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A fé mudou minha história

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Meu nome é Danielle, 18 anos, DM1 há 9 anos. Tive uma gravidez não planejada, última hemoglobina em 8,4 fiquei totalmente desesperada, fazia uso das insulinas lantus e lispro, mas nunca tive um controle muito exemplar,..Era simplesmente "relaxada". Com o descobrimento da minha gravidez fui correr atrás de todo tempo perdido e decidi que ia me dedicar ao máximo ao controle do diabetes pelo meu bebê.

Continuei usando as mesmas insulinas e as glicemias estavam até que se ajeitando, mas na minha primeira consulta com o endocrino ele me orientou trocar de insulinas sendo estas NPH e REGULAR, segundo ele eram as mais seguras durante a gravidez (estudos mais eficazes sobre elas na gestação). 

Assim que comecei a tomar essas insulinas o diabetes descontrolou novamente, não conseguia acertar as doses. Hora ficava muito alta, hora muito baixa e aí ele pediu para que me internassem. Fiquei uma semana internada com um GO que não sabia nada de DM1 e gravidez , achava que tinha que ser feito tudo do jeito dele e nem aceitava opinião de ninguém. Depois dessa uma semana sai de lá com o diabetes bem mais ou menos e continuava semanalmente voltando para passar com ele (que cada dia queria inventar uma coisa nova que não dava certo) até que uma enfermeira pediu para que ele me desse uma guia para passar com um GO que só atendia casos de alto risco, inclusive era o chefe da ginecologia do meu convênio e que futuramente viria a ser o grande anjo da minha vida. 

Comecei a passar com ele totalmente "esgotada", pra baixo, sem esperanças, mas logo na primeira consulta ele me ajudou , reergueu minhas forças, quis cuidar do meu caso com uma atenção especial e foi me ajudando, com ele direcionando minha gestação as coisas começaram a dar certo.

Voltei a passar com o endocrino (pois o outro GO não queria que eu passasse de jeito nenhum com endocrino) e aos poucos fomos ajeitando as doses das insulinas e foi tudo ficando muito bom, minha hemoglobina até o terceiro trimestre ficou no máximo 6,3 com resultados de 6,2 6,0 5,9 5,1 .


Fazia exames quinzenalmente e passava com o endocrino de 15 em 15 dias e GO as vezes todas as semanas. Fazia exames de glicemia, hemoglobina glicada, hemograma completo, toxoplasmose (pois eu não sou imune), também fiz ultrassons morfológicas 1 e 2 trimestre, obstétrico normal, dopplerfluxometria e em todos graças a Deus minha filha estava ótima! 

Descobri que era uma menininha com 17 semanas, foi a maior surpresa e alegria da minha vida, pois eu tinha certeza que seria um menininho. Escolhi Camilla, pois além de ser uma homenagem a alguém que gosto muito, descobri que um dos significados do nome é "guerreira das lendas de Roma" o termo GUERREIRA tinha tudo a ver com a minha pequena, e ficou assim... 
No final da gravidez devido a minha idade 17 para 18 anos tive algumas complicações, inchei demais e com isso minha pressão subiu. Fui internada com a pressão alta no dia 14/07/2014 lá fiz alguns exames e meu médico decidiu que já estava na hora da minha filha nascer antes que pudesse acontecer algo com nós duas. Então minha princesa nasceu, dia 16/07/2014 com 36 semanas pesando 3,180 kg medindo 47 centímetros.




Ficou na UTI 3 dias pois nasceu com Hipoglicemia e ficou até estabelecer o quadro, teve também um estufamento na barriguinha devido ao mecônio acumulado e precisou fazer lavagem 2 vezes, mas parou quando ela conseguiu mamar. Meu leite demorou cerca de 3 dias para descer e ela era bem preguiçosinha para mamar, mas com o tempo foi aprendendo mamar e hoje só mama no peito. Fora alguns contratempos até esperados de um RN de uma mãe diabética minha filha graças a JEOVÁ DEUS é perfeita, linda e cheia de saúde! Meu maior exemplo!

Meu maior orgulho, a resposta de todas as minhas orações e da minha fé, esforço, determinação e cuidados durante a minha gravidez. 

