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O Luka nasceu!!!!!

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Olá meninas!! 

Para quem quiser saber da minha gestação é só clicar: 

http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2014/04/carla-dm-ha-15-anos-e-gravida-do-luka.html


O parto do Luka estava marcado para dia 9/5/2014, Fomos fazer ultrassom no dia 6/5 e o liquido amoniotico tinha diminuído bastante e estava 6,6( abaixo do mínimo normal que é 8). A medica que fez ultrassom ligou para minha medica que me ligou e pediu para ficar no hospital que ele nasceria no final do dia, ele estava com 37 semanas e 2 dias. 



Fui encaminhada para o pronto socorro e lá fiquei das 10:30 até o horário do parto as 17:00... Eu já tinha tomado café da manhã mas devido o jejum exigido de 8h pré parto, minha glicemia que estava 139 no momento que cheguei no pronto socorro começou a cair... Pedi glicose ao médico, logo a glicemia subiu para 148 e liguei a bomba novamente, Mas começou baixar novamente e desliguei a bomba das 11h ate as 15h, Pedi que me dessem mais soro com glicose e e fui medindo a glicemia e acompanhando tudo. 



Logo que soube avisei minha família e amigas (os) e uma amiga que tb é DM1( usuária de bomba, enfermeira, educadora em diabetes e trabalha com instalação de bomba) esta me disse que iria para lá ficar comigo, Foi o que de melhor pode me acontecer em relação a diabetes naquele momento, pois ninguém no hospital conhecia a bomba. No momento do parto minha glicemia estava 184 e o medico anestesista sugeriu não corrigir, afinal, era mais fácil corrigir a hiper do que uma hipoglicemia naquele momento. 




No pós parto minha amiga foi autorizada a me acompanhar, por causa da anestesia talvez eu não conseguisse ajustar as doses na bomba, pois quando a placenta é tirada a necessidade de insulina é muito menor e eu teria que reduzir a basal da bomba, mas logo no pós operatório a glicemia já estava 146 e conseguimos mante-la bem controlada com redução de 50% da basal. A adaptação as novas quantidades de insulina no "novo" corpo foi difícil nos 2 primeiros dias, depois disso com as doses ajustadas as glicemias estão perfeitas e no momento da amamentação desligo a bomba que evita a hipoglicemia.







O Luka nasceu com 3,120 kg e 48cm, teve hipoglicemia (nasceu com 40mg/dl) o normal para eles é 70 enquanto para nós é 100 e deram leite no copo para corrigir a hipo, por este motivo o pediatra da maternidade pediu para medir a glicemia dele e complementar as mamadas no seio com o leite no copo. Hoje ele esta com 3,320kg e 50cm e cheio de saúde.



Estamos felizes e nos conhecendo a cada dia. A família agora está completa.




