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E que venha 2014!

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Agradecimento...

Coisas ruins e não muito agradáveis na vida de todos acontecem...
Mais hoje faltando quase 6 horas pro último dia do ano de 2013 acabar eu só quero agradecer á Deus.
Agradeço por que pude engravidar e mesmo com tantas intercorrências me tornei mãe e pude encorajar outras tantas com meu blog.
Agradeço pelas pessoas maravilhosas que Deus colocou em meu caminho pra me abençoar, mesmo não sabendo quão grande foram importantes pra mim...
Agradeço por que minha filha teve uma significativa melhora na saúde e está aprendendo a falar cada dia melhor.
Agradeço por minha Equipe Médica.
Agradeço por minha família por que mesmo com nossos desentendimentos eles são meus maiores apoiadores.
Agradeço até mesmo pelas coisas que não se concretizaram por que sei que no momento certo elas virão.
Eu simplesmente...AGRADEÇO!
Agradeço também por vc existir.

Aos diabéticos...

É o q desejo pra todos os diabéticos em 2014 e sempre: Muita saúde, força pra lutar e correr atrás de seus objetivos.Ótimas glicemias,glicadas e frutosamina. Paciência,ânimo e sabedoria pra lhe dar com os órgãos públicos e privados.
E muitas, muitas realizações na vida!


Ás mães de diabéticos

As mães dos DMs queria agradecer-lhes por todo o cuidado e atenção q vcs dão não só aos seus filhos como também aos alheios.Obrigada por todo o carinho q vcs tem nos dado.
Desejo-lhes uma ótima entrada de ano, muita paz,discernimento saúde,ânimo e força!
E q venha 2014 cheio de novos desafios!

OBRIGADA Á TODOS QUE TEM ACOMPANHADO O BLOG!


FELIZ 2014!

Toda a ceia de natal ou na maioria os diabéticos são esquecidos...

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Ceia de Natal estava linda e variada porém... carboidratos e mais carboidratos, isso quer dizer insulina e mais insulina...

Tudo bem, isso ocorre de vez em quando e com a contagem de CHO a gente consegue não deixar a glicemia subir tanto. É tanto CHO junto que a gente come de olho grande por que na verdade dá até medo, não só de hipers como de engordar também.

Como todo o ano aqui em casa, tive que esperar toda a parentada chegar, quando todos chegaram inventaram que a ceia só poderia ser servida as 0hs... PQP! não acreditei no que ouvia, eu não estava preparada para esperar tanto, afinal tudo já estava pronto desde as 20hs.Eu havia tido até uma hiper de ir fazendo as coisas e experimentando, não contei CHO  e deu em 234 mg/dl,corrigi deixei a glicemia linda pra comer sem medo de ser feliz.

Hipo de 40 mg/dl, corrigi, esta me deixou mal pra caramba, de perder os sentidos, uma cunhada que estava ao meu lado não deu a devida importância, aliás minha família tem uma preocupação com o DM, mas pra estes negócios de hipos e hipers ...Pouco se importam, nunca me viram passar mal mesmo com isso, procuro evitar o máximo que posso...

Outra hipo de 30 coreção e nada da ceia sair...

A vontade foi de odiar esta bendita ceia ,qdo finalmente saiu a família faz charme para se servir e eu q finalmente tomo atitude para comer fui chamada de esfomeada.Será q 7 anos de diabetes não deu pra ninguém aprender?Amo minha família mas atitudes como estas machucam muito.

Comi, mais a comida desceu rasgando, a noite acabou ali pra mim, Anderson dizendo pra eu parar de frescura... Não adiantava eu tinha escutado aquilo e visto o descaso comigo no decorrer da noite, poxa, eles sabiam q eu tenho meus horários...

Depois da minha chateação com a ceia  aprendi : o ideal seria q todos entendessem q tenho horário pra comer ,como isso nunca acontece e pra evitar outras chateações, vou fazer minha marmita comer no meu horário discretamente e qdo todos decidirem comer , q comam... Não adianta eu querer explicar ou esperar algumas atitudes das pessoas pq elas nunca entenderão e eu não quero me chatear com quem amo..

No ano novo tudo será diferente...

Meu Mais Novo Natal

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 Natal de 2012 eu estava gestante de 2 meses, um sonho ali começava e eu sabia que com ele um grande desafio viria pela frente, o de manter minhas glicemias em dia para garantir a boa saúde do meu filho, aliás a nossa.

No ano passado aqui eu narrava a tristeza de esperar a Ceia de Natal familiar sair antes que me desse uma hipo, falava também de como eu escolhi o que comer na ceia  para não engordar e pra não subir a glicemia.

A barriga já apontava, e eu fazia questão de exibí-la.


Natal 2012- Grávida de 2 meses

26 semanas após o natal de 2012 Davi nasceu de parto prematuro (bolsa rompeu), mais cheio de saúde para alegrar nossas vidas, provando mais uma vez que a maternidade é possível para mulheres diabéticas.

