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Diálogo entre diabéticas

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Estou escrevendo este post com o objetivo de mostrar que alguns de nós diabéticos pensamos isso e por vezes até mesmo conversamos com amigos. Desde que criei o blog quis compartilhar minha vida com vocês por isso peço que não me interpretem mal e que saibam que tenho todas as informações necessárias sobre o diabetes.

Digo isto de antemão, por que se pego alguém com a pá virada vou ser bombardiada e este não é o foco.


Eu:
- Sabe o meu maior medo? Morrer em decorrência do mal controle glicêmico...

Amiga:
- Se não for pelas "patias" né? Desculpa a graça sem graça...

Eu:
-kkkkkk... Verdade, tem as patias, que fazem parte afff...buáá. Queria morrer igual minha bisavó, dormiu e não acordou mais, não sofreu e nem deu trabalho pra ninguém...

Amiga:
-Acho que desenvolvo do jeito que eu ando...

Eu:
- Por enquanto com 5 anos de diagnóstico ainda não desenvolvi nenhuma "patia", embora tenha descontrole...Meu maior medo é ficar dando trabalho para os outros. Já pensou eu amputada, na hemodiálise e etc... Dependendo dos outros, fazendo os outros mudarem suas vidas em função da minha...

Amiga:
-Nem me fale uma coisas destas!

Eu:
-Pois é, espero que não. Enquanto isso vamos fazendo nosso possível...





Novidades nas Insulinas e Fitas

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Duas novidades pelo menos para mim. 

No Posto de Saúde que pego as fitas reagentes, lancetas e seringas agora terei que levar meu glicosímetro, pois por meio do Accu Chek Smart Pix  eles verão os controles e terão certeza se as medições estão condizentes com o relatório médico (há pessoas que medem menos). Se for provado que as pessoas medem menos as fitas serão diminuídas. 

O sistema Accu-Chek Smart Pix pode ler e analisar dados dos seguintes monitores de glicemia e SIC de insulina Accu-Chek, é só ligar seu cado USB no computador, colocar o glicosímetro na frente deste e apertar o botão M, abre uma tela e você segue as instruções. Custa em torno de R$199,00.

Eu tenho este aparelho e facilita muito a minha vida, faço a impressão dos meus controles e levo mensalmente á endocrino, assim não preciso ficar fazendo manualmente.


Ele vem assim na embalagem.

Como é usado.

Segunda Novidade. De seis em seis meses onde pego minhas insulinas na Farmácia de Alto Custo em São Paulo (Rua dos Italianos) terei que renovar minha receita  como está neste folheto que eles distribuíram lá: 



Amo ter hipo!!!

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Pode parecer mentira, ou que amo sofrer, de fato não é.

Passei quatro anos e pouco da minha vida com muitas hiperglicemias e raríssimas hipos, glicada sempre alta, houveram momentos que eu pensei muito como seria meu futuro com estas hipers...

Veio a gestação e as coisas melhoraram , pós aborto as coisas mantiveram-se nos conformes por um tempo, agora a palhaçada voltou, e eu frustada com os resultados dos dextros e com medo da glicada voltar a subir.

Chega dói no coração...

Nas madrugadas, ás vezes tenho hipo, de 28 a 54, na boa, amooooo!!! Vejo que de alguma forma meu corpo responde, por que as vezes me sinto uma retardada com tantos cuidados e poucos resultados...

Sei que pode estar passando na cabeça de vocês que sou louca, e começarem a pensar em um sermão para tecer para mim...

Enquanto meu tratamento passa por trocentas constantes mudanças, deixa que sentir que não é só de hiper que vive a diabética aqui.

Mais continuo na luta, mensalmente endocrino, nutricionista, exames e afins necessários.

Antes que pensem que eu não me cuido, cuido-me sim: caminhada, contagem de CHO, aplicações de basal e rápida e por ai vai...

Talvez um filho por ano resolva meu problema kkkk...

Minha vida pós aborto

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Pessoal, sumi do blog por um tempo. Estava estudando, trabalhando e sendo como todas as mulheres brasileiras: Mil e uma utilidades.

Não aguentei, tava "punk" pra mim dar conta de tudo ao mesmo tempo. Por isso, deixei o blog um pouquinho.

Mas... "Vortei"...

Daqui a pouco fazem 2 meses que perdi meu bebê, e desde lá a glicemia tem sido uma roda gigante, altos e baixos.

O fato é que a glicada baixou drasticamente, de 15% a 6,1%, em cinco anos de diagnóstico nunca tive uma glicada tão boa.  A gravidez me fez um bem danado, depois dela meu organismo é outro...

