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Meu sorriso se chama Enzo Gabriel

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Me chamo Ana Paula,tenho 21 anos,casada há 4 anos,tenho um filho chamado Enzo Gabriel.

Sou diabetica tipo 1 há 2 anos. Tive o diagnóstico  quando engravidei pela primeira vez, mais infelizmente com a noticia do diabetes,soube também que havia perdido meu bebê.Estava com 3 meses de gravidez ...

Um ano se passou e decidi engravidar de novo,depois de muitas tentativas que falharam,enfim o positivo chegou em nossas vidas. Lembro como se fosse hoje , foi numa sexta feira, de madrugada levantei bem devagarzinho para não acordar meu marido, fiz o exame de farmácia e quando vi que deu positivo fiquei gritando de felicidade, tanto que acordei meu marido,curtimos a notícia.

Logo, vários pensamentos vieram á minha mente: Será que consigo? Será que vou perder meu bebe de novo? Expulsei estes pensamentos e resolvi pensar positivo e não desistir jamais. Conheci mães e grávidas diabéticas, foi a superação e palavras delas que me animavam. Não foi uma jornada fácil,mais tbm não foi impossivel, com esforço e dedicação tudo deu certo...Tive muitas hipers e hipos, mais graças a Deus nenhuma delas afetou  meu bebe....Deixei de fazer muita coisa que gostava por amor á ele que ainda nem conhecia mais que me mudou completamente pra melhor....

Levei minha gravidez até as 38 semanas,poderia ir até as 40 mais como estava sentindo contrações e perdendo liquido decidiram me internar. Tentaram induzir meu parto pois me internei sem dilatação,fiquei 2 dias internada sofrendo com muita dor, pois era maternidade do SUS e eles tentaram parto normal até a ultima hora, com tudo isso não posso reclamar, eles foram  atençiosos e  se preocupavam com as minhas glicemias, quando eu ia tendo queda glicêmica  me davam glicose na veia pois não conseguia comer nada.

Fui internada no sábado e  na  segunda dia 16/12/13 de manhã o médico foi me examinar e achou por bem fazer uma cesárea em mim. Ás 15:25 do dia 16/12/2013 meu bebe nasceu com 3.395 gramas e 48 cm, foi o melhor presente dado por Deus,quando a medica veio trazê-lo para que eu o visse  fiquei emocionada, comecei a chorar, ele veio aos gritos chorando e quando ouviu minha voz calou na hora.

Fui pra sala de recuperação e ali começou minha preocupação...Cade meu filho?Sera que ele foi pra UTI? Foi quando em meio a este desespero a enfermeira me pergunta se quero amamentá-lo , fiquei aliviada. Enquanto eu o amamentava agradecia á Deus por ele ser perfeito e não lhe faltar nenhuma parte do corpo.

Hoje só tenho que  agradecer a Deus e as pessoas que me ajudaram, o Enzo é uma benção em nossas vidas.

Para as diabéticas que pretendem engravidar digo: Não desista do sonho de ser mãe pois nada é  impossivel aos olhos de Deus e com muito esforço vcs conseguem,a recompensa no final é muito boa e tudo valerá a pena. Hoje posso dizer que sou a mulher mais feliz desse mundo, tenho uma familia perfeita e o filho que pedi a Deus. Não sei qual foi o proposito de Deus quando tempo que perdi meu 1º bebe, mais hoje sei que naquele tempo não teria a maturidade que tenho hoje para lutar e vencer todos os obstáculos que tive na vida. Enzo Gabriel, é a razão do meu sorriso.



Abaixo está o  link do meu depoimento quando estava grávida :

http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2013/10/ana-paula-gravidissima-conta-seu.html

Teresa abre o coração...

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Somos diabéticas (ela há muito mais tempo q eu), usuárias de bomba, mães, cristãs,blogueiras e temos os mesmos ideais...

Foi a partir de uma carona que ela me deu (moramos próximas) que passei a ser amiga da Teresa. Hoje conto muito com sua amizade, pois por termos a mesma linha de pensamento (mesmo qdo discordamos) nos entendemos. Ela foi a pessoa que me inspirou a querer mudar, a ser menos ansiosa, ainda ñ sou como gostaria, mas estou a caminho de...

Hoje publico aqui algo que ela publicou no blog dela, AMEI o texto e me identifiquei totalmente. gozem dessa leitura.

"Você tem diabetes? Pelo menos não é...

Mas veja...., ele(a) sofre muito mais do que você que só tem diabetes"

Eu não farei um concurso aqui de quem tem a pior doença ou a vida mais sofrida. Eu concordo que existem muitas coisas piores do que diabetes, com muito mais sofrimento, com muito mais dor, com tratamentos muito mais difíceis e mais custosos, com muito mais limitação.

