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Como algumas religiões enxergam o Diabetes

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Antes de iniciar o post peço que se respeitem as mais diversas opiniões que surgirem por aqui. Não há certo ou errado, há apenas formas diferentes de enxergar o DIABETES/ VIDA. 

Meu principal objetivo é trazer á tona  algumas visões para que possamos entendê-las e julgar menos a religião ou opção alheia. Neste artigo pedi para que algumas pessoas falassem como sua RELIGIÃO enxerga o DIABETES/DOENÇAS.

Há meses tento fazer este post, mais nunca saia, principalmente por que queria reunir depoimentos de pessoas que tiveram alguma relação com o diabetes, ou que simplesmente seguem uma religião, ou também não. Enfim, o fato é que tenho notado um grande paradoxo no que se trata de diabetes e a religião. Quero que entendam que não estou generalizando, mais conheço pessoas que simplesmente por meio de uma oração e “vida com Deus”, passam a não se tratarem por que acham que Deus o fará, ou algo transcendente acontecerá.


Tem aquelas que se cuidam, mais crêem que um dia poderão ser agraciadas e serem cuidadas. Outras apenas se cuidam, e por ai vai...

Queria ter colocado a posição de um católico, de uma pessoas que freqüenta o candomblé dentre outras religiões, mais das pessoas que eu conhecia poucas estavam dispostas ou não podiam escrever para mim.


Obs: Os textos estão conforme cada pessoa escreveu.






Falando de mim...


Sou evangélica há catorze anos por opção, e diabética há quase seis,  não vou entrar no mérito de como minha religião vê o diabetes ou qualquer outra doença, isso será falado logo abaixo,mais eu me cuido, vou ao endócrino, nutricionista, faço periodicamente meus exames e por aí vai...

Discriminada por algumas pessoas de minha religião, acusada de ter pouca fé e por isso não ser curada...  Ás vezes isso me irrita, ás vezes não depende do meu estado de espírito.

Eu creio na cura, creio que Deus pode me curar. Quando ouço que alguém foi curado, não importa em qual religião, eu creio, e creio que um dia quem sabe eu seja, mais se não for também, não virarei as costas ao Deus que eu sirvo por conta disso. Não me sinto culpada em não ter sido curada, só acho que não é o meu tempo, e pra falar a verdade nem penso muito nisso, tenho mais  o que fazer, não imploro á Deus por uma cura, sempre digo: Se Ele quiser me curar bem, se não quiser amém!

E assim vou levando minha vida, crendo na bíblia e em seus preceitos conforme a linha de pensamento das Assembléias de Deus (igreja que freqüento).

Quem me conhece sabe, que jamais discriminei alguém por sua religião, convivo bem com todas, e se não concordo com algo que me dizem apenas escuto por educação, se começar a “me encher o saco”, a coisa muda de figura e sou mal-educada. Sou ser humano como qualquer pessoa sujeita á falhas, bênçãos e também doenças... Não olhem para mim procurando a “crente” perfeita que não acharão...



VISÃO DO TESTEMUNHA DE JEOVÁ

(...) O fardo imposto pela saúde debilitada tem muitas facetas. Um aspecto muito preocupante é a crescente despesa causada pelas doenças. Por exemplo, durante um ano recente, 500 milhões de dias de trabalho foram perdidos na Europa por causa de problemas de saúde. A situação é similar em outros lugares. A produtividade reduzida no trabalho e o aumento dos gastos com a saúde criam uma carga financeira que afeta a todos. Tanto as empresas como os governos pagam caro por isso. Para minimizar esses custos, as empresas aumentam os preços de seus produtos e os governos aumentam os impostos. Quem paga por isso? No fim das contas, você.

Infelizmente, os pobres em geral têm dificuldade em obter tratamentos de saúde adequados, se é que conseguem algum. Essa é a trágica situação de milhões de pessoas que vivem em países em desenvolvimento e têm pouco ou nenhum acesso a tratamentos médicos profissionais. Mesmo em países ricos, alguns precisam lutar para se beneficiar dos bons tratamentos médicos disponíveis. Em geral, isso é o que acontece com muitos dos 46 milhões de pessoas nos Estados Unidos que não têm plano de saúde.

A carga imposta pelas doenças não é apenas financeira. O preço final que pagamos é a angústia de sofrer de uma doença terminal, a agonia de suportar uma doença crônica, a tristeza de ver outros gravemente doentes e o desespero de sofrer a perda de uma pessoa querida.


