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Sheila- Mãe, DM1 e com um depoimento rico em detalhes

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Meu nome é Sheila Vasconcellos, sou carioca, tenho 43 anos e sou diabética tipo 1 desde os 15. No início, não foi fácil. Eu estava de malas prontas para minha viagem de 15 anos para a Disney e tive que cancelar tudo para aprender a lidar com a doença. Fomos ao médico porque eu estava perdendo muito peso, urinava muito e sentia um grande cansaço (sintomas clássicos da DM). O primeiro médico, um jovem, prescreveu uma dieta de restrição aos carboidratos e, para nossa surpresa, suspendeu as atividades físicas. 

Imagina...fiquei fora dos campeonatos de vôlei do colégio. Mas depois procuramos um especialista, o melhor no Rio de Janeiro: Dr. Francisco Arduíno. Ele fez o diagnóstico corretamente e comecei o tratamento com a insulina (NPH de porco), me ensinou a fazer as medições de glicemia (pela urina), tive auxilio de uma nutricionista para a dieta e o incentivo a prática de exercícios físicos. Íamos de 3 em 3 meses ao seu consultório e ele sempre queria saber da minha vida, do que eu pensava, meus planos e sonhos.

Hoje vejo que ele sempre enxergava o paciente, além do diabetes. Passei esta fase tentando fazer o melhor...mas nem sempre conseguia. Também tive fases em que neguei a doença, vivendo normalmente (comia sem critérios), só tomando a insulina conforme o prescrito. Mas isso não basta, né? Então encontrei o homem da minha vida, meu marido, e engravidamos três meses depois, sem qualquer planejamento. Logo veio o medo por não entender sobre o efeito das mudanças da gravidez na diabetes e os riscos envolvidos. 

Tive o acompanhamento de perto da minha endocrinologista e pedi que ela me acompanhasse no parto também. Correu tudo bem na cesárea. Minha primeira filha Bruna nasceu com 38 semanas, em 19/05/1998, com 4.250kg. Ela teve hipoglicemia nos dois primeiros dias, mas depois a glicemia se estabilizou.Amamentei-a por seis meses exclusivamente com leite materno, depois, por conta do retorno ao trabalho, adicionamos sucos e alimentos pastosos. Ela está crescendo forte e saudável e completou 15 anos em maio deste ano. Escolhi Bruna porque queria um nome forte e feminino e lembrei-me da atriz Bruna Lombardi, lindíssima e que falava com muita atitude. Minha filha é assim mesmo!

Mas a gente nunca está satisfeita. E eu sempre pensei em ter mais um filho, um menino, para formar o casal. 

Entretanto, sempre tive muito medo. Passaram-se 5 anos sem qualquer controle anticoncepcional, quando engravidei porém sofri um aborto natural com apenas 2 meses de gestação. Fiquei triste? Sim. Mas não perdi as esperança. Seis meses depois engravidei novamente e prometi a mim mesma fazer todo o possível para ter meu filho com saúde. Minha endocrinologista nesta época era bastante naturalista e falava que eu precisava aproveitar mais a vida, fazer exercícios e que tudo correria bem. Sua calma me tranquilizava e me deixava confiante. Minha meta era controlar a doença para ter um bebê menor do que a Bruna. E como vcs podem ver pela tabela abaixo, durante a gravidez meus números melhoravam.

A1c
V.R.
Data
Eventos Importantes
10,6
5 a 8,85
21/01/1998

6,7
4,8 a 7,8
18/04/1998
19/05/1998 - Nascimento da Bruna
7,8
4,80 a 6
23/08/2003

8,7
4,6
10/03/2004

7,2
4 a 6
13/07/2004
06/10/2004 - Nascimento do André Felipe
9,2
4 a 6
01/12/2004

8,6
4 a 6
17/03/2005

8,9
4 a 6
10/01/2006

7,5
4 a 6
19/09/2008


Entretanto, meu esforço não foi o suficiente para atingir meu objetivo. Meu segundo filho, André Felipe, nasceu também de cesárea, com 39 semanas e pesando 4,435kg. Desta vez, meu bebê também apresentou hipoglicemia nos 2 primeiros dias e, para nossa surpresa, precisou ficar 15 dias na UTI para se recuperar de uma pequena má formação de uma veia do coração. Foi muito difícil ser liberada do hospital e não levar meu filho comigo. No hospital, estranhavam porque ele ainda estava internado se ele era grande como um lutador de sumô. 

