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Exame do Capurro e Teste de Apgar: Afinal para que servem?

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Olá Pessoal!

Hoje vim falar de uma situação que passei quando o Davi nasceu, nunca falei dela com ninguém, apenas as pessoas envolvidas com o tratamento sabiam, pois julguei desnecessário falar sobre isso, porém ao ver o comentário de uma Mãe DM mencionando que a idade gestacional do bebê dela ao nascer foi considerada maior do que durante o pré- natal, resolvi falar deste assunto que na época esclareci com minha obstetra.

Antes  de esmiuçar o assunto, é bom ressaltar sempre que as intenções do blog não são acadêmicas, nem de longe substituir os profissionais de saúde. São apenas para falar no tema por meio da minha experiência como mãe. 

É bom falar disso também pois como diabéticas temos nossos medos, e quanto mais informações melhor para que possamos nos sentir seguras.

Engravidei a primeira vez por não ter aplicado a injeção mensal (método contraceptivo) na devida data, no mês seguinte... PÁ PUM...EU ESTAVA GRÁVIDA! Perdi o bebê no final do primeiro trimestre ( ler o link do blog minha primeira gestação), me inquietei e decidi que iria ser mãe e que me empenharia neste objetivo.


Como eu sempre fui bem reguladinha, foi fácil me organizar, soube os dias do meu período fértil e segui o conselhos das minhas amigas já mães e de um G.O que na época me acompanhava: Após a relação sexual, mantenha as pernas para cima por um tempo... Não sei o fundamento disso, só sei que fiz, não tinha nada a perder mesmo...

No mês da concepção tivemos apenas uma relação sexual lembro bem do dia 01-11-2012 sabia  exatamente a idade gestacional do Davi.

Pelo ultrassom, durante o pré-natal, a diferença era pouca, não lembro ao certo de quanto. Mas eu contava sempre pela DUM (data da última menstruação), 20-10-2012.


Pela DUM, Davi nasceu de  34 semanas (27-6-2013) . Pelos ultrassons, Davi nasceu de 35 semanas e uns dias. Mesmo tratando-se de uma semana de diferença fui averiguar com a G.O o por que aquela confusão de datas. Ela me explicou o que significava o resultado do Capurro, este avalia algumas coisas no bebê como: textura da pele, formato da orelha, preguinhas nos pés, glândula mamária e coloração da aréola. Encontrei esta tabelinha bem interessante, que nos dá uma boa ideia de como o bebê é avaliado:



O Método de Capurro é importante, pois muitas mulheres não têm certeza da sua DUM e/ou não fizeram um pré-natal adequado, o que dificultaria o acompanhamento do bebê na UTI, no caso dos prematuros.

Abaixo capurro do Davi, este veio em minha documentação da alta médica.





Teste de apgar do Davi:



Além do Método de Capurro, calcula-se o Apgar do bebê.

TESTE DE APGAR

1. O que é o Teste de APGAR?
O Teste de APGAR consiste na avaliação de cinco sinais vitais do recém-nascido no primeiro minuto (que permite determinar o grau de tolerância do bebé ao parto), no quinto minuto (que permite avaliar o grau de adaptação do bebé à vida extra uterina) e no décimo minuto após o nascimento, atribuindo-se a cada um dos sinais uma pontuação de 0 a 2 de acordo com a condição observada.
2. Porque é realizado o Teste de APGAR?
Porque é um método simples que permite determinar se o recém-nascido precisa de ajuda para respirar ou se está com algum problema no coração.
3. Como é realizado o Teste de APGAR?
O índice de APGAR avalia a vitalidade do bebé através da pontuação de 5 parâmetros:
  • Frequência cardíaca
  • Respiração
  • Tónus muscular
  • Irritabilidade reflexa
  • Cor da pele
4. Classificação e resultados do Teste de APGAR
Resultados normais: quanto maior a pontuação do exame, melhor estará o recém-nascido.
Quanto mais próximo de 10 for a pontuação, melhor será a vitalidade do bebé e melhor será a sua adaptação à vida extra-uterina. A pontuação de sete, oito ou nove é normal e é sinal de que o recém-nascido está em perfeitas condições de saúde.
Uma pontuação de dez, especialmente ao primeiro minuto, é muito incomum, já que quase todos os recém-nascidos perdem um ponto devido às mãos e pés azuis, característica usual após o nascimento
Resultados anormais: um índice inferior a sete é um sinal de que o recém-nascido precisa de atenção médica. Quanto menor a pontuação, mais ajuda precisa para se ajustar à vida extra uterina.
Uma pontuação inferior pode ter como causa:
  • Um parto com complicações.
  • Uma cesariana (provocada por complicações no parto ou por observação de sinais de sofrimento do bebé).
  • Presença de fluido nas vias respiratórias do recém-nascido.
  • Um recém-nascido com um índice de APGAR baixo necessita de auxílio para respirar de modo a que o ritmo cardíaco regularize para valores considerados normais.
5. Consequências para a vida futura do bebé dos resultados do Teste de APGAR
Por norma, uma pontuação baixa no primeiro minuto evolui para uma pontuação normal aos cinco minutos.
É importante lembrar que o índice de APGAR é usado mais como um parâmetro e não como uma definição de prognóstico, ou seja, se o bebé tiver um APGAR baixo, não significa necessariamente que terá problemas futuros. E vice-versa.
Uma pontuação baixa não significa que o bebé vá ter problemas de saúde após o nascimento ou no futuro. Se tem dúvidas, fale com o seu médico e pergunte tudo o que precisa de saber para se sentir esclarecida.

Junto à sala de partos existe a sala de reanimação, onde sob uma fonte de calor radiante para prevenir a perda de calor, o recém-nascido receberá os primeiros cuidados. Assim, que o obstetra passa o recém-nascido para as mãos do neonatologista, este coloca-o sob a fonte de calor radiante onde o bebé será secado e feita a aspiração oral e nasal. Ao mesmo tempo, procede-se à avaliação da sua respiração e cor nos primeiros 20 segundos de vida.
Logo após, há a clampagem do cordão umbilical e ao 1º e 5º minutos de vida o neonatologista emite as primeiras notas para o índice de Apgar. 


Fontes de auxílio:



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