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Finalmente minha Bomba de Insulina chegou!

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26/02/2014
5 anos de espera, de processos, lágrimas,raiva, andanças e gastos...Mas finalmente meu telegrama chegou. Espero q amanhã ao pegar MINHA BOMBA DE INSULINA a Secretaria de Saude de SP não tenha esquecido de mandar nada...
OBS: maridão foi autorizado a abrir o telegrama e mandar a imagem pelo whats, eu ñ aguentei...pedi pra abrir...




27/02/2014
Veio Bomba da Roche ,porém sem smart control...Tudo bem, algumas amigas já haviam me dito q isso possivelmente aconteceria,minha médica me instruiu a pegar...A partir de hj ela será minha nova companheira, como tudo o q tenho, tem nome lhes apresento Be, no feminino, pq vem da palavra Bênção.


28/02/2014
Instalei minha bomba no consultório da minha médica com a representante da Roche.

Gravidez e Diabetes (preparação)

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Todo o texto que vou encontrando sobre gestação e diabetes vou reunindo aqui,já que o foco do blog tem sido este.
Há uns dias atrás Carol uma amiga minha postou este em seu blog,curti e compartilho com vocês.


10 Coisas que você Precisa Saber sobre gestantes com Diabetes
1 - Todas as malformações que acontecem nos filhos de mães com diabetes afetam órgãos que se formam nas oito primeiras semanas de vida intrauterina. É importante programar a gravidez para que a futura mamãe esteja recebendo o devido tratamento.

2- Caso a mãe engravide sem uma programação, não há motivo para pânico. O medo e apreensão dificultam o controle da taxa de glicemia no sangue. A melhor saída, em todos os casos, é ter confiança, procurar um médico imediatamente e seguir à risca todo o tratamento.

3 - Bebês nascidos de mães com diabetes podem apresentar um maior risco de desconforto respiratório, macrossomia, policitemia com hiperviscosidade, hipoglicemia, malformações congênitas, hipocalcemia e hipomagnesemia, mas o controle glicêmico adequado durante a gravidez evita estes tipos de complicação.

4 - Muitas mães se sentem culpadas e temerosas de que o filho venha a ter problemas por conta do diabetes, atitude que dificulta o tratamento. É preciso ter pensamento positivo sempre. O apoio da família, e em determinados casos, de um psicólogo são importantíssimos nesta fase.

5 - Até o presente momento, não há estudos que comprovem a segurança de antidiabéticos orais, por isso, não são recomendados para realizar o controle de glicemia das gestantes. Mesmo atravessando a barreira placentária, porém em pouca quantidade, a insulina é o método mais eficaz e indicado pelos médicos para manter a glicemia controlada. Mulheres diabéticas que usam medicação oral não devem interromper o seu uso até a consulta médica, que deve ser providenciada o mais breve possível

6 - Independente de o parto ser normal ou cesáreo, a mãe tem que ter uma assistência médica constante, pois a necessidade de insulina diminui após o nascimento do bebê, podendo provocar uma hipoglicemia na mãe.

7 - A automonitorização glicêmica, que é a prática do paciente diabético de medir e regulamentar a sua própria glicemia através de fitas e/ou aparelhos de uso doméstico, é fundamental na época da gestação. Junto ao pré-natal, é importantíssimo que a futura mamãe o realize constantemente, com orientação médica.

8 - A mulher deve ainda ser incentivada a realizar atividades físicas com exercícios próprios para gestantes, como hidroginástica, caminhadas e aulas de alongamento e relaxamento corporal, porém, sempre respeitando seus limites. Mulheres que não costumam fazer exercícios físicos, devem aguardar a orientação do médico sobre o que podem fazer.

9 - É importantíssimo cuidar da alimentação, praticar exercícios e realizar os exames recomendados, como fundo de olho e microalbuminúria a cada trimestre da gestação, de acordo com a indicação médica.

10 - Na hora de escolher entre o parto normal ou a cesárea, a decisão é da paciente, que pode tirar dúvidas com o médico obstetra. A escolha do tipo de parto vai depender bastante do estado de saúde da mãe e do controle do diabetes. Por isso, há necessidade de uma assistência médica constante, de preferência com um obstetra especializado em gestações de alto risco. Cada vez aumenta o número de partos bem sucedidos de gestante com diabetes, com mãe e bebê perfeitamente saudáveis e sem complicações.