Eu brincava dizendo às mães que, enquanto seus filhos prematuros precisavam ganhar peso para terem alta, o meu precisava perder peso. Era uma piada infeliz, confesso, mas que eu usava para me distrair enquanto não conseguia tê-lo em meus braços. Logo ele foi para casa e foi alimentado durante 8 meses exclusivamente com leite materno o que lhe garantiu um crescimento e desenvolvimento perfeitamente normal. A escolha do nome foi um acordo pela combinação do André (minha escolha) e o Felipe (escolha do pai). Achamos que o nome compostoAndré Felipe era original e soava muito bem!

O importante nestes períodos em que fiquei grávida é que não tive nenhuma complicação grave, nem precisei ficar internada por descompensações da glicemia. Tive uma ou outra hipoglicemia tratada de forma caseira com água e açúcar. Quanto aos exames pré-natais, não tivemos nenhum evento fora do normal. Somente na última ultrassonografia morfológica da Bruna, o médico do laboratório percebeu o início de um sofrimento fetal, entrou em contato com meu obstetra que decidiu por fazer a cirurgia imediatamente. Minha filha nasceu no mesmo dia do exame, à noite.

O que eu posso dizer para quem é diabética e alimenta o sonho de ser mãe? Faça o que tiver ao seu alcance para que sua glicemia fique o mais próximo do normal durante toda a gravidez. O exercício leve é muito bom e manter uma dieta saudável também é fundamental. 

Fazer a nossa parte é o que nos compete e certamente seremos recompensados com a saúde de nossos filhos. Depois que tive filhos, em 2009, sofri uma grave crise de hipoglicemia enquanto andava pela rua. Sem sintomas, perdi os sentidos e pulei de um jardim suspenso até a calçada da rua de uma altura de aproximadamente 2 metros. Quebrei o tornozelo esquerdo, fui operada, coloquei uma placa e 9 parafusos. Fiquei 3 meses sem andar, 6 meses em tratamento fisioterápico para voltar a pisar só voltei a trabalhar após 10 meses de licença. Neste período, tentava procurar uma resposta sobre o por quê precisei passar por este acidente tão terrível. E a resposta é que eu precisava cair em mim, precisava me tratar melhor, ainda melhor, e que o diabetes não podia ser mais negligenciado. Eu tinha dois filhos para criar e queria viver o máximo de tempo com a melhor condição física possível. Comecei a fazer exercícios, a comer de forma saudável e equilibrada e com isso perdi 10 kg em pouco mais de um ano. Meus resultados nunca estiveram tão bons, como vcs podem ver abaixo. Estou na minha melhor fase de vida e sei que pelos meus filhos, faço o que for necessário e, até mesmo, o impossível!
 
5,9
4 a 6
23/03/2009
QUEDA - Grave hipoglicemia sem sintomas.
6,7
4 a 6
30/06/2009

6,4
4 a 6
29/09/2009

6,6
5,7 A 6,4
23/02/2013

6,7
ATE 5,7
05/06/2013


Às futuras mamães, deixo meu recado:
“Sonhem e construam alicerces firmes para seus sonhos. Cuidem do diabetes para que possam ter saúde para cuidar dos seus filhos.”

Mosaico da Sheila.



Novembro é o Mês do Diabetes e Azul também é a cor do Diabetes e não do Câncer de Próstata!

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Não somos contra a campanha de câncer de próstata, somos contra ela ser azul, Novembro ser o mês.
Como ficará a tradicional iluminação azul que é a nível mundial, para alertar as pessoas para o diabetes?
Como ficarão nossas campanhas, caminhas onde os diabéticos são representados por azul?
E as nossas sextas azuis? todos esses anos?
Tudo vai perder o sentido?

O dedo que representa o teste capilar, não pode ser o mesmo dedo que representa toque retal!

A campanha para a Resolução das Nações Unidas sobre Diabetes foi liderada pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) desde 2007. Ela é representada por um ícone simples, que pode ser facilmente adaptado e usado em todos os lugares, o circulo.

O ícone clama a união pelo diabetes e simboliza o apoio à Resolução das Nações Unidas sobre Diabetes.
O azul representa o céu e é a mesma cor da bandeira das Nações Unidas, que representa também a união entre os países.
É a única entidade que pôde apelar aos governos de todos os lugares que era hora de reverter a epidemia global de diabetes, que ameaça o avanço econômico e que causa tanto sofrimento.

