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O Diabetes, O Câncer de Próstata e o Novembro Azul

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Hoje é o último dia do Mês de Novembro. Um mês de conflito no quesito Novembro Azul. Era azul pelo Diabetes, depois pelo câncer de próstata, alguns consideravam os dois e no final das contas o câncer ganhou maior destaque midiático.

Me frustrei a princípio, pq há anos estamos na luta,não para nos aparecermos, mas sim querendo informar e conscientizar a população.

Refletindo me senti um pouco egoísta, pois conscientizar e informar é importante para td a população não importa a doença,claro q algumas são mais comuns,outras ganham maior destaque,não importa, o q importa é q eu como DM continue fazendo minha parte...

O Novembro não foi só azul para mim, foi tb para alguém que eu amo muitooooo, MEU AVÔ, pela idade e personalidade ele jamais seria um ativista na causa Câncer de Próstata,mais há anos é portador da doença e a controla com medicamentos.


Eu com Diabetes, ele com câncer de próstata e a vida continua azul para nós 2...Ok?


Mais sobre o cotidiano do ator José Loreto

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Ontem postei uma entrevista com o ator José Loreto, hoje faço este post com mais duas entrevista que encontrei na net, ambas complementam aquela e nos mostra como driblar hipos e hipers sendo uma celebridade.


JOSÉ LORETO E SEU DIA A DIA
O sonho de adolescente do ator José Loreto, de 29 anos, era ser um atleta olímpico. No entanto, aos 14 anos de idade ele foi diagnosticado com diabetes tipo 1 e, sem conhecimento sobre a doença, achou que teria de abolir o esporte de sua vida.
Assim como Loreto, muito diabéticos creem que o exercício pode atrapalhar o tratamento, o que é um equívoco. O endocrinologista João Eduardo Salles, da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), explica que “tomar remédio não é suficiente para controlar a glicemia e prevenir as doenças associadas, como problemas cardiovasculares e lesões na retina”.
—Praticar exercício e manter alimentação saudável são atitudes fundamentais para manter o bom controle glicêmico.
Apesar de não ter se transformado em atleta olímpico, Loreto admite sua paixão pelo surfe, skate, corrida e judô. O ator conta que a doença não o impediu de nada, inclusive ele já participou de meia maratona.
— Minha qualidade de vida é melhor do que a da minha família que não tem diabetes. Quero viver até os 100 anos.
O susto do diagnóstico
Sede excessiva, urinar várias vezes ao dia e ver formigas em volta do vaso sanitário foram os sinais que levaram Loreto ao médico. Segundo o ator, a constatação do diabetes tipo 1 foi um susto que ele conseguiu superar.
— No começo senti um pouco de vergonha e fiquei com receio de não arrumar uma namorada por ter diabetes, mas hoje tenho a mulher mais linda do planeta.
A rotina de Loreto inclui aplicação diária de insulina, monitoramento da glicemia, alimentação saudável e prática regular de atividade física. Apesar de parecer um dia a dia extremamente regrado, o ator conta que leva uma vida normal.
— Acho muito bacana quando as pessoas na rua falam comigo sobre o diabetes. Acabei virando um exemplo de boa convivência com a doença.
Os doces
É comum as pessoas associarem o diabetes a uma vida cheia de privações, especialmente alimentares, mas Loreto mostra que isso é mito. Apesar de a doença exigir alguns cuidados com o cardápio, o ator garante que não eliminou o doce de sua vida.
— A jujuba é meu remédio quando tenho hipoglicemia [queda brusca de açúcar no sangue], por isso ando com as balas no bolso.
hipoglicemia é um dos principais medos de quem convive com o diabetes, já que se não tratada em tempo, pode desencadear desmaios e até convulsão. Como uma das causas é jejum prolongado, Loreto conta que também costuma medir a glicemia antes de dormir para evitar o quadro durante a noite.
— Desta forma, me sinto mais seguro. E, quando durmo na casa dos meus pais, ganho café da manhã na cama. Sou o mimado da família.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude/diabetico-jose-loreto-dribla-doenca-e-busca-superacao-no-esporte-02082013

JOSÉ LORETO E O DIABETES



"Diabetes tem que ser divulgada, são milhares de dúvidas e ignorâncias sobre o tratamento para os milhares de diabéticos. Parabéns #ADJ e #BD pelo lindo trabalho de conscientização e de cuidado com os diabéticos. Estamos juntos abrindo a mente das pessoas e procurando sempre pelo melhor tratamento!", escreveu ele na legenda da foto.


