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DAVI FEZ 1 ANO!!!

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Pessoal tô sumida por inúmeros motivos que logo em futuros post lhes conto como anda minha vida com o DM. Hoje comemoro 1 ano de vida do Davi. Um misto de sentimentos toma conta de mim agora... Felicidade,superação,gratidão,amor,fé e por ai vai... Depois de ter perdido um bebê e ter notado nos olhares alheios a descrença que EU DIABÉTICA geraria um bebê saudável e que o teria em meus braços, consegui tornar-me MÃE, Deus me honrou. A minha benção completa hoje 1 ANO DE VIDA. Dextros,planilhas,exames,consultas,insulina,bomba,contagem de CHO dentre outras coisas mais fizeram parte desta caminhada que com muita assiduidade e boa vontade da minha parte foi possível. Feliz Aniversário meu amor,meu anjo,minha vida,minha razão de viver... Obrigada Deus pela dádiva de ser mãe e hj comemorar o 1°Ano de Vida do meu Davi.

E Davi fará 1 ano!!!!

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Pois é pessoal, hj faltam apenas 22 dias pra comemoração do Davi, mega,master ansiosa por esta data, pela felicidade de ter superado meus próprios limites,me dedicado e me tornado mãe diabética. 
Pois é ,há quase um ano eu brigava com as glicemias era assídua no cotidiano diabético... 
Quase 365 dias depois disso tudo me vejo numa louca correria entre casa,trabalho,filhos,compromissos,diabetes e a festinha de Aniversário do meu filho de útero.
Olhem o convite,presente do T&T Stúdio.
Está tudo organizado já, só falta o dia!