Fonte: www.endocrino.org.br

http://docescontosdeumavidadoce.blogspot.com.br/2014/02/o-texto-que-eu-queria-ter-encontrado.html

Pâncreas artificial em grávidas com diabetes

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Pesquisadores da Universidade de Cambridge demonstraram, pela primeira vez,o potencial de um pâncreas artificial em grávidas com diabetes tipo 1. Espera-se que ele possa reduzir drasticamente os casos de natimortos e as taxas de mortalidade entre gestantes portadoras desta condição no futuro.

A pesquisa publicada no Diabetes Care, coordenado pela Dra. Helen Murphy, do Departamento Clínico de Bioquímica da Universidade de Cambridge, e colaborado pelo grupo do Dr. Roman Hovorka, do Instituto de Ciências Metabólicas, avaliou a performance do pâncreas artificial ou sistema “closed-loop insulin delivery system” em dez grávidas com diabetes tipo 1.

O estudo mostrou que este dispositivo é capaz de fornecer automaticamente a quantidade correta de insulina, no tempo certo, além de manter os níveis de glicose dentro do normal e prevenir a hipoglicemia noturna - tanto nos estágios precoces, quanto no final da gestação. Este sistema foi criado com a combinação de um monitor contínuo de glicemia e de uma bomba de insulina, os quais já são usados separadamente por muitas pessoas com diabetes tipo 1.

Outros estudos já demonstraram a melhoria do controle glicêmico em crianças com diabetes tipo 1 com o uso do pâncreas artificial, mas este é o primeiro a aplicar tal dispositivo em grávidas com a doença.

A gravidez aumenta os riscos de uma mulher diabética, uma vez que as mudanças hormonais tornam o controle da glicemia mais difícil, principalmente durante a noite. Bebês de mães diabéticas têm risco cinco vezes maior de natimortalidade, três vezes maior de morrer nos primeiros meses de vida e duas vezes maior de malformações congênitas. Duas entre três mães com diabetes pré-existente têm diabetes tipo 1. A hipoglicemia na gravidez é a principal causa de mortalidade materna.

Fonte: Blog Saúde com ciência. "Pâncreas artificial em grávidas com diabetes". Por Renata Fraia. http://bit.ly/1aVP78S

As informações acima têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física, cirurgiões-dentistas e outros especialistas.

Prêmio Top Blog 2013: Estamos concorrendo!

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Pessoal, quem puder e quiser por favor votem em meu blog Diabetes e Você ( Categoria Saúde) estamos concorrendo no Prêmio Top Blog 2013! 

Dá pra votar por e-mail e pelo Facebook! 


Atenção: Você pode votar 1 vez por email e 1 vez por Facebook.


Para votar clique neste link:

http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=112457

Conto com voto de vcs!

Davi: Meu anjo da guarda

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Há um mês atrás estive no pediatra e lhe disse q Davi ainda acordava de madrugada, eu não achava normal um bb de 6 meses acordar tanto assim.Após algumas técnicas ensinadas pelo medico Davi passou a dormir muito bem.Fiquei bem feliz com isso. Porém tem 30 dias q noto q em dias isolados ele tem acordado ,cuido e ele continua chorando ,até q sem sucesso o entrego ao pai e vou medir minha glicemia e adivinhem só...hipo severa.Chupo bala ,o pego no colo ,acalento e ele volta a dormir.

A maioria das minhas hipos são assintomáticas,senti-las de madrugada é quase impossível...Meu filho tem sido meu anjo da guarda... Nos dias em q tenho hiper ou a glicemia está normal ele continua dormindo...



Ultrassom 4 D para uma diabética

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A cada 20 dias eu fazia ultrassom, quinzenalmente estava na obstetra até que nas ultimas semanas da gravidez passei a estar lá toda a semana,aliás minha rotina era toda a segunda ás 7 da manhã obstetra e as quartas as 9 da manhã endocrino. Foram mais de 2 meses assim, o cobrador do ônibus virou até meu amigo, na obstetra Anderson sempre ia, na endocrino este ia conforme dava, ele foi muito presente na minha gestação. Tivemos um ao outro, não pudemos contar com família, todos achavam que eu era hipocondríaca por viver em médico e me criticavam,  não curtiram a gravidez, só curtem hoje o Davi que foi produto final. Por isso minha equipe médica foi tão importante pra mim, me ajudaram muito.

Como já disse aqui além do DM tive aumento na tireóide, liquido amniótico, percentil do Davi alterado, hipertensão, dilação e contração precoce assim os cuidados eram redobrados. Amava quando a médica colocava o aparelho na minha barriga para escutar o coração do Davi, ele pulava se mexia, era lindo demais, fazer ultrassom então... era um presente.

