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Davi e a UTI (parte II)

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Me sentia aliviada, cardiopata ele não era...

Com os pontos da cesárea eu ia me arrastando pro hospital...

Deus meu, como aqueles pontos doiam!Muitas amigas minhas disseram não sentir nada, eu em compensação nos primeiros dias sentia muita dor nos pontos...Estava á base de medicamentos.

Meu bebê estava no hospital e eu em casa. Q péssimo!

Todos os dias recebíamos novas notícias, ele perdeu peso nos primeiros 2 dias e passou a recuperá-los nos dias seguintes.No primeiro dia ficou á base de soro, do segundo em dia foi inserido na dieta  leite, a principio o leite Aptamil, lembro como se fosse hoje, ele começou tomando 5ml por dia... No segundo dia saiu do respirador, mais continuou na incubadora. 

Ele era o maior nenê da UTI, ele era o nº6! Meu nº6!

Foram 4 dias na incubadora, tomando leite, soro e ligado á vários aparelhos.

Queríamos tirar fotos para mostrar á todos da família mais lá não podia.

No quinto dia uma enfermeira me perguntou se eu não o amamentaria, confesso que me senti abobada, na correria tinha até me esquecido disso... Foi quando ela pediu para que eu fosse na sala do aleitamento materno tirasse leite na bomba elétrica e deixasse para o Davi e no dia seguinte uma enfermeira especializada em amamentação me daria auxílio.

Na sala de aleitamento as mães me ensinaram a mexer com a máquinas e insumos, lá fiz muitas amizades, vi muitas coisas e ouvi muitas histórias, vocês não tem noção do que é sofrimento... Como reclamamos á toa...

Estava tendo algumas hipers em horários esporádicos e não me culpo, meus horários de alimentação estavam bagunçados, eu estava estressada e sem dormir...Hipos eram escassas...

Pra acabar de melhorar o elevador do hospital estava quebrado, eu com uma cesariana subia e descia as escadas de lá, minha sorte que ele estava no terceiro andar.

Minha rotina era: Acordar ás 6hs aprontar umas coisas em casa; 9hs íamos para o hospital (Anderson não estava indo trabalhar pra me levar de carro até lá), meu horário na UTI era  das 10hs ás 19hs e do Anderson 11hs ás 13hs (ele tinha q sair quando era o horário de amamentação para não constrangir as outras mães), ás quartas das 17hs ás 17h30 era o dia dos avós que podiam se revezar. Infelizmente estávamos tendo muitos gastos e eu não podia ficar até mais tarde na UTI pelo valor do estacionamento então ficava das 10hs até 13hs. 

Chegava em casa arrasada fisicamente e psicologicamente, estava inchada, me sentia um lixo com meu corpo, nada ficava bem em mim, dava uma arrumada nas unhas, cabelo e maquiagem... Ia arrumada para o meu filho e para que não pensassem que a mãe dele era o relaxo em pessoa. Numa situação dificil e com os pensamentos complexos de uma mulher...

Fabricamos dinheiro, era estacionamento, gasolina,lanches e etc, etc... Mais Deus nos supriu muito!

No quarto dia ele mudou de leito foi pro 16, isso significava uma evolução e neste mesmo dia a Enf. Vera me aguardava para me ensinar como amamentar, parecia fácil mais vi que não era, tudo era diferente do que eu imaginava, ele pegou bem o peito direito e odiou o esquerdo, fui aconselhada a comprar um bico de silicone, muitas pessoas são contra a mamadeira, chupeta, bicos de silicone e etc... Eu não queria nem pensar em diferentes concepções só queria ver meu filho bem, se pra isso ele tivesse que tomar mamadeira e usar bico de silicone.Usaria sim! Só a chupeta que decidi não oferecer (pelo menos por enquanto, posso até mudar de ideia depois). Era uma dádiva vê-lo mamando, chorei muito com a emoção. A partir deste dia a enfermeira pediu pra que eu ficasse até ás 16hs, para poder amamentá-lo, passei a ficar das 10hs ás 16hs, amamentava-o ás 12hs, ás 14hs retirava o leite para amamentá-los ás 18hs e ás 15hs eu dava a última mamada antes de ir embora.

Ele permanecia na incubadora mais podia sair para mamar no peito e fazer canguru... Já me sentia próxima do meu filho, foi aí que começaram as sessões de hipos já que para a amamentar o corpo faz muito esforço o que faz a glicemia cair muito, é como se estivéssemos fazendo exercícios físicos por isso algumas mulheres emagrecem rápido quando amamenta. Eu por exemplo já tinha perdido 6 kgs dos 10 que engordei.