Porém, para mim, saber disso não alivia em absolutamente nada o meu sofrimento, a minha dor. Só eu que sei o que é furar o dedo 10 vezes por dia. Só eu que sei o que é uma hipoglicemia no meio de uma reunião muito importante ou enquanto estou dirigindo ou quando estou sozinha em casa cuidando da minha filha. Só eu que sei o que é ter uma hiperglicemia que me deixa tão fraca que a única vontade que eu tenho é de ficar deitada na cama, só que não posso porque preciso trabalhar. Só eu que sei a luta que enfrento todo santo dia para fazer o que o meu pâncreas deveria fazer por mim e não faz.

Cada um sabe onde o seu calo dói e o sapato aperta.

Não, não sou deprimida. Sim, eu aceito a minha condição de ser portadora de diabetes. Aceitei isso há muitos anos. Sou bem resolvida. Só peço que não faça comparações. O que eu preciso é de apoio e não de julgamento. O que eu preciso são palavras de afirmação, de encorajamento para enfrentar as minhas lutas diárias, como qualquer outra pessoa.

Que possamos olhar para o nosso próximo com muita graça, com amor, sem julgamento. Que possamos estar dispostos a ajudar o nosso próximo, seja com palavras ou com ações. Que possamos nos preocupar com os sentimentos daqueles que nos cercam."

Fonte:http://www.diadiadiabetes.blogspot.com.br/2014/03/o-sentimento-de-uma-diabetica.html

Diabética Tipo II e teve parto natural

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Olá! Me chamo Viviane Gomes de Ornelas, tenho 28 anos, atualmente sou dona de casa, sou diabética tipo II há 6 anos, tomo Insulina NPH, 16 unidades divididas em 3x por dia. Não faço contagem de CHO, mas me controlo bem...

Sempre quis ser mãe e planejei minha gravidez (dentro do possivel), engravidei com 28 anos.

Quando engravidei minha DM oscilava, tive um pico de 330 mg/dl ,isso foi no inicio, depois não passei dos 200 mg/dl, geralmente estava na casa dos 150mg/dl. Nos primeiros 4 meses foi dificil de controlar, no fim da gestação ficou estavel entre 98 e 120mg/dl.

Eu,grávida.

Fiz o meu pré natal aqui onde resido em Iracema/CE no Posto de Saúde da familia. Meu pré natal, foi um pouco complicado, no inicio eu parei de tomar remédio para o diabetes, na cidade onde morava( sitio) disseram-me que eu deveria parar de tomá-lo por conta da gestação.No 7º mês de gravidez , mudei pra cidade e a partir dali passei a tomar a insulina. Levei uma bronca! Me disseram q tive sorte, pois se eu não controlasse minha alimentação poderia ter acontecido o pior com minha filha, não fiz o tratamento corretamente, fiz o que fui instruida e me dediquei dentro do que sabia...

Minha filha cresceu normalmente,abdiquei de muitas coisas q eu gostava,pão, bolo, massas em geral eram minha perdição, mas reduzi praticamente a nada...

Eliminei tudo aquilo que nós diabéticos sabemos que eleva a glicemia, tinha medo de que algo ruim pudesse nos acontecer,por isso dei o meu melhor.

Recebi acompanhamento semanal, o que me dava mais segurança na gestação... Deus foi tão bom comigo que colocou um anjo em minha vida: minha sogra, ela sempre cuidou de mim desde o inicio da minha gravidez... Sou grata á ela também.

Com 6 meses tive infecção urinaria, cheguei a ficar internada por 2 dias para sanar a infecção, tomei remédios e a infecção se foi, graças a Deus tudo correu bem.

Realizei todos os exames necessários, todos mostravam q a bebê se desenvolvia bem. Engordei pouco porque já tinha sobrepeso, durante a gestação meu peso subiu em apenas 4quilos. Depois q ganhei nenem não perdi mais do que o q tinha ganhado na gravidez.

Fiquei tranquila, aguardei o tao sonhado momento, fui internada no dia 20-08-13, a data prevista para parto era dia 22, mas fui informada no hospital que me internariam por precaução por se tratar de uma gravidez de alto risco, me disseram que fariam uma cesárea nos dia 25/08. Diante das informações fiquei apavorada, então pasmem...Entrei em trabalho de parto minutos depois! Foi um misto de sentimentos... Resumindo:passei por 13 horas de dor, até que Camilly nasceu, tornando o meu maior sonho realidade, ser mãe.

Camilly Vitória, é o nome que eu escolhi pois gosto de Camilly e Vitória e decidi juntar os dois. Ela nasceu pesando 3.150g e com 48 cm de comprimento, com idade gestacional de 39 semanas e 2 dias.
Camilly e seu charme.
Só amamentei por 2 semanas pois não formei bico e ela tinha boca e nariz muito pequenos, então como meus seios eram grandes demais, ela não conseguia mamar e respirar ao mesmo tempo (explicação da pediatra).

Minha Gestação foi muito satisfatória pois me cuidei bem. Quando eu fui internada pra dar a luz, fiquei no quarto com mais 5 diabéticas, delas fui a única com melhor situação e q teve parto normal.

