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Peso, diabetes e nova rotina...

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Engordei quase 10 quilos na gestação, fui regrada e boa moça neste período. Fiz o que esteve ao meu alcance para manter a glicemia em ordem e ter certeza que meu filho viria com saúde. Tive muitos contratempos como já foram ditos no blog, só que venci todos, boa vontade, equipe médica e Deus fazem isso. Sempre atribuirei as coisas que me acontecem á Ele, pois nas boas eu regojizo e nas ruins aprendo.
Na primeira semana pós nascimento perdi 6kg , em uma quinzena 8 quilos foram embora.

Obaa!!!! Que felicidade! Que mulher não quer voltar ao seu corpo? Melhor ainda.... Que mulher não quer ficar ainda mais magra? São poucas as que dizem não...

Parei nos 8 quilos e não emagreci mais. Que saco! E estes 2 quilos????

Muitas amigas que tiveram bebes próximos de mim voltaram ao corpo normal e eu nada...

Nada de perder. Durante a amamentação sentia uma fome tremenda, era muita fome mesmo. Comi um pouco a mais, as glicemias não alteraram pois eu contava CHO assiduamente, sem falar, que a amamentação me dava hipo. Entre correção de hipo e comer como louca, ganhei mais 2 quilos. Saco!!!!! 4 quilos pra perder agora!!!Sem falar que eu não estava fazendo nenhuma atividade física. Aliás, como fazer atividade física morta de sono, com bebê e casa pra cuidar?  Não me sobrava tempo, quando ele dormia, eu arrumava as coisas dele, lavava,passava,cozinhava e dava atenção ao diabetes. Tinha dia que eu gritava socorro!!

Davi foi um bebê muito chorão até o terceiro mês, eram cólicas, manha e por ai vai... Ás vezes eu tinha vontade de dormir e não podia, sonhava com o choro dele quando conseguia cochilar.Pra fazer os dextros era um sacrifício, não lembrava,me distraia com outras coisas e acabava não fazendo... Minha alimentação ficou sem horários, apenas comia pra continuar vivendo, mais não saboreava nada e nem tinha preferência alimentar. Comia pra ter leite, cuidar do bebê, viver e não ter hipo. 

Foi uma mudança brusca em minha vida. Papéis sociais, responsabilidades, bebê e diabetes. Não pensei que a muralha da China cairia bruscamente em minha cabeça.

Curtia o crescimento e evolução do bebê, mais me sentia uma máquina... Foram três longos e doidos meses. 

Ele não ficou na amamentação exclusiva, tomava mamadeira, peito,chá e ás vezes eu arriscava num engrossante pra ver se ele dormia um pouco mais...Pena que não funcionou...

Até que Davi chegou ao quarto mês. Passou a dormir mais, a fazer graçinhas, não chorava mais pra trocar e nem pra tomar banho, ficou mais calmo e as coisas foram entrando nos eixos...



Ufa!!!! Voltei a respirar, consegui me sentir mais gente, a curti-lo de verdade e a dar uma atenção pro Diabetes...rsrrsrsr

Mas... Voltei a trabalhar...

Tivemos que nos reorganizar, Anderson cuida do Davi na minha ausência e faz algumas coisas em casa pra ajudar,eu criei dias e horários específicos pra fazer meus afazeres domésticos...Minha casa nunca mais foi a mesma...

Vi que minha vida não mudaria e hoje faço tudo como posso sendo grata á Deus...Trabalho fora, limpo a casa, lavo,passo,cozinho,cuido do meu filho,levo Davi aos médicos, aos exames,vou aos médicos,faço meus exames, sou esposa,tenho atividades ligadas ao Diabetes, vou á igreja e por aí vai...

Não emagreci os 4 quilos ainda, nem engordei... Ir pra academia ainda não deu. Continuo amamentando e me cobrando emagrecimento, quero emagrecer pelo menos 5 quilos.

Tentei uma dieta(com acompanhamento médico) e me frustrei, com amamentação e diabetes, tive loucas hipos que quase me levaram ao hospital...O negócio é ter paciência que as coisas se ajeitam.

O diabetes ainda oscila por Ns motivos...

Vida de mãe,vida de diabética... Vida de mulher...



O negócio a não se entregar e viver!

Renata:Pais de crianças especiais são + do que especiais

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Olá, me chamo Renata Coelho, tenho 28 anos, diabetes tipo 1 há oito. Sou fotógrafa especializada em fotografia de família e eventos e tenho uma filha de 3 anos e 5 meses.