Diabetes Tipo Mãe- Parte III

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Acredito que vale salientar que filhos de mães diabéticas podem apresentar hipoglicemia ao nascer, é extremamente normal isso ocorrer já que as hiperglicemias da mãe durante a gestação estimulam o pâncreas do bebê a produzir quantidades significativas de insulina para que o mesmo trabalhe com a glicose recebida em excesso por meio do cordão umbilical. No nascimento quando o cordão umbilical é cortado o estoque de glicose cai rapidamente e há insulina em excesso na corrente sanguínea do bebê o que pode ocasionar uma hipoglicemia neonatal. Após o nascimento a equipe médica envolvida, faz o dextro no bebê, não nos dedos como nas crianças e adultos, mais sim no calcanhar do recém – nascido ou através de um cateter umbilical (um tubo colocado no cordão umbilical do bebê).
O pediatra do Davi me disse que o ideal seria fazer um dextro na mãe durante o procedimento cirúrgico, pois devido à anestesia, emocional da mãe e situação, a glicemia tende a aumentar (é muito estresse para pouco tempo) o que pode elevar a glicemia na mãe, fazendo que o feto produza uma quantidade excessiva de insulina e nasça com hipoglicemia.
Nas primeiras horas de vida provavelmente o bebê irá para a UTI Neonatal (caso tenha hipoglicemia ou outra intercorrência) para ser melhor assistido, sei que toda mãe quer seu filho ao lado (senti isso na pele), mas acho que neste momento vale à pena pensar no bem-estar do seu bebê. Quando fui ganhar meu bebê queríamos tê-lo em nossos braços, porém sabíamos que isso poderia nos acontecer o que nos preparou para a situação, como dito acima mãe orientada é mais fácil para entender o que está havendo.
O bebê será monitorado na Unidade de Terapia Intensiva conforme sua necessidade. Pode ocorrer do hospital oferecer fórmula ao lactente para ajudar a subir a glicemia, este é um assunto discutível já que há mães que pretendem não oferecer aos seus filhos fórmulas apenas o aleitamento materno. Acho que vale a pena analisar a situação e ver o que é melhor para o recém-nascido naquele momento. Amamentação é um momento prazeroso na vida de mãe e filho acho que não vale iniciar este momento de forma tão incisiva, algumas coisas devem ser levadas em consideração.
Lembro de o meu bebê ter nascido com 45mg/dl de glicemia, para peso e faixa etária dele os médicos não consideraram uma hipoglicemia grave, ficaram apenas monitorando-o. Em casa medi sua glicemia e estava 58mg/dl, me desesperei, corri para o pronto-socorro, eu sabia quais eram os sintomas de uma hipo e não queria que meu filho os sentisse, quando fui informada que 58mg/dl não é hipoglicemia para um bebê, pois as necessidades nutricionais e tamanhos dele são diferentes da do adulto, me tranqüilizei, aquele valor era normal para um recém-nascido. O pediatra do pronto-socorro nos falou que os valores hipoglicemia em um recém-nascido são:
Leve de 40mg/dl a 50mg/dl
Moderada de 20mg/dl a 40mg/dl
Grave abaixo de 20mg/dl.
Em diálogo com o pediatra do Davi, este falou que estas taxas são teoria, podem até valer para um bebê de mãe sem diabetes, pois para nenê de mãe DM na prática a ação é diferente.
Filhos de mães diabéticas que estão com a glicemia abaixo de 60 mg/dl, logo são levados para serem amamentados ou recebem fórmula para subir a logo a glicemia, pois correm o risco de terem hipoglicemia por fabricarem insulina em excesso e precisam de um tempo para se adaptarem a nova realidade (fora da barriga). Bebês de mães sem diabetes com esta mesma taxa glicêmica raramente correm este risco.
A opção do parto deve ser uma escolha em conjunto com seu médico, levando em consideração sua opção e riscos para você e para o nenê. Mulheres diabéticas podem ter parto normal, tem ótima cicatrização na cirurgia e podem amamentar.
A amamentação é outro momento que nos exige atenção, boa vontade e cuidados. A glicemia oscila muito, tende a cair já que no momento de amamentar nosso consumo de energia é maior, minha endócrino disse que é como se estivéssemos fazendo exercícios físicos, as doses de insulina devem ser ajustadas, tenho amigas que passaram alguns dias sem aplicar insulina.
Lembro de ter tido uma hipo pela madrugada, ela foi extremamente severa, delirei, passei mal e meu marido nos socorreu, depois daquilo fiquei dias traumatizada, me questionando:
-E se eu tivesse sozinha? O que seria de mim e do bebê?
Por conhecer meu corpo e ser comprometida com meu tratamento fui fazendo alguns testes até achar “uma harmonia”. Nos primeiros meses a dosagem da insulina basal era menor e não precisava contar carboidratos para refeição.
Depois tivemos que aumentar a basal e achar uma dosagem adequada para a insulina ultrarápida na contagem de CHO. Se nunca tive estabilidade nas minhas dosagens, na gestação e amamentação tive menos ainda, mas eu tinha um foco, queria amamentar e não desisti me envolvi com o tratamento e a planilha do dextro me ajudou a ver onde precisávamos mudar as dosagens de insulina.
Davi tem quase 11 meses e até hoje amamento, não começo amamentar com a glicemia inferior há 150mg/dl, se tiver abaixo disso procuro me alimentar, por que senão terei hipo na certa.
Dá para amamentar e deixar tudo nas mãos do endócrino pra que ele resolva, mas cada dia é único e eu resolvi participar ativamente deste processo.
Sempre sou questionada se mulher diabética pode amamentar.
Claro que pode!
Não transmitimos diabetes e nosso leite não é docinho srsrs. Nosso corpo funciona como o de uma mulher não diabética, claro que temos algumas particularidades, nada que nos façam menos mulheres.
No Brasil o aleitamento materno exclusivo é apoiado até os 6 meses e com a introdução de outros alimentos até os 2 anos. Cabe a mãe decidir qual método usar, confesso que nunca amamentei exclusivamente, porém nunca deixei de amamentar.
Não tem pra onde correr, maternidade diabética é possível, mas exige de nós comprometimento,controle e assiduidade.