Minha médica me indicou um laboratório que confiava e um amigo dela Dr. Marcio Pires especialista em Gestação de DMs da USP, eu era atendida num bom laboratório e com um ótimo médico, dialogavamos enquanto ele fazia o exame, falávamos sobre diabetes e suas experiências na Hospital das Clínicas com DMs. Ele se mostrou pronto para me ajudar quando tive alguns problemas. Quem me ajuda jamais é esquecido...Sempre lembrarei dele com carinho.

Gastei tanto na minha gestação, era remédios  emais remédios,condução de ônibus,gasolina pra carro,estacionamento,alimentação,roupas e etc... Foram dias tensos financeiramente falando, meu sonho era fazer uma ultra 4D mais não tinha como pagar, assim o médico quebrava meu galho e fazia umas fotinhas do Davi, e alegrava meu dia (o plano de saúde não cobria este exame);Minha obstetra não se importava tanto com isso se preocupava mais com os resultados,mas que o Dr. Márcio sabia que isso me fazia bem, sabia que eu precisava saber que meu filho era perfeito, por isso hoje mostro pra vocês duas de algumas 4D que eu fiz.

Ultrasson 4D, não é que o bb qdo nasce se parece mesmo com o q vemos na barriga!Olhem o Davi!

Para saber mais sobre ultrassom 4D cliquem aqui: 

http://brasil.babycenter.com/a2100183/entenda-os-ultrassons-3-d-e-4-d





O que fazer quando não recebo meu medicamento,insulina ou insumos

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Em meu blog, por e-mail e nos grupos das redes sociais sempre leio:

“Tô sem insulina! Fui na Farmácia de Alto Custo e não me entregaram.”

“Não recebi os insumos da bomba, não tem previsão de entrega. Desorganização! Preciso disso pra viver!”

E por ai seguem-se postagens e comentários...

Minha dúvida é: Será que além do famoso escândalo que fazemos no local e das postagens nos grupos vamos procurar os meios certos para reclamar? Reclamamos aos locais e pessoas certas?

Não posso generalizar mas a maioria das pessoas sentam-se na frente do computador pra postar nos grupos mais não tomam a atitude correta em relação á isso. Por isso este post te mostrará o que de fato deve ser feito para que ganhemos força e passemos a reclamar aos órgãos competentes.

Sempre que te faltar insumos, insulinas e medicamentos ligue 136 este é o número da Ouvidoria Geral do SUS.
                                                       

Ligando neste número você também poderá obter informações sobre saúde, fazer denúncias, reclamações, sugestões e também elogios. Para agilizar o atendimento, não se esqueça de ter em mãos o último receituário médico e o cartão do SUS.

Você também pode utilizar a internet entrando no http://portal.saude.gov.br/404.html.

Melhor ainda se você reclamar por telefone e registrar sua queixa no site.

Se a ligação demorar e as músicas ou voz da atendente te irritarem não se rendam, fique firmes e façam suas ligações.

Uma andorinha só não faz verão! Vamos ganhar voz!

É importante salientar que isso não prejudicará, pelo contrário fará com que não só a sua reclamação mais a da população diabética seja ouvida.


Boa sorte á todos nós!


Duplamente Doce: Val e sua filha Sophia são DM1

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Ao longo dessa caminhada com o blog acho que conheço umas 200 mães e/ou grávidas diabéticas, duas delas são DMs1 e suas filhas também.
Foi dialogando com a Val que recebeu o diagnóstico da Sophia a menos de dois anos, que pedi pra que ela escrevesse para o blog, falando da relação dela com o Dm e sobre o diagnóstico da Sophia.
Quantas de nós não temos ou tivemos medo de termos filhos diabéticos?
A Val nos dá uma lição de vida e nos ensina que podemos aprender muito com as dificuldades da vida.