Gravidez e Diabetes

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Diabetes Tipo Mãe
A maioria das mulheres sonham com a maternidade, seja ela no útero ou no coração. O sonho fica no campo das idéias, até que finalmente, decidi-se a hora em que se deve ter um bebê ou adotá-lo. Algumas não têm a chance de se organizarem antes da concepção, engravidam sem planejamento.
Com ou sem planejamento a maternidade para a mulher diabética é algo que muda totalmente sua vida, a gestação por si só é algo que mexe muito com a mulher, tanto no campo físico quanto no emocional, o diabetes oscila com todas estas mudanças, o metabolismo e hormônios femininos mudam significativamente, o que altera o controle glicêmico, esta é uma linha tênue com o diabetes.
Quando a diabética engravida um medo toma conta de si, são vários os questionamentos, o universo feminino já é tão complexo... São tanto os Serás...
-Será que eu posso?
-Será que não vou perder o bebê?
-Será que vou dar conta?
-Será que vou conseguir?
-Será que meu filho terá saúde?
São tantos os questionamentos que este texto seria muito pouco para elencá-los e para encontrar respostas para os mesmos. O fato é que para uma gestação bem sucedida e planejada há alguns passos, sendo estes:
- Fale com seu endocrinologista, pois é ele que sabe do seu cotidiano como diabética, por seus dextros, hemoglobina glicada (que deve estar inferior a 6,5%) e seu histórico ele melhor que ninguém poderá lhe direcionar;
-Procure um ginecologista/obstetra de alto risco, o mesmo lhe pedirá exame pré-concepcionais e lhe instruirá em que momento você deverá iniciar o uso do ácido fólico ou vitaminas necessárias;
-Se possível, seja assistida por uma nutricionista, pois a mesma lhe fará uma dieta antes, durante e depois a gestação, já que para cada uma dessas fases há uma necessidade maior ou menor de certos tipos de alimentos;
- Grande parte dos médicos aconselham diabéticas engravidarem mais jovens, portanto com menor tempo de diagnóstico, para se evitar as chances de desenvolver (se já não tiver) algumas doenças como: retinopatia e nefropatia (problemas na visão e nos rins) que podem se agravar durante a gravidez. Porém é sabido que com o tratamento adequado, respaldo e aval médico, pode-se ter uma ótima gestação, independente da idade, mas grande parte dos profissionais alertam para os possíveis riscos.
É fundamental o trabalho em conjunto entre obstetra e endocrinologista, já que toda e qualquer decisão deve ser tomada em conjunto com base no que for ocorrendo na gestação. Conheço mulheres que foram acompanhadas apenas por seus obstetras, estes mexiam nas dosagens de insulinas e cuidavam da parte endócrina da gestação, tiveram êxito, eu particularmente não aconselho, julgo imprescindível ambos profissionais.
Enfim... São tantas expectativas e cuidados até que finalmente o tão esperado resultado do Beta HCG chega positivo, o coração acelera a cabeça gira e agora se inicia um novo ciclo de constantes variações glicêmicas.  O fato é que depois de ter engravidado e de ter tido contato com várias mães diabéticas cheguei a uma conclusão: Cada corpo reagirá de uma determinada maneira, seja na questão alimentar, nos sintomas da gestação ou até mesmo na oscilação glicêmica. Porém algumas coisas são padrões. Levantei aqui questões que para mim são determinantes antes, durante e também no pós-gestação, principalmente se houver amamentação.
- Envolver-se com seu tratamento,
- Tenha uma equipe médica especializada em gestação de alto-risco,
-Questione sua equipe médica quando tiver dúvidas e as esclareça,
-Não compare sua gestação e seu tratamento com a de outras diabéticas, cada uma é cada uma,
-Confie em seus médicos,
- Pratique exercícios físicos (se permitido pelo médico),
-Ingira bastante líquidos,
-Dieta regrada,
-Monitoramento glicêmico com organização em planilha, sugiro isso, pois desta forma você consegue ter um parâmetro nos dias e horários de hipo ou hiperglicemias. Quando julgar necessário faça também um diário alimentar porque desta forma perceberá como certos tipos de alimentos reagem em seu organismo/glicemias, evitando-os se necessário.
É sabido que o sonho da maternidade para a diabética é possível, porém a palavra CONTROLE deve fazer parte desta trajetória.
Se o diabetes estiver mal controlado nas primeiras semanas da gravidez, os riscos de abortamento espontâneo (passei por isso) e malformação congênita do bebê são maiores, como por exemplo, cardiopatias.