Em 2013 me dediquei a escrever sobre a minha gravidez, passei a postar depoimentos de grávidas e mães diabéticas afim de encorajar outras DMs a se tornarem mães, e hoje com muito orgulho digo que meu blog tem sido referência para muitas diabéticas, recebo e-mails e mensagens de pessoas que agradecem por meu blog existir...Isso não tem preço!

Agradeço á Deus pela força que Ele nos deu este ano.


É com muito orgulho que lhes apresento meu maior presente : Davi. 

A família agora está completa,da esquerda para direita: Davi,papai,mamãe e Vitória.


Com amizade e carinho lhes apresento minha árvore de natal, cada criança que nela aparece é o sonho de uma mãe diabética e eu me sinto madrinha de todas elas,dividi com algumas dessas mães o sonho da maternidade...

UM FELIZ NATAL Á TODOS!



Check-up de final de ano (2013)

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Final de ano é assim:Check-up de G.O e endocrino pra mim + consulta. Exames e consultas do Davi... Socorro!!! 

Tô podre, neste calor e de busão...Afff...Sem falar q no Sr. Davi tá querendo sair dentes, então ele chora o tempo todo...Antes de sair sempre dou atenção ao DM pra compensar possível hipers ou hipos...ñ há muito o q fazer além disso...

Consulta com o Ginecologista: O mesmo me deu guias para realizar exames ginecológicos, desde que Davi nasceu estava com esta pendência...Enquanto não realizo estes exames devo tratar uma candidíase, como sempre pelas oscilações glicêmicas esta se aproveita do meu organismo. Não posso reclamar, por estar sem bomba minha glicemia até q está comportada,acho que a amamentação tem ajudado muito nisso também. Em janeiro faço os exames. Com os medicamentos até lá a candidíase já foi.

Consulta com a endócrino e nutri :novas dosagens de levemir,nova dieta ,novos hábitos, muito diálogo, muita aprendizagem ,novos exames pra se fazer ,meio quilo a menos e a frase pra fechar o mês:
- Vc me da orgulho!Difícil uma paciente ganhar bb e continuar dando a devida atenção ao tratamento como vc dá. O melhor é ver q vc não mente pra mim qdo pisa na bola...


Exames: Glicada 6,1%, frutosamina 275 (ref. até 286)...
A glicada deu uma sumida de 5.9 para 6.1, mais nada comparado ao q esperava estando sem bomba, a frutosamina está ótima!
Todo o esforço está sendo recompensado, espero q ao colocarmos a bomba novamente + exercícios físicos minha glicada fique ainda mais linda.


Novidades para 2014: Fechei o plano anual da academia quero ver eu fugir agora rsrs. 06 de Janeiro ai vou eu! 
Metas : emagrecer ,da uma melhorada no corpo e ajudar nas glicemias.


Dá pra pirraçar hipo? Não dá!

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Fazendo pirraça com a hipo q desde as 17hs resolveu me pegar ,corrigi,comi alimentos q deveriam segura-la e nada...enjoei de coisas doces e ela insistiu...Esta é uma guerra perdida não adianta pirraçar se eu não quiser morrer bora corrigir enqto ela continuar vindo.

Filho de mãe doce,docinho é...

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Diabetes bicho estranho...

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Aquele momento q vc tem medo de fazer o dextro pois esqueceu de aplicar a insulina do almoço ,chuta q vai dar acima de 200 e a glicemia ta 119mg/dl. Coisas do diabetes....

Se eu tivesse feito o bolus do almoço teria tido uma brava hipo.

Hipo que me atrapalha...

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Ontem estava fazendo um relatório no serviço, me senti fora do ar e ñ conseguia manter o raciocínio, um turbilhão de pensamentos de impotência passaram na minha cabeça, me senti um lixo pq precisava entregar aquilo o qto antes e ñ conseguia sair do lugar pra corrigir a bendita hipo...Até q desci as escadas e abri a geladeira de lá q tinha muitas latas de refri, peguei uma e tomei, nada da hipo melhor...

Achei sachês de açúcar abri e coloquei na boca...Ufa! Tava melhor... Até q ao voltar pra mesa percebi q o refrigerante q eu havia pegado era zero...Jamais a glicemia iria subir...


obs: ñ imaginava q teria uma hipo pq 30 min. antes a glicemia tava controlada, por isso eu ñ estava com minha bolsinha com o kit hipo por perto.

Hipos silenciosas

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Como assim a glicose tá 44mg/dl se eu to cozinhando, cuidando de filho e lavando roupa? Vou medir novamente! Novo dextro 43mg/dl... É, realmente a maioria das minhas hipos são bem assintomáticas.