Loreto, que chama atenção onde passa por conta de sua boa forma, descobriu que é diabético aos 15 anos e mantém uma dieta rígida por conta da doença, além de usar sua paixão pelos esportes como instrumento de ajuda para o controle da glicose.


O ator diz que, para não ter grandes problemas enquanto estiver fora de casa, carrega sempre em sua bolsa uma ampola de insulina de ação rápida. Na época das gravações da novela Avenida Brasil, José Loreto (que interpretava o jovem Darkson) teve um episódio de queda de glicose ao fazer uma cena de dança e foi salvo pelas “comidas cenográficas”.

http://www.ofuxico.com.br/noticias-sobre-famosos/diabetico-jose-loreto-fala-da-importancia-do-tratamento-para-controlar-a-doenca/2014/11/28-222451.html

José Loreto e o DM1: Como será a rotina do ator global?

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Ontem fui a um evento onde o ator global José Loreto estava presente, confesso que me frustrei pois acompanhei pouco sua "passada"ao local, a organizadora do evento não deixou muito claro como este se seguiria, horários e forma... Fiz uma acrobacia danada para chegar ao local e nem presenciei a palestra e nem sei como esta foi...Houve um evento artístico depois, mas o meu foco era o ator,pois sempre tive curiosidade de entender o DM na vida de uma celebridade,não que não sejamos rsrrsrs

Enfim,conheci o José Loreto, super simpático e acessível,tratou as crianças muito bem , ressaltou que VIDA SAUDÁVEL COM O DIABETES É POSSÍVEL,  desde que haja comprometimento por parte do paciente com o tratamento e este (no caso dele)  engloba: Aplicação de insulinas,dextros,assiduidade na atividade física,alimentação regrada com pouco espaço para as "gordices"e comer a cada 3 horas...Ele não quer nem saber se colocar Bomba de Insulina. Talvez seja pela estética e porque controla bem o DM desta forma (acho eu).

Como lhes disse acima não acompanhei a entrevista... Porém, para minha alegria a jornalista Vanessa Pirolos (também DM1 e minha colega) conseguiu esta proeza e postou em seu Blog, 

Segue abaixo a mesma e a referência do Blog da Vanessa para que vocês possam visitar. Eu recomendo!


Eu e o José Loreto


"Para participar da campanha Vivendo Bem Com Diabetes, o ator José Loreto esteve na ADJ para compartilhar sua vivência com a condição e mostrar às pessoas que dá para ter uma vida normal.

O ator relatou que apesar do ritmo acelerado das gravações, que inclui o Programa Amor & Sexo e a novela Boogie Oogie, ele pratica exercícios físicos regularmente, não descuida da alimentação, aplica insulina várias vezes ao dia e fica atento ao controle da glicemia.

“Hoje até esqueço que tenho diabetes, pois para mim é uma atividade de rotina como escovar os dentes. Tenho uma vida normal, busco o equilíbrio, só preciso me cuidar um pouco mais, quando compara com a vida das demais pessoas. Pratico judô, crossfit, surfo, ando de skate, corro... Tento fazer alguma destas práticas todos os dias. Tenho certeza que se todas as pessoas tivessem o diabetes e fossem disciplinadas com o tratamento, iriam ter uma vida melhor e mais longa”, destaca José Loreto, durante a apresentação na ADJ.

“Eu percebo que se pratico atividade física todos os dias, reduzo pela metade a quantidade de insulina. Machuquei meu pé e tive de ficar em repouso durante uma semana, eu me surpreendi com a quantidade grande de insulina que tive de injetar”, relata Loreto.

Com relação à vida amorosa, “minha mulher Débora Nascimento, (a atriz que interpreta a Sueli na novela Alto Astral) sempre percebe quando estou com hipoglicemia e sabe me socorrer, mas por ser disciplinado, não preciso muito de sua ajuda. O diabetes trouxe disciplina, não fico 4 ou 5 horas sem comer, sempre alguém na produção me avisa que está na hora de se alimentar e me traz algo para comer, mesmo em dias que permaneço gravando durante oito horas”, destaca o ator.

Como conselho, Loreto sugere “procure um esporte que agrade, tente ter uma disciplina principalmente para fazer a automonitorização da glicemia. Eu mensuro a taxa de glicose de 5 a 8 vezes ao dia, carrego algum alimento que possa me ajudar no episódio de hipoglicemia e faço tratamento com endocrinologista”.