Nos estágios mais avançados da gravidez há os riscos de: polidrâmnio (aumento do líquido amniótico) também torna-se comum e pode causar parto prematuro, o feto pode entrar em hipóxia (baixa oxigenação) no terceiro trimestre, chegando ao óbito, macrossomia (aumento de peso e tamanho) fetal, hipoglicemia, síndrome da angústia respiratória (dificuldade para respirar), hiperbilirrubinemia (icterícia), hipocalcemia (pouco cálcio no sangue) e distúrbio alimentar.
Se as mulheres diabéticas seguirem um programa de controle e vigilância adequado as chances de terem filhos saudáveis são de 95%.
Elenquei algumas intercorrências que podem haver, pois acho de suma importância a mãe diabética conhecê-las, acho que o conhecimento nestas horas tende a cooperar muito, falo por experiência própria já que tive um bebê macrossômico, prematuro por ter tido polidrâmnio e por estas razões ele teve também síndrome da angústia respiratória, passou nove dias na UTI para ser melhor atendido. Todas as coisas que lhe ocorreram foram passageiras, saber sobre elas me ajudou muito a entender o que ele estava passando. Não se desespere com tudo o que está lendo, são coisas que muitas vezes independe de nós mães e podem ocorrer com qualquer gestante, diabética ou não.
O primeiro trimestre gestacional tende a ser o com maior número de hipoglicemias, já que o bebê utiliza a glicose materna para desenvolver-se. Os enjôos e vômitos, também cooperam para que se tenha hipoglicemia, diminuindo assim a quantidade aplicada de insulina. Por esta razão as diabéticas devem fazer lanches entre as refeições e antes de deitar para evitar hipoglicemias, pacientes diabéticas tipo 1 devem ter glucagon à mão e instruir alguém caso seja necessário para aplicá-lo. A ocorrência de uma hipoglicemia severa durante a gravidez pode levar a um quadro de sofrimento fetal sério, danos neurológicos no bebê ou até mesmo morte fetal.
No segundo trimestre é percebido um aumento sutil das glicemias, já que o hormônio placentário tem características do hormônio do crescimento (eleva as glicemias).
No último trimestre as glicemias sobem consideravelmente, a mulher começa a ter uma resistência à insulina, outros hormônios passam a aumentar na corrente sanguínea todos eles necessários neste processo. O ganho de peso e alimentação também contribuem para os quadros de hiperglicemias.  Esta loucura toda que ocorre em nosso corpo tem uma explicação: A resistência insulínica da gestação serve para levar nutrientes preferencialmente para o feto em desenvolvimento, permitindo simultaneamente o acúmulo de tecido adiposo materno. Por isso a quantidade de insulina que a mulher aplica pode até mesmo triplicar, isso é normal.
Lembro da minha obstetra falando que o hormônio que “abençoa” o bebê (o faz crescer) é o mesmo que para minha glicemias seriam uma “catástrofe” já que várias são as mudanças metabólicas e hormonais que ocorrem na gestação.
Durante as consultas seu endocrinologista criará metas glicêmicas do seu pré e pós-prandial (isso é individual), o mesmo julgará melhor forma de tratamento e medicamentos, acredito que não há melhor ou pior forma de tratar-se há uma forma específica para cada paciente.
São mais de duzentos dias gestando, muitas coisas acontecem nesta caminhada, acredito que seguir o proposto pelo médico só tende a cooperar durante a gestação, a mulher consegue ótimas glicemias (claro que nem sempre isso é possível) e não tem excesso de peso caso se dedique neste período.
Acredito que vale salientar que filhos de mães diabéticas podem apresentar hipoglicemia ao nascer, é extremamente normal isso ocorrer já que as hiperglicemias da mãe durante a gestação estimulam o pâncreas do bebê a produzir quantidades significativas de insulina para que o mesmo trabalhe com a glicose recebida em excesso por meio do cordão umbilical. No nascimento quando o cordão umbilical é cortado o estoque de glicose cai rapidamente e há insulina em excesso na corrente sanguínea do bebê o que pode ocasionar uma hipoglicemia neonatal. Após o nascimento a equipe médica envolvida, faz o dextro no bebê, não nos dedos como nas crianças e adultos, mais sim no calcanhar do recém – nascido ou através de um cateter umbilical (um tubo colocado no cordão umbilical do bebê).
O pediatra do Davi me disse que o ideal seria fazer um dextro na mãe durante o procedimento cirúrgico, pois devido à anestesia, emocional da mãe e situação, a glicemia tende a aumentar (é muito estresse para pouco tempo) o que pode elevar a glicemia na mãe, fazendo que o feto produza uma quantidade excessiva de insulina e nasça com hipoglicemia.