Nós duas.

Pretendo sim ter mais um bebê, daqui uns 7/ 8 anos, mas pretendo me organizar bem antes (o marido não concorda muito,diz que dá muito trabalho, mas até la convenço ele kkk).

Ser mãe dá trabalho, mas a emoção de ver um ser pequeno rindo pra vc querendo seu colo,crescendo e evoluindo é bom demais. 

Se você deseja vá em frente!Planeje, cuide-se, faça todos os exames possíveis, não deixe q pessoas te deixe para baixo.Lutei até o fim e hoje sou a mãe mais feliz do mundo, faria tudo de novo...

Papai e filhinha.

Essa é minha história, uma mulher q sonhou acreditou e conseguiu,sendo hoje uma mulher q mesmo com seus problemas, venceu mais essa batalha. Sei q ainda tenho muito a vencer, aliás nós temos...Mas o segredo é lutar. Então:Lute!

Camilly e suas poses.

Diabético tem cheiro exclusivo? Pode ser que tenha...

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Ontem onde eu cheirava em mim,tinha o cheiro da essência da minha vida, o cheiro daquela q literalmente me dá forças pra viver... Gente q cheiro! Adivinhem só do que... Chega de frescura... Eu estava fedendo a insulina.

Algumas amigas disseram que insulina fede a : criolina, porco,tinta guache... E vc acha q fede a que?


Macetes de Mãe Diabética

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Todas as vezes q meço a glicemia com o Davi por perto, dou o potinho de fitas na mão dele para que o mesmo se distraia e me deixe fazer o dextro sossegada, depois pego o pote e aguardo no kit. Há dois dias, medi e esqueci o bendito pote nas mãos dele.

Conclusão: O potinho desapareceu e eu ñ tinha noção de onde poderia estar. Meu marido limpou a casa, procurou e ñ encontrou...

Obs: 3 dias depois meu sobrinho de 2 anos encontrou o pote embaixo da máquina de lavar srsr

Ele está há 10 minutos calado ,virando pra lá e pra cá a caixinha de fitas (dextros)...

Pensamento confidente (mãe e suas frustrações)

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Desabafo...

2 meses de academia e de dieta ñ tão assídua. Era para perder 9 quilos, e até agora perdi 1.8kg apenas, era uma meta de 2 a 3 quilos por mês, e em 2 meses perdi menos de 2 kgs. Estacionei, me dediquei menos a dieta, diminui nas idas pra academia pois quem ficava com o Davi ñ pôde mais ficar. Continuo firme nos dextros, contagem de CHO, meu cotidiano diabético de maneira geral é regrado. Só q bate aquela frustração...vc sabe q poderia melhorar, mais com a atual correria ñ consegue, sente-se péssima com relação ao seu corpo ...Mais são tantas coisas pra resolver e acontecendo juntas q dedicar-se á estética do seu corpo se torna mais uma árdua responsabilidade. E vc se pergunta qdo fará de fato isso... Vc se sente mal, as pessoas comentam e por mais q vc diga q ñ liga pro q dizem, liga sim...


Então ontem decidi pensar acerca disso tudo, vi q terei q dar tempo ao tempo, ñ tenho empregada e nem uma diarista, os serviços domésticos são feitos por mim, o máximo q tenho é um marido q me ajuda.Tenho exames pra fazer, médicos pra ir( isso tb para os filhos), tenho um bb, uma filha especial (graças á Deus existe minah tia neste quesito em minha vida), dois empregos,blog, diabetes,família,casamento e bláblá... Se com tudo isso consigo cuidar bem do DM e de certa forma do restante, preciso apenas manter o peso e tentar ñ engordar... 


Não sou a Mulher Maravilha, sou a Mulher Polvo, tentando com seus tentáculos fazer do meu e do cotidiano alheio algo mais gostoso de viver...




