a gripe ao invés de melhorar foi só piorando e eu ia ao PS e eles não investigavam o que eu tinha e me mandavam de volta para casa, resumindo quando resolveram fazer um raio x de meus pulmões eu já estava com pneumonia avançada e fiquei internada muito mau e sai do hospital diabética, isso com 19 anos.

A minha endocrinologista da época me disse que a infecção matou as células do meu pâncreas, eu até hoje duvido disso, mas o fato é que comecei a ter os sintomas clássicos: fome, sede, emagrecimento e uns dois meses depois da pneumonia, quando fui ao vascular e ele pediu os exames pré operatórios, o resultado (eu nunca vou esquecer) foi: glicemia de jejum 380.

Minha mãe chorou demais e eu fiquei tranquila, com uma sensação de dejavú e também eu achava que era só tomar remédio e levar uma vida normal...QUE ENGANO!

Fiz dieta, comecei com apenas medicação e fiz a cirurgia, na qual o médico cutucou minha perna e não retirou a veia doente e tive que refazer a cirurgia com outro medico, mas graças a Deus ocorreu tudo bem, eu estava naquele período chamado honey moon e continuei achando que seria fácil conviver com o diabetes.

Eu trabalhava em uma lanchonete famosa e de repente sentia vontade de comer tudo o que eu nem ligava antes, o resultado foi a primeira internação por cetoacidose e o inicio do tratamento com insulina NPH.

De lá prá cá tudo mudou, e me tornei uma pessoa revoltada com a vida, não fazia a dieta, vivia extremamente mau, perdi a conta de quantas internações tive, dos empregos que perdi, eu sofri muito e fiz minha família sofrer também, cheguei ao ponto de não ter um amigo sequer, eu vivia tão mau e com tanta dor que a única coisa que eu conseguia fazer era trabalhar e dormir e mais nada.

Tentava melhorar, tentei fazer a dieta que um médico me passou, mas ele excluiu quase todos os carboidratos e por isso tive uma super produção de ácido lático que me causou uma dor lancinante nas pernas, tentava de tudo, bata iacon, remédio das freiras de Montes Claros - MG, chá de pata-de-vaca, mas eu não conseguia o controle do diabetes e com isso veio na neuropatia nas pernas e crises de dor que só passavam com dolantina.

Tentava fazer atividade física, mas não tinha força física para continuar e devido a baixa imunidade a pneumonia sempre dava as caras e unida com o diabetes gerava sempre internações no CTI, lembro de uma delas quando o médico achou que eu estava em coma e disse pra minha mãe: Não há nada que possamos fazer por ela porque o diabetes alimenta a infecção da pneumonia e a infecção não deixa a glicemia baixar e a cetoacidose está matando ela, a senhora sabe rezar? Então peça um milagre a Deus e ele fez o milagre e hoje eu estou aqui contando essa história pra vocês.

Em meio a tudo isso sempre contei com o amor de minha  família, minha mãe Arlete e irmã mais nova Fernanda sempre cuidaram de mim e eu percebi que não poderia continuar a vida assim e resolvi voltar a estudar, trabalhar e tentar ser alguém na vida e foi aos trancos e barrancos que fiz o técnico em plásticos e a faculdade de engenharia, consegui melhorar o meu controle, mas vivia extremamente cansada da tripla jornada, meu dia começava as 4:30 h e terminava 00:30 h, mas eu consegui me formar e consegui trabalho em outra cidade e fui morar sozinha e enfrentar outro desafio.

Continuei sendo uma pessoa solitária, tinha que esconder de todos na multinacional em que eu trabalhava que era diabética,eu era simpática com todos, mas não tinha amigos e me sentia uma fraude porque ninguém sabia quem eu era, até que conheci meu marido, em seis meses nos casamos e ele queria muito ser pai, eu também sonhava em ser mãe, mas devido a todas as bobagens que ouvi durante a vida e por ter focado sempre no sucesso profissional eu nunca parei para pensar no assunto, mas resolvi tentar, sem estudar mais o assunto, sem fazer um check up, eu simplesmente parei de tomar a pilula em um mês e no outro engravidei com 33 anos.

No primeiro ultrassom o resultado foi: gêmeos idênticos, eu paralisei, não conseguia tomar conta de mim, quanto mais de dois bebes??? Chorei de medo e meu marido de alegria, mas não esqueço do semblante de minha ginecologista quando soube dos gêmeos, ela ficou muito preocupada.

Minha glicada estava em 9,5 e eu estava com uma leve infecção de urina, tive um sangramento e tive que fazer repouso e tomar utrogestam no inicio da gestação e meu dm descompensou e tive a sorte de conhecer uma endocrinologista que foi um anjo em minha vida, a Dra. Márcia, ela propôs um controle muito rígido, com medições praticamente de hora em hora, contagem de carboidratos e visitas semanais no seu consultório e baixamos a glicada para 5,5, eu praticamente não engordava nos primeiros 5 meses, fazia a dieta, tomava todos os remédios mas tive hiperemese gravídica e fiquei muito mau, o que passou depois dos 4 meses.