"Sou  Valesca da Costa Abranches,mais conhecida como Val, tenho 41 anos de idade e há 22 deles sou diabética tipo 1, não tenho seqüelas referentes ao mal controle glicêmico e atualmente como parte do tratamento uso as insulinas lantus e novorapid, glifage xr 750 e Victoza.
Vou compartilhar com vocês um pouco da minha vida como DM, ao longo desse texto vocês verão como a vida me surpreendeu...
O meu diagnóstico foi muito difícil, os médicos me perguntavam se tinha algum caso na família e como eu dizia q não, eles descartavam a possibilidade de eu ser DM apesar de eu ter todos os sintomas mais clássicos, muita sede, urina excessiva, perda de peso e pernas inchadas.
Procurei muitos médicos,queria q algum deles me  dessem  explicação sobre o q estava acontecendo comigo e nenhum foi capaz de pedir exame de glicemia (procurei basicamente urologistas e angiologistas).
Até q em uma visita ao oftalmologista, ele percebeu um princípio de catarata em minha visão, me fez perguntas básicas e após as respostas destas, tentou me encaixar numa consulta com endócrino, este estava de férias, sendo assim para adiantar me pediu exames e me encaminhou ao urologista. Sim, foi o oftalmo q desconfiou e descobriu meu DM.
Dia 23/12/1991 fui diagnosticada DM1, o urologista me explicou por alto o q era isso, falando q eu teria q procurar um endocrino e cortar todo açúcar. Naquele mesmo momento procuramos meu tio q era cardiologista e o mesmo conseguiu um encaixe com a endócrino, recebi um monte de informações e a equipe de enfermagem  me explicou como fazer testes e auto aplicação de insulina. Foi com o passar dos q realmente entendi o q era a DM1 e o q ela implicava na minha vida.Passei entender meu corpo e tudo foi ficando mais fácil.
Tenho uma boa relação com o meu diabetes, claro q as vezes me irrito, afinal de contas quem de vez em quando não tem vontade de jogar tudo pro alto? Marido, filhos, emprego, casa... Imagina a diabetes?! Mas no geral não é alguma q me incomoda, o pior são as hipos q as vezes acontecem em horas inconvenientes e a ignorância das pessoas, mas nada q ter sempre doce na bolsa não resolva. Aliás,por falar em doce, há situações em q você está com hipo, pega uma bala e um amigo começa a gritar desesperadamente para q vc ñ faça isso já q é DM e ñ pode ingerir doces... Cenas da vida de um DM né?
O diabetes não me impediu de ser mãe, sou mãe do Thiago que completará 17 anos e da Sophia que tem 5.Tive 2 gestações razoavelmente tranquilas, apesar de nada esperadas, se eu comparar as duas gestações acredito que a mais difícil foi a do meu filho mais velho, pois naquela época não se tinha tanta informação como hoje, nem existia internet no Brasil, então tudo q eu sabia era o q os médicos me diziam e eles basicamente me diziam para continuar monitorando as glicemias q estava tudo bem, as consultas com o endocrino eram semanais, fazia os dextros 6 vezes ao dia. Não tinha idéia dos riscos q as hipos e hipers podem nos trazer, apenas sabia q era importante evitá-las.