A maternidade chegou em minha vida aos 35 anos

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Sou Elisângela tenho 35 anos e há 28 anos sou DM1.
queFiquei pensando em como fazer este depoimento para o blog da Kath. Mas sei como é importante contar um pouco de nossa experiência relacionando diabetes e gestação. Quando decidi engravidar comecei procurar na internet informações acerca de diabetes tipo I e gestação e fiquei admirada por não encontrar muita coisa. Achei mais sobre diabetes gestacional. 
Procurei um endocrinologista e um ginecologista e obstetra. O endócrino disse que eu deveria ter engravidado quando era mais jovem e o obstetra disse que não fazia pré-natal de mulher diabética. Fiquei chocada e frustrada, assustada também. Procurei outro obstetra que disse pra eu ficar calma, que eu não era um extraterrestre e que ele faria meu pré-natal caso engravidasse. Em novembro de 2012 eu fiz o teste de gravidez e deu positivo. Mas tive um sangramento constante tipo borra de café, mesmo seguindo recomendações de repouso, sofri um aborto espontâneo no início de dezembro de 2012 com sete semanas de gravidez. Foi horrível! Senti uma impotência terrível, senti culpa, medo, dor. Vivi meu luto, mesmo o médico dizendo que aquela era uma seleção natural, e não pelo diabetes. Ele pediu um prazo de três meses pra iniciar as novas tentativas e foi isso que eu fiz, mas de uma forma diferente. Apesar da tristeza e dor pela perda nunca me revoltei contra Deus. Eu me apeguei no pensamento de que Deus deu seu Filho Único para que fosse sacrificado, sem merecer, por nós. Por que Ele me pouparia de sofrer, sendo humana, falha? Ele me fortaleceu e sustentou!
Fiquei três meses tomando anticoncepcional e em março de 2013 eu parei. Mudei de endócrino e continuei com o obstetra. Em maio descobri meu “positivo”. Já estava tomando ácido fólico bem antes de engravidar, as vacinas já estavam atualizadas. Eu estava tomando Insulina NPH e Regular. Durante os primeiros meses tive alguns picos de hipoglicemia e hiperglicemia. Optei por não comentar a gravidez com praticamente ninguém. Fiz um propósito com Deus e desde que descobri que estava grávida, ungia minha cabeça, coração e barriga com azeite consagrado na igreja.  Sempre determinei que poderia ter menino ou menina, mas que nascesse com muita saúde. Mas no fundo de meu coração que Deus me desse uma menina, pra poder vestir com roupas de lacinhos, babados, e poder brincar de bonecas. Isso se confirmou na minha ultrassonografia morfológica com 18 semanas. Quando Dra Juliana disse que era uma menina perguntei: “É o quê????” Ela disse: “Menina”. Nossa, quanta alegria!!!


Gravidez
Mas as glicemias não estavam ajudando. Tinha hiperglicemias e as vezes hipos severas. O endócrino sugeriu a mudança para Lantus ou Levemir e Novorapid ou Apidra. Eu mudei, e passei a monitorar frequentemente, diversas vezes por dia e noite. Passei também a fazer a contagem de carboidratos. Com isso a glicada foi reduzindo e o controle melhorou consideravelmente. Nas consultas com o obstetra tive algumas alterações na pressão arterial e ele achou melhor eu fazer uso de metildopa pra evitar problemas futuros. O estado emocional e stress contribuíam para aumento da glicose e pressão. Não tive ganho de peso excessivo, apesar de já ter engravidado  com sobrepeso (não recomendo). Então no meu trabalho, só anunciei a gravidez com seis meses e logo depois pedi o afastamento. 

Não tive em momento nenhum, infecção de urina (tomava muito líquido, água, sucos de frutas, leite e parei com refrigerantes e evitava café). Mudei o adoçante para à base de sucralose.  Comia frutas, verduras, muita fibra que regulou o intestino. Também não tive anemia. E o que não estava muito legal, foi entrando nos eixos, como hemoglobina glicosilada, frutosamina, pressão arterial entre outros.

 Até a 33ª semana estava tudo perfeito, peso e tamanho do bebê, líquido amniótico, tudo em harmonia. A partir daí, tive polidramnia (volume de líquido amniótico aumentado). O bebê com 36 semanas, era compatível com um bebê de 38 semanas. Fiz várias ultras, semanalmente e cardiotoco, para ver se havia sofrimento fetal. Mas tudo estava caminhando bem. Estava com a barriga enorme e pés inchados. Resolvi deitar com as pernas sobre almofadas para ajudar a desinchá-las. Percebi um líquido saindo. Fui ao banheiro e percebi um pouco de sangue. Tentei manter a calma e chamei minha Mãe e pedi que ela chamasse meu esposo. A bolsa da nenê já estava preparada e a minha quase...rs. Fui para o hospital, achando que de repente ainda pudesse voltar pra casa com meu barrigão... Quando chagamos ao hospital, cerca de 30km de casa, o vazamento aumentou, fui ao banheiro e saiu muita água. Minha bolsa rompeu...Meu obstetra, justo nesta semana estava viajando e eu nem sabia por quem seria atendida. Quando fui chamada no plantão obstétrico, reconheci a médica. Ele havia feito 99% das minhas ultrassonografias e já conhecia minha história. Tive um certo alívio. Meu marido e minha Mãe estavam me acalmando também. Após ser examinada, ela disse: fique deitadinha aí que eu vou reunir a equipe pra te levar pro centro cirúrgico. Tentei manter a calma. Já no Centro Cirúrgico, aguardando a pediatra, comecei a me preocupar com a possibilidade de ter uma hipoglicemia. Com isso a pressão também se alterou, mas tudo foi controlado e minha Vitória chegou de parto cesárea, já que não tive dilatação (queria muito parto normal). Minha Ana Vitória, amada, desejada, após muito esforço para obter um bom controle nasceu! Nasceu com 36 semanas e meia.