Aprendi que antes de amamentar tenho que fazer o dextro, abaixo de 150 mg/dl chupo bala pra manter a glicemia em dia, já que durante a amamentação ela cai, me monitoro bem mais já que morro de medo de ter uma hipo de repente com o Davi nos braços e algo acontecer. Um tempo atrás tive uma hipo de perder os sentidos,delirar e ele nos meus braços, minha sorte foi que meu esposo estava perto e nos acudiu... Coisas que pode acontecer com qualquer mãe dm, principalmente dando de mamar. Por isso aconselho tomar o máximo de cuidar pra não arriscar-se e por o bebê em risco.


Daniele: Diabética tipo 2 e mãe

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Meu nome é Daniele tenho 27 anos, sou diabética tipo 2 a mais ou menos 1 ano.  Comecei o tratamento com metformina estava tudo bem níveis normais, porém também estava começando anticoncepcional ciclo 21.  Me sentia mal, com tonturas, visão embaçada etc..Meu médico achou melhor mudar o anticoncepcional para yasmim. 

Passado uns 2 meses, comecei a me sentir diferente, depois de conversar com meu pai achei melhor fazer o teste, eu e meu marido fizemos e deu negativo, daí fiquei arrasada.  Sem menstruar como de costume, já tinha se passado 1 mês e 17 dias, então, eu e meu marido decidimos refazer o teste de farmácia, e finalmente estava lá meu positivo.

Eu estava muito feliz, podia gerar uma vida, minha família estava radiante, afinal ano de 2012 estava péssimo, meu pai internado há  2 anos e 3 meses com ELA ( Esclerose Lateral Amiotrófica, degenerativa), e minha sogra foi diagnosticada com câncer no útero maligno. 

Uma nova vida, uma criança, muita felicidade.

Para confirmar a gravidez fiz o BETA HCG e mais um positivo, e lá dizia que estava de 2 meses, o médico que passou a me atender no posto disse que eu teria que parar de tomar qualquer tipo de remédio, e pra ajudar eu tenho bronquite, no começo tive muitas crises mais graças á Deus  pude fazer inalação, mais para não ter nenhum risco precisei ficar internada no Hospital Irma Dulce em Praia Grande pra acharmos a melhor dosagem de insulina pra mim, foram 7 dias, hipos de 40mg/dl á  hipers de 200mg/dl, até que conseguiram controlar com alimentação e insulina, passei a aplicar 40 unidades de NPH. 

Eu mesma controlava minha alimentação e aplicava insulina, nunca tive enjôos, nada de grávida, até achava que não estava grávida...Apesar de ser de risco, minha gravidez foi tranqüila.

No final da minha gestação (39 semanas) fiz minha ultima ultrasson e o Samuel estava com 2540kg e aproximadamente 45cm, decidi ficar na casa da minha mãe que mora em Santos, 2 dias depois senti grande falta de ar, e minha barriga tinha endurecido, resolvemos ir pra maternidade da Santa Casa de Santos, chegando lá umas 20hs, o médico fez o cardiotoco e  o exame de toque, eu estava sem dilatação, infelizmente o exame estava ruim, coração do Samuel estava oscilando muito, disseram que eu precisava de uma cesárea porque meu bebê poderia estar em sofrimento. 

Imediatamente falei pra minha mãe avisar meu marido pra ele trazer as malas. Lá pelas 00hs finalmente deixaram eu falar com meu marido, ele me acalmou e logo fui encaminhada pra cesárea, fiquei totalmente nua cobriram somente os meus seios, o anestesista aplicou Clorafinicol, porque sou alérgica a Penicilina, e em seguida colocaram a sonda, não senti nada só a dor na mão aonde aplicaram o soro. Depois começaram a aplicar a raquidiana, só senti dor mesmo na ultima picada, me deitaram e amarraram as minha mãos, colocaram um pano azul na minha frente, e já era 1h da manhã. 

Um mexe mexe danado, depois disso escutei um chorinho, o anestesista me disse que ele tinha nascido e que era muito cabeludo e lindo. Mais não vi meu bebê, porque tive problemas, minha glicose estava a 250mg/dl e minha pressão 9x 7. As maquinas começaram a fazer muito barulho, pensei que estava morrendo. Então lá pelas 3hs me trouxeram ele, lindo, parecia uma bolinha, quando chamei seu nome ele abriu os olhinhos, depois disso  o levaram. 

Ainda no hospital

Fui para uma sala de repouso, a médica que fez o parto disse que ele tinha feito mecônio (cocô na barriga) e por sorte não foi pro pulmão, eu não estava de 39 semanas e sim de 41 pra 42 erraram e feio nas contas.

As 6hs da manhã trouxeram ele pra mamar, e as 9hs fui para o quarto. Tava louca por um banho, mais só pude tomar 1 h depois. Tomei um susto minha barriga estava murcha e eu sentia formigar aonde estava a cesárea. Lá pelas 14hs olhei pro Samuel e ele estava tremendo e gelado, pedi pra fazerem  o dextro, e ele estava com a glicose a 17mg, logo foi encaminhado para a UTI Neo Natal, onde permaneceu por 4 dias, eu não sai do hospital permaneci no alojamento de mães ,  depois ficamos 48hs na ala Canguru e viemos pra casa. 