As notícias eram ótimas, a respiração dele estava sendo avaliada pois os médicos achava-o cansado ainda, mais o coração, dextros e demais funções estavam ótimas, ele tinha apenas um sopro no coração...

No 6º dia recebi uma ligação para levar as roupinhas dele para o hospital, ele sairia da incubadora e passaria a vestir roupas.Que felicidade a minha!

No outro dia levei roupinhas porém ele não saiu da incubadora, só no dia seguinte... 

Foram 8 dias de dor, cansaço, sofrimento, angústia... Até que ele recebeu alta. Sai de lá com uma lista de medicamentos pra ele (vitaminas) e pra mim para ajudar no leite.

Minha vida estava mudando, agora o Davi estava indo pra casa...

Dia da alta do Davi


Davi e a UTI (Parte I)

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O parto havia sido uma benção, graças á Deus!

Sai de lá e fui para a sala de pós-operatório, cochilei e acordei com a enfermeira perguntando como eu estava e se conseguia me mexer, não sentia os membros inferiores, mas me sentia bem. Ela insistiu para que eu mexesse as pernas e nada... Alguns minutos depois comecei a coçar o nariz e logo o corpo inteiro.

Q coceira infeliz!

Não sei se comentei mais no final da gestação tive uma coceira muito chata, nada passava, nem medicamentos, a obstetra pediu paciência não tinha mais o que fazer, suspendemos os cosméticos...e nada!

Enfim, a coceira piorou e chamaram o médico anestesista, este olhou e me receitou Fernegam e Hidrocortisona, falei da minha preocupação em aumentar a glicemia, ele me disse não subiria tanto, pediu pra medir e estava 89 mg/dl.

Tive reação alérgica á ráqui! Que saco! Já tinha tomado ráqui 3 vezes fora esta e nunca tive efeito colateral... Pra tudo tinha uma primeira vez, depois da aplicação dos medicamentos em 20 minutos não sentia mais coceira... Demorei depois disso 2 horas pra sentir minhas pernas e ser liberada.

Fui pro quarto e lá minha família me aguardava, eu não sabia do Davi, só queria vê-lo.

Foi quando o Anderson me disse que Davi estava  na UTI Neonatal e que eles estavam avaliando-o melhor.

Não contei no blog, hoje me sinto melhor pra contar, quando fizemos o ecocardiograma fetal recebemos o diagnóstico que nosso bebê tinha a Valva Aórtica bivalvular  na escala cinza, sem aceleração de fluxo para o estudo. Não vou entrar no mérito do que significa isto,só sei que preocupou minha equipe médica. Logo de cara me avisaram que o exame poderia estar errado já que este tipo de cardiopatia é dificil ver no eco fetal, mas esta possibilidade não poderia ser descartada.

Tive consulta com a cardiopediatra ainda grávida, a mesma me explicou do que se tratava a doença, caso o diagnóstico fosse confirmado eu teria que saber o que meu filho tinha.

Foram dias angustiantes, porém decidimos nos calar, não dizer a ninguém, optamos por apenas orar...

Fiz mais um eco que deu: Dilatação discreta de cavidades direitas, Sugiro repetir o exame no periodo neonatal para rever arco aótico e afastar as possibilidade de coartação de aorta.

Não tinha jeito,só após o nascimento saberíamos se o diagnóstico era verdadeiro. Me informei mais sobre a doença e passei a participar de assuntos relacionados ao tema.

Por isso na hora do nascimento do Davi além das obstetras,enfermeiras,anestesistas havia também um cardiopediatra, pois eles aguardavam o nascimento de um bebe cardiopata.

Fiquei quase dois dias sem ve-lo sentia dores horríveis na cesárea (não gosto nem de lembrar), só  tomando Tramal consegui ir á UTI visitá-lo. Ele era o maior nene da UTI, invocado, bravo e chorão...Lindo de ver dentro da incubadora...Coloquei o avental,lavei as mãos e o Anderson me levou até o vidrinho certo, na UTI o Davi era chamado de 6, já que este era o número de seu leito.Eu era a mãe do 6!

Toquei suas mãozinhas pela primeira vez,vi seus pés e reparei q eram  identicos os do pai ,ele tinha um furinho na orelha,igual ao meu... De repente começou a chorar, me deu dó pois eu não podia pegá-lo em meu colo.Estava com sonda,aparelhos necessários,acessos e respirador.