Ana Vitória
Sofri ao ver minha pequena tendo seus pezinhos furados para monitorar a glicemia. Ela também teve policitemia, que é aumento de glóbulos vermelhos no sangue e surgiu uma bactéria, que precisou ser combatida com antibióticos. Fiquei mais 9 dias com ela na UTI Pediátrica. Período difícil e sofrido, mas passou. Graças à Deus estamos em casa, ela completará dois meses dia 24 de março. Nossa Princesa já foi apresentada ao Altar do Senhor e agradecemos a Ele por esse Presente Precioso!

estou amamentando, exclusivamente. Minha filha está tendo um desenvolvimento perfeito em estatura e peso. Tenho ficado muito atenta às glicemias, monitorando sempre para evitar as hipos. Amamentação e DM é possível com os devidos cuidados. É um momento meu e dela, enquanto ela supre suas necessidades, eu a vejo se desenvolvendo e olhando pra mim com aqueles olhos lindos e me enchendo de alegria e prazer.
Eu, Ana Vitória e meu esposo
O Blog Diabetes e Você me ajudou muito e vi a necessidade de mais pessoas contando suas experiências.


Decidi escrever o depoimento para confirmar que uma mulher diabética, fazendo um bom controle e tendo uma boa equipe acompanhando, pode sim realizar o sonho de ser Mãe! E dividir a experiência com erros e acertos pode ajudar outras pessoas!
Nós e minha mãe, um dos alicerces da minah vida.

Eu, marido de uma diabética

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Um ano, 12 meses se passaram desde o primeiro post que fiz aqui, confesso que não gosto de escrever, tão pouco de me expor, Kath é oposto de mim...

Dou apoio ao blog dela, apoio de não criticar, de dar ânimo, mas não sou participativo, sei que ele ajuda muitas pessoas, mas deve ser aquele ditado né? Santo de casa ñ faz milagre.

Enfim, como prometi que escreveria aqui em algum momento novamente cá estou.

Convivi com uma mulher não diabética, confesso que a vida era um pouco mais fácil, sem hipos, hipers,exames,médicos e sem a piração de hemoglobina glicada... Até que depois de 5 anos juntos a Diabetes veio e mudou nossas vidas. Tivemos que aprender a reviver, não por que o DM limita mais por que simplesmente não dá pra negar que certas coisas mudam. 

Passei a preocupar com a alimentação da Kath, se ela mediu ou não a glicemia, se foi ao médico, o que o médico disse, se ta com hipo, hipers... Enfim, não posso negar que nossas vidas mudaram, vi os 2 lados da moeda, o de ter uma esposa sem Diabetes e de ter agora uma esposa DM e saber que agora nossa vida será assim.

Tem hora que ainda me desespero, ao vê-la “presa” á tantas regras, ela pode encarar tudo numa boa, eu ainda não consigo, não sou conformado. Sabe quando uma pessoa anseia que algo sobrenatural aconteça? Este sou! Queria mesmo de verdade que minha fé alcançasse um “milagre” pra ela. Quem sabe um dia aconteça, enquanto não ocorre fico aqui com estes meus pensamentos. Poderia ilustrar as mil maravilhas, mas pra mim não é, confesso que  acho a vida de um diabético de total superação todos os dias.

Como disse no outro post: Enfim, sou casado com uma diabética, que me faz muito feliz, discutimos nos desentendemos como todo o casal, mais me orgulho da esposa que tenho. Sem hipocrisia.

A gestação dela foi muito querida, desejada, demos o nosso melhor durante todo este período,fiz questão de estar com ela em todos os exames e consultas, brinco que posso ser um consultor das grávidas diabéticas, passei a entender todos os termos da doença e alguns da gestação. Sei que este é um momento que muda toda a vida de uma mulher, mas confesso que não foi fácil. Ela fazia mais de 10 medições, contava carboidratos, caminhava, ás segundas estava na obstetra, quartas na endócrino, sextas quando tinha exames estávamos no laboratório, ela ficava observando tudo o que comia por conta das glicemias, se ia ou não subir, até que eu a achava tranqüila, eu que só estava na retaguarda ás vezes surtava com tantos controles,ainda mais que Kath é extremamente perfeccionista.

Se ela apenas se mexesse na cama de madrugada eu dava um pulo corria e pegava o glicosímetro...Gente eu pirei!Estou falando isso por que foi minha experiência e não pra desanimar ninguém.

Até o sexto mês eram apenas consultas comuns no pré-natal e endócrino,até que ela teve contração e dilatação precoce, teve que fazer repouso e tomar medicamentos, brigávamos por conta do blog, eu queria que ela parasse com este propósito de relatar a gestação aqui e relaxasse mais, mas não tinha jeito, as médicas chamavam a atenção dela e no outro dia ela estava colada no computador.

Quando a obstetra deu uma liberada, fizemos um ecocardiograma fetal que acusou uma alteração no coração do Davi, daí foi outro estresse, dias sem dormir e chorando, decidimos que viveríamos aquilo sozinhos sem dizer á ninguém, fizemos mais 2 exames, e com o apoio de uma ótima especialista que a obstetra indicou, vimos que o Davi teria um pequeno problema mais não sabíamos qual, tínhamos que esperar o nascimento.