Existe uma portaria que define o Dia Mundial Do Diabetes - 14 de Novembro no Brasil.

PORTARIA Nº 391, DE 4 DE ABRIL DE 1997
O Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições, e considerando que:
- Diabetes mellitus é uma patologia crônica que afeta todo o organismo e que, se não for bem controlada, pode desencadear severas complicações agudas e crônicas, causando, na maioria das vezes, mortes prematuras e incapacidades fisicas temporárias e permanentes;
- São extremamente elevados os custos sócio-econômicos, diretos e indiretos, advindos do tratamento do diabetes e de suas seqüelas;
- Atualmente existem 5 milhões de diabéticos no Brasil, sendo que cerca de 300 mil têm menos de 15 anos de idade;
- O Diabetes mellitus é um sério problema de Saúde Pública em nosso Pais e urge que sejam implementadas ações preventivas e de controle;
- O "Dia Mundial do Diabetes" foi estabelecido em 14 de novembro pela Organização Mundial da Saúde e pela
Federação Internacional de Diabetes, resolve:
Art. 1° -Revogara Portaria n°895, de 20 de junho de 1991.
Art. 2° - Instituir, em 14 de novembro de cada ano, o "Dia Nacional do Diabetes"
como o dia símbolo de luta contra a doença, em substituição à data anteriormente estabelecida.
Art. 3° - Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação.

NÃO VAMOS ABRIR MÃO DO NOSSO DIREITO DE TER O MÊS DE ATENÇÃO E A NOSSA COR REPRESENTATIVA NO BRASIL.

SÃO AÇÕES MUNDIAIS E QUE DEVEM SER RESPEITADAS PELO MINISTERIO DA SAÚDE NO BRASIL.

Lançamento do Livro Aventuras a 90 de Glicemia

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Sábado 09/11 das 16h às 19h no Fran's Café localizado à Rua Baronesa de Itú, 363. 

Higienópolis. São Paulo - SP. Bruno Pereira lançará sua biografia com o título : Aventuras a 90 de Glicemia

Estão todos convidados!

Sinopse do livro:

Como muitos jovens e adolescentes diagnosticados com diabetes tipo 1, Bruno Pereira precisou superar os medos e as dificuldades que a descoberta da disfunção provocou para não deixar de ter uma vida agitada e feliz. E ele tem conseguido!

Além dos estudos e da vida profissional, Bruno dedica seu tempo ao trabalho voluntário em educação em diabetes, participando de acampamentos educativos e grupos de apoio. Por causa desses compromissos, ele já viajou para países como Chile, Argentina e Paraguai, onde viveu altas aventuras e conheceu pessoas tão doces quanto ele.

Nesta sua obra de estreia no mundo da escrita, Bruno quer mostrar que o diabetes não é um “bicho de sete cabeças” como muita gente pensa. No início, ele pode até assustar, mas é possível viver com saúde e curtir as coisas boas da vida sem deixar a glicemia nas alturas.

Para comprar : 


Ana Paula: Gravidíssima conta seu depoimento

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Olá!

Meu nome é Ana Paula, tenho 20 anos, sou casada vai fazer quatro anos, desde que casei meu sonho sempre foi ser mãe, e há um ano esse sonho foi realizado, porém quando completei três meses de gestação tive um pequeno sangramento e La se foi meu sonho embora... Perdi o tesouro mais importante da minha vida e além da perda veio à descoberta da diabetes, pra mim as esperanças haviam se acabado, pois comecei a pesquisar sobre a gestação com diabetes e vi a dificuldade que seria. Mais meu sonho de ser mãe era bem maior!

Passado um deste acontecimento resolvi tentar engravidar de novo, foram várias as tentativas e boa parte fracassadas... Até que minha mestruação atrasou por dois dias e ali minha esperança foi renovada, quando fiz o teste e deu positivo foi uma emoção tão grande que nem tenho palavras pra descrever... Prometi pra mim mesma que faria tudo pelo meu filho.

Desde então já estou com quase 30 semanas e meu bebe Enzo Gabriel aqui chutando e crescendo saudável como qualquer outro bebe!