Não engordei muito, até 34 semanas havia engordado apenas 7 kg, mas de 34 em diante comecei a inchar muito e ganhei 3 kg de inchaço no final engordei no total 10,600 kg quando minha filha nasceu logo o inchaço diminuiu o que já ajudou bastante na perda de peso e eu comecei a amamentar ela também desde que nasceu e isso me fez perder o restante de peso.. Hoje já voltei para o meu peso normal.Era muito rígida com a dieta, comia tudo contado em quantidades pequenas mas de 3 em 3 horas.



Na gestação e alguns dias depois


Uma Mensagem a todas as mães diabéticas, as grávidas ou as que sonham em ser mães, primeiramente é que se cuidem e se cuidem muito! Mesmo que seja difícil todo o esforço no final vale muito a pena! Mesmo que tenham engravidado assim como eu, com o diabetes descontrolado, não se desesperem pois pra tudo há um jeito e que tenham acima de tudo muita fé, pois ela pode mover montanhas, foi o que me manteve forte até ter minha filha nos meus braços. Um beijo a todas as mamães, gravidinhas, tentantes, e pras diabéticas que sonham em ser mães, que Jeová Deus abençoe grandiosamente vocês e seus ou futuros bebês!



Pequenos detalhes podem fazer uma baita diferença em sua glicada...

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Me chamo Andrielly Scavello  tenho 27 anos, me formei em enfermagem e meu primeiro contato sobre a DM1 foi exatamente na faculdade,estudando através de livros e pesquisas fui adquirindo conhecimentos  com a profissão para ajudar meus pacientes.

Por alguns anos sempre sentia alguns sintomas que por muitas vezes passaram-se despercebidos por mim,pelo fato de viver uma rotina de estudos e muito trabalho,que faziam  com que eu não me cuidasse,não praticasse exercícios e até mesmo não fizesse um check-up ,que era o mais importante.Irônico isso, por que estudava enfermagem na época e trabalhava numa clinica médica e não me cuidava em nada,só nos últimos casos... Como dizia minha avó"Casa de ferreiro,espeto de pau”.

Então aqueles sintomas que eram despercebidos começaram a ter uma grande intensidade no ponto máximo, fui sozinha ao medico  e fiz uma bateria de exames.

No primeiro momento diagnóstico inicial de “pré diabetes” (me encontrava em plena lua de mel) ,tomava alguns comprimidos durante o dia e comecei a reeducar minha alimentação. Confesso que foi a pior parte.Reeducação parecia um obstáculo tão grande que sentia até crises de desconforto por não comer tantos doces como antes,comecei a cortar tudo isso optando por atividade física e alimentação orgânica e saudável. Fiquei por muito tempo assim,aprendendo algumas receitas e fazendo algumas substituições. 

Depois que acabou a doce  lua de mel,comecei a passar bem mal de verdade,não conseguia segurar um copo,não tinha forças só chorava...Meu médico havia viajado para o exterior e eu não sabia o que fazer, não tinha insulina para tomar por que ele só me deu comprimidos, fiquei com as glicemias por dias e dias na faixa de 400/500 mg/dl, neste meio tempo  minha avó estava debilitada á beira da morte, foi tudo ao mesmo tempo, entrei em cetoacidose diabética e parei na emergência. Não conseguia andar,muito tonta e super desidratada,senti aquela sensação de morte vindo em minha direção...

Não conseguia me mexer por que não tinha forças,chegando na emergência acabei desmaiando e perdendo meus sentidos. Fiquei por 2 dias me recuperando em um leito que era vizinho ao da minha avó que estava entre a vida e a morte. Quando acordei senti um novo ânimo pois havia tomado insulina e soro.

O medico chegou de viagem e me receitou a lantus e apidra comecei a usar  e fazer contagem de carboidrato,fator de correção e etc...Comecei a fazer terapia para a aceitação da nova vida,confesso que isso me ajudou muito.

Entrei na academia e conversando com o nutricionista resolvemos manter uma dieta protéica que pra nós DM1 é muito boa (caso não haja problemas renais).Fui  praticando minha academia e cuidando da alimentação. Apesar de ter insulina e saber contar carboidratos evito comer besteiras,  como eventualmente pois ninguém é de ferro , mas de  forma moderada e aos fins de semana.

Não sou perfeita em meus controles, tenho altos e baixos, porém me esforço para ter boas glicemias. Acho que o   tratamento DM é  basicamente 50% do paciente e 50% do medico. Se dedicando, dialogando com o médico e fazendo sua parte conseguimos bons resultados. Sou prova disso!