Meu filho dádiva de Deus


Samuel nasceu com 2840kg e 46cm, e saiu da maternidade com 2770 e 48cm. Não tive resguardo, meus pontos infeccionaram, por sorte eram 9 pontos, mais só conseguiram retirar 7 deles, continuo com 2 pontos, os médicos ainda tem medo de retirar pelo fato de poder infeccionar novamente, confesso também que tenho medo de ir e ficar internada, não estou fazendo controle com medição porque meus dextros ficaram normais, continuo me alimentando bem.

Graças a Deus ele fez todos os tipos de exames e não deu nada, agora ele já tem 7 meses pesando 7kg e 70 cm, continuo amamentando e ele iniciou as papinhas agora e adora.

Samuel com 7 meses
Minha fé me ajudou muito, e muitas mamães também, agradeço o grupo Grávidas e mamães diabéticas pelas palavras de conforto.

Minha família

Gilsiane: A luta por um parto natural

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A cada e-mail ou mensagem que recebo respondo á todas, e foi assim que me tornei amiga virtual da Gilsiane...

Eu lutando pela maternidade e ela idem. Engravidei primeiro e comecei a narrar toda minha gestação no blog, trocávamos e-mails e por aí foi... Até que... Gil engravidou, os e-mails trocados já não eram tantos, ambas na correria com médicos,exames,estudos e trabalho. Davi nasceu e continuamos a conversar, até que pedi á ela o depoimento de sua gestação
(http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2013/11/gilsiane-assiduo-cuidado-na-gestacao.html), gentilmente a mesma me mandou prometendo enviar o depoimento pós-parto e assim o fez. Rico em detalhes e nos provando que se as coisas fugirem do roteiro não tem importância, o importante é termos filhos saudáveis.

Emocionem-se! 

Relato de Parto

No dia 17-11-2013 fomos cedo ao hospital Sofia Feldman para a internação. Acordamos cedinho, tomamos café da manhã e conversamos um pouco sobre o momento que estávamos vivendo e saímos com malas prontas. Eu e Paulo estávamos felizes com aquele momento, quando o nosso bebê já estava bem próximo de nascer. Havia a possibilidade de nascer neste dia ou no dia seguinte.

O médico havia indicado indução do parto neste dia em que completávamos 38 semanas de gestação, devido aos riscos de o bebê crescer exageradamente, por causa da diabetes; o líquido amniótico já estava aumentado. Uma enfermeira obstetra do hospital – Raquel - me esperaria na maternidade, mas ao chegar lá soube que ela estava de folga, mas para a minha surpresa ela apareceu lá posteriormente para me orientar. Achei super doce a sua atitude. Mesmo em sua folga, deslocou-se até à maternidade para me receber. Eu havia conhecido Raquel dias antes nas minha idas ao hospital (Casa da Gestante) para fazer a cardiotocografia.

A indução foi iniciada às 13h com o uso de Misoprostol via vaginal. Foram colocados mais 2 comprimidos, um às 17h e outro às 21h. Já no início da noite fiquei caminhando um pouco pelo hospital para ajudar na dilatação. Neste momento vejo o meu obstetra, Lucas, chegando ao hospital. Que bom! A princípio ele estaria de férias, mas foi dar um plantão.

Já de madrugada, com 2 a 3 cm de dilatação, o meu médico indicou que colocássemos uma sonda ao invés de continuar com a introdução do comprimido. Ele mesmo introduziu a sonda. Isso doeu um pouco, ela ficava tracionada na cama. A sonda ajudou ainda mais na dilatação. Quando ela saiu já estava com cerca de 5cm de dilatação. Até então estávamos num box da maternidade, no pré-parto, eu era acompanhada por enfermeiras obstetras super atenciosas, que regularmente iam até lá ver como eu estava e escutavam o coração do bebê, com o sonar. Depois que a sonda saiu fui andar mais um pouco, ficava agachada a fim de estimular ainda mais a dilatação e as contrações. Estava me sentindo bem, apesar das contrações.

Por volta de 5h do dia 18-11-2013 fui para o refeitório tomar café da manhã. Há muito tempo não era tão difícil comer algo. Comi duas fatias de pães integrais com muito esforço. Como já tinha aplicado a insulina, não poderia deixar de comer, pelo risco de ter uma hipoglicemia. Paulo me estimulava a comer. Comi sem vontade.

Em seguida fui para a bola de pilates debaixo do chuveiro de água quente. Que água boa! Era um alívio para as dores. Nesse momento chorei de emoção. Estava super feliz. Estava vivendo o que sonhei, o que acreditava e o que temia não poder viver por autoritarismo médico (nem sei se posso falar assim, mas era o que sentia...). O meu desejo estava se realizado. Estava em trabalho de parto e teria um parto natural, onde eu queria e como sonhei.