Em um futuro próximo, Loreto tem grandes sonhos. “Continuar a atuar em novelas, em peças de teatro e cinema, realizar um trabalho social ligado com o diabetes e abrir uma academia, já que sou amante do esporte e hiperativo nesta área”.

Fonte: http://www.convivenciacomdiabetes.com.br/2014/11/ator-jose-loreto-visita-adj-para.html

Carla, o Diabetes e o Transplante Duplo

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Amigos quem acompanha meu blog, sabe que há mais ou menos 2 anos atrás postei sobre a história de uma colega DM1 há mais de 20 anos, que fazia hemodiálise e engravidou, até coloquei uma pesquisa científica sobre o assunto...

Pois então, naquela época estava gestante do meu primeiro bebê que perdi e ela estava grávida do Henrique que nasceu de 32 semanas e atualmente tem 2 anos de idade.

Nos reencontramos e nos reaproximamos,ela fez o transplante duplo (TX Duplo), rim e pâncreas. Fiquei um bom tempo sem vê-la até que nos reencontramos há um pouco mais de um mês, sempre que posso vou visitá-la, quando não ela me mada notícias (seguem as mesmas abaixo).

Gostaria de salientar que gravamos um vídeo com seu depoimento, o mesmo está sendo sendo Editado voluntariamente pelo Ello Edicoes e em breve postarei aqui pra vocês. 

23/11/2014:

Notícias da Carla:
-Quinta Internação,
-4 Meses de transplante,
-Sem coceira no corpo(está tomando medicamento para tratar),
-Candidiase está tratando com pomada(ocasionada pela baixa imunidade e medicamentos),
-Com dor no local da biópsia,
-Chorosa,triste, sonolenta por conta dos medicamentos,inchada ainda,
-Com a KPC (bactéria q adquiriu no hospital logo após o transplante e está em tratamento,estava estagnada e agora voltou com mt veemência),
-Medicamentos:amicacina e polimixina(desde a internação),
-Recebe medicamento via PICC (Cateter Venoso Central de Inserção Periférica). Trata-se de um cateter especial para infusão intravenosa, colocado em uma das veias perto da dobra do cotovelo ou na parte superior do braço. Depois de colocado, ele é introduzido até chegar na maior veia do corpo, localizada acima do coração, conhecida como veia cava.
obs: Foto da Carla pouco tempo depois do transplante.


22/11/2014 (final da tarde):


Notícias da Carla:
Está enjoada, com coceira,com dor no local da biópsia, irritada de estar no hospital, sonolenta por conta dos medicamentos e inchada.
Mas, temos notícias boas: a creatinina baixou 0.4 e a ultrassom está ótima. Só estamos aguardando a biópsia. O päncreas está ótimo!
A nível de curiosidade, ela está com 3 rins, os 2 dela + 1 transplantado e 2 pâncreas, 1 dela e o transplantado.
Por se tratar de um transplante mt arriscado os médicos são se arriscarama tirá-los correndo o risco de perfurar ou acontecer qualquer eventualidade que possa comprometer o organismo.
Então, ela enxertou os 2 orgãos.
Me perguntaram o q poderia acontecer caso haja rejeição do rim... A resposta é uma: Ela volta para hemodiálise, o q a deixa apavorada ,pois ela não tem mais a fistula e nem sabe o q poderá acontecer...
Oremos!


22/11/2014 (pela manhã):

Notícias da Carla:
Ela está com coceira por conta do medicamento, o médico deixou remédio prescrito para isso.O ginecologista veio vê-la e estão tratando uma infecção.
Está inchada e a creatinina voltou a subir.Hoje fez ultrassom do rim e as veias estão funcionando bem só não entendem o pq da creatinina estar subindo.
Ela mais dorme do q fica acordada.
Mais uma vez ela agradece pela orações...

21/11/2014:

Notícias da Carla:
Hoje está  mau humorada, com dor,cansada do hospital e sensível.
Sonolenta, com infecção de urina e ainda tomando cortisona e antibióticos.
Mais tarde a visitarei.



20/11/2014:

Bom Dia!!!
Notícias da Carla.
Ontem ela fez a biópsia,sentiu-se mt insegura, disse-me q da outra vez q fez, não teve o q teve nesta. Na primeira houve apenas uma punção ( e depois não sentiu dor), nesta houveram quatro punções. Relatou que o médico falava com certa rispidez com o auxiliar sobre algo não estar bom... Qto a isso Carla não criou caraminholas na cabeça, pois não sabe se foi com ela ou com a aparelhagem... Está com dor. 
O resultado do exame sai entre 3 a 5 dias.
Hoje pela manhã o nefro dela fará uma visita, se eu souber de algo aviso aqui. Cortisona e antibióticos permanecem.