Falando de tratamento, vou ressaltar minha mais nova experiência com o DM, quem sabe pode ajudá-los...

Sempre mantive minha glicada em 6,6% e em pouco tempo ela foi pra 7,8%, aquilo me assustou, nos últimos meses me sentia cansada, fraca e  sem ânimo para treinar. Eu e meu endocrino conversamos muito, precisávamos descobrir o por que do aumento da glicada já que tenho uma alimentação regrada, me exercito, tomo as insulinas e conto CHO assiduamente.



Acompanhem os tópicos:

- Uso caneta de insulina, aliás estava com a mesma há 8 meses, não sabia que precisava trocá-la a cada 4 meses, descobri que com o tempo de uso, a mesma vai perdendo a exatidão nas dosagens e isso me aconteceu, não recebia a dosagem adequada de insulina. Porém, até entendermos que o problema estava na caneta, fomos revendo todo o meu tratamento. Parece bobeira, mas isso  resultou numa bela subida na glicada.  Neste período pensamos entrar com a bomba de insulina para me ajudar no controle, porém achei melhor esgotar todas as possibilidades antes de entrar com a bomba, queria entender o que estava havendo com o meu corpo.

- Ajustamos a basal, percebemos que no período da tarde eu não tinha um bom controle glicêmico, já que neste período tinha  uma resistência grande á  a insulina. Foi ai que ele resolveu fracioná-la o que resultou em boas glicemia e um controle ótimo. Para descobrirmos isso com exatidão, apelei para um novo tratamento utilizado para medir glicemias a cada minuto  o “guardian” se trata de um sensor que é colocado sobre a pele através de uma pequena agulha  que  estipula  com gráficos as glicemias ,através dele podemos ver qual o horário que a glicose precisa de ajustes.Foi ai que meu medico conseguiu melhorar meu tratamento fracionando a lantus no horário da  tarde, já que o "guardian" apontou que era neste período que eu tinha maior número de hiper.  

-Continuei me exercitando, contando CHO assiduamente e ingerindo muito liquido.

Me considero uma pessoa feliz,aprendi muito,superei meus limites e vou cencendo o preconceito que a sociedade impõe. Sou muito agradecida a Deus e a minha família pelo apoio recebido, isso tem sido muito importante.

Agora quero deixar um recado para você que está lendo meu depoimento:

Não desanime se sua glicada está alta ou se hoje você não teve um controle no padrão,saiba que não somos de ferro...Mas faça vale a pena cada minuto da sua vida,se cuide,faça as coisas certinhas,procure fazer o bem sempre e leve com vc essa experiência de ser diabético como algo  positivo, tente tirar algo bom... Apesar de as vezes ter vontade jogar tudo para o alto,pense nas pessoas que te amam e te admiram por vc ser guerreiro e vitorioso.





Dia dos Pais...

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Quero parabenizar meu pai, homem q amo tanto q mal cabe em mim, meu avô Jorge q me proporcionou ótimas recordações na infância, meu sogro Jacó homem íntegro q tem sido referência ao meu filho e a todos os pais do meu face: Meus Parabéns!

Porém, hoje quero dar o Feliz Dia dos Pais em especial ao meu esposo Anderson q abraçou comigo a ideia de sermos pais ainda qdo namorávamos, q abdicou de nossas saídas para cuidarmos da Vitória e a amou como se fosse sua.

Que esteve comigo a cada ultrassonografia, q chorou qdo perdermos nosso primeiro bebê e se alegrou com a gestação do Davi, q não me abandonou ,esteve sempre ali qdo precisei. Entendeu o diabetes pra cuidar de mim, assistiu meu parto e desde o nascimento do Davi tem se mostrado um pai exemplar e participativo.

Nossos anos juntos não foram fáceis ,mas em todos tivemos eles , tivemos um ao outro . Por isso Dinho,meus sinceros agradecimentos. Feliz Dia dos Pais! Amamos VC!!!



Yasmim, nos dedicamos para que você venha com muita saúde.

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Meu nome é Daniela Maria da Silva Rodrigues, sou da região metropolitana de BH moro no município de São Joaquim de Bicas MG. Tenho 31 anos, fui diagnosticada com diabetes tipo 1 há quase 3 anos, tomo insulina NPH. 

Sou casada há 5 anos, meu esposo Tiago e eu decidimos ter um filho momento muuuuito esperado por nós, mas estávamos com medo devido o diabetes. Faço acompanhamento com endocrinologista desde o diagnostico e quando decidimos ter filho ela me orientou e me tranquilizou.