Tomo insulina NPH e Regular que pego através de mandado judicial mensalmente na secretaria de saúde da minha cidade (Guarulhos/SP). Faço contagem de carboidrato há mais ou menos cinco anos e é a única forma que consigo controlar a minha glicemia. Depois da contagem sou outra pessoa, mais livre para comer e mais controlada. Inclusive durante a gestação eu me mantive bem controlada graças à contagem de carboidrato.

Minha gravidez foi muito esperada e planejada. Eu procurei fazer um controle mais rigoroso seis meses antes de decidir tentar ter um filho. Fazia acompanhamento com endócrino e nutricionista e engravidei com hemoglobina 6,0 e glicemias normais, sem muitas hipos e nem hipers. Porém no início da gravidez eu senti bastante dificuldade em controlar a glicemia, ela subia bastante e quando eu corrigia com a insulina regular, horas depois tinha hipos severas, de 30, 28. Nunca cheguei a desmaiar, mas precisei de injeção de glicose algumas vezes pra fazer subir, água com açúcar não resolvia rápido.

Meu pré-natal foi feito pelo meu convênio na época, aqui em Guarulhos mesmo, acompanhava com endócrino, nutricionista e obstetra, eles se conversavam pra manter um tratamento em comum. Foi tudo muito tranqüilo, não precisei de internação, não tive nenhuma complicação. Ao final do pré-natal, já no nono mês a médica decidiu antecipar o parto por achar que a Sarah poderia crescer demais se esperássemos até 40, 42 semanas e me orientou cesárea com 38, diante das condições que ela me apresentou na época eu aceitei por medo de prejudicar minha filha, hoje, faria diferente.




A glicose ficou bem controlada depois do segundo trimestre, as hipos ficaram bem raras e muito poucas vezes eu tive hipers que passassem de 200. Tive um ótimo controle, a hemoglobina ficou sempre abaixo de 7,0. Os médicos ficavam bem surpresos com os meus resultados.

Ela nasceu bem gorda sim, com 4.160 e 48cm. Escolhemos para ela o nome Sarah, porque é bíblico e eu sempre achei bem bonito. Foi amamentada até mais ou menos 4 meses, depois desmamou por conta própria e meu leite secou aos poucos.

Durante a gravidez minha filha foi sempre tida como saudável. Porém quando ela nasceu teve hipoglicemia neonatal e precisou ser internada na UTI, como acontece com muitos filhos de mães diabéticas. Após o controle da glicemia dela, apareceu uma icterícia grave, que a fez ficar mais oito dias na UTI. Provavelmente (ninguém tem muita certeza disso), essa icterícia levou a uma lesão cerebral que a fez desenvolver uma síndrome rara chamada Síndrome de West. Essa síndrome na minha filha foi descoberta quando ela tinha seis meses de nascida e começou a ter espasmos (convulsões). A síndrome de west causa epilepsia e atraso no desenvolvimento global da criança. A Sarah passou a tomar remédios fortíssimos e teve algumas internações durante o período inicial da doença, porém hoje está estabilizada e se desenvolvendo bem. Tem atrasos consideráveis, como não andar ainda com quase quatro anos, não falar muita coisa, tem a compreensão das coisas prejudicada, mas é uma criança doce, carinhosa e esperta do jeitinho dela, freqüenta a escola normal com crianças normais e é a alegria do nosso lar.

Estou contando sobre a deficiência dela, não para assustar as mães diabéticas que estão grávidas ou pensam em engravidar, estou contando para reafirmar que depois da investigação médica, ficou comprovado que o fato de eu ser diabética não acarretou essa doença nela, que foi algo que a gente não pode dizer o que foi, nem quando foi e nem porque foi, portanto eu sei, no fundo do meu coração que ser diabética não foi fator determinante para que ela fosse especial hoje.



Também gostaria de dizer, que mesmo sendo mãe especial eu me sinto muito realizada com a minha filha. Ela me ensina muito todos os dias, a ser mais tolerante, a ser mais generosa com as pessoas, a ter mais paciência, a não ser imediatista, a ser mais sensível. Ter um filho especial não é tarefa fácil, mas é uma tarefa incrivelmente gratificante. A cada conquista dela eu me realizo mais e mais e tenho toda certeza que ela é perfeita para nós, eu não queria de forma alguma uma filha diferente, se pudesse escolher agora, escolheria a Sarah novamente, assim, do jeitinho que ela é, com as dificuldades e desafios da doença dela, sem tirar e nem por um fiozinho de cabelo. Deus me confiou um anjinho da asa quebrada, para que eu cuidasse com carinho e zelo e é o que eu procuro fazer todos os dias, com amor, paciência e compreensão, a vida nos dá um desafio e a gente precisa ir lá e mostrar que somos capazes de vencê-lo.