19/11/2014:

Notícias da Carla.
Pela manhã foi fazer a biópsia, porém a pressão estava 19x9 e não pôde realizá-la (possa ser q os medicamentos estejam interferindo nisso).
Ela está de jejum desde ontem a noite e tentará fazer a biópsia hoje as 17hs.
Enqto isso está sendo medicada com antibióticos (um q a deixa com os olhos roxos parecendo olheiras) e cortisona.
Assim q eu souber algo mais posto.
Obg pelas palavras de carinho tenho mandado para ela, a mesma sempre agradece e até se emociona.


18/11/2014:

Olá Pessoal! Noticias da Carla.
Ela está internada, não fez a biópsia pois não tinha os profissionais adequados para realiza-la hoje. Enquanto isso fez outros exames, provavelmente está com infecção de urina.
Iniciou o uso de antibióticos (para infecção) e cortisona para prevenir uma possível rejeição do rim,mesmo não tendo certeza da mesma, os médicos acharam melhor iniciar o tratamento.
Ela está tensa pois queria estar em casa com o filho-família e arrumando suas coisas, já que mudou de casa semana passada.
Disse não estar sentindo nada.


17/11/2014:

Pessoal,orem pela Carla.Hj a tarde ela esteve no médico para pegar uns resultados de exames,lá soube q seu nível de creatinina subiu consideravelmente.
Foi internada as pressas. Pode ter sido efeito de um medicamento ou rejeição do rim. Só internada poderão averiguar.
Ela está em pânico.
O bebê estava com ela, a mãe ia levá-lo...


13/11/2014:

Ela recebeu alta!!!Agora receberá atendimento home care por conta da medicação.
Em breve o video com o depoimento dela.
Carla, agradeceu as orações e pensamentos positivos por ela.


08/11/2014:

Pessoal, hj antes de ir trabalhar, no final da tarde fui ficar com a Carla (minha amiga ,mãe, ex-DM1 e transplantada ) no hospital.Batemos um papo, rimos e fizemos companhia uma a outra.Eu tinha a ideia de fazer um vídeo com ela, mas como moramos distante uma da outra não sabia se ia rolar...
Hj veio a ideia quase na HR de eu ir embora, em meio a minha improvisação e MT tosse (minha) gravamos...
Logo vou postar, este é um vídeo para DMS,grávidas, mães assistirem ...
Vale a pena!Aguardem!
 

22/10/2014:

Pessoal, acabei de visitar a Carla(uma amiga que conheci no consultorio da endocrino, ela era DM1) esta foi a terceira internação e não a segunda como falei.
Segundo o nefrologista dela, o primeiro ano de transplante duplo (TX duplo), tende ser assim mesmo(idas e vindas ao hospital),pois a imunidade fica bem mais baixa e há ajustes na medicação.
Sexta- feira fará 3 meses q ela operou.
Pós- Transplante ela ficou no hospital 15 dias e retornou a primeira vez devido ao vírus CMV. A segunda e terceira vez de internação a causa foi a bactéria KPC (resistente a medicamentos pois ela se aproveita da baixa imunidade e coloniza o corpo). Tende a não transmitir as demais pessoas, apenas as de baixa imunidade.
Quando lhe perguntei sobre o Diabetes ,ela riu me disse q a vida é outra, sem insulina, picadas e etc...Como doces todos os dias agora.
Os dextros permanecem pois tem q ser avaliar se o pâncreas está em observação de funcionamento.
Ela está no isolamento afim de não pegar nenhuma bactéria de outro paciente.


As intercorrências da vida só serviram para me encorajar: Sou DM1 e a mãe mais feliz deste mundo!

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Olá!!!!

Eu sou a Gabriela, mais conhecida como Gabby. Tenho 35 anos, sendo 30 deles com DM1. Sou dentista, mas atualmente não clinico, pois resolvi, juntamente com meu marido, cuidar da nossa filhota até que ela complete 2 anos (não sei se vai ser tanto tempo...estou louca para voltar ao trabalho).

Bom, minha historia é comprida, mas acho que bem interessante.


Venho de uma família cheia de DM1, o que não é muito comum. Meus avós maternos não são diabéticos (meu avô morreu com 58 anos de AVC e minha avó tem hj 91 e não tem). Mas eles tiveram 4 filhos, todos DM1! 