Grávida do Thiago e com ele nos braços
Chorei compulsivamente porque uma falha na bateria do glicosímetro fez com que minha glicemia subisse a 345mg/dl... Achava q tinha matado meu filho, hoje acho isso engraçado! Infelizmente, não foram só coisas boas, tive algumas hipos severas, cheguei a desmaiar, convulsionar, passei 24 hs fora do ar até a minha glicemia se normalizar, mas nada aconteceu com meu bebê.
Naquela época eu fazia o tratamento com as insulinas NPH e  R ... E só!!
Além do endocrino, contei com o apoio de um GO q também  era diabético e q portanto entendia tudo muito bem. Na hora do parto estava tudo programado para um parto normal, minha bolsa estourou ás 7hs da manhã, fui para o hospital e lá o médico tentou fazer o parto normal até umas 15 hs, quando ao avaliar a situação o mesmo decidiu q deveríamos fazer uma  cesárea, depois do parto feito descobrimos que o motivo de eu não ter conseguido ter meu filho por parto normal, foram  2 circulares q impediam ele  descesse, mas na época as ultrassons eram muito ruins e ninguém detectou.
Meu mais velho nasceu com 38 semanas, 3,280kg, 49 cm, absolutamente saudável, o que o levou para a UTI foi uma hipo e infelizmente ele acabou tendo  uma infecção hospitalar ficando por lá mais 10 dias.
Com minha filha mais nova foi bem diferente, eu entendia muito melhor a DM, tinha muito mais informação e o tempo todo tive contato com outras gestantes DMs.
Grávida da Sophia e com Thiago
Passei anos tentando engravidar e não acontecia, na época usava lantus e novorapid, descrente que me tornaria mãe, enfim a Sophia veio, minha médica mudou novamente minhas insulinas para R e NPH pela falta de testes em gestantes com outras insulinas na época, além de vitaminas e ácido fólico.
Fazia os dextros 6x por dia também, mais visitas mensais aos médicos, a menos q sentisse algo ou surgisse alguma novidade eu ia antes aos consultórios.
 A gestação foi muito tranquila, o que me assolou mesmo foram as hipos noturnas, porém com o auxilio da nutricionista este quadro foi revertido,  passei a tomar um shake com glicose de lenta absorção (Glucerna).
Ela nasceu de 39 semanas e 2 dias, com 3,480kg e 50 cm. Saudável e com glicemia controlada, optei por uma cesárea para poder fazer a laqueadura, fiquei 2 dias no hospital até estar caminhando normalmente e voltamos para casa sem qualquer problema.
Thiago e Sophia
Falando da relação que o Thiago tem o DM, chega ser cômico ás vezes, quando era pequeno, bastava me ver com hipo que ele corria pra me ajudar, hoje é bem desligado, ás vezes nem percebe q estou passando mal, toda minha rotina já é bem normal pra ele.
Familia
Como lhes disse acima a vida me pregou uma peça e tanto,  me diziam que as chances de uma DM1 ter um filho DM1 era a mesma de ganhar na Megasena, até que... Sophia teve os sintomas clássicos e foi constatado que ela também era DM1, lá me explicaram que era como ganhar na quina da Megasena. A verdade é q existem muitos casos, mas ninguém encontrou um gene responsável por isso.
Contudo, qdo Sophia começou a ter muita sede e a fazer muito xixi, fiquei paralisada. Difícil de explicar, eu podia ter simplesmente medido a glicose dela, mas preferi procurar o pediatra e fazer o exame de laboratório. Claro q eu já sabia a resposta, mas eu queria q algo acontecesse e não fosse isso. O que pra mim não parecia um fardo grande, ao ser colocado sobre os ombros da minha filha parecia algo impossível para ela sustentar, tudo de ruim, todas as dificuldades, as mágoas, as dores voltaram a minha cabeça e inundaram meu coração e eu só conseguia pensar q preferiria q Deus fizesse qualquer coisa comigo, mas a livrasse disso.
Percebi q ser diabética era algo q eu havia aprendido a lidar, mas q também tinha me deixado muitas cicatrizes. Quando o pediatra ( q também é padrinho dela e meu cunhado) viu os resultados quis a levássemos para o hospital para fazer todos os exames e avaliar se ela estaria com cetoacidose. Não foi fácil achar alguma emergência que aceitasse fazer o exame e só conseguimos porque a plantonista fez um favor ao pediatra.
Como na grande maioria dos casos as cetonas estavam altas, lógico! Muita gente não sabe disso, mas a insulina não tem como função apenas controlar o nível de açúcar no sangue, mas também impede q o organismo vá buscar energia nas células de gordura, o q faz no fim das contas faz com que "o sangue fique ácido" (acho q não precisa detalhar o processo químico, basta entender q obviamente não é bom seu sangue ficar ácido).
O exame pode ser simplíssimo porque existem aparelhos q medem os níveis de cetona no sangue muito parecidos com os de glicose, pena q nos hospitais eles não existem, então faz-se exame laboratorial. Alguns médicos dirão q foi excesso de zelo, outros dirão q foi o correto, na prática vejo q poucos médicos teriam tido o cuidado de internar o paciente, mas foi a escolha q fizemos. Ela foi internada na UTI até as taxas de cetonas e oxigenação serem normalizadas e depois ficou mais 5 dias no quarto para tentar inutilmente normalizar as glicemias.
Inutilmente por 2 motivos básicos:
1º Equipe de hospital nenhuma está pronta pra lidar com diabetes!!! Desde a dificuldade das enfermeiras em lhe lidar com as canetas de insulina, até do pessoal da cozinha cumprir com a dieta!
2º Nada em diabetes é feito da noite para o dia, tudo exige conhecimento, calma e paciência. Hipos e hipers são absolutamente normais pq não é um equilibrio fácil, pelo contrário, é delicado e sensível a tudo, atividades, emoções, clima, alimentação e medicação.Tudo isso interfere e  varia de pessoa pra pessoa ,só se alcança um “equilíbrio” com muito conhecimento da doença e de si mesmo.
Bem, uma vez em casa, partimos para a nova rotina, primeiro passo foi encontrar uma endrocrino pediátrica porque o organismo infantil é muito diferente do de um adulto!
A princípio tentamos um tratamento tradicional com canetas de insulina, Lantus e Novorapid, e monitoramento 6 vezes ao dia. Mas apesar de tudo estava muito difícil estabilizar as glicemias e como eu já conhecia o sistema de contagem de CHO e entendia a doença, a médica nos propôs colocar a bomba de insulin na Sophia. Vou ser sincera, a bomba era algo que me assustava e q eu não via tanta utilidade já q não mede as glicemias e nem aplica sozinha a insulina quando necessário, mas a médica me convenceu mostrando os resultados maravilhosos q vinham sendo obtidos em crianças na Europa e EUA.
Sophia em algumas de suas atividades com bomba
Devo dizer q hoje em dia tenho certeza de q foi a escolha certa! Inclusive, assim q possível pretendo passar a usar também, porque o controle não só melhorou muito, como as glicemias ficaram mais estáveis e com menos insulina. Contudo, devo deixar claro q ainda é um serviço bem precário no Brasil, para quem retira pelo governo ou mesmo quem paga particularmente o sistema é ruim, tem dificuldade de abastecimento dos insumos e  estes insumos não são ofertados em lojas e nem pela internet (pelo menos por enqto) tudo é burocrático demais.
As 2 empresas q estão no mercado se equivalem, uma é melhor numa coisa, outra melhor em outra, então na hora da escolha vale a pena testar as duas e avaliar qual benefício te interessa mais.
Bem, eu também queria falar q Sophia se adaptou muito bem a bomba, o maior problema é a escola por ela ainda não ser capaz de fazer a contagem de CHO e aplicar insulina sozinha, mas de resto ela leva uma vida normal, brinca, corre, pula, dança, faz natação, tudo normalmente!!!Com a sua bomba numa pochete q já virou sua marca registrada,Sophia não para um minuto.
Tem uns poréns q fazem parte como por exemplo:  ela reclama de ser docinha, não quer trocar o catéter, sente-se mal quando outras crianças se negma a brincar com ela pela bomba, não quer fazer a dieta...Mas nada q muita conversa não dê conta, no geral, ela é uma criança feliz com uma vida absolutamente normal.
Tive q ir na escola várias vezes conversar com a professora, coordenadora, pedagoga para explicar q infelizmente não tinha escolha, com a bomba, ela tinha de tomar o bolus quando comesse. Mesmo com todo diálogo a escola me pediu para ficar lá durante o tempo q a Sophia estivesse na escola no caso dela precisar, mesmo a instituição tendo eles alegavam q caso alguma criança se acidentasse e a enfermeira precisasse sair, não haveria ninguém pra cuidar da minha filha, então passei meses sentada num banco de recepção, lendo e esperando por ela.