Nas primeiras horas de vida provavelmente o bebê irá para a UTI Neonatal (caso tenha hipoglicemia ou outra intercorrência) para ser melhor assistido, sei que toda mãe quer seu filho ao lado (senti isso na pele), mas acho que neste momento vale à pena pensar no bem-estar do seu bebê. Quando fui ganhar meu bebê queríamos tê-lo em nossos braços, porém sabíamos que isso poderia nos acontecer o que nos preparou para a situação, como dito acima mãe orientada é mais fácil para entender o que está havendo.
O bebê será monitorado na Unidade de Terapia Intensiva conforme sua necessidade. Pode ocorrer do hospital oferecer fórmula ao lactente para ajudar a subir a glicemia, este é um assunto discutível já que há mães que pretendem não oferecer aos seus filhos fórmulas apenas o aleitamento materno. Acho que vale a pena analisar a situação e ver o que é melhor para o recém-nascido naquele momento. Amamentação é um momento prazeroso na vida de mãe e filho acho que não vale iniciar este momento de forma tão incisiva, algumas coisas devem ser levadas em consideração.
Lembro de o meu bebê ter nascido com 45mg/dl de glicemia, para peso e faixa etária dele os médicos não consideraram uma hipoglicemia grave, ficaram apenas monitorando-o. Em casa medi sua glicemia e estava 58mg/dl, me desesperei, corri para o pronto-socorro, eu sabia quais eram os sintomas de uma hipo e não queria que meu filho os sentisse, quando fui informada que 58mg/dl não é hipoglicemia para um bebê, pois as necessidades nutricionais e tamanhos dele são diferentes da do adulto, me tranqüilizei, aquele valor era normal para um recém-nascido. O pediatra do pronto-socorro nos falou que os valores hipoglicemia em um recém-nascido são:
Leve de 40mg/dl a 50mg/dl
Moderada de 20mg/dl a 40mg/dl
Grave abaixo de 20mg/dl.
Em diálogo com o pediatra do Davi, este falou que estas taxas são teoria, podem até valer para um bebê de mãe sem diabetes, pois para nenê de mãe DM na prática a ação é diferente.
Filhos de mães diabéticas que estão com a glicemia abaixo de 60 mg/dl, logo são levados para serem amamentados ou recebem fórmula para subir a logo a glicemia, pois correm o risco de terem hipoglicemia por fabricarem insulina em excesso e precisam de um tempo para se adaptarem a nova realidade (fora da barriga). Bebês de mães sem diabetes com esta mesma taxa glicêmica raramente correm este risco.
A opção do parto deve ser uma escolha em conjunto com seu médico, levando em consideração sua opção e riscos para você e para o nenê. Mulheres diabéticas podem ter parto normal, tem ótima cicatrização na cirurgia e podem amamentar.
A amamentação é outro momento que nos exige atenção, boa vontade e cuidados. A glicemia oscila muito, tende a cair já que no momento de amamentar nosso consumo de energia é maior, minha endócrino disse que é como se estivéssemos fazendo exercícios físicos, as doses de insulina devem ser ajustadas, tenho amigas que passaram alguns dias sem aplicar insulina.
Lembro de ter tido uma hipo pela madrugada, ela foi extremamente severa, delirei, passei mal e meu marido nos socorreu, depois daquilo fiquei dias traumatizada, me questionando:
-E se eu tivesse sozinha? O que seria de mim e do bebê?
Por conhecer meu corpo e ser comprometida com meu tratamento fui fazendo alguns testes até achar “uma harmonia”. Nos primeiros meses a dosagem da insulina basal era menor e não precisava contar carboidratos para refeição.
Depois tivemos que aumentar a basal e achar uma dosagem adequada para a insulina ultrarápida na contagem de CHO. Se nunca tive estabilidade nas minhas dosagens, na gestação e amamentação tive menos ainda, mas eu tinha um foco, queria amamentar e não desisti me envolvi com o tratamento e a planilha do dextro me ajudou a ver onde precisávamos mudar as dosagens de insulina.
Davi tem quase 11 meses e até hoje amamento, não começo amamentar com a glicemia inferior há 150mg/dl, se tiver abaixo disso procuro me alimentar, por que senão terei hipo na certa.
Dá para amamentar e deixar tudo nas mãos do endócrino pra que ele resolva, mas cada dia é único e eu resolvi participar ativamente deste processo.
Sempre sou questionada se mulher diabética pode amamentar.
Claro que pode!
Não transmitimos diabetes e nosso leite não é docinho srsrs. Nosso corpo funciona como o de uma mulher não diabética, claro que temos algumas particularidades, nada que nos façam menos mulheres.
No Brasil o aleitamento materno exclusivo é apoiado até os 6 meses e com a introdução de outros alimentos até os 2 anos. Cabe a mãe decidir qual método usar, confesso que nunca amamentei exclusivamente, porém nunca deixei de amamentar.
Não tem pra onde correr, maternidade diabética é possível, mas exige de nós comprometimento,controle e assiduidade.