A esperança de um dia viver num mundo sem doenças é muito atraente. Afinal, todos querem ter boa saúde. Por mais inacreditável que isso possa parecer, essa esperança é real para muitas pessoas. Algumas estão convencidas de que por meio da tecnologia humana, com o tempo, praticamente todas as doenças deixarão de existir. Por outro lado, quem tem fé na Bíblia acredita que Deus vai cumprir as antigas profecias sobre um mundo sem doenças. Será que o homem acabará com as doenças? Ou é Deus quem vai fazer isso? O que o futuro trará?

Fonte: http://www.watchtower.org/t/200701/article_01.htm



VISÃO DO ESPÍRITA

“Do ponto de vista espiritual, entendemos que as predisposições genéticas que trazemos na reencarnação falam de nosso passado espiritual e de nossas tendências, mas, sobretudo de nossas necessidades reeducativas. A diabetes é, de forma geral, um grande convite ao aprendizado do limite e do auto-amor. Ao invés de ser um castigo divino ou uma punição por erros ou ainda carma, como alguns acreditam, essa doença se apresenta como expressão de nossas escolhas e construções individuais ao longo dos tempos. É, portanto, recurso de autodomínio e autoconhecimento, que promove o seu portador, quando este aproveita a oportunidade para vencer a si mesmo, a um estado de maior equilíbrio e harmonia do que tinha antes, ao reencarnar, lembrando que somos todos espíritos imortais e não meros seres carnais vivenciando uma experiência passageira”



Silvia e João Pedro
Minha filosofia de vida!
Quando a Kath me pediu pra escrever esse relato eu pensei um pouco antes de responder, o assunto religião assim como alguns outros causam certa polêmica. Mas resolvi aceitar sim e porque não.. As pessoas com quem eu tenho mais contato sabem que sigo a Doutrina Espírita, alias o espiritismo pra mim é uma filosofia de vida.

Quando o João foi diagnosticado com diabetes a doutrina me trouxe maior segurança e serenidade para vivenciar essa nova fase, ajudou a compreender em todos os sentidos o real significado de estarmos passando por isto, a aceitação foi basicamente imediata.

Não tenho nenhum mérito por ser espírita e nem sou diferente de ninguém, muito pelo contrário tenho plena consciência do meu papel de mãe e cuidadora, confio no Pai Celestial e na espiritualidade amiga, mas sei que se eu não fizer a minha parte nada vai acontecer. Se eu não aplicar insulina no meu filho e não seguir o tratamento, inevitavelmente ele vai sofrer as consequências que o diabetes acarreta.

Jesus nos deixou seu maior exemplo o AMOR, é isso que passo para os meus filhos, primeiro façam a sua parte, porque se vocês não fizerem ninguém vai fazer por vocês, mas sempre com amor no coração e fé na vida!!

Silvia Onofre – mãe do João Pedro (diabético) - Acessem o blog da Silvia : joaopedroeodiabetes.blogspot.com.br 


VISÃO DO EVANGÉLICO


Como os Evangélicos vêem o Diabético?
Vivemos em um século que está tomado por doenças e enfermidades que assusta a população, mesmo com o empenho e trabalho forçado da medicina, muitas ainda são um mistério difíceis de achar a cura definitiva.
Agora como entender, se nós cristãos escolhidos por Deus, sofremos essas doenças, doenças como CANCÊR, DIABETES que não tem cura ou até mesmo doenças como a DEPRESSÃO ou Doenças geradas pela mente do ser humano ( Doenças Psicossomáticas ) que precisam de um cuidado extremo.

Qual o Motivo de Tanto Sofrimento?
Bom é conhecido no meio Teológico como “ A QUEDA “ ( Gn 3 ), Deus criou o homem para viver uma vida abençoada onde gozaria do bom e do melhor que o Senhor tinha lhe proporcionado, porém Deus deixou o livre arbítrio, o direito de escolher o caminho que gostaria de seguir, dentro desse contexto uma ordem foi dada; “ ....Coma de tudo , mas da Árvore da ciência, e do bem e Mal não coma porque certamente morreras ( Gn 2: 16, 17 ) .