Sempre me perguntam como me sinto em relação ao assunto (o aborto que tive). Digo que mesmo que tenha sido mãe por poucas semanas, foi um prazer enorme, e que assim que eu me sentir preparada novamente encomendo outro baby . O físico está ótimo, o psicológico oscila, ás vezes quando olho as coisinhas  do bebê,  penso nas expectativas que criei, dói e até choro, mais são momentos, logo enxugo as lágrimas, me ocupo e volto ao normal.

A Laura ou o Davi virão no momento certo.

Minha colega me disse que depois da gestação, mesmo que tenha sido curta não seria mais a mesma, e de fato não sou. Vejo a vida de outro modo, mais maduro, menos egoísta e com muito amor.

Fiz a biópsia do feto, como a linguagem do resultado está muito técnica, não dá nem pra chutar o que ocasionou o aborto, marquei a consulta com a ginecologista (obstetra de gestação de alto risco, a partir de agora esta profissional me atenderá), no dia da consulta me atrasei e não fui atendida, assim não pude saber o resultado, quando souber posto aqui.

Quando voltei do hospital sempre escutava das pessoas:

-Fulano, também perdeu bebê... E hoje tem um monte e bláblá...

Outros diziam:

- Eu também perdi e bláblá...

O fato é que o ser humano é egoísta, e eu não me excluo deste grupo, na verdade não queria saber quem perdeu o filho e quantos perdeu, eu queria saber do meu, daquele que perdi... Sei que as pessoas estavam  empenhadas em me ajudar, e eu agradeço por isso, mais só o dono da dor sabe o quanto dói.

Hoje entendo certas reações diante das dores da vida...

Meu atual tratamento tem sido além de dietas, exercícios, contagem de carboidratos, aplicações diárias de insulina: Muito Trabalho, carinho e amizade.


Eu trabalhando com o que amo: Museus (catalogação de acervos).

Os amigos foram fundamentais neste momento. Até eu precisei ser amiga de mim mesma. Precisei compreender melhor meu corpo que depois da curetagem é outro. O ciclo menstrual mudou de dia, os sintomas de TPM são outros além das mudanças nos valores glicêmicos (hipos e hipers, antes eram só hipers).

Achei interessante esta matéria e acho que vale a pena compartilhar com vocês.

Cliquem no link abaixo.
http://anasousapsicologa.blogspot.com.br/2008/04/aborto-perda-gestacional.html

Bjs e até o próximo post...

Como se manter saudável durante a gravidez sendo diabética

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Uma gravidez em mulheres diabéticas é algo que requer muito planejamento, cuidados extras, muita disciplina e um acompanhamento rigoroso por parte de uma equipe multidisciplinar composta por médicos (endocrinologista e obstetra), nutricionista, farmacêutico e enfermeiro. O acompanhamento com o endocrinologista deve ser feito semanalmente, ou pelo menos quinzenalmente para se fazer os devidos ajustes na dosagem de insulina.

Alguns aspectos se assemelham no tratamento do diabetes para as gestantes diabéticas do tipo 1 e 2:

- Com qualquer um dos tipos de diabetes (tanto o tipo 1 como o tipo 2), uma mulher que deseja engravidar somente poderá fazê-lo quando seu controle glicêmico estiver rigorosamente em dia, sendo que sua Hemoglobina Glicada (ou glicosilada) deve estar abaixo dos 6,1%, ou até 1% acima do valor máximo recomendado pelo laboratório onde o teste for realizado.

- Caso a gestante seja diabética do tipo 2 e faça uso de Hipoglicemiantes Orais, eles devem ser substituídos por insulina (hormônio utilizado no controle do diabetes tipo 1), uma vez que não se tem ainda muitos estudos que realmente comprovem se estes medicamentos podem ou não afetar o desenvolvimento fetal. 

Por isso, algumas entidades representativas do diabetes em nível mundial ainda não chegaram a um consenso sobre a utilização destes medicamentos durante a gestação. Para quem já faz uso de insulina, as dosagens devem ser reajustadas com uma certa freqüência, de acordo com as necessidades da gestante.

Vale lembrar também que o risco de hipoglicemiasaumenta muito durante a gestação, já que o feto se alimenta através do cordão umbilical de tudo aquilo que a mãe consumir. Uma hipoglicemia na mãe diabética pode acarretar em hipóxia (diminuição da oxigenação) cerebral no feto, já que o cérebro se alimenta basicamente de glicose, e como todo feto de mãe diabética recebe constantemente uma carga maior de glicose sanguínea, a sua produção de insulina é exacerbada. 