 Boa Sorte á tentantes, gestantes e diabéticas que querem mais bebês!!!!

Diabetes Tipo Mãe - Parte II

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É sabido que o sonho da maternidade para a diabética é possível, porém a palavra CONTROLE deve fazer parte desta trajetória.
Se o diabetes estiver mal controlado nas primeiras semanas da gravidez, os riscos de abortamento espontâneo (passei por isso) e malformação congênita do bebê são maiores, como por exemplo, cardiopatias.
Nos estágios mais avançados da gravidez há os riscos de: polidrâmnio (aumento do líquido amniótico) também torna-se comum e pode causar parto prematuro, o feto pode entrar em hipóxia (baixa oxigenação) no terceiro trimestre, chegando ao óbito, macrossomia (aumento de peso e tamanho) fetal, hipoglicemia, síndrome da angústia respiratória (dificuldade para respirar), hiperbilirrubinemia (icterícia), hipocalcemia (pouco cálcio no sangue) e distúrbio alimentar.
Se as mulheres diabéticas seguirem um programa de controle e vigilância adequado as chances de terem filhos saudáveis são de 95%.
Elenquei algumas intercorrências que podem haver, pois acho de suma importância a mãe diabética conhecê-las, acho que o conhecimento nestas horas tende a cooperar muito, falo por experiência própria já que tive um bebê macrossômico, prematuro por ter tido polidrâmnio e por estas razões ele teve também síndrome da angústia respiratória, passou nove dias na UTI para ser melhor atendido. Todas as coisas que lhe ocorreram foram passageiras, saber sobre elas me ajudou muito a entender o que ele estava passando. Não se desespere com tudo o que está lendo, são coisas que muitas vezes independe de nós mães e podem ocorrer com qualquer gestante, diabética ou não.
O primeiro trimestre gestacional tende a ser o com maior número de hipoglicemias, já que o bebê utiliza a glicose materna para desenvolver-se. Os enjôos e vômitos, também cooperam para que se tenha hipoglicemia, diminuindo assim a quantidade aplicada de insulina. Por esta razão as diabéticas devem fazer lanches entre as refeições e antes de deitar para evitar hipoglicemias, pacientes diabéticas tipo 1 devem ter glucagon à mão e instruir alguém caso seja necessário para aplicá-lo. A ocorrência de uma hipoglicemia severa durante a gravidez pode levar a um quadro de sofrimento fetal sério, danos neurológicos no bebê ou até mesmo morte fetal.
No segundo trimestre é percebido um aumento sutil das glicemias, já que o hormônio placentário tem características do hormônio do crescimento (eleva as glicemias).
No último trimestre as glicemias sobem consideravelmente, a mulher começa a ter uma resistência à insulina, outros hormônios passam a aumentar na corrente sanguínea todos eles necessários neste processo. O ganho de peso e alimentação também contribuem para os quadros de hiperglicemias.  Esta loucura toda que ocorre em nosso corpo tem uma explicação: A resistência insulínica da gestação serve para levar nutrientes preferencialmente para o feto em desenvolvimento, permitindo simultaneamente o acúmulo de tecido adiposo materno. Por isso a quantidade de insulina que a mulher aplica pode até mesmo triplicar, isso é normal.
Lembro da minha obstetra falando que o hormônio que “abençoa” o bebê (o faz crescer) é o mesmo que para minha glicemias seriam uma “catástrofe” já que várias são as mudanças metabólicas e hormonais que ocorrem na gestação.
Durante as consultas seu endocrinologista criará metas glicêmicas do seu pré e pós-prandial (isso é individual), o mesmo julgará melhor forma de tratamento e medicamentos, acredito que não há melhor ou pior forma de tratar-se há uma forma específica para cada paciente.