O Homem desobedeceu e escolheu o caminho errado e através dessa escolha fomos impactados pelo conhecido como “ PECADO ORIGINADO “ nascemos com a consequência do erro. Agora Deus disse se comeres morrereis, ma não foi o que aconteceu Adão e Eva viveram por anos, porem o Ser Humano tornou uma criatura limitada, a partir daí, o Homem passa pelo processo do envelhecimento até a sua sepultura, e nessa caminhada passa a sofrer com enfermidades, problemas, tristezas e doenças levando o ser a sofre com as aflições desse mundo.

Somos fruto da desobediência e nascemos com o pecado dentro de nós, o pecado é originado em cada um que nasce e nos submete a dores desse mundo mas nós cristãos temos a certeza que com um a nova vida ao pés do Senhor suportaremos os males deste séc entendendo que tudo vai passar .
Agora como nós evangélicos vemos uma pessoa com Diabetes ( uma das doenças que citei, sem cura ) ?

Trata-se de uma pessoa que foi afetada por uma doença a qual ainda não foi encontrado uma cura definitiva, existe remédios que amenizam o sofrimento , é uma disfunção do metabolismo, o organismo não produz insulina suficiente para que a glicose ( um tipo de açúcar dos alimentos ) adentre as células do corpo. ( ou o organismo produz pouca insulina ou as células não respondem de forma esperada a insulina produzida) entendemos que é uma doença que requer cuidados, porém, não impede o diabético de ter um convívio social normal como qualquer outro.

Vivemos nesse mundo e pelo fato de sermos cristãos não estamos isentos das dificuldades, doenças, choros, sofrimentos, problemas desse mundo, qualquer um que tiver um tipo de doença merece respeito, somos todos irmãos e devemos entender a situação de cada um.
Muitas vezes encontramos irmãos ( crentes ) preconceituosos que não respeita a situação adversa de um irmão ( a ) seja ele Evangélico ou não, encontramos isso bem explicado pelo próprio JESUS na Parábola do bom samaritano Lc 10: 25.


Pergunta o certo doutor da lei, Quem é o meu próximo? A resposta de Jesus é clara e objetiva o meu próximo é aquele que precisa, naquele momento independente do credo, cor , etnia, condição perante a sociedade, devemos entender que a enfermidade pode afetar a todos porem os privilegiados que não passam por tais problemas devem entender respeitar e amar o próximo, disse Jesus.

Em nenhum momento Jesus disse que seria fácil, nem prometeu tudo que andam dizendo, João 16:33 .” No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo “ nada é fácil hoje em dia porém aqueles que estão em Cristo tem a certeza que tudo isso é passageiro, ele pode curar, transformar aquela enfermidade tida pela medicina como incurável, embora tudo depende dele SE ELE QUISER, diferente do que muitos dizem ai “ Determine “ só Jesus pode determinar alguma coisa sobre nossa vida e quando ele fizer isso não há quem possa anular.


Um diabético perante a Igreja de CRISTO é um ser humano dependente dele, digno de escolhas, opinião , de desejos, normal como qualquer outro, e perante o próprio Jesus Cristo é mais um que vai venceu as dificuldades da vida Firme nas Promessas do Senhor, seguindo a Cristo sem se preocupar com o peso da Cruz, aguardando o seu nome ele chamar para que um dia Lá no céu no lugar preparado, onde não haverá mais choro, tristeza e enfermidade poder dizer como Paulo disse: 2 Timóteo: 4:7.. “ Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a Fé”,
O DIABETES É UMA DOENÇA, O DIABÉTICO É UM SER HUMANO DIGNO DE RESPEITO.

Ajanailson Calado- Presbítero da Igreja Assembléia de Deus- Min. Pq. Sto. Antônio



 VISÃO DO ATEU


Nicole e Vivi
Me lembro de ter começado a ouvir sobre religião aos 7 anos quando fui estudar num colégio de freira. Aquilo nunca fez muito sentido pra mim mas eu participava das missas, coroava nossa senhora e cantavas as músicas com meus colegas. Era até divertido. Perdíamos aula pra ensaiar e tudo mais.

Fui crescendo e ser obrigada a aceitar uma história contada por gente que não conheço, começou a me incomodar. Ter que assistir aulas de religião obrigada na escola me tiravam do sério.