Logo, se a mãe tem uma hipoglicemia de repente, a insulina que o feto produz continuará a fazer efeito, podendo desta forma, o feto também entrar em hipoglicemia e devido a isso diminuir a sua oxigenação cerebral, podendo desenvolver alguma seqüela. 

Portanto, o monitoramento da glicemia deve ser redobrado, e não se deve falhar em hipótese nenhuma as refeições e lanches. Deve-se dar uma atenção muito especial à alimentação, sendo que a dieta da gestante diabética deve ter o acompanhamento de um nutricionista especializado em diabetes, para assim evitar que o bebê cresça exageradamente e aumente muito o peso, comprimindo as artérias e vasos sanguíneos da mãe.

Deve-se também monitorar o peso corporal e a pressão sanguínea, evitando-se, desta forma, o risco do desenvolvimento de pré-eclâmpsia, uma síndrome grave, marcada pela elevação da pressão arterial e pela perda de proteínas pela urina, que pode acontecer a qualquer momento da segunda metade da gravidez, ou seja, a partir de 20 semanas, mas é mais comum a partir de 27 semanas, sendo causada por deficiências na circulação sanguínea da placenta, órgão que nutre o bebê dentro do útero.  Portanto, como o diabetes é um fator de risco para a pré-eclâmpsia, deve-se estar atenta aos seguintes sintomas:
  • inchaço repentino no rosto, nas mãos ou nos pés
  • dor de cabeça persistente
  • perturbações na visão, como vista embaçada ou luzes piscando
  • dor forte na barriga, abaixo das costelas
  • mal-estar geral
Caso você seja gestante e apresente algum desses sintomas, procure um médico e peça para ter sua pressão medida, pois ela pode aumentar de repente!

Com um bom monitoramento e todos os cuidados redobrados, é possível sim ter uma gestação saudável mesmo tendo diabetes! Por isso devemos confiar e planejar tudo muito bem antes com os profissionais da saúde que nos acompanham, seguindo rigorosamente as suas recomendações, para que nenhum contratempo estrague este momento tão único na vida de uma mulher que é a gestação, e para que o bebê nasça forte, lindo e saudável!



Conheça Diretrizes Para Avaliação e Orientação de Motoristas Com Diabetes

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Nos últimos anos tem havido uma preocupação maior e constante com os problemas que acometem a pessoa portadora de diabetes ao volante, exigindo cada vez mais a educação em diabetes.

Na ausência de legislação específica sobre Diabetes e Trânsito, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), entidade médica, que congrega os especialistas em Medicina de Tráfego, desenvolvendo ações, estudos e pesquisas visando à prevenção de acidentes decorrentes da mobilidade humana, procurando evitá-los ou mitigar a dor por eles provocada, divulgou diretrizes para avaliação e orientação das pessoas com diabetes que pretendam se habilitar como motoristas ou desejem renovar a carteira nacional de habilitação.

As orientações da Abramet são:

- Portadores de diabetes tipo 2 (não dependente de insulina), bem controlados por dieta ou medicação, têm baixo risco de hipoglicemia grave e poderão ser considerados aptos para a direção de veículos de qualquer natureza, sem restrições.

- Pessoas com diabetes que necessitem de insulina, quando sob acompanhamento médico adequado, bem controlados, sem hipoglicemia no último ano, poderão ser considerados aptos para a direção de veículos de qualquer natureza, mas com o prazo de validade da perícia de saúde menor.

- Serão considerados inaptos (temporários), os que apresentaram episódio de hipoglicemia grave, com perda de consciência no último ano.

- Motoristas profissionais deverão realizar testes de glicemia capilar (dosagem de açúcar no sangue, através de fita reagente) uma hora antes de começar a dirigir e quatro horas após dirigir de modo contínuo, não iniciando ou interrompendo o ato de dirigir, quando o valor da glicemia for inferior a 70 mg/dl.

- Em relação ao motorista com diabetes, que apresentar formas graves de microangiopatia (acomentimento da pequena circulação, como os vasos da retina dos olhos), macroangiopatia (acometimento das artérias maiores, como as artérias do coração e do cérebro) e/ou neuropatia (acometimento dos nervos), o perito determinará a necessidade de afastamento definitivo da condução de veículos automotores.

Caso você tenha dúvidas jurídicas sobre esse assunto ou outros relacionados ao diabetes como discriminação ou recebimento gratuito de medicações e insumos para o controle do diabetes entre em contato pelo fone: (11) 3675-3266 Ramal 11 e agende um horário gratuito no ADJ JUR, nos plantões oferecidos as terças e quintas-feiras. Caso prefira pode enviar suas dúvidas, por email, para o ADJJUR em formulário existente no site da ADJ.

Ione Taiar Fucs - Presidente e Coord ADJJur