Depois Raquel chegou para o seu plantão, me encontrou e me conduziu para uma suíte do hospital: Suíte Dona Beja e me disse que outra enfermeira me acompanharia no trabalho de parto, já que ela estaria noutra função naquele dia. A enfermeira Laís ficou comigo durante todo o tempo na suíte. Lá fiquei no chuveiro, na bola de pilates e na banheira. As contrações iam aumentando gradativamente e a hora se aproximando.

Paulo esteve comigo durante todo o tempo: forte, atencioso, carinhoso e cuidadoso comigo. Ele sempre lembrava a equipe de fazer minhas glicemias capilares quando percebia que a minha glicemia podia estar caindo.  Com estes cuidados dele e da equipe, as glicemias se mantiveram impecáveis.

Muito boa a prescrição da equipe de endocrinologia do Hospital das Clínicas que me acompanhou nas 28 consultas (quase semanalmente) durante a gestação, sendo que a primeira consulta foi na 5a ou 6a semana de gestação. Aconteceram também algumas prescrições via e-mail. A preceptora de endocrinologia do HC, Kamilla,  respondia meus e-mails quando era necessário fazer alguma alteração da prescrição. Mostrou-se muito disponível comigo. Só tenho a agradecer.

Voltando à glicemia: às vezes ela parecia querer baixar, mas meu marido buscava algo para que eu comesse e ela se mantivesse estável. Tomei suco natural e comi frutas na manhã de 18-11. Entre uma contração e outra parece que eu conseguia um segundo de relaxamento e às vezes dormia e dizia coisas sem nexo. Eu percebia isso e o Paulo também. Lá pelas 11h o meu médico passou no quarto e sugeriu que a bolsa fosse rompida. Raquel apareceu na suíte para fazer isso. Ela fez uma espécie de “chuveirinho” para que o bebê não descesse abruptamente. Eu estava com muito líquido amniótico. Nesse momento verificou-se que havia mecônio no líquido (o bebê havia evacuado no útero). Mecônio por si só não é um motivo para uma cesariana. Raquel e Lucas continuaram com a ideia de não interrompermos o trabalho de parto que estava evoluindo, apesar de a dilatação não ter evoluído tanto, mas as contrações, estas sim estavam cada vez mais intensas. Nesse momento Lucas disse que eu não poderia ter o bebê na água, mas poderia ter de cócoras ou de “quatro” na cama. Outra coisa importante que ele me disse foi: “Gilsiane, pedir analgesia não é pecado. Você já está aqui há mais de 24h, permita-se a analgesia, caso queira. Esse processo é muito cansativo”. Nossa, isso foi muito importante pra mim naquele momento. Eu já estava com muitas dores e realmente bastante cansada. Durante a noite eu e Paulo não dormimos mais de 2h de sono. Resolvi pedir a analgesia. Temia que Paulo me recriminasse naquele momento, mas ele só me apoiava. Fomos para a sala de anestesia. Esta sala não é nada boa. Lá há vários equipamentos com aqueles barulhinhos de máquina de oxigênio, que me assustaram um pouco. Até aquele momento eu nunca havia entrado numa sala daquelas. Além disso o anestesista me deixou um pouco ansiosa, assustada. Foi meio tenso. Mas Paulo estava lá comigo e tentava me tranquilizar, além de Laís e da técnica em enfermagem Míria. Depois de ser anestesiada ainda permaneci naquela salinha por mais 30 minutos, onde eu e o bebê erámos monitorados. Estávamos bem. Nesse momento o Paulo saiu para almoçar. Disse que tomou um pequeno cálice de vinho no refeitório do hospital para ficar no mesmo clima que eu (risos).

Voltei para a suíte e sentia-me renovada, colocaram ocitocina venosa em mim. Sem dores,  pude almoçar. Comi uma saladinha de berinjela deliciosa e uma salada de frutas. Comi com prazer. Nesse momento a insulina foi suspensa, mas continuávamos fazendo as glicemias capilares de hora em hora. Após o almoço nova cardiotocografia foi feita e eu voltei para o chuveiro. Laís havia me explicado que a analgesia seria temporária e que poderia retardar o trabalho de parto, mas por outro lado, a ocitocina aumentaria as contrações. Depois de mais ou menos 1h no chuveiro as dores estavam muito intensas novamente, parecendo com o momento em que eu havia pedido a analgesia. Quis sair do chuveiro, estava difícil caminhar, voltei para a cama. Durante todo este tempo Laís usava o sonar para ouvir os batimentos cardíacos do bebê, mesmo quando eu estava debaixo do chuveiro. Ela havia identificado que o coraçãozinho do bebê estava com os batimentos mais lentos e chamou outra pessoa para conferir junto com ela.   Já na cama Laís ligou novamente o aparelho de cardiotocografia para escutar os batimentos cardíacos do neném com este equipamento mais preciso. Nesse momento – cerca de 13:55h - ela, sem que eu e Paulo percebêssemos, chamou a equipe e eu fui conduzida ao bloco cirúrgico para uma cesárea necessária de urgência. Às 14:15h Mayala nasceu.