Fiz uma primeira comunhão bem arranjada, só por fazer, porque todos estavam fazendo e minha família não queria que eu ficasse sem. Eu era nova e não tinha como bater o pé. Nunca fomos praticantes de nada, nunca fez falta, mas as aparências às vezes são muito importantes pra algumas pessoas.

Passei muito tempo da vida tentando achar algo que fizesse sentido pra mim. Tentando entender a fé exacerbada de uns e a completa falta de fé de outros e buscando um caminho pra mim. Igrejas católicas, centros espíritas, terreno de umbanda. Nada. As coisas não se encaixavam na minha cabeça, tinha muita história mal contada. Essa sempre foi minha visão de religião. Um escape sem muito sentido que ajudava algumas pessoas a se sentirem bem ou a ter algo a que recorrer ou distrair, sei lá.

Quando chegou o diabetes eu acabei concluindo com meus botões que realmente não existe força de nada nessa vida. Nada faria minha filha ficar doente para provar algo. Nada faria minha filha ficar doente pra que eu me aproximasse de Deus. Nada faria minha filha ficar doente pra eu passar o resto da minha vida rezando por uma cura. Nada faria minha fica ficar doente pra eu pagar por algo que tivesse feito, nessa vida, em outras vidas, que seja. Crianças não deveriam ficar doentes e toda e qualquer explicação, pra mim é cruel. Elas não merecem, por motivo algum no mundo. Nem elas e nem eu. A partir daí, tive certeza de que não pertenço a grupo algum, religioso, espiritual ou qualquer que seja a natureza. Nada que me dissessem a respeito disso, ou que eu lesse, me convenciam.

Me apeguei na ciência e nela achei o conforto que precisava pra entender que no diabetes não havia culpados nem coitados. Que não havia nenhuma força superior envolvida em nada. Consegui entender como o mecanismo funciona e vi que não há Deus nisso. Apenas uma infeliz coincidência de genes. Eis o conforto que eu precisava.

Tenho meus momentos alegres e tristes e que todos também têm, relacionados ao diabetes ou não e encontrei minha maneira de lidar com isso sem ter que pedir ou rezar ou agradecer a algo ou alguém que eu não acredito. Consigo resolver minhas questões comigo mesma analisando minhas atitudes, meus princípios, meus objetivos. E vivo muito feliz assim também. Conversamos, passeamos, brincamos, cantamos, dançamos e das coisas que gostamos de fazer vem a força que precisamos pra seguir em frente.

Respeito os de fé e religião e respeito minhas filhas não as obrigando a seguir qualquer coisa que elas não queiram e que não sejam capazes de compreender com suas próprias mentes. Eu não vou dizer que existe ou não. Quem vai atrás disso são elas, na hora que acharem que devem. E terão meu apoio no que quer que seja.

Nicole Lagonegro, mãe da Maria Vittoria, 9 anos DM1 desde os 5.
Acessem o blog da Nicole relatando o cotidiano da Vivi: minhafilhadiabetica.com


VISÃO DO BUDISTA

“Segundo o Budismo doenças em geral podem estar ligadas com ao
carma em que a pessoa acumulou em existências passadas, ou em vida

presente respectivamente por ações negativas acumuladas em praticas

negativas, sejam elas e existências passadas ou mesmo dependendo de ações presentes que resultaram nos efeitos latentes, positivos, negativos
manifestando-se como efeitos correspondentes conforme a causa cometida pelo individuo, sendo assim efeitos fixos ou não na vida de uma pessoa”.
O budismo considera, de modo geral, que aqueles que nascem no mundo da humanidade estão destinados a viver no máximo até 125 ou 150 anos. Assim, alguns nascem com o carma de longevidade e outros, com o carma de morrer cedo vítimas de acidente ou de  alguma doença incurável.
Entretanto, se uma pessoa consegue transformar seu carma imutável e prolongar a extensão de sua vida, então poderá facilmente transformar qualquer outro carma. Não importando o quanto seja terrível o carma que uma pessoa traz das existências passadas, ela poderá transforma-lo para um carma melhor, sem mencionar aquele formado na existência atual.
O Budismo de Nitiren Daishonin ensina que é possível mudar ou amenizar até mesmo o carma profundamente enraizado na vida por meio da prática budista.
Marcos Aurelio 


 VISÃO DO “MÓRMON”