São mais de duzentos dias gestando, muitas coisas acontecem nesta caminhada, acredito que seguir o proposto pelo médico só tende a cooperar durante a gestação, a mulher consegue ótimas glicemias (claro que nem sempre isso é possível) e não tem excesso de peso caso se dedique neste período.

Diabetes Tipo Mãe - Parte I

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Meninas, escrevi um longo texto sobre Diabetes e Gestação. Coloquei nele minhas experiências, diálogos com médicos e coisas um pouco mais técnicas. Só que ele ficou grande demais. Então fui aconselhada por uma amiga a diminuí-lo para que minhas leitoras pudesse assimilar melhor o que eu estava escrevendo. Acho que a dica dela foi válida e assim dividi meu texto. Escrevi nele coisas básicas que acredito ser de suma importância uma diabética/familiares saberem.
Espero que gostem e logo postarei as demais partes do texto
Boa leitura!


Diabetes Tipo Mãe - Parte I
A maioria das mulheres sonham com a maternidade, seja ela no útero ou no coração. O sonho fica no campo das idéias, até que finalmente, decidi-se a hora em que se deve ter um bebê ou adotá-lo. Algumas não têm a chance de se organizarem antes da concepção, engravidam sem planejamento.
Com ou sem planejamento a maternidade para a mulher diabética é algo que muda totalmente sua vida, a gestação por si só é algo que mexe muito com a mulher, tanto no campo físico quanto no emocional, o diabetes oscila com todas estas mudanças, o metabolismo e hormônios femininos mudam significativamente, o que altera o controle glicêmico, esta é uma linha tênue com o diabetes.
Quando a diabética engravida um medo toma conta de si, são vários os questionamentos, o universo feminino já é tão complexo... São tanto os Serás...
-Será que eu posso?
-Será que não vou perder o bebê?
-Será que vou dar conta?
-Será que vou conseguir?
-Será que meu filho terá saúde?
São tantos os questionamentos que este texto seria muito pouco para elencá-los e para encontrar respostas para os mesmos. O fato é que para uma gestação bem sucedida e planejada há alguns passos, sendo estes:
- Fale com seu endocrinologista, pois é ele que sabe do seu cotidiano como diabética, por seus dextros, hemoglobina glicada (que deve estar inferior a 6,5%) e seu histórico ele melhor que ninguém poderá lhe direcionar;
-Procure um ginecologista/obstetra de alto risco, o mesmo lhe pedirá exame pré-concepcionais e lhe instruirá em que momento você deverá iniciar o uso do ácido fólico ou vitaminas necessárias;
-Se possível, seja assistida por uma nutricionista, pois a mesma lhe fará uma dieta antes, durante e depois a gestação, já que para cada uma dessas fases há uma necessidade maior ou menor de certos tipos de alimentos;
- Grande parte dos médicos aconselham diabéticas engravidarem mais jovens, portanto com menor tempo de diagnóstico, para se evitar as chances de desenvolver (se já não tiver) algumas doenças como: retinopatia e nefropatia (problemas na visão e nos rins) que podem se agravar durante a gravidez. Porém é sabido que com o tratamento adequado, respaldo e aval médico, pode-se ter uma ótima gestação, independente da idade, mas grande parte dos profissionais alertam para os possíveis riscos.
É fundamental o trabalho em conjunto entre obstetra e endocrinologista, já que toda e qualquer decisão deve ser tomada em conjunto com base no que for ocorrendo na gestação. Conheço mulheres que foram acompanhadas apenas por seus obstetras, estes mexiam nas dosagens de insulinas e cuidavam da parte endócrina da gestação, tiveram êxito, eu particularmente não aconselho, julgo imprescindível ambos profissionais.
Enfim... São tantas expectativas e cuidados até que finalmente o tão esperado resultado do Beta HCG chega positivo, o coração acelera a cabeça gira e agora se inicia um novo ciclo de constantes variações glicêmicas.  O fato é que depois de ter engravidado e de ter tido contato com várias mães diabéticas cheguei a uma conclusão: Cada corpo reagirá de uma determinada maneira, seja na questão alimentar, nos sintomas da gestação ou até mesmo na oscilação glicêmica. Porém algumas coisas são padrões. Levantei aqui questões que para mim são determinantes antes, durante e também no pós-gestação, principalmente se houver amamentação.
- Envolver-se com seu tratamento,
- Tenha uma equipe médica especializada em gestação de alto-risco,
-Questione sua equipe médica quando tiver dúvidas e as esclareça,
-Não compare sua gestação e seu tratamento com a de outras diabéticas, cada uma é cada uma,
-Confie em seus médicos,
- Pratique exercícios físicos (se permitido pelo médico),
-Ingira bastante líquidos,
-Dieta regrada,