Miguel, o anjo planejado e abençoado da minha vida

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Já estou a séculos tentando escrever para o blog da Kath, mas a correria é tanta que eu só fui adiando, mas hoje resolvi parar um pouquinho e relembrar um pouco da minha história.


Tive uma gestação bem tranquila, consegui manter minha glicemia boa, o máximo que chegou foi 200 e isso já no final da gestação, cada vez que eu media a glicemia e via que estava dentro do normal era um alivio, mas quando eu via ela acima de 170 ficava bem preocupada, me sentindo culpada, mas eu tinha que me tranquilizar para que não piorasse.

Foram-se passando os meses, eu realizava os exames, e estava tudo ok comigo e com meu bebê.

Acesse meu depoimento quando grávida neste link: http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2013/10/fernanda-ainda-gestante-mas-cheia-de.html

Fernanda grávida.

Na minha ultima consulta de pré- natal, minha médica me perguntou que parto eu queria realizar, cesárea ou normal, por ela e por meu endócrino eu poderia passar por qualquer um dos dois, mas pesando os prós e contras, eu acabei optando pela cesárea por conta da diabetes, eu pensava muito na questão da hipo, medo de na hora do parto a glicemia cair e sei lá, acontecer algo de ruim, bom optei pela cesárea e marcamos, para o dia 22 de janeiro, mas depois a minha médica acabou antecipando um dia.

Eu fui para a maternidade bem tranquila, lógico que um pouco tensa, pois é normal quando não conhecemos determinado procedimento que vamos realizar, bom marquei a cesárea para as 11 da manhã, eu queria mais cedo, mas a médica não poderia.

Cheguei no hospital antes das 10 da manhã, cheia de ansiedade, fui para o quarto, me mandaram vestir a roupa, e as 11 da manhã já se aproximava, até que me avisaram que a médica iria atrasar, pronto, notícia que já me preocupou, pois eu estava em jejum e já sabem qual o resultado né, a dona "hipoglicemia".

Meu endócrino me disse que caso eu tivesse uma hipo ou notasse que poderia baixar, era para eu chupar uma balinha, pois isso não faria mal, deu 13 horas, eu já estava com a glicemia 80 e pensei, minha glicose não vai aguentar mais.

Uma enfermeira chefe veio até o quarto e disse que o centro obstétrico estava com problemas e que iria atrasar, eu fui ficando cada vez mais nervosa, até que insisti para que alguém me desse algo para manter minha glicemia estabilizada, pois se caísse eu não poderia realizar o procedimento, acabaram colocando algo que manteve minha glicemia estável, não me recordo o que foi.

Lembro como se fosse ontem, eu já estava com muita fome e até tonta, eu e meu marido já estávamos bem tensos com a espera,  meu marido resolveu ir até a recepção tomar um ar, ai bem nessa hora foram me buscar, pense no meu nervoso e medo de ir para a sala sozinha, minha mãe se ofereceu, mas como era um momento para eu e o meu marido passarmos juntos,  eu disse a ela para chamar ele, pois ele esta mais acostumado com minhas glicemias, pois me tornei diabética assim que casei, então eu me sentiria mais segura caso tivesse uma hipo, mas se não achasse ele era para entrar comigo.

Fui para a sala de parto, fiquei ali uma hora deitada naquela maca minuscula já com dores pela posição  e preocupada, com medo, ansiosa, um misto de sentimentos.

Chamaram meu marido bem em cima da hora, ele saiu tão disparado que deixou tudo para trás, celular, câmera ( e eu preparei tudo bonitinho, recarreguei as pilhas da máquina) já deixei preparado para que ele levasse para registrar o momento.

Com a correria ele acabou não pegando as coisas, foi pra sala já preocupado.

Lembro que me deram a anestesia, e logo minhas pernas foram adormecendo, esquentando, algo esquisito, seu sabia que estavam ali, mas não consegui mexer,  começaram a cesárea e escutei o chorinho e logo minhas lágrimas rolaram, a médica disse para o meu marido chegar mais perto para ver, tirar as fotos, mas como eu já disse na pressa ele saiu sem pegar nada.