A pedido da Kath, vou tentar contar como nós membros de A Igreja de Jesus Cristos dos Santos dos Últimos Dias (vulgo Mórmons) vemos as doenças que nos acometem.
A religião nos ensina a encarar nossas adversidades de uma forma tranquila com fé e esperança. Sabemos que nossa condição terrena é passageira e que um dia ressucitaremos num corpo perfeito, ou seja, qualquer doença nesse corpo físico e imperfeito que temos hoje, um dia nos serão curadas.
Para muitos (senão a maioria) mórmons, a nossa fé pode nos ajudar a encontrar a força, a coragem e a esperança para continuar seguindo em frente através dos tempos difíceis… e até mesmo tentar aprender com eles .
Acreditamos que estamos aqui nesta vida para sermos testados, que as adversidades da vida têm um propósito, e que esta vida não é tudo que existe. Ao olharmos para Cristo e aprendermos a confiar em Deus, tendo esperança, nós poderemos nos conhecer melhor e a Deus através de nossas provações. Ele vai nos ajudar a passar por elas. Acreditamos também que através da Expiação de Jesus Cristo, Deus pode nos mudar, pouco a pouco, e nos ajudar para que possamos enfrentar melhor as dificuldades com coragem e paciência.
Como diabética que sou tento sempre me lembrar dessa condição passageira, e vivo a vida como ela me foi apresentada, aceitando e tentando fazer sempre o melhor pra me cuidar, pra ter uma vida digna e saudável, contribuindo assim pra minha saúde física e espiritual.

Procuro lembrar sempre do fato de que meu corpo é um dom e uma bênção no grande plano de Deus, e suas limitações são parte do meu treinamento espiritual para me fortalecer e me ajudar a crescer e me tornar melhor.
Pra encerrar deixo aqui uma citação de um presidente da Igreja: A felicidade não depende do que acontece ao seu redor, mas daquilo que acontece dentro de você; e é medido pelo espírito com o qual você enfrenta os problemas da vida. -Harold B. Lee

Juliana Câmara (Diabética há quase dois anos) - Autora do blog: juhdoce.blogspot.com.br



Quem quiser compartilhar como sua religião vê o Diabetes comente abaixo.

Abs.


Piodermite quase curada (revolta)

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Muita Revolta!

Dias esperando a bendita consulta com o infectologista, pra ele olhar pra minha cara e dizer que não sabe o que eu tenho, e que os exames não mostrarão nada por isso ele não vai nem pedir . Desta forma achou por bem me dar trocentas receitas de antibióticos para tratar o que falta.  Ele se preocupou um pouco com o pé que está bem inchado além de estar com bastante pus...

Pediu para que marcasse dermatologista e diz que acha que a bactéria da mão é diferente da do pé, que é diferente do rosto,virilha e umbigo. Pode?

Olha com todo o respeito, ele só olhou pro meu pé, mal olhou pras mãos e me diagnosticou? Sem palavras e muita revolta...

Tô pensando agora no que fazer. Deixar curar e largar de mão ou descobrir o que me ocasionou isso.

E como sempre tenho que ouvir:

-Pode ter sido seu diabetes também...

Logo rebati, só se a bactéria entrou pelos buraquinhos do dextro, por que pelos meus controles....Impossível!

Até que estão melhorando olhem.

18/08

Há 2 feridas, uma pequena e outra maior.

Com Rifocina por isso está laranja. As feridas estão secando.

18/08

20/08

17/08

18/08
Algumas horas enfaixados por que não paravam de fazer pus.

20/08
18/08

20/08

Pâncreas artificial é nova promessa tecnológica para tratar diabete tipo 1

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Minha chefe me mandou esta matéria pelo facebook, achei bacana poder partilhar com vocês...
Um pâncreas artificial, que calcula o índice de glicose no sangue e libera insulina automaticamente sem a intervenção do paciente, é a mais nova promessa tecnológica para o tratamento de diabete tipo 1. Estima-se que 10% dos pacientes com diabete tenham o tipo1.

O diabete tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células do pâncreas que produzem insulina – o hormônio responsável pelo transporte do açúcar para dentro das células. Nesses pacientes, os níveis de açúcar no sangue ficam aumentados, por isso eles precisam aplicar várias injeções de insulina diariamente para normalizar os índices. Por isso, o desenvolvimento de um pâncreas artificial, que assuma essas funções sem a intervenção do paciente, é uma das principais buscas de pesquisadores do mundo todo há mais de 15 anos.