-Monitoramento glicêmico com organização em planilha, sugiro isso, pois desta forma você consegue ter um parâmetro nos dias e horários de hipo ou hiperglicemias. Quando julgar necessário faça também um diário alimentar porque desta forma perceberá como certos tipos de alimentos reagem em seu organismo/glicemias, evitando-os se necessário.

Logo postarei a continuidade desse texto...

Diabética Tipo 1 e mãe de três filhos

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Meu nome é Elaine, o diabetes apareceu em minha vida no ano de 1997 quando eu tinha 19 anos,hoje tenho 36 e há 17 anos convivo com o Diabetes Mellitus.
Meu tratamento atual é feito com a Insulina Lantus +Insulina Humalog + monitorização glicêmica 6x ao dia + atividade física+alimentação balanceada +contagem de carboidratos somente quando eu saio da dieta...Sou mãe de três crianças,três gravidez que não foram planejadas...
Quando engravidei da minha primeira filha no ano de 2001,foi devido ao erro da famosa “Tabelinha”...Na época  não tinha muitas condições financeiras o que me impossibilitava de ter um tratamento Vip...Usava Insulina NPH+Insulina Humalog e a minha monitorização glicêmica era praticamente 1x para cada 3 dias juntamente com as glicofitas que eu partia em 4 pedaços para render.Muitas vezes devido ao desespero de ter um bom controle durante a gestação eu experimentava na ponta do dedo minha própria urina (se estivesse doce eu corrigia e se tivesse salgada eu nada fazia).Parece até loucura,porém eu tive que vencer o nojo e aprender ter coragem e em provar minha própria urina ,pois minha condição financeira na época não era das melhores.
O diabetes no começo da gestação era considerado controlado,minha hemoglobina beirava 6,9% e meus outros exames não acusavam nenhuma complicação.Meu Pré -Natal foi realizado em clinicas particulares ,pois eu não deixava de pagar meu Plano de Saúde(Amil),apesar de não ter condições financeiras eu abria mão da vaidade para ter o luxo de continuar pagando por minha saúde.
Minha Ginecologista Obstétrica era de São Gonçalo uma das mais procuradas e bem falada do meu município,e na Clínica Total Care (Botafogo) eu contava com uma equipa médica de primeiro mundo,a clínica era multidisciplinar (nutricionista/educadora física/enfermagem/cardiologista/endocrinologista/psicólogo).No Total Care eu ia 2 x ao mês já na Ginecologista ia igual a toda mulher que está grávida.
Optava em ir mais na endocrinologista pois achava importantíssimo o acompanhamento dela durante minha gravidez.Meu pré-natal foi excelente,hemoglobina sempre abaixo de 7%(6,7%/6,5%/6,2%/6,5%/6%/6,6%/6,9%/6,7%), pressão arterial normal,ganho de peso moderado.Fui considerada a paciente mais disciplinar de minha médica.Trabalhava fora,andava 3 km todos os dia para poder chegar ao trabalho..Nunca tive internações,anemias era uma grávida nota 10, é claro que tive episódios de hipo no qual eu aproveitava e comia um doce,mas não me dava o luxo de sair da dieta nem por um instante.Nenhum exame que fiz acusou risco nem para mim e muito menos para o meu bebê.
Fiz todos os exames exigidos para uma grávida: 1 Ultrassom obstétrica (transvaginal),4  Ultra-sonografia obstétrica,1 Exame de fundo de olho, 9 Exames de sangue (Hemogrma completo/Hemoglobina Glicada/Glicose/Ureia/Creatinina/Perfil Lipidico/Frutosamina),1 Exame Pré-Natal(Hepatite B/Hepatite C/Toxosplamose/Rubéola/Citomegalovirus/HIV) e 1 Exame de urina(Proteinas de 24hs/Microabumina).
O nome escolhido para o meu bebê era Leonardo, pois tudo no começo apontava para um menino,mas para nossa  surpresa a última ultra não falhou e confirmou uma menina no qual eu mudei o nome para LETHYCIA que significa alegria.
Sem sintomas ,sem dores ,depois de ter lavado 3 coradas de roupa senti um inchaço nas pernas fui no dia 15/04/2002 á consulta de rotina na obstetra e chegando lá não deu outra fui encaminhada direto para maternidade e não demorou muito minha bebê nascer. Veio ao mundo pesando pouco menos de 3kg,medindo 49cm e com 37 semanas de gestação.Tudo perfeito sem complicações ,sem internações...A amamentei por 6 meses, tive que para retornar ao trabalho,hoje ela está com 12 anos,linda saudável,inteligente  e perfeita.