No bloco cirúrgico fui anestesiada novamente, mas agora com uma anestesia mais forte, rapidamente fiquei sem sentir nada da cintura (ou um pouco acima) para baixo. Vi Maeve (enfermeira obstetra, minha conhecida) na porta, ela me mandou um beijo, disse que tudo daria certo. Como isso foi bom. Laís me falou rapidamente o que estava acontecendo e que naquele momento o coração do bebê já estava melhor e que a cesariana aconteceria. 

Paulo ainda não estava sabendo ao certo o que estava acontecendo e estava juntando nossos pertences na suíte Dona Beja. Eu estava sozinha, sem ele. Não sei se isso era bom ou ruim, já que eu sabia que ele não gostaria de ver uma cesariana. Ele foi avisado que o bebê nasceria no bloco  e foi convidado para ir até lá. Quando ele chegou lá, eu já estava sendo operada. Ele ficou sentado pertinho da minha cabeça, me tranquilizando. Nós não víamos nada. Havia um pano tampando os obstetras. Eles não nos conheciam nem nós a eles. Escutávamos um deles falando: “força garoto, força garoto”. Eu não entendia direito o que ele queria dizer com isso, já que o bebê ainda estava no útero naquele momento. Depois de alguns minutos é que eu entendi. Ele estava falando com outro colega – residente ou acadêmico – o bebê estava bem baixo e ainda não tinha sido retirado do útero. Só depois é que eles tiraram o bebê e alguém perguntou: “o que é?” “É uma menina”, outra pessoa respondeu. Ela chorou. Um choro fraquinho, mas chorou. Eu fiquei muito feliz e mais tranquila. Os médicos começaram a brincar e a perguntar qual seria o nome dela. Eu e Paulo dissemos que queríamos ver a carinha dela para definirmos o seu nome.

Após o nascimento algumas medidas precisaram ser tomadas devido ao estado de Mayala.

Nasceu com 3.595kg e 50 cm; foi necessário fazer sucção nas vias aéreas, ela estava com dificuldades de respirar. Pensaram em levá-la para o CTI ou UTI, mas graças a Deus não foi necessário. Ela precisou de ficar no oxigênio por um tempo, lá mesmo no bloco cirúrgico. Fizeram glicemia capilar dela. Ela nasceu hipoglicêmica, como a maioria dos bebês de diabéticas, mas não precisou de complemento alimentar, graças a Deus. Foi colocada no meu peito, ainda na sala de cirurgia. Paulo viu que ela abria a boca e colocava a língua pra fora. Ele sugeriu que ela fosse amamentada e isso foi permitido. Fomos nós duas juntas para o quarto. Ela no meu peito.  Apesar de eu não ver direito a carinha dela durante a amamentação, porque tinha que ficar sem elevar a cabeça devido à cirurgia, estava feliz demais de ter leite e de ela poder se beneficiar disso.

Gilsiane e Mayala
As glicemias dela foram monitoradas nas primeiras 24 horas de vida e graças a Deus ela respondeu bem. Teve alta junto comigo, 48 horas depois do parto. Eu recebi uma endocrinologista do hospital – Letícia - no dia seguinte ao parto que fez nova prescrição pra mim. A resistência insulínica acabou após o parto. Redução drástica da dosagem de insulina.

Paulo e Mayala
Toda a equipe do Sofia Feldman nos tratou muito bem. Só temos a agradecer. Acho que a única coisa que não foi legal foi o anestesista, meio grosseiro e um médico que, depois do parto - estávamos eu, o Paulo e Mayala no meu peito ainda na sala de cirurgia. O Paulo queria diminuir as luzes que estavam em cima de nós e este médico chegou. Ele nem trabalhou no nosso parto e falou com o Paulo, sem explicar o porquê – na verdade não tinha nenhum motivo – para que ele saísse de lá. Ficamos muito tristes com isso. Mas essas coisinhas chatas não tiraram o brilho da Maternidade como um todo. O pessoal do refeitório foi muito legal comigo – lembro-me da Cláudia. Atenciosa, preocupada com a minha dieta de diabética. Todas as técnicas em enfermagem que monitoraram as minhas glicemias e os nossos dados vitais. Foram muitas. Todos os enfermeiros. A maioria era mulheres, mas tinha um homem no quarto do pós-parto: Reginaldo – muito atencioso, respeitoso e cuidadoso comigo. Enfim, não consigo agora lembrar todos os nomes, mas toda a equipe merece reconhecimento, inclusive da Casa da Gestante, que me acolheu em diversas oportunidades para fazer cardiotocografia, retirada dos pontos no pós-parto. Alguns nomes ficaram na memória e no coração: Raquel, Laís, Lucas, Edson, João Batista, Míria, Adrinez, Tainá, Jordânia, Kely, Maeve, Poliana, Gabriela, Paula, Letícia, Reginaldo, Cláudia, Normanda, Lílian, Fernanda.... Ao sair da maternidade, na portaria, o porteiro pediu o formulário da alta. Paulo estava louco pra irmos pra casa e estava colocando este formulário na pasta com certa correria. Este porteiro (não sei o nome dele) falou: “calma, vá com tranquilidade, está tudo bem, vocês estão com o bebê de vocês”. Achei super humano e acolhedor.