Colocaram o meu bebê próximo de mim, era tão gordinho e cabeludo, ai que alegria quando ouvi o chorinho dele, tenho todo esse momento gravado bem minha memória, disseram que estava tudo bem com ele, fizeram os procedimentos e disseram que logo ele estaria no quarto, fiquei muito feliz por isso.

Fui para a sala de pós parto, estava ansiosa para ir para o quarto, até ai eu estava bem, mas comecei a me preocupar com a glicemia e perguntar se não iriam medir, a enfermeira disse que não podia, pois a médica não deixou prescrito, então eu disse então peça a alguém para pegar minhas coisas que eu mesma faço isso, ai acabaram me levando para o quarto.

Eu ainda estava meio mole, mas pudi ficar medindo a glicemia, chegou a notícia que me deixou mal, que o Miguel não iria para o quarto, pois teve um problema respiratório e teria que ficar na uti neonatal, isso doeu, pois eu me cuidei para que ele não precisasse passar por isso, eu estava ciente de que poderia acontecer, já que tenho DM1, mas foi difícil aceitar.

O Miguel nasceu as 18:15 do dia 21/01/2014, as horas foram passando e eu ficando mal, vomitava muito, mas disseram que não poderiam me dar nada para comer, só pela meia noite que me deram umas bolachinhas.

Me disseram que quando eu melhorasse e conseguisse tomar um banho e comer algo, eu iria ver meu bebê, depois como eu não melhorei me disseram, dorme um pouco, descansa ai pela manhã você vai.

Fui vê-lo por volta das 8 da manhã, não pude pega-lo nem no colo, foram-se passando as horas e estava chegando  próximo do momento em que eu teria alta, e eu tensa pois falaram que ele ficaria.

Voltei pra casa mal, por deixar aquele ser indefeso sozinho, eu fui visitá-lo todos os dias pela manhã e a noite e podia ficar só meia hora na sala, que coisa mais injusta para uma mãe, ter que ter hora pra poder ficar vendo seu bebê.

Tinha dias que eu saia de lá em prantos, pois ele chorava e eu não podia acalmá-lo, só podia passar a mão nele, mas parece que não resolvia, ele abria os olhinhos e parecia querer sair de lá, parecia estar pedindo colo.

Tive que ser forte, uma hora eu chegava lá e tinhas boas notícias, na outra eu chegava e o quadro tinha piorado, foi a semana mais longa e ruim da minha vida, até que chegou a notícia de que ele iria ter alta, depois de 7 dias pude ser mãe de verdade, pude amamentar, trocar, sentir o cheirinho.

Quando lembro dessas coisas que vivi na uti neonatal, me enche os olhos de lágrima, mas ai olho para o meu pequeno, para a razão da minha vida e toda essa tristeza some.
Ele nasceu com 3.595kg e 47cm, saiu de lá com 3.260kg.

Meu pós parto foi muito bom (era uma das minhas maiores preocupações), na primeira semana foi meio difícil porque eu não pude repousar tanto, eu tinha que ir ao hospital duas vezes ao dia para visitar meu pequeno guerreiro, mesmo tendo quem me levasse de carro não era fácil, pois cada sacudida que o carro fazia, doía por dentro, qualquer movimento brusco era difícil, mas depois dessa primeira semana as dores já deram uma melhorada, não tive nenhum problema com a cicatrização!

Amamentação era algo que  me preocupava, queria muito amamentar, mas  morria de medo de estar amamentando e ter hipo.