LETHHYCIA
 No ano de 2008 travei uma briga na justiça e ganhei o tão esperado tratamento com a Insulina Lantus e tudo mais, e quando  estava no período de adaptação com o novo tratamento  descobri  mais uma gravidez não planejada,na verdade eu fui contemplada (0,01%) da falha do meu anticoncepcional que era de baixo de hormônio.Não tinha muito o que fazer...Estava grávida! Foi um susto!Fiquei feliz!Nessa época minha condição financeira era muito melhor do que a anterior e isso me deixava mais confortável. Devido a mudança do tratamento meu diabetes não estava muito compensado e confesso que foi complicado a adaptar-me estando grávida.Minhas Hemoglobinas Glicadas não foram péssimas,porém também não foram tão boas assim...(7%/6,6%/6,5%/6,8% e7,5%).
Meu Pré-Natal foi feito nos mesmos lugares com a mesma equipe médica da gravidez anterior.Durante a gestação sentia muita falta de ar,pois minha bebê não virou na barriga pressionando a minha costela e trazendo um desconforto fora de série,com 34 semanas de gestação minhas pernas ficaram muito inchadas dando a sensação deu ter engordado muito, e isso não ocorreu pois o meu ganho de peso estava normal. Minha obstetra e a  endocrinologista viviam descordando uma com a outra..A obstetra queria que eu completasse no mínimo 39 semanas de gestação, já a minha endocrinologista queria que eu amadurecesse os pulmões do bebê para poder fazer o parto em até 37 semanas de gestação.
Fiz diversos exames nesse período: 2 Ultra-sonografia obstétrica (transvaginal),1  Ultra-sonografia obstétrica, Ultra-sonografia obstétrica  morfológica,1Ecodoppter fetal,1Doplle fluxometria obstétrica colorida(Perfil Hemodinâmico Fetal)1 Exame de fundo de olho, 1 Ultra –sonogafia ocular,5 Exames de sangue (Hemogrma completo/Hemoglobina Glicada/Glicose/Ureia/Creatinina/Perfil Lipidico/Frutosamina...),1 Exame Pré-Natal(Hepatite B/Hepatite C/Toxosplamose/Rubéola/Citomegalovirus/Hiv...) e 1 Exame de urina(Proteinas de 24hs/Microabumina).
Meu humor ficou alterado...Por conta da falta de ar fiquei internada um dia...Cheguei ser tachada como louca  pela minha obstetra na qual chegou até me receitar “Diazepam”...Isso porque cada consulta era uma guerra...Eu não aceitava esperar o tempo dela,confiava mais na opinião da minha endocrinologista...Cheguei até perder o apoio do meu esposo,pois ele passou a ficar do lado da obstetra.Com tudo isso comecei a agir por conta própria e antecipei  um “Doplle fluxometria obstétrica colorida Perfil Hemodinâmico Fetal .Foi a melhor coisa que fiz na minha vida, pois na hora do resultado reuniu vários médicos  todos assustados,mandando eu procurar imediatamente a minha obstetra, pelo resultado que deu.

SOPHIA

Minha bebê nasceu no mesmo dia 17/06/2009 com quase 38 semanas de gestação pesando pouco menos de 4kg e medindo 50cm.Devido essa demora toda, essa brigalhada toda ela teve que ser internada pois apresentou hipoglicemia e teve icterícia,porém sua recuperação foi rápida e hoje ela está com quase 5 anos sem nenhum problema,com a saúde impecável,seu nome SOPHIA,que significa sabedoria foi escolhido por votação A Amamentei até completar 1 ano e 5 meses,fui obrigada a parar pois na época,2010,descobri  uma nova gravidez...