Tomo insulina NPH pela manha 40U e a regular 10UN, e pela noite mesma quantidade. Faço dieta, passo pela endócrino, caminho 10 minutos e por aí vai... Todo o sacrifício é válido!


Por isso eu digo que faço tudo de novo se for preciso, cada dextro e cada furada de insulina... É tudo pelo meu bebe que ainda nem conheço mais já o amo muito!




Segunda consulta com a endocrino pós-nascimento

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16/09/2013

O roteiro era levar o Davi na consulta médica comigo (endocrino) mais daí o tempo fechou... 

Fui de coração apertado...

Na consulta preenchemos relatórios, dialogamos e conversamos sobre meu tratamento.

Vamos resumir: Minha consulta foi tranquila, ñ emagreci e nem engordei, falta perder 2 quilos da gravidez (estacionei neles), os controles de maneira geral estão bons, devido a amamentação temos oscilações já esperadas. Com toda a correria da maternidade me desdobro, faço meus dextros e me medico só os horários de alimentação q estão bagunçados. A meta para o próximo mês é voltar ás atividades físicas. Sai do consultório com as guias de exames para fazer no final do mês q vem.Acho q ainda continuo sendo uma boa moça rsrsrs

Fiquei 3 horas longe de casa que pareciam 30 horas longe do meu bb...Imagine qdo eu voltar a trabalhar...

Jordana: Diabetes Gestacional que se tornou Diabetes Tipo II

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Sou Jordana Amabile, tenho 30 anos e sou DM há 10 anos. Atualmente, não faço uso de insulinas e nem contagem de carboidratos, apenas tomo  glifage e glimepirida pra DM, e cordarex e lozartana pra hipertensão.

Sou mãe de duas lindas crianças e minhas duas gestações não foram planejadas. Quando engravidei não tinha DM, minhas taxas glicêmicas eram normais, adquiri diabetes durante a gravidez, sendo diabetes gestacional.

Quando estava no terceiro mês (2003) minha glicose começou alterar, a médica pediu uma curva glicêmica e teve certeza do diagnóstico.

Fiz o pré- natal no posto de saúde próximo de casa, e o atendimento cardiológico e endocrinológico num centro de atendimento a mulher, na cidade de Araxá/ MG (onde eu morava na época).

Tive muito medo pq não entendia NADA de DM, meus conceitos eram os mesmos da maioria das pessoas, diabético toma insulina e não come doce e em algum momento vai perder um membro por amputação! Era assim que eu pensava...

Minha ginecologista foi importante neste processo, me deu as informações precisas e muita atenção. Meu maior medo era ter um filho com DM ou perdê-lo, ouvia coisas horríveis sobre a gravidez de uma mulher diabética, isso me assustava. Mas eu continuava acreditando que pra mim tudo daria certo.

O bebê passou a crescer muito, pois o DM ás vezes descompensava, os médicos não gostavam... Mais fazer o que?

No sexto mês tive um começo de aborto fui internada e tomei remédios pra segurar o bebê e fiz muito repouso, fiquei duas semanas no hospital, a glicose ficou controlada, mas desenvolvi hipertensão.

Realizei muitas ultrassons estas eram importante pra saber sobre o crescimento do bebe, o dextro era feito no posto de saúde pela manhã, pois eu não tinha o glicosímetro em casa, a tarde ia ao mesmo local para aferir a pressão. Fiz diversos exames de urina, pois tive muita infecção urinária.

Enfim, no dia 27/03/2004 (meu aniversário), com 8 meses de gestação a médica resolveu fazer uma cesariana por outras pequenas intercorrências que foram surgindo. Lavínia nasceu bem e saudável sem nenhuma complicação, com 3.670 kg e 50 cm este nome foi escolhido por meu marido (ele viu em uma atriz e gosotou) por mim ela se chamaria Maya, mas como era primeira filha, sonho dele (fruto de um milagre, ele não podia ter filhos segundo os exames médicos), eu deixei que ele escolhesse o nome.

Na minha segunda gravidez (2007) já estava experiente vamos dizer assim, porém a descobri tarde, pois sempre fui gordinha, com o ciclo menstrual desregrado e com ovários policísticos, estava na correria de trabalhar fora num serviço corrido e pesado, jamais desconfiei de uma gravidez, quando soube já estava de 4 meses. Continuei usando metformina (pois tinha desenvolvido Diabetes Tipo 2) e remédio para pressão arterial.