Os médicos disseram-me:

-Descartamos todas as cardiopatias, seu filho só tem um pequeno sopro no coração que logo se fechará sozinho, tem dificuldades de respiração por isso está no respirador,provavelmente pela prematuridade... Fique tranquila! Aos poucos vamos lhe informando sobre o quadro dele, está estável.

Nos próximos posts falo das minha idas á UTI,amamentação e etc.

Quebrando paradigmas - Semana Mundial do Aleitamento Materno

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Diabética pode engravidar (com todos os cuidados já conhecidos), pode gestar, ganhar bebê, ter uma ótima cicatrização na cirurgia, amamentar e o leite não é fraco e nem adoçado, em geral não temos filhos DMs1 embora possa acontecer... 

Eis-me aqui com minha cria tão desejada, este foi o desejo, a loucura mais bem planejada e responsável da minha vida. Não basta querer ser mãe tem q se cuidar!



Por trás dos Bastidores

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Pra que vocês possam conhecer melhor quem cuidou e cuida de mim. A endocrino, nutri e Técnica em Enfermagem, foi antes, durante e depois da gestação, a obstetra infelizmente só durante a gestação, porém nos tornamos amigas.

MINHA EQUIPE MÉDICA AMO VOCÊS!!!!!

Sem estas pessoinhas na retaguarda o que seria de mim, de nós DMs?


Eis aí minha musa inspiradora ,aquela cuida de mim nestes 06 anos e meio de caminhada com o DM1. AMOOO!!


                                                                    Dra. Laura


Nossas consultas nunca duraram menos de 50 minutos, nelas conversávamos sobre o Davi, gestação,DM1.... Enfim sobre a vida. Como eu aprendi! Como eu pude ajudar pessoas com o q aprendi e vivi! Hoje finalizamos um ciclo de consultas e iniciamos um maior ainda de amizade.



Dra. Luciana

Pacientemente ela analisa meus diários alimentares e cria uma dieta conforme minha realidade, lembrando-se do DM e do peso.

                                                                Nutricionista Ray

Ela faz minha triagem, pesa, mede pressão faz o dextro e quando necessário fazo papel de educação em diabetes.

                                                      Técnica em enfermagem Jú

Dia do Nascimento (Parte II)

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Após a profilaxia ( medida para prevenir doenças, por isso tomei a penicilina) que me doeu horrores,medi a glicemia estava 89 mg/dl, fiquei mais tranquila, ainda não tinha tomado o soro glicosado, o jejum permanecia.


A saga de explicar o que é bomba e pra que serve foi contínua, me sentia abobada e acabada mesmo assim continuava explicando o que era o aparelho.  Anderson teve que sair do meu lado, a madrugada foi tranquila na sala de medicamento, porém com o nascer do dia se encheu e ele teve que se retirar. Tirei um cochilo e acordei  com a enfermeira colocando o glicosado em mim (minha glicemia estava 75 mg/dl). Na outra postagem disse que não me recordava da quantidade de glicose que recebi, achei em minha anotações foi 50mg.



Ás 11h00 uma enfermeira veio com a cadeira de rodas me buscar, sentei e seguimos num corredor,  Anderson já me aguardava no meio deste. Tive um misto de sentimentos, sintia medo misturado com alegria.


Entramos no elevador, fui levada ao segundo andar lá me despeço do meu marido e entro na sala do Centro Cirúrgico. Fui conduzida á outra sala, lá as enfermeiras se apresentaram e me ajudaram a tirar minhas roupas, as mesmas foram guardadas em um saco com etiqueta, vesti uma camisola e me colocam na maca. Neste meio tempo explico á equipe de enfermagem sobre a bomba e digo que não a tirarei, pedi pra que me ajudassem a pensar onde ela poderia ficar durante o parto, uma delas me sugeriu encaixá-la embaixo dos lençóis da maca ao lado da minha cabeça, assim eu a via direto, deu certo, ela ficou no lado direito ao lado da minha cabeça embaixo dos lençóis.


A maca foi levada á sala de parto, lá uma enfermeira estava organizando os instrumentos cirúrgicos e objetos necessários para o parto, a profissional que me trouxe começa escrever meus dados numa lousa branca, me perguntou algumas coisas e anotou, de repente aparece na sala o anestesista, eu o reconheci, havia sido o mesmo que participou da minha curetagem no ano passado, tenho facilidade em reconhecer pessoas e seus nomes era o Dr. Henrique! O cumprimentei, perguntei de seu filhinho, me lembro dele ter dito que sua esposa estava grávida da ultima vez que nos vimos, ele diz que o bebê está bem e que já tinha 7 meses.