Minha mãe também teve 4 filhos, sendo 3 deles com DM1. Eu fui a primeira a ser diagnósticada, com 5 anos. Meus pais souberam levar muito bem a situação, pois NUNCA me senti diferente dos outros (inclusive pq meus irmãos ficaram diabéticos alguns anos depois). Não sei se o fato da minha mãe também ser psicologa ajudou, mas acredito que sim.


Até os 12/13 anos sempre tive um excelente controle, era magrinha, esportista, super de bem com a vida. Morava em Portugal e já usava caneta de insulina (em 1992). Mas tudo mudou na fase da adolescência. Como comecei a engordar, coloquei na minha cabeça que a grande vilã era a insulina (afinal, é hormônio, e sabemos que insulina dá fome, comemos, temos q tomar mais insulina, e vira um ciclo). Pois bem, acabava não tomando o necessário, mas continuava gordinha. Isso resultou em 4 internações por cetoacidose, retinopatia aos 19 anos e isso se prorrogou até 2005, qd tinha 26 anos e fui diagnosticada com uma lesão renal. Numa das consultas, ao comentar que desejava ser mãe um dia, ouvi da minha nefrologista (uma excelente médica, referência em nefro em SP, mas com sensibilidade zero): "O que adianta você ter um filho, se ele vai ficar orfão?".


Aquilo não me desceu!!! Chorei horrores e a partir daí, resolvi que iria me cuidar!


A retinopatia estava sob controle, após mais de 10 sessões de laser em cada olho, sendo o que resolveu mesmo foi a vitrectomia em ambos, procedimento feito em casos extremos. Mas os rins, não estavam bem! Proteinúria e Microalbuminúria elevadíssimos e uma lesão irreversível. Chega!!!!


A partir daí, mudei radicalmente! Comecei a comer menos, controlar muito bem a minha glicemia e comecei a ver os resultados. Conheci o homem da minha, uma pessoa que se interessava pela minha doença e passou a me ajudar a me cuidar. Em 3 anos, emagreci 16kg, glicada passou para 7, e me sentia muito melhor. Casei em 2010 pesando 52kg (tenho 1,62m). Estava feliz e contente. Mas ainda me faltava algo: um filho!


Quando decidimos ter filhos, logo quando me casei, já estava com os valores dos exames renais mais próximos do normal possivel há 1 ano (como a lesão é irreversível, nunca é possível normalizar). Minha nefro, que finalmente se conformou que não iria tirar a idéia de ser mãe da minha cabeça, resolveu que iria me apoiar, mas falou que eu precisava ficar pelo menos mais um ano assim para engravidar! Não obedeci e já começamos a tentar!


Paralelamente, encontrei um anjo na minha vida!!!! O melhor G.O. do mundo, especialista em gestação de diabéticas, super antenado e um fofo! Desde sempre ele me alertou que a minha gravidez não seria fácil!!! Mas eu estava disposta a enfrentar! Ele mudou meu esquema de insulina, e deixei de tomar a Lantus, voltando a boa e velha NPH, só que fracionada 3x/dia, e mantive a Humalog. Ele me disse que só me deixaria engravidar se estivesse com a glicada no máximo em 6,5 por 1 ano. Com esse esquema consegui baixar a glicada, mas continuavámos tentando engravidar...e nada!!!! Qd somos oficialmente "autorizados" a engravidar, 1 ano depois, nada de conseguir! Fiz exames e descobrimos pólipos no útero. Operei e no mês seguinte (dez/2010), engravidei! Soube dia 15/1/13, um dos melhores dias da minha vida!!!!

Porém, 20 dias depois, com 9 semanas de gestação, veio o primeiro de muitos sustos: tive um descolamente de 25% do saco embrionário! Tive que ficar em repouso total e usar Utrogestan por muito tempo, e rezando para q o bebê "colasse" de novo. Ele colou! Mas só tivemos certeza com 20 semanas, e nesse período tb descobrimos que iríamos ter uma menina!!! O nome Sophia já tinha sido escolhido desde que namorávamos, pois significa sabedoria, e nada mais apropriado para o que já havíamos passado e ainda viríamos a passar!!! Mas nessa época, tive que ser internada pq minha pressão já estava ficando alta e o diabetes não muito compensado. Fiquei 2 semanas no hospital! 