As glicemias até que foram ficando numa boa, ela usou seringa e caneta até vir a bomba , confesso que depois dela passei a dormir, morria de medo dela ter uma hipo noturna e não voltar, o sensor nos salvava.

Daí veio o colestrol,tireóide,hipertensão alterados... Deus do Céu! Mais esta?

Eu estava ficando doido,sem exageros, morria de medo de perder minha mulher e filho. Ela lia muito sobre gravidez e diabetes, tinha amizade com mães diabéticas,conversava com os profissionais, porém tem coisas que a gente sente que independe de tudo isso, as vivências e experiências dos outros nos ajudam,mais cada um é cada um.  Cada história de superação a encorajava,isto era bom,bom de verdade, só que não vou levantar a bandeira e dizer que tudo são flores por que não é não, gravidez e diabetes exige muito da gente, psicologicamente, financeiramente e fisicamente... Eu conheci meus limites na gestação da Kath.



Davi nasceu, vi meu filho sair da barriga da mãe e ficou 9 dias na UTI... Sabia que era o melhor pra ele, mais doeu muito vê-lo ali.Teve dificuldades pra respirar e seu coração precisou ser observado.

Depois que o Davi chegou meu foco mudou, confesso que “tirei férias” da diabetes da Kath, eu precisava disso, parei de perguntar das medições, exames e etc. Me preocupava mesmo com as hipos na amamentação, mais por medo de algo acontecer com o Davi durante este momento. Meu foco era ele,ela me cobrava atenção e eu sabia que poderia dar, porém queria “férias”. Quando ela tinha hipo me dei o direito de surtar. De novo aquele corre-corre com açúcar, com o aparelho de medir. Socorro! Sabia que não era culpa dela, mas queria meu espaço por um momento. Queria minha vida sem diabetes um pouco.

Passei a me culpar por isso, eu era a única pessoa que ela tinha, a família dela é alheia á esta situação, a minha é leiga, era justo ela sofrer sozinha? Não! Depois de alguns meses fui voltando á órbita e aos poucos me reinteressando, perguntando de tinha feito as medições, como estava a bendita glicada...Mas as hipos ainda me incomodavam, tentava me segurar,mas ás vezes não conseguia e  discutíamos.


Era casa pra ela cuidar, bebê, diabetes, médicos,exames,família, confesso que em alguns momentos tive dó dela, então passei a ser mais participativo. Vitoria mudou muito, passou a dar menos trabalho e isso nos ajudou muito, tivemos que nos reorganizar. Davi foi um bebê extremamente chorão, melhorou muito de uns meses pra cá, ela não dormia, estava sempre exausta, mais não largava o computador. Ai meu Deus! Tinha que brigar com ela, cansei de perguntar pra ela quantas diabéticas faziam aquilo que ela fazia, numa correria com casa,bebe pequeno,diabetes e o momento que tinha pra descansar não saia da internet por conta de um firme propósito em ajudar outras diabéticas, ela mesmo via que com filhos pequenos e diabetes as amigas sumiam,mas ela queria estar lá.


Hoje o Davi não é mais chorão, está na época de descobrir as coisas, Vitória não tem ciúmes é participativa, eu sou um pai presente e também dono de casa, Kath voltou a trabalhar se envolveu em projetos sobre diabetes e para que não brigássemos mais criamos limites para isso. Me reorganizei e voltei a ser participativo na questão Kath e diabetes, e é de verdade que participo.

Queremos um outro filho pra daqui alguns anos,queremos curtir mais o Davi e também descansarmos de tantas idas aos médicos,espero não ter nenhuma surpresa antes de 5 anos rsrsr

Gravidez e diabetes é possível sim, somos provas disso,só que temos que nos dedicar,se preocupar, ter médicos capacitados.Acho que a Kath fala isso melhor que eu, não vou me estender mais.

Enfim é isso.






II Encontro de Mulheres Diabéticas de São Paulo.

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Está chegando o grande dia!!!
Dia 29/03 será II Encontro de Mulheres Diabéticas de São Paulo.
No convite há maiores informações. Para inscrever-se clique:
https://docs.google.com/forms/d/1aAmqm9nl49Q27HyF98_iF6wWVjuSK8LIyPfaE4NeRMA/viewform
Para compra da camiseta R$20,00 ( a compra ñ é obrigatória) favor entrar em contato por meio do e-mail: adiabeteseeu@gmail.com.



Modelo da camiseta- Bbay Look e Camiseta comum P,M e G


Nasci pra ser mãe! E lutei por isso!

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Mais um depoimento para nos provar que vontade,controle e informação ajudam em uma gestação diabética.