Alguns ítens da Sophia para escola são personalizados
Mudamos de escola e tive de fazer novamente a mesma peregrinação de muitas conversas com professora, coordenadora e pedagoga para conseguir fazer entender a vida da Sophia. Graças á Deus q entramos num acordou...Ccombinamos q Sophia levaria de lanche sempre a mesma quantidade de CHO e a professora daria portanto sempre o mesmo bolus sem ter de medir ou fazer contagem... Claro q as vezes isso causou algumas hipos e algumas hipers, mas solucionou na grande maioria do dias.
Seja qual for a escolha de tratamento é preciso ter em mente q tudo tem seus contras, q nenhum tratamento é perfeito, q obstáculos aparecerão, mas q tudo pode ser controlado com paciência e conhecimento.
Agora estamos enfrentando outro problema q é a doença Celíaca, semana q vem ela fará a biópsia, aparentemente é normal q pacientes DM1 tenham outras doenças autoimunes ou ligadas ao metabolismo, não sendo decorrente do diabetes e não sendo causada por ela, viu-se também que pacientesa DM1 q são DC tem grande probabilidade de terem problemas de hipotireoidismo.
Numa conversa com o gastro da Sophia,ele me explicou toda uma pesquisa q está estudando isso, com este diálogo pude aprender mais.
Hoje o que eu diria á uma mãe diabética q acabou de descobrir q o filho/a também é???
Difícil porque cada caso é um caso, mas se pensarmos q na vida tudo tem uma razão de ser...Talvez fique mais fácil. Acho q aprendemos e ensinamos nossos filhos com tudo o q nos acontece.
Vejo mães de DMs desesperadas com números e resultados de exames de seus filhos e pouco capazes de enxergar a pessoa que há por detrás dos números. Elas amam e querem proteger desesperadamente, por isso sofrem muito e sem querer fazem seus filhos sofrerem também (cada caso é um caso)...