A mensagem que eu deixo para quem é diabética e deseja ser mãe é: controle a doença antes de engravidar, estude, pesquise sobre o assunto antes de decidir tentar, tenha uma equipe especializada em gestantes diabéticas te acompanhando e depois que estiver com seu presentinho na barriga, curta, pois é um momento mágico. Ser diabética, hoje, não nos impede de realizar o sonho da maternidade, apenas precisamos ser atentas e cuidadosas com a nossa saúde enquanto gestamos, de resto, tudo sempre dá certo.

 Obrigada pela oportunidade de falar um pouco da minha história, desde a minha gravidez eu escrevo em um blog, sobre as minhas experiências como mãe e diabética, sobre a doença da Sarah e outras coisinhas do universo materno, quem quiser conhecer é: http://gravidaediabetica.blogspot.com. Abraços e até a próxima, Renata.

Encontro de Diabéticos no Parque do Ibirapuera

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Feriado do dia 15/11/2013 fui convidada por um grupo de mães de filhos diabéticos tipo I a irmos fazer num pique e nique no Parque do Ibirapuera em São Paulo. DMs adultas éramos apenas 3: Nádia,eu e Talita as três mães. Grande parte eram mães com seus filhos DMs e a maioria usuários de bomba de insulina.

Foi bacana dialogarmos, trocarmos experiências, nos revermos e nos conhecermos. Davi e o pai foram comigo, lá tiveram muitas coisas gostosas para comermos... Recorremos a contagem de carboidratos para nos salvar. Não houveram assuntos específicos, apenas a troca de experiências mesmo...

Eu como boa observadora vi como cada mãe e filho encara o DM e sua postura frente á este. Gosto de observar isso amplia meu leque de vivências, faz com que eu veja teoria e prática.

Família no Ibirapuera

DMs e familaires

Todos Tipo I

Delícia

Adivinhem quem era o bebê ali no meio.

Resultado do Sorteio

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E saiu o primeiro lugar do Concurso de Depoimentos de Mães e/ou Grávidas Diabéticas.
Prêmio Novo Glicosímetro da Roche com 10 tiras!!!!
Parabéns Jordana Amabile!!!
Me passe seu endereço in box.


Dextros durante a gestação

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Alguém tem noção do q isso representa? Pois bem, lhes direi.

Esta foto tem quase 3 mil fitinhas para dextro. Desde que soube q estava grávida passei a guardá-las ,gestei durante 34 semanas  e fiz 12 dextros (ou mais) diários.Hoje Dia Mundial do Diabetes, resolvi compartilhar com vcs esta fotografia e lhes dizer q INFORMAÇÃO é uma das armas para um bom controle glicêmico.

Gilsiane assiduo cuidado na gestação sem saber o sexo do bebê

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Meu nome é Gilsiane, tenho 36 anos, moro em BH/MG, sou diabética tipo 1 há 17 anos e grávida de 37 semanas – primeira gestação.

Sou acompanhada pelo mesmo endocrinologista há quase 17 anos. Ele me incentivava a engravidar já há algum tempo e dizia que quando isto acontecesse eu seria acompanhada por uma equipe especialista em diabéticas gestantes do Hospital das Clínicas da UFMG daqui de BH. Ele foi o primeiro a saber da gravidez depois do meu marido, é claro. Ele me atendeu ao telefone e falou “que bom, Gilsiane, é o milagre da vida mais uma vez acontecendo”.

É isso mesmo, eu pensei e agradecia a Deus, emocionada.

Soube da gravidez com mais ou menos 6 a 7 semanas de gestação, em 01 de abril de 2013.

Foi um dos dias mais felizes das nossas vidas. Tentávamos engravidar há pouco mais de um ano (tenho cistos nos ovários, o que pode ter dificultado, além da ansiedade) e eu já fazia uso de ácido fólico. Estava com um controle glicêmico bom para tanto, com Hemoglobina Glicada de 6,5 na época. Assim que soube da gravidez liguei para o meu endocrinologista e ele já conseguiu agendar uma consulta no HC para daí a uma semana. Então comecei o controle que desde então tem acontecido semanalmente. É claro que tive várias alterações. É mesmo muito difícil o controle das glicemias e, na gestação, inúmeras alterações acontecem: o corpo está em transformação, as emoções em turbilhão e as glicemias são influenciadas por tudo isso, além da alimentação, da prescrição médica e das atividades físicas.