Após sair, comecei a ter crises noturnas de ansiedade e pânico...horrível!!! Meu marido foi um anjo nesse período! Comecei a tomar antidepressivo e remédio para dormir! E também passei a fazer ultrassom todas as semanas. Num deles, descobriram uma resistência no cordão umbilical, e resolveram entrar com um método experimental para diminuir essa resistência: injeções diárias de CLEXANE, um tipo de heparina, até o fim da gestação. Ok, vamos embora!


Continuei sem conseguir trabalhar, vomitando todos os dias de manhã, tomando remédio para a pressão (ALDOMET 2x por dia), sem conseguir me alimentar direito pq não tinha fome nenhuma. Até que, com muita resistência da minha parte, meu querido médico não me deu alternativa a não ser me internar de novo! E assim foi até a Sophia nascer (2 meses depois)! Durante a internação, um novo sintoma apareceu! Comecei a ter uma urticária absurda no corpo inteiro, e veio o diagnóstico de colestase gravídica, algo super raro de acontecer mas aconteceu comigo. Ocorre quando o figado deixa de metabolizar correramente a bile e ela é "jogada" para o sangue. O problema maior não é a coceira absurda, mas sim que mexe com a vitalidade do bebê! Passei a fazer o cardiotoco 3xdia,
além do ultrassom 1xdia! Drenagem 2xdia também fazia parte da minha rotina no hospital, porque fiquei muito inchada. Estava exausta!!!! Mas sempre com o apoio do maridão, que não me largou 1seg no hospital (ele trabalha com TI e o chefe dele deixou-o trabalhar remoto do hospital) e também de toda a minha família. Nessa altura, o diabetes estava super controlado, a pressão um pouco elevada (mas sob controle), as injeções de heparina e de insulina não me atrapalhavam, mas a questão da colestase preocupava. Passei também a fazer exames de sangue diariamente para saber, entre outras coisas, o nível de bile no sangue e a função renal, que estava no limite do limite. Até que, um belo dia pela manhã, meu médico nos informou que a Sophia iria nascer naquela tarde, mas se passássemos disso, a bebê e eu correríamos risco

Gestação da Sophia

E assim ela veio! Nossa doce Sophia nasceu no dia 19 de agosto de 2013, às 18:17, com 35 semanas, 46cm e 2,955kg. Foi direto para a UTI Neo (eu já sabia que isso iria acontecer, pois o pulmãozinho não estava pronto ainda e precisavam monitorar a glicemia dela por alguns dias). Fui vê-la só no dia seguinte, e só pude pegá-la no colo à tarde. Ela era tão linda e frágil! Estava entubadinha, com acesso, dentro da incubadora, mas mesmo assim eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo. Acabei ficando internada porque sentia muitas dores da cesárea (não posso tomar antinflamatório por causa dos rins, e estava à base de Tramal). Isso facilitava a vida, pois ficava confortável no quarto esperando os horários de visita da UTI. Sophia teve alguns probleminhas nesse período, como hicterícia, baixa saturação, etc, mas tudo foi contornado e após 1 semana fomos liberadas para ir para casa. Estavamos muito felizes!!!

Sophia na UTI

Infelizmente, não consegui amamentá-la quase nada, pois além do pouco leite, tenho "bico do peito invertido", o que dificultava mais ainda. Após dois meses, desisti de vez! Resolvi me conformar e não sofrer com isso, afinal era algo tão pequeno perto do que passamos.
Durante a gravidez, engordei 15kg. Pesava 55kg antes. Os primeiros 10kg foram embora no primeiro mês. Hj peso 59kg, e está muitooooo dificil eliminar o restante. O diabetes está ótimo! Terminei a gravidez com a glicada em 5,6 e a última estava em 6,4. Nos primeiros meses, foi difícil conciliar a vida bebê-diabetes-mulher, mas aos poucos, fui voltando a me cuidar em todos os aspectos, sem descuidar da Sophia. Também fui aprendendo a ser mãe, algo dificil, mas muito gostoso.



Sophia e vó ( q também é  DM1- Lada)

Hoje ela está com 1 ano e 3 meses e tem a saúde perfeita!Após quase 4 anos do início da batalha, posso dizer que faria tudo de novo! Queria muito o segundinho! Mas meu GO disse que não vai dar, pois meus rins não aguentariam desta vez. Meu marido nem cogita correr esse risco!

Sophia

Por isso, toda a vez que olho para a Sophia, tenho certeza que não existe maior amor nesse mundo! E finalmente nossa família está completa!!!!

Sophia e mamãe

Exame do Capurro e Teste de Apgar: Afinal para que servem?

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Olá Pessoal!