Eu tratava a infecção com a gineco, mas ela sempre desmarcava as consultas e resolvi mudar de medico, talvez foi este o meu erro: no começo o Dr. era só atenções, eu continuava com infecção de urina e ele tratava bem, havia planejado uma cesárea com aproximadamente 36 a 38 semanas e me passou a injeção de corticoide para fortalecer os pulmões dos bebes e tudo eu fazia conforme ele pedia.

E então meu sofrimento começou, comecei a inchar pernas e mãos e desinchava de noite, minha pressão começou a subir e sentia uma ardência horrível ao urinar e meu marido teve que parar de trabalhar para cuidar de mim.

Fui ao consultório deste médico no começo destes sintomas, mas ele estava na "greve dos médicos" por melhores pagamentos dos convênios e voltei para casa, na semana seguinte voltei e ele havia faltado a consulta por razões particulares e na terceira semana ele não quis me atender, pois estava com muitas consultas, neste momento meu marido fez um escândalo na recepção dele, pois eu estava tão inchada que não andava mais direito e ele então resolveu me atender e quando me viu se espantou e me internou na hora, eu estava com 6 meses de gestação.

O resultado é que a infecção estava altíssima, o hospital começou a me tratar com o antibiótico mais forte que havia na época, mas a infecção na cedia, ela desceu para as pernas inchadas e se transformou em irizipela, minhas pernas e pés ficaram de uma cor roxa escura, tive síndrome do túnel do carpo, pressão alta e meu coração estava sobrecarregado.

Eu entrei numa espécie de túnel onde eu só via meu marido, que não me deixou um só instante e meus filhos, que a cada ultrassom estavam bem, com tamanho normal, eram dois meninos e eu achava que logo todos aquele sofrimento iria passar e eu iria pra casa com meus dois meninos...mais um engano.

Com sete meses e duas semanas eu piorei muito e o gineco resolveu fazer a cesárea, eu não queria, mas não havia escolha, eu estava morrendo e no dia 12 de outubro de 2011 as 17:30h meus dois meninos nasceram, eu ouvi os dois chorinhos e chorei também mas não pude vê-los, pois eles foram pra uma UTI e eu fui para outra.

Fiquei 2 dias na UTI numa espécie de limbo, meu útero demorou para contrair, eu não conseguia me mexer devido a dor terrível da cesárea e só sentia um vazio dentro de mim e quando finalmente fui para o quarto e pude ver meus filhos na UTI eles eram perfeitinhos, cada um com 2,1 kg e 44 cm e 49 cm.

Me apaixonei quando os vi, não conseguia diferenciar um do outro e fui melhorando muito aos poucos, fui desinchando, tomei transfusão de sangue e meus filhos estavam bem e ganhando peso, o apelido deles na UTI neo natal era “Tourinhos porque eles eram grandes e fortes e só estavam lá para ganhar peso, até que 5 dias depois de nascidos, em uma das visitas notei o Lucas respirando muito rápido, a médica fria como um iceberg jogou na minha cara e na do Fábio que meu filho estava com infecção hospitalar e que provavelmente iria morrer.

Naquele momento eu só não cai porque estava na cadeira de rodas do hospital e o sofrimento só estava começando, eu tive alta mas não fui pra casa, eu e meu marido vivíamos perambulando pelos corredores do hospital, esperando um olhar, uma palavra positiva, a gente se apegava a qualquer coisa que indicasse a melhora do Lucas.
Eu não tive resguardo, praticamente morava no hospital, onde meu marido me ajudava a tirar leite para os meus filhos, eu tinha muito leite, graças a Deus.

Perdemos nosso Lucas com 2 meses de vida, depois de passar por uma cirurgia para raspar a infecção de seu coração. Não vou contar detalhadamente tudo o que aconteceu com ele porque sei que existem grávidas e tentantes aqui e não acho necessário dizer tudo, mas saibam que só abracei meu filho e o beijei no necrotério do hospital.

O Pedrinho ficou um mês no CTI e ganhou peso e teve alta, e nós continuamos no hospital para fazer as três visitas diárias ao Lucas e minha sogra que cuidava do Pedro em casa.

Pedro também teve intercorrências (como eles gostam de falar no hospital), teve convulsão dois dias depois de nascido, ficou três dias entubado por apnéia, pois os pulmões dele se esqueciam de respirar, teve icterícia e infecção hospitalar, mas venceu cada um destes problemas, nosso guerreirinho. Ele utilizou gardenal por um ano, mas hoje está livre de todas as medicações e leva uma vida normal.