No ano de 2010 descobri uma nova gravidez, mais uma vez não planejada. Visto que meu esposo no mesmo ano tinha realizado a “Vasectomia” e por pregação do destino ou até mesmo falta de atenção no prazo após vasectomia eu fiquei grávida. Apesar do ocorrido na gravidez da Sophia não arrisquei fazer meu pré- Natal com outra equipe médica.Minha obstetra juntamente com minha endocrinologista entraram em diálogo e tentaram não cometer o erro de não trabalhar juntas.Como era o meu terceiro filho eu não tinha  a mesma ansiedade  que nem a primeira gestação e nem a mesma irritabilidade que nem a segunda gestação.Eu estava mais madura,mais experiente ,mais confiante...Minha consultas na endocrinologista já não eram de 15 em 15 dias e sim de 2 em 2 meses ou até mesmo por telefone.Como eu tinha a Sophia muito pequena ,minha gestação foi subindo e descendo escada da minha casa com ela no meu colo e com isso levava muita “bronca”da obstetra que achava que eu teria o bebê antes do tempo.
Já adaptada ao novo tratamento minhas Hemoglobias Glicadas foram consideradas boas(6,9%/6,4%/6,3%/6,7%/6,7%) Nessa época o meu único problema foi a Anemia  e a Deficiência da Vitamina B12 que tenho até os dias de hoje e faço tratamento junto com o Hematologista.Para esses problemas tinha e tenho até hoje que tomar “Injeção de B12” e “Solução de Neutrofer “via venosa.Não precisei de internação por conta  de complicações.Minha terceira gravidez foi tranqüila com 38 semanas de gestação meu filho homem nasceu ,no dia 04/06/2011,pesando pouco menos de 4 kg e medindo 51cm com tudo planejado sem estresse e sem alterações,mas devido a demora do parto por conta de uma hipoglicemia de minha parte o meu nenê nasceu com falta de ar tendo que ficar em observação e no oxigênio.Depois do susto e de todos os exames no meu bebê ele recebeu alta  e hoje com quase 3 anos é uma criança que esbanja saúde.Seu nome Kaio, foi eu quem escolhi ,que significa amável...a cara dele.
KAIO
Os meus  3 partos foram realizadas através de cesariana,cujo a cicatrização foi idêntica a uma pessoa que não tem DM1 .Perfeita!

Eu e minhas bençãos
 Para quem tem Diabetes e Deseja ser mãe:
Se seu sonho é ser mãe não desista desse sonho pois não é impossível...
Vi muitas mulheres saudáveis não conseguirem engravidar ou engravidar e logo abortar ou até mesmo ter seus bebês prematuros, e eu com diabetes considerada gravidez de risco consegui chegar sem complicações até o final de minhas gestações...Isso para mim é prova completa que Deus existe e que o DM1 não é obstáculo para uma boa gestação.
Antes de ser mãe escutei de médicos, parentes...que eu nunca poderia engravidar e caso eu engravidasse eu iria abortar até mesmo ter a criança cheia de deficiência.Mas antes de ser diabética Deus havia me revelado que eu teria 3 filhos.Confesso que pequei em não muito acreditar na possibilidade de ter 3 crianças,porém Ele cumpriu com a sua promessa e não teve tabelinha,não teve anticoncepcional,não teve vasctomia e muito menos diabetes para ir contra a vontade Deus.
Acho que a primeira a coisa a se fazer é ter fé Deus ,independente de sua religião,porém nunca se esquecer de fazer por onde Deus ajudar.E esse é o segredo confiar em Deus primeiramente  e se cuidar não somente durante a gravidez e sim antes,durante e depois mantendo sempre a Hemoglobina Glicada abaixo de 7% evitaremos seqüelas e com isso termos mais qualidade de vida.
Um forte abraço em todas vocês ,mulheres guerreiras DM1!!!
Vieram ao mundo para mostrar a fidelidade de Deus sobre nossas vidas.Amo!



Ser mãe diabética...