Hoje vim falar de uma situação que passei quando o Davi nasceu, nunca falei dela com ninguém, apenas as pessoas envolvidas com o tratamento sabiam, pois julguei desnecessário falar sobre isso, porém ao ver o comentário de uma Mãe DM mencionando que a idade gestacional do bebê dela ao nascer foi considerada maior do que durante o pré- natal, resolvi falar deste assunto que na época esclareci com minha obstetra.

Antes  de esmiuçar o assunto, é bom ressaltar sempre que as intenções do blog não são acadêmicas, nem de longe substituir os profissionais de saúde. São apenas para falar no tema por meio da minha experiência como mãe. 

É bom falar disso também pois como diabéticas temos nossos medos, e quanto mais informações melhor para que possamos nos sentir seguras.

Engravidei a primeira vez por não ter aplicado a injeção mensal (método contraceptivo) na devida data, no mês seguinte... PÁ PUM...EU ESTAVA GRÁVIDA! Perdi o bebê no final do primeiro trimestre ( ler o link do blog minha primeira gestação), me inquietei e decidi que iria ser mãe e que me empenharia neste objetivo.


Como eu sempre fui bem reguladinha, foi fácil me organizar, soube os dias do meu período fértil e segui o conselhos das minhas amigas já mães e de um G.O que na época me acompanhava: Após a relação sexual, mantenha as pernas para cima por um tempo... Não sei o fundamento disso, só sei que fiz, não tinha nada a perder mesmo...

No mês da concepção tivemos apenas uma relação sexual lembro bem do dia 01-11-2012 sabia  exatamente a idade gestacional do Davi.

Pelo ultrassom, durante o pré-natal, a diferença era pouca, não lembro ao certo de quanto. Mas eu contava sempre pela DUM (data da última menstruação), 20-10-2012.


Pela DUM, Davi nasceu de  34 semanas (27-6-2013) . Pelos ultrassons, Davi nasceu de 35 semanas e uns dias. Mesmo tratando-se de uma semana de diferença fui averiguar com a G.O o por que aquela confusão de datas. Ela me explicou o que significava o resultado do Capurro, este avalia algumas coisas no bebê como: textura da pele, formato da orelha, preguinhas nos pés, glândula mamária e coloração da aréola. Encontrei esta tabelinha bem interessante, que nos dá uma boa ideia de como o bebê é avaliado:



O Método de Capurro é importante, pois muitas mulheres não têm certeza da sua DUM e/ou não fizeram um pré-natal adequado, o que dificultaria o acompanhamento do bebê na UTI, no caso dos prematuros.

Abaixo capurro do Davi, este veio em minha documentação da alta médica.





Teste de apgar do Davi:



Além do Método de Capurro, calcula-se o Apgar do bebê.

TESTE DE APGAR

1. O que é o Teste de APGAR?
O Teste de APGAR consiste na avaliação de cinco sinais vitais do recém-nascido no primeiro minuto (que permite determinar o grau de tolerância do bebé ao parto), no quinto minuto (que permite avaliar o grau de adaptação do bebé à vida extra uterina) e no décimo minuto após o nascimento, atribuindo-se a cada um dos sinais uma pontuação de 0 a 2 de acordo com a condição observada.
2. Porque é realizado o Teste de APGAR?
Porque é um método simples que permite determinar se o recém-nascido precisa de ajuda para respirar ou se está com algum problema no coração.
3. Como é realizado o Teste de APGAR?
O índice de APGAR avalia a vitalidade do bebé através da pontuação de 5 parâmetros:
  • Frequência cardíaca
  • Respiração
  • Tónus muscular
  • Irritabilidade reflexa
  • Cor da pele
4. Classificação e resultados do Teste de APGAR
Resultados normais: quanto maior a pontuação do exame, melhor estará o recém-nascido.
Quanto mais próximo de 10 for a pontuação, melhor será a vitalidade do bebé e melhor será a sua adaptação à vida extra-uterina. A pontuação de sete, oito ou nove é normal e é sinal de que o recém-nascido está em perfeitas condições de saúde.
Uma pontuação de dez, especialmente ao primeiro minuto, é muito incomum, já que quase todos os recém-nascidos perdem um ponto devido às mãos e pés azuis, característica usual após o nascimento
Resultados anormais: um índice inferior a sete é um sinal de que o recém-nascido precisa de atenção médica. Quanto menor a pontuação, mais ajuda precisa para se ajustar à vida extra uterina.
Uma pontuação inferior pode ter como causa:
  • Um parto com complicações.
  • Uma cesariana (provocada por complicações no parto ou por observação de sinais de sofrimento do bebé).
  • Presença de fluido nas vias respiratórias do recém-nascido.
  • Um recém-nascido com um índice de APGAR baixo necessita de auxílio para respirar de modo a que o ritmo cardíaco regularize para valores considerados normais.
5. Consequências para a vida futura do bebé dos resultados do Teste de APGAR
Por norma, uma pontuação baixa no primeiro minuto evolui para uma pontuação normal aos cinco minutos.
É importante lembrar que o índice de APGAR é usado mais como um parâmetro e não como uma definição de prognóstico, ou seja, se o bebé tiver um APGAR baixo, não significa necessariamente que terá problemas futuros. E vice-versa.
Uma pontuação baixa não significa que o bebé vá ter problemas de saúde após o nascimento ou no futuro. Se tem dúvidas, fale com o seu médico e pergunte tudo o que precisa de saber para se sentir esclarecida.

