.

A experiência da Maternidade foi tão boa, que repeti a dose

0 comentários |
Olá, me chamo Fabiana e tenho diabetes tipo 1 há 11 anos. Descobri na adolescência quando tinha apenas 16 aninhos. Foi tudo tão rápido, tão estranho, tão assustador... No primeiro momento nem ao menos sabia o eu de fato seria essa tal diabetes, tinha uma vaga ideia do que se tratava a doença. Minha avó materna tinha sido diagnosticada há exato 1 ano.

Daí então começou as idas ao médico. Disseram que poderia ser apenas uma descompensação da glicemia, mas em menos de 1 mês (com dieta alimentar e resultados de exames) veio a confirmação: EU TINA DIABETES DIABETES MELLITUS TIPO 1. Meus pais ficaram apavorados e eu também. Passei a ler sobre a tal doença e tentar entender sobre a mesma. Mas, em nenhum momento me perguntei, porque comigo? Acredito que Deus faz as coisas certas e se foi comigo, eu tinha que aceitar e tratar. Só que não foi tão fácil assim. Os dois primeiros anos do diagnóstico fiquei meio deprimida, pq tinha uma vida regrada e controlada e eu era apenas uma adolescente querendo viver igual as outras, escondia de todo mundo que tinha diabetes. Esse era o segredo daqui de casa, segredo de família. Com a ajuda dos meus pais, superei essa fase.

Em 2006, 3 anos cm diabetes conheci meu marido, depois dos meus pais foi a pessoa que mais me ajudou no tratamento. Quando começamos a namorar, contei a ele que tinha diabetes e ele disse que tudo bem, que isso não ia impedir nada entre a gente. Isso me tranquilizou muito e me presenteou com meu primeiro glicosimetro.

Após 4 anos de relacionamento, casamos e engravidamos (na verdade engravidamos e casamos...rs). Daniel veio em 2010, veio de surpresa, a melhor e mais linda surpresa de nossas vidas. Desde então, começamos uma nova rotina, era médico obstetra, nutricionista, endocrinologista e inúmeros exames. Nunca tive nenhuma complicação por conta da diabetes, nada de internação, tudo tranquilo sempre.

Leiam neste link sobre minha primeira gestação: http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2013/10/fabiana-mae-do-daniel.html

Nunca tive medo do parto, minha endócrino da época sempre me tranquilizou quanto a isso, me deu forças e nos apoio. Disse que eu fazendo tudo certinho nada ia dar errado. Meu obstetra era maravilhoso, um amor de pessoa, sempre estava disposto a nos ajudar e orientar. Fiz o pré-natal na rede privada, mas o parto foi na maternidade pública.

Durante a gestação foi tudo tranquilo, fazia tudo como me solicitavam, era assídua no tratamento, fazia atividade física e assim Daniel foi crescendo e ficando forte pra nascer. Tive uns enjoos normais da gravidez. Algumas hipos no começo, umas hiper no final e uma anemia que foi tratada, mas nada preocupante. Nas últimas semanas Daniel ganhou muito peso, pois tive uma descompensação da glicemia.


Gestação do Daniel


E com 4,700 kg com 53 cm de 38 semanas de uma cesárea, no dia 12/08/2010 às 21:00 hs nasceu meu príncipe, que decidimos chamar de Daniel (nome de profeta que significa abençoado por Deus). Amamos nomes bíblicos e com significados fortes. Tanto que o bebe que estou esperando tbm terá nome de profeta e se chamará Elias (que significa o Senhor é meu Deus). Daniel depois de nascer não foi para o quarto comigo, ele foi para o BCI e eu pra UTI, ele pq nasceu macrossomico e precisava ser observado (teve hipos por uns dias e não mamou logo que nasceu) e eu apenas por precaução, nada tive no pós-operatório. Amamentei até os 9 meses (sempre com o auxílio de leite complementar) eu tinha muitas hipos nessa fase, Daniel deixou o peito por conta nessa idade.

Não sei se existe essa parte boa de ser grávida diabética, acredito que nós mamães diabéticas somos mais atentas a nossa saúde pq sabemos das complicações que podem acontecer, talvez se não fosse isso poderíamos deixar muita coisa passar em relação a saúde. A parte ruim é esa insegurança, é o controle a todo momento, essa restrição a tudo, os comentários de algumas pessoas achando que vc não pode, que vc não deve.....mas, vale muito a pena.