Procuramos nos informar sobre o assunto para tentar obter chances de uma gravidez tranquila. Me dediquei,fiquei  seguindo a risca todo o tratamento e orientações da medica, para evitar problemas e/ou qualquer  tipo de risco no inicio da gestação. Até que veio a grande noticia para nós:POSITIVO! Foi um dos dias mais felizes da minha vida rsrs,  fui correndo avisar  minha medica e iniciei com muito mais cuidado do que habitual o controle do diabetes pelo bebê. 

No inicio tive um sangramento nada a ver com o diabetes ( os médicos chamam de hematoma), colado do lado de fora da placenta, mas gracas a Deus sumiu e não tive ate o momento nenhum outro problema e espero não ter. 

No que diz respeito ao diabetes não tive muitos problemas de hipoglicemia, hiperglicemia, meus exames estavam e continuam ÓTIMOS gracas a Deus. Minha Hemoglobina Glicada esse mês ficou 5% e a média estimada é 96 mg/dl, esta tem sido minha média antes mesmo de engravidar.

Estou com 32 semanas  e confesso que está ficando mais difícil o controle, essa semana  tive uma crise de hipo, a primeira nesse tempo todo, foi de  madrugada, minha medica está me orientando mas bate aquele friozinho na barriga né? Estou tentando fazer o que for possível ao meu alcance para que meu bebe que e uma linda menina que se chama Yasmim, possa nascer bem e saudável.   





Vou ao obstetra de 15 em 15 dias e uma vez o mês na endocrinologista, devido ao controle. 

Fiz uma ultrassom a pedido do obstetra. Nossa filha está sentada rsrs, com o peso estimado em 1.750 kg +/- 10 %, 144 bpm, a placenta com espessura de 3,9 cm(VN de 2,9 a 3,7 cm), liquido aminiótico  normal para a idade gestacional, cordão umbilical apresentando as duas artérias e uma veia. Ou seja, gracas a Deus minha gestação apresenta boas condições no momento.  Estou conseguindo alcançar minha meta glicêmica,e a cada semana aumentamos a dose da insulina sendo aplicado uma unica dose até o momento. 

Não esta sendo fácil, sinto que ganhamos um presente,mas esta tem sido uma dádiva dada por Deus.

Sabendo que ha momentos difíceis de controles e descontroles, mas esta valendo muito a pena, os médicos que estão me acompanhando me orientam muito bem o que me tranquiliza muitas vezes.Mesmo sabendo que depende  de MIM o sucesso é difícil resistir as tentações da alimentação, do mercado, dos eventos, etc. ao redor, mas rsrs... 

E importante ressaltar que  antes da gravidez já praticava atividades físicas três vezes na semana e com a orientação do profissional, continuei e estou praticando ate o momento, o que contribui demais para um bom controle de peso e da diabetes, no momento estou com 65.70 kg,  e antes da gravidez pesava 57 kg.
Estou me preparando  para o parto procurando informações sobre todas as possibilidades  que possa ocorrer nesse momento lindo e  após também.Fico mais tranquila sabendo de tudo o que pode acontecer, sabendo que vai acontecer tudo certo (Amem!), que se depender de mim QUERO PARTO NORMAL,mas opto pelo o que for melhor para mim e minha filha , se o PARTO NORMAL não ocorrer entenderei sem frustrações. 

Quem sabe após o nascimento da bebê vem mais um depoimento hem?!srrs

BOA SORTE Á TODAS!

Esqueci da bomba..

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Eu simplesmente esqueci de colocar a insulina na bomba.
 
Conclusão: Sem insulina na rua e tomando cuidado com o q comer pra não subir ainda mais, pois estava sem basal, correção e impossibilidade de contar CHO.


A bomba ñ parou de apitar e eu no meio de uma reunião... Pedi licença tirei a pilha e a desliguei...ñ via a hora de chegar em casa.


Cheguei em casa, medi 305 mg/dl (graças á Deus ñ estava tão alta,poderia estar pior...), com a seringa fiz a correção, preparei a bomba e tudo voltou a ser como era antes...


Mancada minha ter esquecido de por a insulina... Fazer o q? Esqueci!


Uma hora e meia depois estava com a glicemia em 117mg/dl.


Na vida de um diabético acontece de td srsr