Larguei tudo e fui cuidar de mim, graças a Deus peguei um ginecologista bom de novo. O diabetes estava todo descompensado, pois eu não estava cuidando direito, assim o médico achou melhor entrar rapidamente com a insulina.

A pressão voltou a alterar, me dediquei ao extremo nesta gestação, de forma que até os sete meses minha glicemia pouco alterou e a gravidez foi fluindo bem.
No sétimo mês minha pressão desregulou daí fiquei internada 1 mês para controle e no oitavo mês foi necessário fazer o parto pelo tamanho do bebê e preocupação com a glicemia e pressão arterial. Meu filho Murilo nasceu aqui no Espírito Santo onde moro, no dia 11/10/07 com 3.640kg e 50 cm, escolhi este nome por que vi na TV e gostei. Ao nascer ficou na UTI devido um desconforto respiratório,segundo os médicos ele ainda se sentia no útero e não fazia esforço sozinho pra respirar e também por eu ter tido uma minha infecção urinaria que acabou passando pra ele. Ambas as coisas não teve a ver com o Diabetes e não foi por isso que ele esteve na UTI. Logo ele recebeu alta e ficou bem em casa.
Amamentei meus dois filhos por um ano. Minhas duas cesáreas cicatrizaram muito bem.

Eu tive diabetes gestacional na primeira gestação, ela evoluiu para Diabetes Tipo II e na segunda gestação eu já era Tipo II.


Termino este depoimento dizendo: Muitas coisas mudaram ao longo dos anos, hoje muitas coisas estão facilitadas para que as diabéticas tenham uma excelente gestação. No meu tempo os recursos eram menores e eu tinha pouca informação, o que me prejudicou muito. Aconselho quem deseja engravidar que busque o maior número de informações possíveis, que se dedique, procure um bom profissional, faça tudo direitinho e acredite. Se você fizer isso e confiar em Deus terá um lindo bebê. Não bastar querer tem que se esforçar.


Fernanda: Ainda gestante, mas cheia de experiências pra compartilhar

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Olá pessoal, meu nome é Fernanda, tenho 26 anos, sou DM1 a 4 anos e meio .

Me casei também a 4 anos e meio e uma hora bateu aquela vontade de ser mãe, comecei a pesquisar e comecei a ler várias coisas que me assustavam, com relação a diabetes e gestação, já chorei por várias vezes achando que não ia poder realizar esse sonho, eu tinha medo de não dar nada certo, de não conseguir manter a glicemia controlada, de ter hipos muito severas, do bebê ter problemas ...Enfim, inúmeras coisas, e pra completar eu ainda tenho hipotireoidismo, e minha médica me disse que se não estivesse controlado e eu engravidasse poderia sofrer um aborto.

Mas depois de um certo tempo de DM eu conversei com meu médico sobre o assunto e ele me disse relatos de pacientes dele que tinham engravidado mesmo sendo DM1 e deu tudo certo, foi um peso que tirou das minhas costas, pois em sites que eu pesquisava só via notícias ruins, depois disso encontrei o Blog Diabetes e Você da Kath que me ajudou muito, pois acompanhar as experiências dela e de outras DMs me encorajava mais e mais.

Resolvi parar com os métodos contraceptivos e tentar, depois de 8 meses de tentativa Deus me abençoou e hoje estou com 22 semanas de gestação, esperando meu príncipe Miguel.



Graças a Deus tem dado tudo certo, eu confesso que achei que seria muito mais difícil, não estou dizendo que é fácil, mas com disciplina a gente consegue, não consigo manter a glicemia sempre no proposto pelo médico, mas ele me disse que estou indo bem e o importante é medir sempre a glicemia, para corrigir rapidamente caso precise.

Bom, daqui alguns meses, espero voltar aqui e contar que meu Miguel nasceu super bem, saudável e que estamos bem.

Para as Dms que querem ser mães, não desistam desse sonho, se esforcem pra que corra tudo bem, pois depende da gente também pra que de tudo certo, precisamos nos cuidar direitinho pra que a glicemia fique o mais controlada possível.

Beijos a todas e fiquem com Deus.