Gestação do Elias


Vale a tanto a pena, que nunca me julguei incapaz de ser mãe por causa do diabetes, e hoje estou com 30 semanas a espera do nosso príncipe Elias, graças a Deus está tudo bem conosco. Em março ele chega pra encantar nossa vidas.

Fabiana,Elias e Daniel


Quero desejar a todas mamães e futuras mamães que nunca desistam desse sonho, acreditem e Deus nos ajudará sempre.

Vida saudável para mãe diabética é saber que apesar das dificuldades podemos sim realizar o sonho de dar à luz e gerar filhos saudáveis, que diante de tantas restrições e cuidados todas nós podemos sim.

Abraço


Calendário de Novembro á Inicio de Dezembro/2014- Mães Diabéticas

0 comentários |

Em comemoração ao Mês de Novembro, Maes do Diabetes, Mes Azul... Fiz um convite, as DMs que tivessem filhos,estivessem grávidas ou tentando, que quisessem participar,deveriam me enviar uma foto com alguns dados, completando a frase: "Vida saudável para uma mãe DM é...".Eis o resultado: 39 participantes. É muito encorajamento para todos nós né?!









































Hipertensa e Diabética Tipo1: Tudo o que passei, me fez crescer!

0 comentários |
Meu nome e REGILAINE, tenho 26 anos, trabalho com informática e moro na Zona Leste de São Paulo. Sou diabética tipo 1 há 10 anos,devido a problemas de entrega e justiça uso a insulina NPH E REGULAR tem anos, era para eu usar Lantus e Humalog.

Uso as insulinas via seringa,até consegui as canetas,mas achar as ampolas que foi o problemão, então para viabilizar o tratamento continuo na seringa.

Sou também hipertensa, troquei a medicação de losartana + hidroclorotiazida pelo famoso METIDOLPA...Graças ao bom DEUS,ate os 9 meses mais precisamente ate as 38 semanas sem pressão alta...Quando chegou perto da LIZ HELENA nascera pressão aumento muito foi para 21x11.

Descobrir-se DM1 aos 16 anos de idade no auge da adolescência não foi fácil, neguei o quanto pude minha doença . Quando a descobri estava praticando esportes, estudando em duas escolas, tomando refrigerante, comendo salgadinhos e chupando aqueles famosos halls e todo santo dia eu tinha que tomar um sorvete, fazia isso por que era típico das garotas da minha idade,nada eu sentia... Ate que um belo dia eu com 1,80 de altura, emagreci tanto que fiquei com 86 kg,fiquei totalmente inchada.

Minha mãe com seus 1.50 de altura, não sabia o que fazer comigo naquela situação e me levou a USP,onde eu tive que definitivamente aceitar e comecar os usos da insulina.

Ah! Não deixando de citar que o meu primeiro exame de sangue feito no Posto de Saúde constou 596 mg/dl de glicemia porém a  medica que me atendeu disse que era diabetes do tipo 2, por eu ser obesa, já que na época pesava 110 kgs e quando descobri 90 dias depois estava com 86 kg.

Enfim ao chegar na USP fiz outro exame, médica constatou que eu era DM1- INSULINO DEPENDENTE,teria que tomar insulina de qualquer forma para viver. Dali em diante resolvi aceitar a dieta e tudo que devia fazer.

Minha familia ao saber principalmente minha mãe, me ajudaram em tudo,focaram na  alimentação,tudo integral a cada 3 horas,nada de beliscar,.nada de doce... Só regras!

Eu com apenas 16 anos fiquei muito triste e com isso as glicemias subiam demais, fui parar por 2 x na UTI, comecei a freqüentar o endócrino assiduamente e quase perdi o ano na escola por não conseguir ir de tanta fraqueza e mal estar que sentia.

Não pude nem comparecer na minha  formatura do  curso tecnico em informatica de tão mau que estava,mas consegui finalizar com exito meu curso e o ensino médio.

Como havia me fechado pro mundo, comecei a ficar no mundo virtual,foi lá que conheci meu esposo ELIZEU.

Batiamos papo todo dia,toda noite ele me ligava e dai fui criando mais alegria e acreditando no conto de fadas que ele me contava. Medo ? Nenhum pouco só queria viver ....

Em 13 - 12- 2009 casei....Nos 2 primeiros anos,nada de problema,nem parecia que eu era diabética... Mas quando entrou em 2012 comecei a convulsionar, fiquei muito internada e foi ai que meu marido comecou a ver como era dificil o descontrole da DM,pq ate entao ele nao acreditava em nada que eu falava...