Quando engravidei fazia contagem de carboidratos bem “mais ou menos”. Usava insulina NPH, lispro e metformina (tinha uma certa resistência à ação da insulina). Com a gestação, parei de usar a metformina e, no primeiro trimestre, não há resistência à insulina, pelo contrário, há várias hipoglicemias. Comecei a fazer a contagem de carboidratos de forma mais rigorosa, usando NPH e lispro, além da realização de glicemia capilar pelo menos 8 vezes ao dia (madrugada, jejum, 2h após café da manhã, antes do almoço, 2h após almoço, antes do jantar, 2h após jantar e ao deitar, na ceia). A prescrição atual é Natele, Vitamina D, insulina NPH 3 vezes ao dia e lispro, de acordo com a contagem de carboidratos, no café da manhã, almoço e jantar.


Tive um pequeno sangramento no início da gestação – sangramento de implantação – e fiquei em repouso por cerca de 15 dias. Depois retomei as caminhadas gradativamente.

Em relação ao pré natal, eu o iniciei com um obstetra do plano de saúde, mas lá pelo 4o mês de gestação, conheci uma ONG daqui da cidade chamada Bem Nascer (http://www.bemnascer.org.br/ ) que apoia o parto natural e humanizado e eu comecei a me apaixonar por esta ideia. Na verdade este já era um antigo desejo meu, mas só na gestação é que eu comecei a pensar mais nisso.  Daí conheci um outro obstetra que toparia me acompanhar sabendo das minhas particularidades (idade, DM1, desejos) e me possibilitaria o parto natural/humanizado respeitando o meu desejo. Então comecei a fazer ioga, fisioterapia para fortalecimento do assoalho pélvico e continuei firme na atividade física, além do controle endócrino. Eu já fazia caminhadas cerca de 4 vezes por semana.


O pessoal da endocrinologia não apoia muito esta ideia, mas eu estou confiante que tudo vai dar certo. Aliás já está dando, apesar das dificuldades do controle glicêmico. O meu controle não é o ideal, mas para uma mulher DM1 não está dos piores.
Consultei com a oftalmologista na gestação nos três trimestres e está tudo bem. Ela não contraindica o parto natural. As glicohemoglobinas da gestação foram: 6,2; 5,5; 6,6; 6,3. Tive uma infecção de urina bem no início da gravidez, tratada com antibiótico. A pressão arterial tem se mantido normal.

Na semana passada, início da 36a semana de gestação a equipe de endocrinologia queria me internar devido ao aumento do líquido amniótico, mas eu procurei o meu obstetra e fizemos mais uma ultrassom e o peso estimado do nosso bebê naquele dia era de 3.049 grs, percentil entre 50 e 75 e aumento do líquido amniótico. Sabemos que o bebê está um pouco acima do peso para a idade gestacional, mas há também uma genética importante: nasci com 4,1kg e o pai com 4,5kg.

Tenho ido ao Hospital Sofia Feldman (http://www.sofiafeldman.org.br/atencao-a-mulher/ ) cerca de 4 vezes por semana para atendimentos com médico obstetra, enfermeira obstetra, dentre outros profissionais. Estou fazendo terapias integrativas para ajudar na diminuição da ansiedade e a partir de agora intensificaremos a indução do parto com homeopáticos, auriculoterapia, escalda pés....  É lá que terei o parto.

Desde a 33a semana faço cardiotocografia para monitorar o bebê, que graças a Deus está bem. Na última semana fiz este exame três vezes.

Este hospital é filantrópico e eu o escolhi por causa da possibilidade de realizar o meu parto o mais naturalmente possível, apesar das minhas particularidades e da classificação de “gravidez de alto risco”. Eles são referência nacional, atendem todo o estado de MG.

Estou muito feliz neste período, buscando me informar cada vez mais sobre a gestação, sobre a gravidez de uma diabética (aliás eu já fazia isso antes mesmo de engravidar e conheci o blog da Kath quando comecei a pensar nessa possibilidade).