Junto à sala de partos existe a sala de reanimação, onde sob uma fonte de calor radiante para prevenir a perda de calor, o recém-nascido receberá os primeiros cuidados. Assim, que o obstetra passa o recém-nascido para as mãos do neonatologista, este coloca-o sob a fonte de calor radiante onde o bebé será secado e feita a aspiração oral e nasal. Ao mesmo tempo, procede-se à avaliação da sua respiração e cor nos primeiros 20 segundos de vida.
Logo após, há a clampagem do cordão umbilical e ao 1º e 5º minutos de vida o neonatologista emite as primeiras notas para o índice de Apgar. 


Fontes de auxílio:



Ajudar uma diabética faz bem, é uma corrente,ajudo e sou ajudada

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Nos últimos meses Deus te me dado a oportunidade de conviver de perto com mulheres diabéticas q sonham a maternidade, algumas estão na tentativa, outras estão gerando e outras já tem o fruto em seus braços.

Neste decorrer, vi mulheres terem gravidezes sem nenhuma intercorrência, vi mulheres conseguindo concretizar seu sonho com tantas intercorrências (como eu) que me doia o coração de ver,vi mulheres perdendo seus filhos, vi mulheres tentando novamente e conseguindo, outras tentando novamente e perdendo, ficando acompanhadas,sozinhas...Conheci mães solteiras, mães de casamentos invejáveis, mães de um filho só e também de vários, mães adolescentes,mães próximas aos 40 anos,de parto natural e cesárea...Vi mulheres se vitimizando o tempo inteiro e outras sendo protagonista de sua própria história...Tenho visto mt coisa...

Algumas tornaram-se amigas, daquelas q pelo menos semanalmente manda um oi, q entendem minha correria em administrar minha vida e ajudá-las, outras apareceram no momento de precisão e depois somem, para mim isso não importa, quero apenas alcançar meu alvo que é AJUDAR como posso...

Por isso julgo de suma importância a interação e troca de experiências, seja pelas Redes Sociais ou não...Faço minha parte e sei que outras também tentam ajudar mulheres neste sentido.

Só quero que saibam que independente da sua localização e do nosso grau de amizade, eu abracei a sua causa e você permanecerá em minhas orações sempre, só te faço um pedido AJUDE COMO UM DIA VC FOI AJUDADA, NÃO VIRE AS COSTAS PARA QUEM PRECISA, POIS UM DIA VC TAMBÉM PRECISOU E TALVEZ PRECISARÁ NOVAMENTE. FAÇAMOS UMA CORRENTE DO BEM!

Você não é obrigada a largar sua vida em função dos outros e nem deve, mas sempre q possível leve esperança a quem precisa.

Bom Dia!

Calendário das Mães Diabéticas

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Pessoal,desde o dia 01-11-2014 posto dia a dia, um calendário com as fotos e frases que recebi de mães,tentantes e grávidas diabéticas.Está tudo tão lindo!!!!
O Tema do Novembro Azul este ano está pautado em três vertentes: Alimentação Saudável, Atividade Física e Educação em Diabetes.
Foquei minha campanha no público alvo do meu blog : tentantes,grávidas e mães diabéticas e o que na concepção destas seria uma VIDA SAUDÁVEL PARA UMA MÃE DIABÉTICA.
Dia 14-11 farei um sorteio com todas que enviaram as fotos, sortearei um brinde personalizado. 

Boa Sorte á todas!
Olhem ai os 2 primeiros dias,no final de novembro postarei aqui todas as mães.