Depois de todo o medo em 2013 resolvemos tentar ser pais, me encorajei,
depois de 5 meses tentando, consegui minha primeira gestação que durou dezessete semanas...

Infelizmente devido ao descontrole do diabetes perdi  minha saudosa VITORIA EMANUELE. Tive que induzir o parto para que ela pudesse sair, foi tenso e triste perdê-la.Perdi devido eu ter varias hipos chegando a ter convulsões quase que diariamente , tomava doses baixíssimas de insulina mas mesmo assim  as hipos me perseguiam,alias as oscilações glicêmicas eram quase anormais...

Gestaçào da Vitória Emanuelle

Depois desta gestação me apareceu uma leve retinopatia que agora esta sob controle.

Foi sofrido, entrei em depressão, não queria me cuidar e me sentia incompreendida o tempo todo, cheguei a fazer terapia...Mas foi Deus que me encorajou, Nele coloquei minha fé para me reerguer, havia perdido minha filha, meu casamento estava um fiasco, não nos entendíamos mais... Foi Deus que me ajudou a reconstruir meus muros novamente  e recomeçar meu casamento.

6 meses apos o aborto eu meu esposo tentamos e surpresa gravida de novo...Felicidade sem igual!

Consegui pré-natal de risco em Osasco, fui acompanhado pelo Dr. Francisco, ele foi um anjo em minha vida, suas primeiras palavras ficaram gravadas na minha mente: “Vamos te ajudar e você terá sim o seu bebê!”.

Aquilo foi uma mola para que eu saísse de vez do fundo do poço. Como uma equipe médica bacana  pode ser tão crucial no tratamento?! Meu Deus!

Gestação Liz Helena

 A gestação da Liz Helena foi quase que perfeita,nem parecia que eu era uma diabética, comecei tomando 14 U de NPH, depois houve um problema urinário e inha periodontia avançou, o DM começou a querer a descompensar.A endocrinologista deixou 40 NPH pela manhà , 6U almoço e 14U ao deitar e fixou a Regular em 6U. Estou nestas dosagens até hoje, o máximo que cheguei foi 245 mg/dl e logo corrigi e pronto,problema resolvido.

Quanto a pressão quando foi com 39 semanas e 3 dias que ela começou a subir,, estava em trabalho de parto sem saber, dia 07-11-2014, fui cedo para o hospital sem saber ao certo o que seria minha ida ao hospital,fui por uma dorzinha e para era o dia dela nascer.

Tentamos o parto normal,mas so conseguir dilatar 3 cm pois a pressão não parava de subir,então como meu marido estava comigo a medica logo disse ‘VAMOS FAZER CESAREA TUDO BEM PARA O SENHOR?

Ele logo aceitou e lá fui eu para sala de parto, Liz nasceu de parto cesárea,com 3.865kg e 48 cm. Minha recuperação foi rápida, apenas um ponto da cesárea inflamou mas foi por motivos de deixar no abafado,porem tudo perfeitinho agora.. Atualmente ela mama no peito, se deixar a cada 10 minutos, complemento com L.A. bebe chazinhos e está com 4 quilos.  

Desinchei ,to conseguindo emagrecer e manter pressão e glicemias em dia, claro que tudo dentro da medida do possível.



Minha mensagem ás diabéticas que desejam ser mães é:
“Não sintam medo,confiem em Deus, busquem bons profissionais, monitorem-se, comam adequadamente e se possível exercitem-se.
Foquem na gravidez, não que devam abandonar tudo, mas hoje noto que na minha primeira gravidez me dedicava muito ao serviço, lembro que mal me permitiam ausentar-me para comer...
Ja na gravidez da Liz Helena, preferi me dedicar e abandonar o que me afastava de uma gestação saudável e o resultado?  Minha filha está aqui comigo,linda e saudável.

Se disserem que vocês não irão conseguir,não liguem tenh foco e deicação e aceitem apenas bons conselhos”.

Meus filhos,minha vida

0 comentários |
Olá Pessoal!

Espero por meio deste depoimento ajudá-las e encorajá-las a pensar numa maternidade DM possível e a entenderem que nem sempre a vida segue o curso que desejamos,ora por nossos próprios atos,ora por que independe da gente... O importante é mesmo em meio a dificuldade não desistir,mesmo quando temos todos os motivos para isso.