"Meu nome é Vívian, tenho 28 anos, curso faculdade de Psicologia e vou começar dizendo que nasci para ser mãe. Carrego esse sonho comigo desde sempre, desde pequenina, quando brincava com minhas bonecas e as chamava de filhas. Sempre disse: quero e vou ser mãe! À medida que fui crescendo, esse sonho foi aflorando em mim - ficava alucinada quando via mulheres grávidas, e bebês me encantam e me emocionam. Sou diabética tipo I desde os 15 anos. Comecei fazendo uso das insulinas NPH e Regular; anos depois, troquei a Regular pela Humalog; ao engravidar, usei a Lanthus e Humalog. Quando meu bebê estava com 3 meses de vida, ganhei a bomba da Roche e, atualmente, vai fazer um ano que a uso. Ao receber meu diagnóstico, pensei que meu sonho de ser mãe nunca poderia ser realizado. Meu mundo acabou e eu só conseguia focar no lado negativo. Tive um namorado que me abandonou por causa do diabetes. Tive uma sogra que me disse que queria netos e eu não poderia lhe dar por causa do diabetes. Mas eu queria ser mãe. E seria. Em 2011 conheci o genitor do meu filho. Namoramos um tempo e como ele disse que também queria um filho, planejamos a gravidez. Passei a ler tudo a respeito do assunto: a gestação da diabética, gravidez de risco, como deveria estar o controle, qual o melhor tratamento etc. Procurei mulheres diabéticas que já haviam engravidado para saber suas histórias, conversei com as minhas médicas e tirei todas as minhas dúvidas. Fiz o pedido da bomba de insulina e aprendi a fazer a contagem de carboidratos. Passei a fazer de 12 a 15 medições diárias de glicemia, mudei minha alimentação com ajuda de nutricionista e abri mão do meu querido vício: a coca-cola light.
Até o quinto mês de gestação, tudo correu muito bem: nada de enjôos, nada de mal estar, nada de cansaço. O pré-natal foi tranquilo, todos os exames dentro do normal. Porém, descobri muitas mentiras a respeito do meu namorado e terminei o relacionamento (e não nos falamos mais até o nascimento do meu filho). Daí para frente, tive duas internações com infecção urinária, variação de pressão e cetoacidose. Na primeira, fiquei internada 15 dias e na segunda, 7 dias. Sozinha, sem namorado, só pude contar com meu pai que me deu muita força, também por ser médico, e com minha mãe, que hoje em dia se encontra aposentada para me ajudar com meu filho e, assim, eu poder retornar à faculdade. No dia 02 de janeiro, logo após o feriado, com 33 semanas, fiz um ultrassom que acusou que meu bebê estava entrando em sofrimento. Minha médica pediu que eu internasse naquele mesmo dia para fazer aplicações de corticóide e a cesárea em 3 dias. E fui às pressas, sem nada preparado, já que ele estava previsto para fevereiro. E chegou o momento. Eu esperava há 8 meses. Ou seriam 27 anos? Eu esperava a minha vida toda por isso: a certeza de finalmente estar a caminho de conhecer a pessoa que viria me renascer. Na sala de parto estava eu, mais uma vez sozinha, só eu e meu bebê - isso me bastava. Meu ex-namorado só viu meu filho duas vezes na vida, quando ele ainda estava na maternidade. Depois que o trouxe para casa, nunca mais soube dele. Sou mãe e pai em período integral, e me orgulho muito disso.
GUILHERME é seu nome. Escolhi a dedo. Significa "o protegido". E como foi protegido por Deus... Gui tinha apenas 5% de chance de sobreviver, segundo a obstetra, mas ele foi forte por nós dois. Meu herói, meu melhor amigo, o homem da minha vida. Guilherme nasceu de 33 semanas, com 1,900kg e 42cm. Ficou 1 mês internado depois que nasceu e não tem absolutamente problema nenhum devido ao fato de eu ser diabética. Hoje, com 1 ano e 1 mês, só me traz alegrias bênçãos. Eu me realizei. Ele é a minha vida! E você, que é diabética e sonha em ser mãe, não desista, porque tudo é possível. Quando você quer muito alguma coisa, você consegue, o universo conspira. Acredite."



Quem tem direito a bomba de insulina?

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Amigos, depois de pouco menos de 5 anos ganhei minha bomba de insulina, entrei com o processo administrativo aqui em São Paulo, recebi um telegrama marcando uma  perícia no Hospital das Clínicas,fiz a perícia um mês depois e indeferiram meu processo, soube disso por meio de um telegrama enviado pela Secretaria Estadual de Saúde.

Alguns meses depois entrei com processo judicial, rolou anos a fio e perdi em três instâncias. 

Novamente tentei pelo administrativo, cinco meses depois fui chamada para perícia no Hospital das Clínicas, recebi o telegrama com deferimento três meses depois e quatro meses mais tarde, recebi outro telegrama me informando que poderia ir pegar minha bomba e insumos no endereço indicado.

No dia seguinte pós telegrama estava eu na fila para pegar minhas coisas, recebi uma bomba da Roche, sem aplicador (isso eles deveriam ter me enviado, como eu colocaria a bomba?Tive que comprar) e sem o smart control, sabia que isso aconteceria, trabalhei meu psicológico e agarrei esta oportunidade com unhas e dentes.