Bom, logo que comecei amamentar, tive apenas uma hipo de 37, mas por esquecimento meu, eu tomei insulina rápida quando fiz um lanche, e amamentar acaba já funcionando como uma insulina,  bom depois disso eu nunca mais tive hipo, nos primeiros meses eu fiquei sem tomar a insulina rápida, por conta dos hormônios que ainda estavam se regularizando, e com o passar do tempo fui aumentando a dosagem, hoje costumo tomar umas 5 unidades nas refeições, pra que ela se mantenha normal, pois meu medo de ter hipo estava me deixando com a glicose sempre alta, eu comia e não aplicava insulina, pra que ela subisse e eu estivesse preparada para amamentar a qualquer hora, mas com o passar dos dias aprendi, para eu amamentar e não ter uma hipo, eu deixo a glicose  em torno de 160, mas se ela esta 90 eu chupo uma bala, ai dou mama e tudo fica bem, mas é só uma marca de bala que me ajuda, pois ela tem uma quantidade maior de carboidrato, outros tipos de bala eu precisaria de 6 balas de uma vez, mas essa não, eu já carrego na bolsa do Miguel, ai vou dar mama e chupo a bala, e depois a minha glicose fica normal, essa bala funciona para mim como um anti hipo rsrs.

Bom eu amamento a livre demanda, mas o Miguel já fez os horários dele, só mama de 2 em 2 horas, de 3 em 3 horas.

Amamentar não é tão difícil pra gente como parece, no começo eu tive uma hipo, várias hipers, mas consegui achar o ponto certo, basta termos paciência que dá certo.

Ele só mama no peito e pretendo amamentar pelo menos até ele completar 1 ano. 

Com relação ao peso, eu estava pesando 55 antes de engravidar, tenho 1.61 de altura, o peso estava dentro do normal, mas eu queria uns 3 a menos rsrs, bom até os 7 meses eu engordei o normal, mas fui inchando e o peso só aumentando, meu médico me mandava praticamente retirar o sal da comida, bom sei que devo ter engordado no total quase 20kg, pois uns 15 dias antes do meu parto eu já tinha engordado uns 17kg.

Bom nos primeiros dias meu peso foi caindo bem lentamente, pois o Miguel mamava pouco, mas depois de uns 15 dias ele já começou a ficar mais acordado e mamando bem, ai fui perdendo 1 por semana, a dias atrás me pesei e ainda tenho 5 kg extras
ou seja, na última vez que me pesei estava com 60kg.

Quando  ele mama pouco fica tudo bem, mas quando ele suga bem me da uma fome terrível, ai acabo beliscando, acho que por isso tem sido difícil eliminar esse restante, estou tentando segurar a boca, passando um pouco de fome, como o normal, ai quando ele mama bem e me da aquela fome parei de beliscar pra ver se isso ajuda, pretendo voltar a dar uma pedalada na bicicleta ergométrica, mas com casa, trabalho(trabalho em casa, tenho um blog/ canal no youtube), filho, marido não tem sido fácil achar um tempo para a bicicleta, mas preciso me organizar melhor, nunca tive um corpo malhado, mas  pelo menos no meu peso ideal quero chegar.

Dizem que não devemos nos preocupar durante 1 ano, pois é o tempo que o nosso corpo e organismo demora para voltar ao normal, meu médico diz para aproveitar a amamentação para ajudar também a conseguir recuperar logo o peso, bom o Miguel faz 4 meses dia 21, então acho que posso me acalmar um pouco com relação ao peso, não ficar tão neurótica, pois ansiedade demais também da fome né rsrs.

Hoje ele esta aqui  cheio de saúde e perfeitinho,  verdadeiro presente de Deus na minha vida, enchendo a minha família de felicidade, cada sorriso que ele me dá eu me emociono,  não tenho nem palavras para descrever o que sinto.




Para as Dms que estão em busca desse sonho de ser mãe, não desistam, se cuidem ao máximo, dê o melhor de si, pois nós podemos!

Ah, não posso deixar de agradecer a Kath, pois no fim da minha gestação, eu estava sem tiras para medir pois estava em falta no local onde me forneciam, e ela gentilmente me cedeu as dela, eu estava bem estressada e preocupada por não poder medir certinho, mas com a doação dela pude medir certinho nos meus últimos dias de gestação e ficar com o coração mais tranquilo.

Desculpem o texto longo, tentei resumir tudo que vivi nesses dias...para quem esta gravidinha que de tudo certo, e pra quem esta tentando, que Deus lhes mande o tão sonhado positivo.

Fiquem com Deus.
Beijos meus e do Miguel.