Me chamo Viviane, tenho 34 anos , sou separada e atualmente trabalho com venda de produtos estéticos em casa.

Sou DM1 há 25 anos e uso bomba de insulina como tratamento.

Nunca tive planos de ter filhos, não pensava nisso,meus filhos vieram nos momentos mais improváveis da minha vida.

Meu primeiro filho se chama Weslley, hoje tem 13 anos, nasceu com 2,610 kgs e 50 cm no Hospital e Maternidade São Paulo, onde existe um programa de maternidade de alto risco (super indico).  Passei por muitas dificuldades durante as gravidezes, sendo elas:

·         Glicemias sempre descompensadas,
·         Várias internações,
·         Inúmeras hipoglicemias sem sintomas que tive até que parar de usar as insulinas e fiquei do sétimo ao oitavo mês internada para poder tentar colocá-las em dia e  ter meu bebe.Ele estava se desenvolvendo bem, mas o problema era eu e o Diabetes.

Quando o Weslley nasceu, tive minha mãe para dar uma força e me ajudar com as coisas, porém quando ele completou 25 dias de nascido ela veio a falecer.  Tive que aprender a cuidar dele sozinha já que o pai nunca fez muita questão.

Era o Diabetes para administrar, um filho e mais três irmãos menores,já que com o falecimento da minha mãe me tornei responsável por eles.Meu pai alcoólatra nunca se importou em saber como estávamos, tive que dar conta de educar e suprir financeiramente,é não foi fácil.Trabalhava e tinha minha vida como um todo para cuidar,houveram momentos que eu pensei que não conseguiria suportar tamanha responsabilidades associadas a hipos e hipers.


Talvez as pessoas não compreendam e me julguem,porém se ver em uma situação sozinha, cheia de responsabilidades,medos e um filho para criar e irmão entrando na adolescência para controlar, dar conta do DM...Não foi fácil!

Minha alegria e força para continuar caminhando era o meu filho. Não sei se alegria é a palavra certa, pois passei muito tempo odiando o pai dele, que sobrava pouco dentro de mim para sentir amor, isso não quer dizer que maltrasse meu filho,pelo contrário, todo o cuidado lhe era dado já que o mesmo que “me mantia” viva.  Ás vezes me sentia mal por ter pouco tempo para cuidar dele ,pois trabalhava, estudava e Weslley ficava com minhas irmãs pois eu precisava trabalhar.

Deixei meus tratamentos de lado e fui viver como se o DM não existisse, passava dias sem insulinas pois nunca aprendi a fazer as aplicações corretamente, passava mal toda vez que via uma seringa.Eu era totalmente dependente da minha mãe,e com a partida dela desisti de me cuidar.As insulinas quem aplicava eram minhas irmãs,porém quando discutíamos por qualquer motivo, elas não aplicavam ,quebravam meus vidrinhos de insulinas e eu ficava sem...Na verdade nem me importava deles serem quebrados...

Com isso começaram a vir as internações e as crises...Deus sempre me mandava anjos nesses momentos para me ajudar nessas fases.

Mas a danada da depressão começou a me pegar de um jeito que eu não me reerguia,tentei suicídio por algumas vezes e uma vez meu irmão  resolveu me internar no Hospital Psiquiatrico, passei uma semana láe mesmo dopada de remédios vi que eu precisava sair daquela situação, precisava reagir de alguma forma.Foi no meio de tantos médicos que conheci uma que  segurou minha mão e me ajudou muito.

Aos poucos fui reagindo e fui voltando a viver, mas minha cabeça muitas vezes pirava do nada, me entupia de remédios antidepressivos e as crises de depressão parecia não ter fim, em meios as essas crises engravidei novamente, só fui saber que estava gravida quando senti uma dor forte pois eu estava tendo um aborto...

Mais uma vez uma fase horrível sem apoio de ninguém a não ser dos médicos que ali estavam de plantão, passei dias internada e assim que voltei pra casa as dores voltaram  e entrei em coma onde tiveram que me “abrir’’ para tirar o resto de uma curetagem mal feita.E mais uma vez sozinha sem apoio de ninguém,meu filho nas mãos de um e de outro...

Foi quando percebi que era só eu e meu filho que tínhamos que aprender a cuidar e amar um ao outro. Minha mãe deixou para nós um terreno grande então comecei a construir em uma parte pra me separar dos meus irmãos para ter minha casa e fazer minha vida com meu filho foi complicado trabalhava muito mas consegui.