O projeto Dream (sigla de Consórcio para o pâncreas artificial sem fio, em tradução livre) é um dos experimentos nessa área. Trata-se de uma pesquisa internacional, liderada pelo pesquisador israelense Moshe Phillip, cujos resultados serão apresentados no Brasil no início de setembro, durante o Tratamentos&Tecnologias Avançadas para o Diabete – um evento no Rio dedicado às novidades.

O grupo de Phillip desenvolveu um sistema chamado MD Logic. Trata-se de um sensor de glicose subcutâneo, que monitora os níveis de glicemia associados à bomba de insulina. Ambos são conectados por programas que informam e estipulam a quantidade de insulina a ser liberada para manter a glicemia dentro dos parâmetros normais. Tudo isso sem que o paciente tenha de realizar testes de ponta de dedo e calcular a quantidade de insulina a ser aplicada.

Os pesquisadores avaliaram o funcionamento do pâncreas artificial em 18 crianças entre 12 e 15 anos, durante um acampamento de três dias. Foi a primeira vez que um aparelho do tipo foi testado em um ambiente real, fora do hospital. Um estudo anterior de outro grupo, usando um sistema semelhante, foi feito com 24 pacientes hospitalizados.

No caso de Israel, um grupo de engenheiros e médicos ficava em uma sala de controle, de onde supervisionavam remotamente as variações de glicemia das crianças, que realizavam atividades de lazer normalmente. Os resultados demonstram que a ideia funcionou – ainda que de maneira experimental.
Bomba. Hoje em dia, já existe no mercado a bomba de infusão de insulina, que funciona de maneira parecida: um aparelho monitora a glicemia e envia um sinal para a bomba, que fica presa à cintura do paciente. Mas, para a bomba funcionar e liberar a insulina, o paciente precisa fazer o cálculo da quantidade e acionar o botão.

“As crianças tomam de 4 a 6 picadas de insulina todos os dias, além de fazer o controle da ponta de dedo. O sonho de todo paciente é não ter lembrar de tomar insulina várias vezes. E a promessa do pâncreas artificial é fazer tudo isso sozinho”, diz o endocrinologista Luis Eduardo Calliari, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A endocrinologista Denise Reis Franco, diretora da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), também vê com otimismo os resultados do pâncreas artificial. “A tecnologia está mais rápida do que o desenvolvimento de novas drogas. O futuro é esse”, afirmou. Ainda em fase experimental, não há data para que o pâncreas artifical chegue ao mercado.


Medir glicemias na madrugada: são necessárias?

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A medida das glicemias na madrugada (por volta das 03h), indicada principalmente para os diabéticos tipo 1, que usam insulinas em múltiplas aplicações diárias, não raramente vem acompanhada de uma queixa, como:  “é chato, dá sono, é cansativo, eu esqueço, etc..”.
As medidas destas glicemias são importantes e essenciais para o sucesso do tratamento. Entenda a importância desta atitude e torne estas medidas uma arma poderosa no seu dia a dia.
FENÔMENO DO ALVORECER
X
EFEITO SOMOGYI
O diabético pode apresentar durante o seu tratamento 2 fenômenos importantes que ocorrem na madrugada:
1-    Fenômeno do Alvorecer: aumento nas glicemias que ocorrem nas primeiras horas da manhã, entre 05h e 08h. Durante a noite, o corpo libera um grupo de hormônios conhecidos como contra-reguladores, que são adrenalina, glucagon, cortisol e GH (hormônio do crescimento).  Estes hormônios estimulam a liberação de glicose pelo fígado e suprimem a atividade da insulina, causando aumento nas glicemias pela manhã.
COMO DIAGNOSTICAR: Glicemias normais na madrugada e altas pela manhã.
TRATAMENTO: aumentar a dose de insulina basal (NPH, glargina ou detemir) ou uso se bomba de insulina.
2-    Efeito Somogyi: Embora a existência deste fenômeno ainda seja muito controversa, nas últimas décadas prevaleceu o conceito de que a liberação de hormônios contra-reguladores após hipoglicemia na madrugada provoca hiperglicemia de rebote pela manhã.
COMO DIAGNOSTICAR: hipoglicemias na madrugada e hiperglicemias pela manhã.
TRATAMENTO: diminuir a dose de insulina basal (NPH, glargina ou detemir) e/ou fornecer mais alimentos na ceia.
Ajude a equipe de saúde a detectar estes fenômenos:
                                          Glicemias (mg/dL)

22h
03h
Jejum
Efeito Somogyi
110
40
200
Fenômeno do alvorecer
110
110
150 

E lembre-se: o diabético e sua família são os principais membros da equipe que trata o diabetes, sendo que a monitorização das glicemias uma ferramenta essencial para o bom controle!