É claro que tenho vários medos – como toda mulher grávida – e outros associados ao que é chamado de gravidez de “alto risco”, mas tenho fé, tenho coragem para lutar, tenho desejos e confio na equipe que está me acompanhando. Pretendo ter uma parto na água ou de cócoras, sem analgesia. Entendo que a ação da gravidade ajudará na expulsão do bebê e nós ficaremos muito melhor após o parto, comparando com uma cesariana. Nascer é um trauma para o bebê e com este tipo de parto o trauma será menor, há vários estudos que falam disso. É claro que se na hora H isso não for possível a equipe fará o melhor para nós.

Dentre os meus antigos desejos está o de amamentar. Tenho me preparado para isso também. Tomo sol no bico do seio frequentemente por cerca de 15 minutos antes das 10 ou depois das 16 horas.

Desde o início da gravidez decidimos não saber o sexo do bebê até que ele (a) nasça. Agora já está super perto e decidiremos o seu nome quando nascer. Temos uma lista de nomes de menina e outra com nomes de menino. Esperaremos ver a carinha dele ou dela para escolhermos o seu nome. É provável que isso aconteça na próxima semana, quando entraremos na 38a semana de gestação. Caso esta indução mais natural que já estamos fazendo não seja efetiva, faremos uma outra indução – mecânica e/ou alopática - para que a gestação não se estenda demais porque sabe-se que, no caso da diabética, isso pode trazer prejuízos para o bebê.  Desta forma a data provável do parto será a partir de 18-11-13.



Estou louca para este dia chegar: o cansaço do final da gestação, os edemas das pernas e pés, o aumento de peso – ganhei 11 kg até agora - e a vontade de ter o bebê no colo para que nós três iniciemos uma nova vida: cheia de bênçãos, graças e esperanças.

Acredito que tudo o que a gente vive e o que a gente busca está completamente relacionado aos nossos desejos mais íntimos. Caso uma diabética queira engravidar isso acontecerá – se a natureza permitir - mas ela deve se preparar antes mesmo da fecundação, com um bom controle glicêmico. Provavelmente não será fácil este controle, mas ele é possível e a recompensa virá em nove meses, com a bênção da maternidade.

Esse relato é parte da minha história, da história do meu marido, que é o meu companheiro sempre e me ajuda muito na necessária tranquilidade que busco, e o início da história do nosso bebê, que está quase chegando. 

Aretha: Diabetes e parto normal...Benjamin prestes a vir ao mundo

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Aretha, 26 anos, publicitária e diabética há cerca de dois anos.

Descobri o diabetes na minha vida em agosto de 2011. Com todos os sintomas fui ao médico, fiz os exames e, claro, custei a acreditar que aos 24 anos aquilo estava acontecendo comigo. O diagnóstico do diabetes tipo 2 deu início ao tratamento à base de comprimidos de metformina.

Em novembro do ano seguinte, uma glicada de 9.5 fez uma nova médica me dar um novo diagnóstico: diabetes tipo 1. Iniciei o tratamento com Lantus e Apidra. Em dois meses ganhei peso, controlei a glicada e, enfim, senti que conseguia controlar a doença.

A descoberta da gravidez
Descobri a gestação em abril de 2013, aos quase dois meses de gestação. Pensava em ser mãe dentro de alguns anos, mas a surpresa me conquistou e me fez entrar de cabeça nesse universo.
O controle da alimentação continuou, talvez com um pouquinho mais de rigor. Afinal, as crises de hipo no começo me pegavam de surpresa no meio da madrugada. Por esse motivo, o controle com a endócrino se tornou mais frequente. Além disso, fui orientada a trocar a combinação de Lantus e Apidra por NPH e Regular.
Durante toda a gravidez foram necessários ajustes nas dosagens de insulina. Afinal, as hipos eram freqüentes no início da gestação e hipers durante o terceiro trimestre.

A gestação de uma diabética
Ser considerada uma gestante de alto risco me apavorou no início. Tinha medo do que poderia acontecer com o bebê e de como isso poderia prejudicá-lo. A solução: ler, estudar e pesquisar muito.
Um primeiro obstetra me deixou ainda mais insegura ao afirmar que meu bebê seria muito grande, que não poderia “passar das 38 semanas” e que, possivelmente, eu não poderia parir naturalmente. Como eu era capaz de gerar um bebê e não parir?!
Isso me moveu a buscar um obstetra humanizado, que me deu segurança sobre um parto natural e que esperaríamos sim meu filho vir ao mundo no momento dele, se tudo continuasse correndo bem durante a gestação.
Em oito meses engordei cerca de 8kg. Afinal, desejos como comer um bolo de chocolate inteiro não fazem  parte da minha realidade e tenho certeza que meu filho não vai nascer com cara de bolo por esse motivo. :D
Para mim, a questão alimentar nunca foi problema. Os integrais sempre fizeram parte da minha dieta (independente do diabetes) e as escolhas mais saudáveis eram parte do meu cardápio há alguns anos, o que considero essencial para o controle da doença, principalmente nesta etapa da vida. Associar isso ao acompanhamento médico correto me fez seguir uma gestação por meses de tranquilidade.