Então sempre foi eu e Weslley, até conhecer uma pessoa que me ajudou muito. Acabei engravidando ,tive uma gravidez cheia de fantasmas passados, eu nunca imaginava ser mãe outra vez...As lembranças da minha  primeira gestação fizeram com que eu só me afundasse ainda mais na depressão, eu não conseguia distinguir uma situação da outra, que agora era outro momento,outra gestação que tinha o pai da criança ao meu lado desta vez...

Contudo Miguel veio ao mundo com saúde,  hoje tem 2 anos e 7 meses, nasceu com 3980kgs e 52cm na Maternidade do Hospital São Paulo . Na gestação dele  não precisei ficar internada pelo Dm, estava descompensada mas nada que assustasse,pois eu já usava bomba de insulina que ajudou muito no tratamento, quase não tinha crises de hipos e nem hiper muitos elevadas.

O que complicava mesmo era a depressão,eu estava os medos passados me assombrando a todo momento.

E no sétimo mês comecei a inchar bastante onde os médicos ficaram em alerta e no dia que completei 8 meses fizeram a cesárea. Miguel nasceu com o pulmão fraco, mas logo se recuperou.Fiquei dias internada para aprender a cuidar dele pois a depressão estava ali e os médicos tinham medo dela só aumentar ,gerando uma depressão pós parto e eu acabar machucando meu bebe. Meu marido me ajudou muito neste processo , fui aprendendo a amar o bebê e vê-lo como meu filho que precisava de carinho e atenção.




Hoje me separei do pai do Miguel, mas continuamos parceiros,ele me dá toda a assistência e ajuda com os dois meninos.

Desenvolvi algumas algumas “patias” referente ao mau controle glicêmico sendo estas:

·         Depressão
·         Neuropatia nos membros inferiores e superiores
·         Gastroparesia Diabética
·         Retinopatia Diabética

Todas sem o devido tratamento,pois conseguir consultas e acompanhamento pelo SUS é quase impossível,conforme vão surgindo as oportunidades vou fazendo,mas nem sempre surgem.

A bomba de insulina foi fundamental em meu tratamento, esta fracionou minha insulina basal e me ajudou na contagem de CHO o que foi fundamental em meus controles(confesso que ás vezes ainda não dou a atenção adequada ao tratamento).Atualmente faço o tratamento para depressão e continuo tendo meus altos e baixos,mas ainda que tenha todos os motivos para desistir,pelos meus filhos não desisto,é tudo tão antagônico, que ás vezes nem consigo  por em palavras.

O que posso afirmar hoje é que filhos são bênçãos de Deus para nossas vidas, se hoje levanto e luto para viver é por que os tenho como motivação força e pulso para a vida.
Todo esforço que fiz durante a gestação foi recompensado, meus filhos,minha luz.




Minha mensagem para as diabéticas que desejam engravidar ou que já estão gestantes é: “ Monitorem-se assiduamente, quando for permitido façam atividades físicas, tomem bastante água, faça o pré- natal e o proposto pelo médico sempre, alimentem-se com responsabilidade, tudo isso pode parecer torturante ás vezes...Porém pensem: É por eles! Fomos nós que o trouxemos á vida, nós q o quisemos, não é verdade? E por que não fazermos direito? Então que sejamos responsáveis com os nossos tratamentos. E que após o nascimento que tudo isso continue, pois agora faz-se necessário para que o vejamos crescer e para que participemos de suas vidas sempre. Pois diante de tudo o q eu passei de uma coisa eu tenho certeza: TENHO VENCIDO POR MEUS FILHOS!”



O Diabetes, O Câncer de Próstata e o Novembro Azul

0 comentários |
Hoje é o último dia do Mês de Novembro. Um mês de conflito no quesito Novembro Azul. Era azul pelo Diabetes, depois pelo câncer de próstata, alguns consideravam os dois e no final das contas o câncer ganhou maior destaque midiático.

Me frustrei a princípio, pq há anos estamos na luta,não para nos aparecermos, mas sim querendo informar e conscientizar a população.

Refletindo me senti um pouco egoísta, pois conscientizar e informar é importante para td a população não importa a doença,claro q algumas são mais comuns,outras ganham maior destaque,não importa, o q importa é q eu como DM continue fazendo minha parte...

O Novembro não foi só azul para mim, foi tb para alguém que eu amo muitooooo, MEU AVÔ, pela idade e personalidade ele jamais seria um ativista na causa Câncer de Próstata,mais há anos é portador da doença e a controla com medicamentos.