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É planejar-se meses antes da concepção,
É se alegrar e temer ao mesmo tempo ao ver as duas listrinhas do teste de farmácia subir,
É correr pro laboratório para fazer um Beta HCG para ter certeza da resposta,
E quando ela vem questionar-se inúmeras vezes:
-Será que darei conta?
-Será que levarei esta gestação até o fim?
-Será que meu filho não terá problemas de saúde?
E por ai vai...
É sentir dormência dos dedos por excesso de glicemias capilares,
É ter dor no tórax de tantas ânsias que tem,

É ter desejos/vontades e nem sempre poder saborear pois sabe que isso prejudicará suas glicemias,
É sentir azia demasiadamente,
É ver seu corpo mudar tanto em tão pouco tempo,
É chorar só de ver um filme romântico,
É ir ao mercado e olhar rótulo por rótulo para observar a quantidade de carboidratos dos alimentos,
É varar a noite organizando sua planilha de dextros e diários alimentares,

É contar assiduamente os  carboidratos das refeições,

É ficar de olho nas mudanças da insulina basal e ultrarápida,
É comer mesmo não tendo fome para evitar uma hipoglicemia,
É sofrer com as hipos,
É se culpar pelas hipers,
É não dormir na noite anterior aos exames, em especial a ultrassonografia, e quando vem uma resposta não agradável é chorar sem parar...
É se sentir culpada quando algo sai fora do controle,
É virar amiga de todas as pessoas que estão no seu trajeto para os médicos (já que sua ida lá são muitas),
É agradecer á Deus por sua equipe médica,
É encher o saco da sua obstetra e endocrinologista com tantas perguntas,
É tentar ser feminina diante de tanto inchaço, indisposição e responsabilidades,
É ter um misto de sentimentos,
É sentir-se uma super heroína em determinado momento, e em outros se sentir-se  impotente,
É frustrar-se  quando o resultado dos dextros não condiz com todo o seu esforço,
É organizar o chá de bebê antes do tempo, pois não sabe o que te esperar nos próximos dias,
É deixar as malas do hospital prontas desde os 6 meses,
É montar o enxoval orando para que seu filho possa usar tudo aquilo que você está preparando,
É se emocionar com cada mexida do seu bebê, pois isso significa que ele está com saúde,
É perguntar pro médico da ultrassom se o bebê é completinho,
É ver a ultra 4D e chorar de gratidão á Deus,
É gelar no dia do ecocardiograma fetal,
É ao saber o sexo do bebê ficar cogitando inúmeros nomes,
É tornar seu marido um especialista nas terminologias e gestação de alto risco,
É instruir as pessoas mais próximas de como agir em determinadas situações caso você precise,
É esquecer de si por quase 40 semanas e doar-se a um ser que nem conhece e já o ama tanto,
É virar uma leoa em prol dele,
É em seu nascimento orar para que tudo continue correndo bem,
E seu o bebê vai pra UTI...
É visitá-lo todos os dias, não ter resguardo e sentir-se feliz ao vê-lo ,
É enfiar as mãos por dentro da incubadora e emocionar-se quando ele aberta suas mãos,
É esperar ansiosamente cada visita do pediatra da UTI neonatal, pedindo á Deus que ele venha com boas notícias,
É esquecer que você está cheia de pontos da cesárea e subir lances de escadas para chegar até a UTI Neo,
É virar amiga de todas as enfermeiras da UTI ,
É no dia da alta sentir-se no céu,
É ao pisar pra fora do hospital levantar seu troféu no podium,
É amamentar e ter cuidados dobrados por conta das hipos neste período,
É doar-se,
É ser malabarista, mãe, diabética, profissional e  ter demais papéis sociais...
É driblar a agenda para ter tempo pras consultas dele e suas...
É sentir-se a sobrevivente mais feliz do mundo,
É olhar pros anos anteriores e ver que nesta data você nem era tão feliz o quanto imaginava,
É ter a certeza que Dia das Mães são todos os dias, mas já que a mídia elegeu o segundo domingo  de maio para ser o Dia das Mães... É expor sua felicidade e imensa gratidão por ser mãe, e provar para aqueles que não acreditavam que ser mãe e diabética é extremamente possível.
FELIZ DIA DAS MÃES Á TODAS AS MÃES EM ESPECIAL ÁS DIABÉTICAS!
Eu,meu esposo,Davi,Vitória e os  médicos envolvidos em nosso tratamento ,serei eternamente grata á eles.