A escolha pelo nome
A escolha do nome já vinha há uns meses, mas Mayala entrou na lista aos 45 do segundo tempo... rs. 
Pensamos em Maia (mãe de Buda, significa ilusão, teve uma fecundação meio mágica) e Malala (aquela garota do Paquistão que levou um tiro e lutava para que as meninas de lá estudassem). 
Resolvemos juntar os nomes e deu Mayala, que a princípio não sabemos se tem algum significado. 

Amamentação
Tenho amamentado exclusivamente e penso em fazer isso, pelo menos, até os 6 meses dela. Às vezes isso é  difícil, já que tenho que monitorar continuamente as minhas glicemias para não ter hipoglicemia com ela, continuo verificando as glicemias inclusive na madrugada. Tive duas hipoglicemias mais severas após o parto, mas Paulo me salvou. Ele percebeu e eu conferi com o glicosímetro e comi. Tive também algumas hiperglicemias, claro. Mas regra geral as glicemias têm ficado boas. Já tive uma consulta pós parto no HC e em breve voltarei para o meu endocrinologista que me acompanhava anteriormente. 

Mayala e nós
Mayala é como os bebês recém nascidos, dorminhoca. Tem trocado o dia pela noite. Mas na última noite ela dormiu super bem e consequentemente nós também. Espero que isso comece a ser um contínuo. 

Agradeço principalmente a Deus por ter me permitido viver tudo isso e pelo presente de termos uma filha perfeita, linda e saudável.  Que Deus continue nos abençoando nesta linda tarefa de sermos mãe e pai de Mayala.


Davi e Diabetes pra toda a vida...

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Um calor de lascar em São Paulo,fui levar Davi ao médico, eu,bolsa e o bb no colo,andei como uma camela, me bateu uma fome, comi rapidinho com uma mão o lanche,continuei a jornada,ônibus,caminhada,bolsa cheia e bb. Passei o dia sem conseguir fazer o dextro e sem aplicar insulina com a caneta. Era bb q chorava enjoado, era a bolsa q batia em alguém, tinha q subir no busão alto carregada de coisas...Olha só por Deus!

Cheguei em casa com 170 mg/dl...


Mãe e Diabética esta é minha vida...Não estou reclamando apenas dividindo com vcs...

Cada hipo uma nova emoção...

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Minhas hipos na maioria das vezes são assintomáticas.Hj de madrugada, acordei angustiada e com aperto no coração em relação ao Davi,fui no quarto vê-lo e a angústia continuava ,não agüentei, o tirei do berço e trouxe pra dormir comigo.Passei muito tempo abraçada com ele, depois me deu um estalo e fui medir a glicemia e estava 55 mg/dl. Chupei bala e não o devolvi no quarto.

Conclusão : Percebi q com certeza as vezes hipo me dá sensação de angústia, minha glicemia se normalizou e Davi acordou mal-humorado por ter dormido comigo ,queria o canto dele , não gosta mais de dormir conosco...

Diabética e o parto normal:Aretha um exemplo disso!

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Aretha escreveu pro blog quando estava grávida , partilhou conosco planos,dúvidas e anseios. Ressaltou o quanto queria o parto natural embora fosse diabética e o mais indicado era uma cesárea. Pois é, ela conseguiu ter o Benjamin de parto natural e hoje divide conosco um pouco do que passou. Para melhorar ainda mais esta postagem Lucas,o namorado da Aretha escreveu o que sentiu estando do lado da amada.

Estes depoimentos estão maravilhosos e nos mostram uma outra perspectiva do parto de uma DM1.

(http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2013/11/benjamin-prestes-vir-ao-mundo.html)

Boa Leitura!

Depoimento Aretha


"Depois de 18h de trabalho de parto Benjamin chegou, no dia 20/11, mostrando pra mim que o controle da vida não está nas minhas mãos e nem na de ninguém. Muita coisa saiu diferente do que tinha planejado sim, mas o meu objetivo principal, que era esperar seu tempo de vir ao mundo e fazê-lo chegar nele da melhor maneira possível foi cumprido. 

Obrigada, antigo obstetra, por me dizer que ser diabética tipo 1 não me permitiria esperar meu filho nascer no momento dele e que ele não poderia passar de 38 semanas de gestação.

 Isso me fez buscar informação e descobrir que além de esperar o tempo dele eu poderia sim enfrentar as horas que antecederam seu nascimento e curtir a chegada ao mundo do meu pequeno de 4.780kg e 55cm, em um inesquecível parto normal!