Eu com Diabetes, ele com câncer de próstata e a vida continua azul para nós 2...Ok?


Mais sobre o cotidiano do ator José Loreto

0 comentários |
Ontem postei uma entrevista com o ator José Loreto, hoje faço este post com mais duas entrevista que encontrei na net, ambas complementam aquela e nos mostra como driblar hipos e hipers sendo uma celebridade.


JOSÉ LORETO E SEU DIA A DIA
O sonho de adolescente do ator José Loreto, de 29 anos, era ser um atleta olímpico. No entanto, aos 14 anos de idade ele foi diagnosticado com diabetes tipo 1 e, sem conhecimento sobre a doença, achou que teria de abolir o esporte de sua vida.
Assim como Loreto, muito diabéticos creem que o exercício pode atrapalhar o tratamento, o que é um equívoco. O endocrinologista João Eduardo Salles, da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), explica que “tomar remédio não é suficiente para controlar a glicemia e prevenir as doenças associadas, como problemas cardiovasculares e lesões na retina”.
—Praticar exercício e manter alimentação saudável são atitudes fundamentais para manter o bom controle glicêmico.
Apesar de não ter se transformado em atleta olímpico, Loreto admite sua paixão pelo surfe, skate, corrida e judô. O ator conta que a doença não o impediu de nada, inclusive ele já participou de meia maratona.
— Minha qualidade de vida é melhor do que a da minha família que não tem diabetes. Quero viver até os 100 anos.
O susto do diagnóstico
Sede excessiva, urinar várias vezes ao dia e ver formigas em volta do vaso sanitário foram os sinais que levaram Loreto ao médico. Segundo o ator, a constatação do diabetes tipo 1 foi um susto que ele conseguiu superar.
— No começo senti um pouco de vergonha e fiquei com receio de não arrumar uma namorada por ter diabetes, mas hoje tenho a mulher mais linda do planeta.
A rotina de Loreto inclui aplicação diária de insulina, monitoramento da glicemia, alimentação saudável e prática regular de atividade física. Apesar de parecer um dia a dia extremamente regrado, o ator conta que leva uma vida normal.
— Acho muito bacana quando as pessoas na rua falam comigo sobre o diabetes. Acabei virando um exemplo de boa convivência com a doença.
Os doces
É comum as pessoas associarem o diabetes a uma vida cheia de privações, especialmente alimentares, mas Loreto mostra que isso é mito. Apesar de a doença exigir alguns cuidados com o cardápio, o ator garante que não eliminou o doce de sua vida.
— A jujuba é meu remédio quando tenho hipoglicemia [queda brusca de açúcar no sangue], por isso ando com as balas no bolso.
hipoglicemia é um dos principais medos de quem convive com o diabetes, já que se não tratada em tempo, pode desencadear desmaios e até convulsão. Como uma das causas é jejum prolongado, Loreto conta que também costuma medir a glicemia antes de dormir para evitar o quadro durante a noite.
— Desta forma, me sinto mais seguro. E, quando durmo na casa dos meus pais, ganho café da manhã na cama. Sou o mimado da família.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude/diabetico-jose-loreto-dribla-doenca-e-busca-superacao-no-esporte-02082013

JOSÉ LORETO E O DIABETES



"Diabetes tem que ser divulgada, são milhares de dúvidas e ignorâncias sobre o tratamento para os milhares de diabéticos. Parabéns #ADJ e #BD pelo lindo trabalho de conscientização e de cuidado com os diabéticos. Estamos juntos abrindo a mente das pessoas e procurando sempre pelo melhor tratamento!", escreveu ele na legenda da foto.


Loreto, que chama atenção onde passa por conta de sua boa forma, descobriu que é diabético aos 15 anos e mantém uma dieta rígida por conta da doença, além de usar sua paixão pelos esportes como instrumento de ajuda para o controle da glicose.


O ator diz que, para não ter grandes problemas enquanto estiver fora de casa, carrega sempre em sua bolsa uma ampola de insulina de ação rápida. Na época das gravações da novela Avenida Brasil, José Loreto (que interpretava o jovem Darkson) teve um episódio de queda de glicose ao fazer uma cena de dança e foi salvo pelas “comidas cenográficas”.

http://www.ofuxico.com.br/noticias-sobre-famosos/diabetico-jose-loreto-fala-da-importancia-do-tratamento-para-controlar-a-doenca/2014/11/28-222451.html