Naura e a Gravidez de João Pedro

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Meu nome é Naura e há quase 12 anos atrás descobri que tinha diabetes tipo 1, na época eu tinha 17 para 18 anos foi um choque muito grande, passei pelas famosas fases: negação, contestação e por fim aceitação, graças a Deus demorou mais chegou essa fase.

Após um ano de diagnóstico me casei, e confesso que tinha muitos medos e maior deles era o de não poder ter filhos... Fiquei com isso na cabeça durante muito tempo, e sempre ouvia muitos comentários pessimistas, mas Deus preparava uma surpresa maravilhosa pra mim, a gravidez! Engravidei em 2007, uma gravidez não planejada, mais que foi muito comemorada, na época eu tinha mudado de endócrino e tinha iniciado o tratamento com a insulina lantus.

Passei os 3 primeiros meses de gravidez muito preocupada e amedrontada, pois tinha medo de perder meu bebê, mas isso me encorajava a cuidar mais de mim... Digo que a época da gravidez foi o período em que minha glicemia esteve mais controlada, apesar de chegar a usar quase 60 ui de insulina no final da gravidez.



Foi uma gravidez tranquila apesar dos medos, e meu filho nasceu com quase 40 semanas de gestação pesando 4,100kg e com 50 cm de parto cesárea.. Esse foi o dia mais feliz da minha vida!


João Pedro nasceu com desconforto respiratório e por isso teve que ir pra UTI Neonatal, perdi o chão novamente...chorei demais. Ele ficou internado por 10 dias, 3 deles foi por causa do desconforto respiratório e os outros 7 dias foi por causa de uma icterícia tendo que fazer fototerapia. Minha recuperação foi ótima, não tive problema nenhuma com a cicatrização do parto, minha maior dificuldade foi com a amamentação, isso por causa das hipoglicemias que sentia ao amamentar.




Hoje João Pedro tem 5 aninhos e cobrando muito a mamãe um irmãozinho, espero engravidar novamente ainda esse ano.


"Bebê" com bomba de insulina

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“Sou Vânia, mãe da doce Eduarda de  1 ano e 9 meses, diagnosticada aos 10 meses de vida com DM1 em outubro de 2012, ficou na UTI uma semana pois estava em cetoacidose, foi penoso como em todos os  diagnósticos, sendo ainda mais critica a situação pois ela ainda mamava no peito e estava quase aprendendo andar.
Essa é a Duda.