Obrigada, esse sim de verdade, a equipe do Parto sem medo, Dr Alberto Jorge Guimarães, a obstetriz Juliana Freitas e a doula Thais M. Bárral que estiveram comigo nessas longas, porém mais que recompensadoras 18h. Me ajudando a enfrentar as dores, cansaço e ansiedade que surgiam com o passar das horas. Ainda bem que no mundo existem pessoas dispostas a realizar um trabalho especial, tornando um momento incrível uma experiência ainda mais sublime.

Ao Lucas  eu não sou nem capaz de explicar o tamanho do meu agradecimento. Por estar do meu lado ao longo desses 9 meses, apoiando minhas decisões e no final de tudo me emocionando com um depoimento que conseguiu descrever melhor do que eu mesma o que foi essa transformação nas nossas vidas, principalmente na longa reta final dos dias 19 e 20. 

O discurso de ganhadora do Oscar acabou, mas o prêmio que eu recebi vai deixar essa sensação de satisfação pra sempre."

Depoimento Lucas


"18 horas de trabalho de parto até que o Benjamin chegasse. Não foi fácil, mas deu certo porque foram 18 horas de amor e dedicação de uma mãe que queria fazer de tudo para que seu filho chegasse ao mundo da melhor forma possível para ele, não para ela.

Dores, cansaço, sono... Nada disso abalou a vontade inigualável de oferecer para o Benjamin um parto humano, carinhoso e repleto de amor.



Não é fácil ver a pessoa que amamos sofrendo tanto. Não é fácil para o homem entender o poder do vínculo entre mãe e filho. Mas coube a mim respeitar e apoiar, sempre. Porque se era o que ela queria, era o que eu queria.

Aretha fez um sacrifício enorme por uma pessoa que ainda viria ao mundo. Antes mesmo de nascer, fez a maior declaração de amor que uma mãe poderia fazer ao filho. Se o Benjamin não é o bebê mais feliz do mundo, ele está muito próximo disso.

Esse sorriso, minutos depois desse pedacinho (de 4,780kg) de gente chegar ao mundo, fez cada segundo ter valido a pena. Uma experiência única, que nunca vou esquecer. Foi inesquecível, incrível ver meu filho nascer de uma forma tão linda.

Parabéns a toda equipe médica (Dr. Alberto, Ju e Thaís) pela paciência, serenidade e carinho. O Benjamin, mesmo sem saber, é muito grato ao enorme esforço que vocês fizeram. E parabéns, ainda mais especial, pra Aretha, que provou que consegue tudo aquilo que ela deseja – mesmo quando quase todo mundo diz que não é possível. Que começo!"

Sem a bomba de insulina

1 comentários |
Depois que o Davi nasceu confesso que minha vida ta bem mais corrida, voltei a trabalhar, tem a rotina de mãe, diabetes, médicos e exames. Ás vezes fico doida tentando adequar meus dias e horários pra dar conta de tudo e cuidar ainda de arrumar a  casa. Anderson me ajuda em tudo, mais tem coisas que somos nós que temos que fazer, não adianta.

A bomba de insulina me dava a praticidade de eu não ficar me furando a cada refeição, de não precisar injetar a basal matutina e noturna além de não precisar andar com a caneta de insulina...

Pois é, tirei a bomba, devolvi ao dono e voltei a tomar insulina basal com seringa e insulina ultra rápida na caneta.

Foram 6 meses de bomba, a coloquei com quase 5 meses de gestação e a tirei com 4 meses pós gravidez. 



Meus controles piraram, por que na bomba vc adequa a quantidade de insulina basal e bolus, na caneta não há tanta precisão sem falar da praticidade da mesma, como só trocar a cânula a cada 3 ou 4 dias. Tudo bem que há um pouco de desvantagem quanto andar com aquele aparelho direto e principalmente no calor,adesivo que desgruda direto, vc sempre topa em alguma coisa, mais a gente acostuma...

Tô descompensada e sentindo falta da SIC, pior que ás vezes esqueço que to sem ela e fico procurando em que local da casa ela pode estar para que eu possa recolocá-la, se estou com alguma amiga que usa e esta apita já acho que é  a minha apitando...

Enfim, ta difícil, fiz a perícia no Hospital das Clínicas de São Paulo e estou aguardando a resposta.
Há três anos to nesta saga, perícia e processo judicial, atrás de ter a minha bomba de insulina.



Minha glicada está 5,9%. Quero mantê-la baixa...

Só preciso de uma bomba, pois este foi o tratamento que verdadeiramente melhoraram meus índices glicêmicos.


Vou para a terceira semana sem bomba e a única vantagem que vejo é a de ñ ter um aparelho grudado em mim, de resto mais nenhuma... Pra mim a bomba de insulina foi o melhor tratamento antes da cura do diabetes...Se é q há...