Dra. Janice Sepúlveda Reis
Médica Endocrinologista. Doutora em Clínica Médica pela Santa Casa de Belo Horizonte. Coordenadora do Serviço de Diabetes Tipo 1 da Santa Casa de Belo Horizonte e Secretária da SBD-MG


As duas últimas consultas médicas

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Muita coisa tem mudado neste últimos três meses da minha vida, entre elas o diabetes.

Era mais ou menos assim, moramos na mesma casa, nos entendemos bem, mais algo em nossa relação parecia errado, dietas eram feitas, visitas periódicas aos profissionais da saúde o mínimo que minha glicada chegou foi 8,3%.

Em março/2012, engravidei e as coisas deram uma melhorada, mesmo depois do aborto (maio/2012)  as coisas ficaram bacanas.

Os controles estão melhores, pouquíssimas hipos e alguns picos de hipers, prinpalmente no ciclo menstrual e quando fico doente.

Em maio glicada de 6,1%, agosto 6,3%. Simplesmente feliz por isso...

Me perguntam:

- E o baby quando você encomendará outro?

Decidi que quero ser mãe mais do que nunca, mais o momento ainda virá, sofri psicologicamente e fisicamente no aborto...

Minha endocrino está saltitante com minha glicada, aliás os profissionais que me assistem estão, há quase seis anos me trato no mesmo local, conheço do Serviço Geral até a Diretoria, quando o pessoal sabe que é dia da minha consulta já me aguardam para falar comigo, nossa relação agora está além do profissional, vi muita gente tendo bebê e hoje sou "tia" de uns cinco ou seis das mamães do Centro Médico, é muito bacana nosso contato.

Quando viram minha glicada em 6%, vieram me cumprimentar... Foi uma farra só...

Isso me faz tão bem... Me sinto segura por saber que sou querida, é recíproco isso. Quando perdi o bebê todos sofreram comigo e senti que foi muito verdadeiro. Enfim, amo minha equipe médica!!!!

Voltando á consulta (este é o resumo das duas últimas - vou mensalmente á endocrino), sem nenhuma complicação ocasionada pelo mal controle glicêmico, glicada boa, apenas uma observação foi feita por minha médica, quando tenho uma hipo e faço a correção exata com açúcar, de 40 mg/dl a glicemia vai para 280 mg/dl. Minha médica me explicou o que pode estar havendo é o efeito somoghi onde a liberação de hormônios contra- reguladores após hipoglicemia na madrugada provoca hiperglicemia de rebote pela manhã.  Isso tem ficado evidente nos últimos seis meses, quando levo minha tabela para a endocrino analisar foi notado este acontecimento.

Ela pegou no pé por causa da dieta, disse que mesmo com a contagem de CHO eu deveria me poupar mais.

Minha Receita:

Insulina Levemir

Aplicar 55 unidades antes do café da manhã e 05 unidades ás 22h

Insulina Humalog

Aplicar 10U p antes do café, 10U  antes do almoço, 5U antes do lanche da tarde e 10U antes do jantar.

Aplicar de acordo com a contagem de carboidrato:

1U para cada 10g de CHO antes do café;
1U  para cada 10g de CHO  antes do almoço;

1U para cada 15g de CHO antes do lanches;
1U  para cada 10g de CHO  antes do jantar.

Corrigir conforme glicemia capilar: aumentar 1U para cada 40 mg/dl de glicemia acima de 120mg/gl.

É isso pessoal, até o próximo post.