Eu como mãe q também DM, sei o q cada número representa e também sei que para modificá-los preciso ir com calma respeitando minha filha, sem por sobre ela todas minhas ansiedades. Procuro agir com certa frieza, porém de forma assídua,observando e percebendo como cada coisa pode reagir no organismo dela e assim agir quando necessário. A enxergo com individuo ,a respeito,não coloco sobre ela expectativas (mesmo q elas existam) para que ela não fique sobrecarregada, procuro fazer com que o DM seja tranqüilo na vida da mesma para q futuramente ela possa estar segura e autônoma...Acho q este é o segredo: Ir aos especialistas, estudar a doença, observar,agir quando necessário e principalmente AMAR!  " 
Familia Unida

Elisa - mãe pela segunda vez e de parto normal

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Meninas, quando a Elisa ganhou a Isabel e eu soube que tinha sido de parto normal logo lhe pedi um depoimento, como ela também é blogueira postou lá em seu blog seu depoimento e com o consentimento dela posto aqui pra vocês acompanharem a história dela.
"Isabel nasceu no dia 2 de setembro depois de 9 horas e meia de trabalho de parto! Sim, parto normal!!! Nasceu com 4.120kg e 48cm, e antes que falem que ela nasceu grande por causa do diabetes, já explico que não tem nada haver, é genético ser “grandinho” na família.
 A gestação da Isabel foi tranquila, no início tive hiperemese, depois infecções urinárias  e no final da gestação, líquido amniótico aumentado, o que segundo a endocrinologista e o obstetra, nada tem haver com o diabetes. ( e inicialmente acreditaram que tinha ligação, comprovando com os bons controles e a glicada que não).
Enfim, como na gestação do Lucas, nosso primeiro filho, tudo ocorreu de forma tranquila e super  especial. A diferença foi que o Lucas nasceu com 38 semanas e 3 dias de cesárea, pois não havia encaixado, e o médico achou mais prudente não esperar mais, por conta do diabetes. Nesta segunda gestação, me informei, questionei, e descobri que sim, Diabéticas tipo 1 podem ter parto normal e podem sim esperar até o prazo de 40 semanas ( não mais que isso),  caso as glicemias estejam bem controladas, e nenhuma intercorrência tenha acontecido.
Posso dizer com todas as letras:  Estou muito feliz, muito orgulhosa e muito completa por ter tido a Isabel no tempo dela, com 39 semanas, de parto normal. Aliás, no dia que Isabel nasceu, tiveram 19 cesárias na maternidade e somente ela de parto normal, mesmo pesando 4.120kg. Nem preciso dizer que viramos “atração” da maternidade né?! E todos que passam por nós diziam: “Mas você tão pequena ( supostamente magra) teve um bebê tão grande?”. Pois é… sim, EU TIVE! VENCI, CONSEGUI! Aliás, CONSEGUIMOS, porque o maridão estava lá, o tempo todo apoiando e acarinhando!
Comecei a sentir cólicas lá pelas 9 horas da manhã, daquela segunda-feira ensolarada. Comecei a prestar atenção na dorzinha que vinha e ia embora… pensando se essas seriam as tais contrações de parto. Fiz minhas coisas, brinquei um pouco com Lucas, passei aspirador ( kkk) e as dorzinhas começaram a aumentar. Lá pelas 11 horas da manhã, decidi avisar o Luis, afinal, não poderia ser alarme falso. A emoção começou a ficar a flor da pele, e eu só conseguia pensar: PREPARA, CHEGOU A HORA!
Como estava um pouco enjoada, só havia tomado café da manhã, e não apliquei a insulina, visto que só aplico às 12 horas. Sabia que não ia conseguir comer nada por causa do enjoo, então, decidi que não aplicaria a insulina.
Luis chegou pálido, correndo e cheio de emoção. Carregou o carro, e fomos em direção a maternidade…ah… a maternidade parecia não chegar nunca, e as contrações aumentando. Chegamos à emergência, fui examinada, 5 cm de dilatação. Hora de “internar”… médica avisada, e ela pediu para o Luis comprar um Gatorade para eu ir bebendo durante o trabalho de parto, para evitar a hipoglicemia, tão assustadora. ( sim, podia comer e beber no trabalho de parto, caso eu desejasse)
Fomos para a parte de internação da maternidade e lá me conduziram para uma sala onde trocaria de roupas e seria examinada. Luis precisou ficar do lado de fora, pois como haviam muitas cesárias agendadas, não poderia estar ali naquele momento , pois haviam muitas mulheres  aguardando a hora da cirurgia ( afff, não vou nem comentar).
A obstetra chegou logo depois, e carinhosamente conversou comigo , me tranquilizou e disse para eu ir para o quarto, tomar um banho, ficar com o Luis, fazer exercícios na bola, andar… e quando sentisse que não aguentava mais, voltava para o centro obstétrico… não deu tempo, quando fui me virar, a bolsa estourou ( ui que emoção). Fui direto para o centro obstétrico, onde Isabel nasceria.