37 semanas á espera do Benjamin
A reta final
Agora, entrando quase no nono mês, sigo com o controle da alimentação, dextros e aplicações de insulina rigorosamente. O bebê há algum tempo apresenta um peso maior que o padrão da idade gestacional, mas seu desenvolvimento é perfeito.
Continuo disposta e animada com os preparativos para a chegada do meu filho, mesmo com os pés inchados dessa fase, que tornam até as simples caminhadas mais lentas. Além disso, não consigo me ver como uma grávida em risco. Me vejo como uma mulher se preparando para que esse nascimento faça surgir duas novas pessoas: um filho e uma mãe.

Espero em breve poder relatar como foi trazer ao mundo essa nova vida, mesmo com hipos e hipers no caminho!

Sorteio no Blog (Novo glicosímetro da Roche)

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As mães ou grávidas DMs q enviaram ou enviarão seus depoimentos até o dia 14/11 concorrerão ao novo glicosímetro da Roche.
Enviar para:kathpaloma@hotmail.com


II Encontro de Blogueiros na Roche

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Tive a honra de participar do primeiro e agora do segundo Encontro de Blogueiros de Diabetes promovido pela Roche.

Finalmente consigo escrever sobre o evento na minha correria quase não tive tempo...

O evento foi no Laboratório Roche – São Paulo –SP, no dia 19/11/2013 pela manhã. Iniciou-se com um cofee break permitindo um diálogo entre blogueiros, grande parte eu já conhecia pessoalmente, mais confesso que foi ótimo revê-los e finalmente conhecer alguns face a face... Tinha blogueiros do Rio de Janeiro, Minas Gerais e de outras cidades de São Paulo .

Blogueiros e seus respectivos acompanhantes na Roche.


Tivemos dois tipos de palestra uma com a Dra. Em Ciências Biomédicas Maria Julia Kenj e outra com a endocrinologista Dra. Mariana.

A primeira palestrante enfatizou conceitos importantes de como verificar a glicemia capilar. Falou sobre os diversos tipos de glicosímetros que há no mercado e os acessórios que compõem os mesmos. Foi dito que o Hematócrito ( percentagem de volume ocupada pelos glóbulos vermelhos ou hemácias no volume total de sangue) pode influenciar na medição da glicemia.

Dra. Maria Júlia

Foi falado os conceitos técnicos e químicos que há no glicosímetro, fitas e chip. Pude perceber que nosso corpo é uma máquina pra lá de complexa... Muito mais do que eu imaginava.

Para finalizar o bate-papo Maria Julia ensinou-nos a fazer o dextro corretamente sendo da seguinte forma:

·        Os dedos devem estar aquecidos
·        O furo deve ser feito nas laterais dos dedos
·       As  Mãos devem estar abaixo da linha do coração.

Nossa amiga Carol Freitas fez um vídeo para melhor especificar isso:


Raquel Tenuta (funcionária da Roche) mostrou-nos por meio de um vídeo, como as fitas de medições são feitas nos Laboratórios da Roche.

A segunda palestrante Dra. Mariana, mostrou-nos o novo programa do Smart Pix e como usá-lo. O Accu-Chek Smart Pix é um dispositivo inteligente que transfere os resultados dos monitores Accu-Chek para o computador e permite a visualização da glicemia em forma de gráficos.
É só plugar e acompanhar os resultados. Visualize de maneira simples e entenda como a alimentação, os exercícios físicos e o conhecimento da variação da sua glicemia podem ajudar você a viver muito melhor. Você também tem a possibilidade de imprimir seus gráficos e levar na sua próxima consulta médica.


Entre os brindes ganhamos o novo monitor de glicemia Accu Chek Active, este tem alguns diferenciais como:

-Aparelho de menor tamanho,
-Menor preço R$49,90,
-Nova tecnologia nas fitas e por isso só aceita fitas com validade a partir de julho de 2014

Mexendo no mesmo descobrimos algumas coisinhas que só facilitaram a nossa vida.