Sentei na maca e o mesmo me aplicou a ráqui, senti doer e dei uma leve mexida, ele peiu para que eu não fizesse aquilo e eu aguentei firme mesmo doendo muito, logo a enfermeira me deitou e senti minhas pernas gelarem...Meus membros inferiores adormeceram.



As enfermeiras começaram a organizar os lençóis azuis ao meu redor e me avisaram que em breve o Anderson entraria. Logo a sala começou a ficar repleta de pessoas, já não conseguia identificar quem era médico, de quem era enfermeiro todos estavam mascarados. Fui apresentada á Dra. Priscila, uma simpática obstetra que logo me reconheceu pelo blog. Olhei para o relógio eram 11h29, o parto havia sido iniciado.

Dr. Henrique pediu um dextro, estava 94mg/dl, por preocupação recebi 25mg de glicose no sangue.


Os médicos conversavam e eu participava da conversa, era um papo descontraído. Anderson estava sentado ao meu lado próximo á minha cabeça, não tinha reação, estava pra lá de bobo. Minha preocupação era da hipo que o Davi poderia ter, sabemos que quando a gestante com diabetes passa por várias situações de hiperglicemias, principalmente no final da gravidez, o pâncreas do bebê produz mais insulina para metabolizar essa quantidade maior de glicose que está recebendo no útero materno. Após o nascimento não tem mais o mesmo aporte, porém o pâncreas continua produzindo muita insulina, o que faz com que o nenê tenha hipo.

Ás 11h53 escuto o chorinho, Davi havia nascido, uma enfermeira o levou á outra sala, confesso que me preocupei, em minutos a enfermeira retornou com ele para que eu pudesse vê-lo e me disse que ele teve um desconforto respiratório que logo teria que ir para UTI, perguntei da glicemia dele, estava 45mg/dl, o que para o bebê de uma DM1 não é ruim, a glicemia de um bebê é diferente de um adulto e criança (falarei sobre isso em outra postagem). 

Depois de ter visto meu filho, a obstetra me diz que eu teria um pequeno defeito na cicatriz, a mesma penderia mais para o lado esquerdo pelo tamanho e peso do Davi (3.510kg e 48 cm). Os pontos foram feitos, os médicos se despediram de mim, ficando eu com duas enfermeiras que limparam a sala, cuidaram de mim e me conduziram a sala do pós-operatório.


ASSISTAM O SLIDE SHOW COM FOTOS DO MEU PARTO!

Em outras postagens falarei sobre:

- Pós-operatório;
-Davi na UTI;
-Idas ao Hospital;
-Hipoglicemias no Davi;
-Amamentação;
-Dentre outros assuntos.

Acho que cada tema merece uma postagem para facilitar a compreensão de vocês e não misturar temáticas.

Abraços!

Por que o colesterol aumenta na gestação

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Esta postagem está atrasada, como disse há umas semanas atrás meu colesterol alterou na gestação deu uma pequena subida, a obstetra e endocrino disseram-me que era normal esta alteração, eu surtei, pedi auxílio para minha nutricionista já que não era o caso de entrarmos com medicamento a mesma me passou as dicas abaixo, divido-as com vocês.

"Durante a gestação é esperado que os níveis de colesterol aumentem entre 30 e 50%, pois a mulher precisa de uma reserva maior de energia para produzir o hormônio progesterona, alimentar o feto e depois se recuperar do esforço do trabalho de parto. 

Mas também não pode subir muito, então controle  a alimentação, dê preferência às receitas assadas, grelhadas ou cozidas em vez de fritas e tempere saladas com azeite de oliva extravirgem. 
         
 Evite:

-Alimentos gordurosos;
-Queijos amarelos, como mussarela, catupiry; 
-Embutidos, como salame, mortadela, presunto e outros;
-Gorduras trans;
-Fritura, deve ser tirada de sua dieta;
-Doces em geral,
-Manteiga, óleo;
-Ovos;
-Marisco.

A prática regular de atividade física também ajuda no aumento do HDL (colesterol bom)  e redução o LDL (colesterol ruim), mas precisa do aval do médico que está acompanhando a sua gestação. 

Escrevi estas recomendações só a titulo de informação dos alimentos que podem fazer subir o colesterol. Mas siga seu plano alimentar que está tudo certo."