Nessa hora, Luis entrou e veio me abraçar… eu já estava com contrações muito fortes, muito fortes e achei melhor pedir a analgesia. Analgesia dada, dores aliviadas…isso eram 15 horas. A cada nova contração que vinha, eu só pedia mentalmente… vem filha amada, no teu tempo, venha com saúde…e apertava a mão que carinhosamente me afagava…
Glicemias eram medidas de tempos em tempos, e tudo corria perfeitamente bem, com o Gatorade ali do lado, um gole aqui, outro acolá… não tinha vontade de comer, nem de andar, nem de nada… sentia dores muito fortes…
E começamos a “treinar” a força para ajudar Isabel a vir ao mundo. Enfermeiras e obstetra dizendo que estava indo tudo muito bem, me tranquilizando com o diabetes a cada medida de glicose, e eu tentando encontrar a posição mais confortável para receber nossa pequena.
Força, muita força… muuuita força. Alguns segundos sem respirar quando fazia a força e na última e mais prolongada força que fiz, às 19 horas do dia 2 de Setembro de 2013… nasceu Isabel Mayumi, linda, cheia de saúde, chorando com seus pulmões a toda força… emocionando a equipe médica e a nós, pai e mãe! Isabel veio direto para meu colo, ainda com o cordão umbilical, toda rosinha, toda linda, aconchegada no seio da mãe! Emoção sem tamanho, chorei, vi meu marido chorando, a médica chorando, e tive a certeza de que tinha feito a escolha certa! Porque sim CONSEGUI!
E assim foi… Isabel foi pro banhinho dela, eu me recuperar da analgesia, glicemia estava em 198 neste momento, a adrenalina do momento fez a glicemia subir, sem danos maiores. Fomos para o quarto, e logo depois já pude comer , tomar meu banho, dormir…
E vou dizer: foi a experiência mais linda da minha vida! Obviamente quando Lucas nasceu, foi uma emoção única, a diferença não está neles, mas em mim. Pude ser ativa e participante do nascimento da nossa filha, pude acreditar que o corpo é sábio, que foi feito para isto, e que mesmo tendo Diabetes Tipo 1, é possível com cuidado e informação, ter este momento lindo.
Claro, não poderia ter este parto em casa, porque se necessitasse, faria a cesárea, não colocaria a minha vida, nem a vida da pequena em risco. Não estava irredutível na questão cesárea, e nem sou radical com isso, só estou colocando aqui a opinião de quem passou por estas duas experiências, tendo uma doença crônica.
E aqui estou eu, 100% bem. Não ficaram “sequelas”, muito pelo contrário, logo após o parto , já estava bem, podendo cuidar do Lucas e da Bel.
Acredito sim, na sabedoria que nosso corpo, quando o conhecemos, tem. Na possibilidade de ultrapassar limites impostos quando não conhecemos de nós mesmos, na incrível possibilidade, mesmo que a maioria das pessoas duvide, de termos um parto normal.
Se tivesse acontecido algo ruim, ou eu tivesse algum problema nas gestações e nos partos, com certeza escreveria aqui, não é “um florear a história”, como muitos pensam, esta é a minha realidade, a minha experiência… só isso.  Se ajudar alguém a ter confiança, a renovar os sonhos, a dar esperança, ficarei muito feliz, porque este é o intuito.
Diabéticas tipo 1 podem sim gerar vidas, podem sim dar a luz de parto normal, podem sim viver  de forma “normal” e fazer TUDO aquilo que sonham. Basta ter cuidado, determinação, amor próprio, e uma vida equilibrada. Cuidados super especiais e regrados na gestação, no antes e no depois, aceitação de sua limitação alimentar e pancreática, e o resto, com amor e cuidado, é alcançável!
Sonhei um dia em ter um casal de filhos ( apesar de já pensar em mais, rs) e eu TENHO, sonhei um dia em entrar em trabalho de parto e passar por todas as fases dele, e eu CONSEGUI, sonhei em ver minha filha nascendo de forma humanizada, e ELA NASCEU! Porque sonho junto com alguém que faz esse sonho ser realidade, porque sonho e acredito que posso, porque sonho e deixo as pessoas negativas falarem o que quiserem, porque opto por acreditar no meu corpo, nas minhas chances, nas minhas possibilidades e tentativas. E porque não desisto, antes de tentar!
E que venham muitas diabéticas relatarem suas conquistas, e que venham bebês saudáveis de mães determinadas. Porque é possível sim! J
Beijos enormes,
Elisa"
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Fonte: http://docedia.wordpress.com/2013/10/10/porque-eu-nao-desisto-antes-de-tentar/#comments