Sexualidade da Diabética na prática

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Há um pouco mais de um ano, eu e a Carol Freitas do blog http://docescontosdeumavidadoce.blogspot.com.br, trocamos experiências sobre o diabetes, amei o novo post dela e resolvi colocá-lo aqui no meu blog para compartilhar com vocês.
É raro alguém falar sobre a sexualidade na vida da diabética, por isso achei interessante. Soube de coisas que ocorrem na hora H das mulheres dices que até então não sabia, por que nunca aconteceu comigo. Na verdade eu sempre me preveni para não ter hipo nem nas preliminares, então sempre meço antes de ir. Se tiver com hiper corrijo e vou, com hipo corrijo  e também e vou... O importante é não perder o momento...
A única coisa que já fez com que eu fosse obrigada a "dar um tempo" na minha vida sexual foi a candidíase. Com o DM descompensado sempre corremos este risco, mais nada que um óvulo e pomada vaginal, não faça.
E viva a Mulher Diabética!!!! 
"A Sarah, mamãe pâncreas do blog Eu, meu filho e o Diabetes,  sugeriu que eu, uma mulher diabética experiente, desinibida, língua solta, abordasse assuntos relacionados à vida sexual da diabética e achei isso muito interessante...
As mulheres diabéticas raramente são abordadas, pois geralmente associam a diabetes ao desempenho sexual masculino. Conforme li, pesquisei e por experiência própria, as mulheres diabéticas com as glicemias bem controladas que não apresentam complicações agudas como hipoglicemia e hiperglicemia ou complicações crônicas como problemas renais, visuais, vasculares possuem vida sexual ativa e saudável, apresentando o mesmo interesse e desejo de ter relações sexuais como as demais mulheres . Já aquelas que vivem descompensadas, podem ter as disfunções sexuais femininas agravadas. O diabetes diminuiu o desempenho e o prazer da mulher docinha, interferindo diretamente na vascularização ao redor do clitóris, contribuindo com a diminuição de impulsos nervosos que determinam a sensação de prazer. 
São formas de disfunção sexual feminina relacionada ao diabetes:


·         Falta de interesse em sexo;


·         Complicação com a lubrificação vaginal;


·         Desconforto durante a relação sexual;


·         Dificuldade maior em chegar ao orgasmo.


Já tive experiências com hipers e hipos durante o ato sexual e digo que não é bom!!! A hipo, além de ser normalmente perigosa, me deixa sonsa, sonolenta e sem comando sobre minhas ações... Com hiper fico com taquicardia, enjoada, extremamente cansada e muuuito desanimada. Em certo momento, quando estava descompensada, passei também pela péssima experiência de ter candidíase. Nessa época o sexo ficou desconfortável e posteriormente passei evitá-lo. Fui à minha ginecologista, tomei Secnidazol, controlei a glicose e o problema foi resolvido. Agora acho imprescindível medir a glicose antes e após os “momentos de ternura”, glicosímetro, controle da bomba, suquinhos também são meus companheiros nesses momentos!!!  
Conversei com minhas amigas diabéticas sobre a relação diabetes x vida sexual e foi unânime: 100% concorda e sabe, por experiências vividas no dia-dia, que a diabetes afeta diretamente a nossa vida sexual. Portanto, além de ter um companheiro compreensível, é importante ressaltar que o controle do diabetes é imprescindível para as mulheres que querem manter a vida sexual ativa e saudável. Se você tiver problemas com sua vida sexual, procure ajuda do seu médico e depois é só correr para o abraço!!! ;)"


Piodermite (feridas com pus na pele)

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Há 15 dias vem saindo em minha pele pequenas feridas, fui ao Pronto Socorro, o diagnóstico foi Piodermite. Glicemia parecendo uma roda gigante.

Pesquisando a gente percebe que o nome é abrangente, marquei infectologista pro dia 21/08, vamos o que ele dirá. 

Pode ser por conta do meu tipo de trabalho,higienizo,organizo e catalogo documentos, fotografias e objetos antigos, que estão bem servidos de fungos e bactérias... Pode ter entrado por algum buraquinho do dextro segundo o médico, ou até mesmo embaixo das unhas (que o q ele julgou), minhas unhas são sempre cortadas "no talo" mais corro este risco. O infecto vai avaliar melhor, por que precisamos descobrir a real causa e tratar.

Ontem eu mesma estourei (foi um risco pq eu corri,mais ñ aguentava mais de dor) uma no anelar esquerdo, me aliviou muito, hoje saiu em mais dois dedos. 

Total: Virilha,umbigo,pé, rosto e três dedos...
Duas ainda estão por estourar, tô com febre e muita dor, por que estão latejando...  

Começam como se fossem queimaduras, acompanhem...











Saiu no pé também.

No rosto.

No dedo direito...

Dedo direito.