Pedrinho no CTI com 20 dias de vida

Quando voltei do enterro do Lucas, olhei para o berço e vi o Pedro dormindo de barriguinha pra cima, na mesma posição que o irmão dele foi enterrado, aquilo me enlouqueceu, eu não rejeitei o Pedro, nem nunca o culpei, eu me culpava, mas não conseguia chegar perto dele, pois eu via o outro que era idêntico a ele.

Minha sogra continuou cuidando dele, mas meu marido não aceitava aquilo e após alguns dias ele decretou: Ninguém põe a mão no Pedro, deixa ele chorar o dia inteiro de fome, com cocô, xixi, só quem vai por a mão nele é a Janaina.

Eu chorei, xinguei e fui ficar no quintal o dia inteiro, mas aquele choro do Pedro começou a me enlouquecer e uma hora eu não agüentei  e fui no berço e peguei ele com toda a raiva (estou chorando agora escrevendo isso) e quando eu peguei ele no colo, naquele exato segundo,  eu me arrependi tanto, ele era tão pequenino, tão inocente, eu o amei tanto naquele momento e daquele momento em diante eu peguei o Pedro no colo e nunca mais soltei ele.

Pedrinho em casa com 3 meses

Depois que tudo isso aconteceu, nos mudamos para uma chácara, onde vivo uma vida pacata, temos galinhas, porcos, patos e meu filho vive livre brincando no quintal e aprendendo a amar a natureza e a cuidar da criação com meu marido.

Pedrinho conosco com mais ou menos 3 meses


Sinto uma profunda tristeza e saudade de tudo que não vivi com o Lucas, mas aceitei o que aconteceu e sei que ele está nos céu nos braços de Jesus.

Continuo mandando curruculuns e estudando para prestar concurso, minhas prioridades nesta vida mudaram muito, não valorizo mais nada material, meu marido vive lutando comigo para eu buscar algo melhor profissionalmente, porque, por mim, tudo está mais do que ótimo, só desejo saúde e bem estar para todos que amo.

Pedro comigo com 2,5 anos

O Pedro é um capítulo a parte, ele é perfeito,está no prezinho e é hiperativo e me enlouquece, come o meu juízo, dia desses eu falei que se ele continuasse a agarrar a nossa gatinha eu ia dar uns tapas na bunda dele e ele me disse: Si uce mi atê o Papai El não vai ti dar izenti ( se você me bater o Papai Noel não vai te dar presente).


O pai dele é Peão de Rodeio e quer que o filho siga a profissão, eu morro de medo pelos dois e prefiro nem pensar nisso agora, já que o Pedro é pequeno e só  vai escolher a vida que quiser quando for maior.




Quero muito ter outro filho, mas agora estou com hipotiroidismo e tenho 37 anos e confesso que meu controle ainda não é o ideal, então neste próximo ano vou me cuidar mais, procurar bons profissionais e tentar de novo, mas confesso que tenho medo de tudo que passei, tenho medo de ter gêmeos novamente e tenho mais medo ainda de ir embora e deixar meu filho com 3 anos e todos a quem amo.

O que aprendi com tudo isso? 

Aprendi que deveria ter aceitado o diabetes desde o começo, que deveria ter me cuidado, ter planejado minha gestação e buscado um gineco comprometido como a endocrino Dra. Márcia e mais do que tudo, aprendi que a vontade de Deus sempre prevalece e que preciso HOJE cuidar da minha saúde pra ser uma boa mãe para o Pedro, boa esposa para o Fábio, boa filha e irmã e quem sabe ainda mãe novamente?

Aprendi a ser mais humilde e dar valor as pessoas a não a coisas e a não me revoltar contra Deus, como fiz quando fiquei diabética. Eu orei tanto, pedi tanto a Deus para o Lucas não morrer, mas assim foi e eu não me revolto, eu aceito e sou grata pelo Pedro, pois sei de casos em que uma mãe perde os dois filhos.

Antes eu pensava muito no gineco que me abandonou quando mais precisei, mas graças a Deus me libertei disso, ele só pensava no lucro dele espero que Deus trate com ele no momento certo, de minha parte estou em paz, meu marido queria processá-lo e também ao hospital, mas eu não quis reviver tudo aquilo, até escrever este depoimento está sendo difícil pra mim e também tive que me perdoar, pois eu me questionava (ainda questiono) porque eu não mudei de médico, porque esperei por ele?

Se não conseguir mais engravidar vou adotar um menino, quero um grandinho, daqueles que ninguém quer mais porque já não é mais bebe.

Ah me inscrevi na hidroginástica aqui do bairro pra cuidar mais da saúde, hoje me trato com lantus e humalog, que pego na prefeitura de São José dos Campos e me sinto bem com estas insulinas, agora tenho que policiar mais minha boca...


Abraços a todos.
Janaina L. Figueiredo Carvalho
Fábio R. S. Carvalho

Pedro A.F. Carvalho