Já no hospital a endocrinologista que acompanha, iniciou o tratamento com a NPH para basal 3x ao dia, sendo esta a mais indicada pela pouca idade da Duda complementando com a Ultra- rápida para correções, mas no hospital já nos falou sobre a bomba de insulina como possível tratamento.
Aparentemente a Duda teve 1 mês de lua de mel, deste momento começaram a surgir viroses, febre toda semana, os dentinhos aparecendo, diversas tentativas de correções, ajustes e horários das doses de insulina, e  nada que mostrasse um controle aceitável, foi então que após 4 meses do diagnóstico de DM1, a endocrinologista nos indicou realizar o teste com a bomba de insulina.
Em Fevereiro deste ano, ela com 1 ano e 1 mês, iniciamos os testes com a Roche que já nos primeiros dias tirou todos os receios em relação a ter um equipamento grudado no corpinho da nossa pequena.
No final de abril contratamos uma advogada por indicação e entramos com ação judicial contra o Estado, para que nos fornecesse a bomba e insumos necessários. Foram longos dias, exatamente 64 para recebermos o telegrama e retirássemos a bombinha da Duda.
No dia 18/07, realizamos a colocação da bomba na Duda que estava com 1 ano e 7 meses, eu com a ajuda da enfermeira da Roche fizemos os procedimentos e testei em mim a cânula que fica nela, não doeu nada. A cânula fica no “flanco” e bumbum e colocada como um carimbo é muito pratico, nos primeiros 2 dias ela ficou reclamando um pouco, de “dodói” pegava a bombinha olhava, eu sempre explicava que não é “dodói”, é a insulina, ela já sabe e repete essa mesma frase, mas está totalmente adaptada.
Os botões da bomba são bloqueados e criança não consegue desbloquear e desconfigurar e nem mandar insulina, alias e difícil até para adulto conseguir desbloqueá-la, a Duda nunca se interessou em mexer, ela segura na mão imita que é uma maquina fotográfica avisa quando a bomba a incomoda, mas não mexe.
As cânulas e o cateter que ficam no bumbum dela são trocados a cada 2 dias e o cartucho que fica a insulina trocamos a cada 7 dias, sendo  isso que realmente mais me motivou a trocar as antigas 6 a 7 picadas no dia e horários que me deixava pirada,pela troca da cânula a cada 2 dias, e o grande aliado é controle que conecta com a bomba via Bluetooth ela pode ir em até dois metros de distancia que consigo mandar insulina a partir de testes de glicemia capilar que fazemos de 8 a 10 vezes por dia, e com isso dividiu um pouco a carga e preocupação atrelada.
Para que começássemos ver valores aceitáveis no primeiro mês, enviei os dados e apontamentos a cada 3 dias para a médica e enfermeira analisarem e apontasse os ajustes de dose basal, fator de correção e sensibilidade.
*A Duda estava usando na média de 8 a 10 fraldas por dia quando não utilizava a bombinha, hoje, já com as glicemias mais próximas do normal essa média já caiu para 4 a 5 fraldas apenas.
*Ela tinha uma fome incontrolável, brincávamos que ela tinha memória de peixe, já melhorou bastante come a porção dela e fica satisfeita.
Estamos nos adaptando com tudo, como deixar a bombinha mais confortável possível no corpinho dela, a minha sogra fez uns modelinhos que estão nos ajudando e muito, o que sinto que a bomba faz parte dela.
Apesar da Duda não se mostrar incomodada com a bomba, nos temos que zelar ainda mais, pois ela é um bebê, já ocorreu o episodio de ela pegar a vasilha da água da cachorra da minha mãe e tomar um banho, o desespero foi total… Rsrsrs
Mas ainda acho que o maior inconveniente da doença é lidar com o não saber e nem conhecer das pessoas: – tão pequena e precisa desse aparelho, tem que usar pra sempre? Ou os olhinhos curiosos de o que será que este bebe tão saudável deve ter? Mas adoro explicar tudo numa boa.
Acredito e torço pra que esse tratamento fique cada dia mais acessível e que nunca deixem de lutar por um controle saudável, e que não acreditem que é normal ter hipoglicemias e hiperglicemias todos os dias porque isso é um sinal de mau controle.
Se a bomba for uma opção do medico e sua, não deixem de experimentar por preconceito ou medo que não irá se acostumar com um aparelho grudado 24 horas, qualquer pessoa de qualquer idade pode usar a bomba de insulina a Duda está ai para provar com 1 ano e 9 meses, que não atrapalha em nada no seu dia a dia, pensem que a tecnologia veio nos ajudar e irá nos ajudar cada dia mais.
Estou à disposição para qualquer duvidas.
Vânia Picco    valusapi@gmail.com ”

Consultas do Davi no pediatra

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Arrumando a bolsa do Davi para irmos ás consultas dele sempre tem ítens meus pra variar. Balas, glicosímetro e um kit de sobrevivência (suco, barra de cereal e bolacha) caso a consulta demore. Vida de mãe diabética é assim coisas do filho...Coisas nossas também.

Meu filho abençoado por Deus tem evoluído muito, descobriu suas mãos e reconhece minha voz. é lindo de ver.Agora finge tossir rsrs.

Fiz um post sobre sua evolução mostrando suas consultas médicas.

19/07/2013- Primeira Consulta com 21 dias de nascido 3.340 kg e 51 cm (ele nasceu com 3.510 kg e 48 cm), estava ganhando menos de 16 gramas por dia, por este motivo o médico disse que o avaliaria semanalmente até que ele voltasse a ganhar mais de 20gr por dia.

26/07/2013- Segunda Consulta com 28 dias: 3.535 kg, ganhou 27 gr por dia e recebeu alta da consulta semanal,passando a ser mensal.


19/08/2013- Terceira Consulta um mês e 23 dias: 4.645 e 55 cm, ganho de 42 gr por dia
 
Davi chorando. Dr. Guilherme sempre paciente




19/09/2013- Davi está com 2 meses e 22 dias em consulta no pediatra vimo que ele está com 5.885 kg e 61,5cm...Em 1 mês ele cresceu 6cm e engordou 1,.100kg!!Tenho orgulho em dizer q esta criança e filho de uma DM1!

Próxima consulta 22/10/2013.


Dr. Guilherme

Aproveitamos o gancho para visitar a obstetra mais que querida: Dra. Lu.