No dia seguinte marquei com a Melissa representante Roche e no consultório da minha médica colocamos a bomba, não tive dificuldades para aprender a mexer nesta, já que tinha tido uma experiência com a Medronic, onde poucas coisas se diferem.


Dia da instalação da bomba, com Melissa e Dra. Laura minha endocrino.

Depois que postei que peguei minha bomba muitas pessoas tem me perguntado como conseguir a sua, a partir dai disponibilizo este link onde numa postagem anterior explico como fazer isso.

http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2013/04/como-solicitar-bomba-de-insulina-e.html

Abaixo segue o texto de uma grande amiga, diabética e advogada:  Dra. Débora Aligieri, ela explica no sentido legal como conseguir sua bomba, lembrando que este texto serve para norteá-lo legalmente, o link acima te instruirá como dar entrada via  processo administrativo para conseguir sua bomba de insulina, uma postagem complementa a outra, importante ler ambas.

A partir de hoje 02/03/2014 á 07/03/2014, nos colocaremos a disposição para responder quaisquer dúvidas a este respeito pelo e-mail abaixo: kathpaloma@hotmail.com,  no dia 11/03/2014 farei uma postagem com todas as respostas feitas á nós neste período, lembrando que depois desta data não responderemos mais perguntas.

"Quem tem direito à bomba de infusão de insulina? Pela Constituição Brasileira, todo diabético que dela necessite para cuidar de sua saúde

Saúde é o completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças e outros agravos. É a condição dapessoa desenvolver suas atividades pessoais e sociais sem nenhum problema com seu corpo.

Na Constituição Federal Brasileira está escrito que a saúde é umdireito de todo cidadão e um dever do Estado, que deve garantir aos cidadãos o acesso às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde, e também deve prestar assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica, fornecendo gratuitamente os tratamentos e os medicamentos necessários à saúde dos brasileiros.

O acesso aos serviços de saúde e à assistência farmacêutica deve ser garantido de forma universal e igualitária (para todas as pessoas sem distinção), porque todos são iguais perante a lei e porque a Lei do Sistema Único de Saúde (SUS) afirma que todos os brasileiros, ricos ou pobres, devem ser atendidos sem nenhuma diferenciação.

O fornecimento de tratamentos de saúde e de medicamentos acontece por meio de protocolos clínicos, nome genérico dado às leis que dizem quais são os medicamentos e tratamentos que deverão ser distribuídos para cada doença.

O “protocolo” do SUS de diabetes contem apenas os dois tipos mais antigos de insulina: NPH e Regular. Processadas com tecnologia de 1936, essas insulinas, em grande parte dos casos, não garantem o tratamento adequado da doença.

Em São Paulo, o tratamento público de diabetes está previsto em lei estadual de diabetes, que diz queo SUS deve garantir para todas as pessoas que residem neste Estado o fornecimento de medicamentos, insumos, materiais de autocontrole e auto-aplicação de medicações, e, se necessário, outros tratamentos e medicamentos para o cuidado da pessoa diabética.

Isto significa que, no Estado de São Paulo, havendo indicação médica, com a apresentação de relatório e receita de médico (privado ou do SUS, pouco importa), todo e qualquer medicamento deverá ser fornecido ao diabético.

Considerando que o diabetes mal tratado pode levar à morte precoce do portador da doença, o não fornecimento de tratamento de que o diabético necessita para viver significa desrespeito ao seu direito à vida e à saúde.

Assim, se o diabético (de qualquer tipo) já utilizou os tratamentos e medicamentos fornecidos pelo SUS e mesmo assim não conseguiu o controle glicêmico, deve receber do estado os insumos indicados pelo seu médico como necessários ao tratamento da doença. Isso inclui desde análogos de insulina (lantus, levemir, humalog, novorapid, apidra) e canetas e agulhas para aplicação, até bomba de infusão de insulina (com ou sem monitorização da glicemia intersticial). Tudo depende da necessidade do paciente.

Em geral, os diabéticos só partem para a utilização da bomba de infusão de insulina após tentar a utilização de análogos de insulina e não conseguir o controle da glicemia. Mas toda regra tem suas exceções. Assim, quando o diabético já apresenta sequelas da doença ou é diagnosticado com uma complicação em rápida piora, há médicos que recomendam a mudança do esquema NPH + Regular direto para a bomba de infusão de insulina. Tudo depende da necessidade do paciente.

Concluindo, pouco importa se o diabético é tipo 1 ou tipo 2, se é rico ou se é pobre. Se a bomba de infusão de insulina é indicada pelo médico como o tratamento necessário para garantir a saúde e o bem-estar do diabético, ele tem direito à bomba. Isso é o que diz a Constituição Federal. Saúde é nosso direito, e devemos lutar por ele, todos os dias!

Débora Aligieri
Advogada"