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Carol e Jujuba: Uma história que hoje rende em muita ajuda

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Era época de natal. Estávamos em uma confraternização com nossos amigos em uma casa de lanches aqui de Maceió. Júlia, com 1 ano e 3 meses, estava sentada no colo do pai, quando a primeira fralda descartável vazou de tanto xixi... Pensei que tinha colocado errado e deixei para lá... Troquei-a e voltamos a nos divertir... 1 hora depois a fralda vazou novamente... Comecei a achar estranho... Coloquei então a culpa na marca da fralda que tinha começado a usar naquela mesma semana, Troquei-a  novamente e fomos para casa... Quando fui dar banho nela a fralda estava cheia... Mas não dei tanta importância... Júlia dormiu logo depois...
Cerca de duas horas depois, já de madrugada, fui vê-la no berço e para minha surpresa, o berço estava ensopado de xixi...

Me tremi toda!!!! Olhei cada pedacinho de minha filha com muita atenção e naquela mesma hora, como numa inspiração divina, coloquei na cabeça que ela tinha Diabetes!!!

Engraçado que nunca fui uma mãe neurótica...  muito pelo contrário... Sempre fui voadora e desligada com essas coisas de doença... Mas naquela hora nada me tirava isso da cabeça!!!!

Lembrei  imediatamente do livro -A vida do Bebê – do Rinaldo De Lamare, livro conhecido pelas mães de primeira viagem como a “ bíblia do bebê”... Corri para pegá-lo...

Abri direto em Diabetes Infantil....

Comecei a ler e as lágrimas começaram a cair... Todos os sintomas que estava descritos lá batiam com o que via em minha filha... Urina em excesso (constatado naquele mesmo dia), sede em excesso (Julia acordava de 2 a 3 vezes por noite e tomava o copo cheio de água), Muita fome e emagrecimento (ela comia toda hora, e mesmo assim, não engordava e sim tinha começado a emagrecer), fadiga (ela vivia apática, sem querer brincar) e irritabilidade (ela estava sempre irritada, chorona, sem dormir direito, se remexendo).

Comecei a me desesperar e chorar copiosamente...

Passei então a pesquisar no sabe tudo digital – O Google – Li muita coisa durante a madrugada, e me desesperei ainda mais quando descobri que era uma doença crônica...
Resolvi acordar o Marcos, Meu marido... Contei a ele o que tinha acontecido, e tudo que tinha lido, e como qualquer pessoa normal no lugar dele, ele me mandou acalmar e dormir, pois não devia ser “nada grave”...

Claro que nem acalmei, nem consegui dormir...

Troquei sua fralda mais algumas vezes durante a noite e fiquei do lado dela até dar umas 6hs da manhã, quando Marcos acordou e juntos resolvemos telefonar para minha mãe e pedir ajuda...
Ela por sua vez esperou dar 8hs para poder ligar para nossa endocrinologista e prima – Jamile Paiva – e ver o que faria...

Acho que até então estava todo mundo me achando meio neurótica ou louca... Era um domingo (23 de dezembro de 2007), antevéspera de Natal, a maioria dos médicos em recesso e viajando, nada funcionando direito e eu arrumando “sarna para me coçar” ... Mas estava com ideia fixa...  

Jamile chegou na nossa casa para ver a Julia antes de 9hs...Percebeu logo um grau de desidratação avançado, conversamos, ela fez algumas perguntas, e logo nos convidou para ir até o consultório para fazer  o teste de “ponta de dedo” pois lá ela podia examiná-la melhor e ter alguma conclusão.

Assim fizemos....

Início de janeiro de 2008 - se acostumando com a situação
Há essa hora, a família já estava toda reunida na nossa casa... Fomos todos juntos, Júlia, Eu, Marcos, Nossos pais, irmãos e sobrinhos... Todos já preocupados...

 Ela abriu o consultório, nos acalmou um pouco, conversou, e começou a nos explicar o que era diabetes...

Ela pegou o Glicosímetro, e seguramos a Julia enquanto ela fazia o teste glicêmico...

Acho que foram os 5 segundos mais longos de nossas vidas...

O resultado deu HI, ou seja, tão alto que o aparelho (que mede até 800) não conseguiu medir...

Jamile nos disse: Com essa glicemia e com o quadro clínico de Júlia, não precisa nem de exame laboratorial, o diagnóstico está dado – é diabetes tipo 1.

2 dia depois da descoberta
Ali meu mundo Caiu!!!!!  Foi um chororô geral!!!! Chorei, chorei, chorei, mas em questão de minutos tive que respirar fundo, erguer a cabeça, e “seguir em frente”... Júlia precisava de mim e de meus cuidados... Precisava aprender a cuidar de minha filha...

Jamile foi começando a dar as primeiras informações necessárias para o tratamento. Nos deu um Glicosímetro que ela tinha, receitou a insulina e a caneta, nos indicou onde podíamos ir num domingo comprar, ou seja, nos iniciou no mundo da Diabetes... Ela foi de uma atenção, carinho e cuidado espetacular conosco...

Fomos então para a farmácia especializada, onde uma enfermeira nos explicou como aplicava a insulina. Engraçado que nem deixamos ela aplicar, nós que fizemos isso desde a primeira vez....

Natal de 2007
E assim foi o primeiro dia.... O dia da descoberta......... O grande marco de nossas vidas!!!“divisor de águas”...


Aquele natal foi triste e revoltante, mas hoje dou graças a Deus por aquela “inspiração”... Se não fosse ela, talvez só descobríssemos a Diabetes de de Júlia num hospital, com ela em coma ou cetoacidose diabética...
Nesses quase  3 anos que se passaram , acho que amadureci uns 10!!!!!

E nossa vida seguiu... Sem traumas e com muito amor e alegria para suportar os momentos mais difíceis...

Jerry, o ursinho diabético

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Pensando em ensinar as crianças com diabetes a entenderem e controlarem a doença desde cedo, dois estudantes da Northwestern University criaram um ursinho de pelúcia. Ao invés de Teddy, Jerry.
Jerry possui um medidor de glicose no braço que diz à criança qual a hora de aplicar injeções de insulina. E para isso há uma “seringa” de brinquedo que deve ser aplicada em Jerry, que possui alguns lugares especiais para isso.
Só fico imaginando aqui as infinitas aplicações desse tipo de raciocínio. E para adultos também. A previsão é que o brinquedo chegue ao mercado já em 2013.



Fonte: http://www.updateordie.com/2012/04/30/jerry-o-ursinho-diabetico/

Processo da bomba: Perdi + uma vez!

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Pela 4ª vez, mais um NÃO. Um via administrativa e Três com o auxílio da advogada...

Vejam o que saiu:

Sentença Completa sem Resolução de Mérito - Sentença Completa
Vistos. Dizendo-se acometida de grave doença ("Diabetes"), para o tratamento da qual necessita do produto que indica a folha 11 (bomba de infusão contínua), cuja aquisição não pode realizar por força de sua desfavorável condição financeira, impetrou KATH PALOMA DA LUZ AFONSO, qualificada a folha 2, este mandado de segurança contra o senhor DIRETOR REGIONAL DE SAÚDE da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, para assim obrigá-lo a fornecer tal produto pelo tempo necessário ao tratamento médico, invocando a impetrante, nesse contexto, a aplicação do artigo 196 da Constituição da República de 1988. Está a peça inicial instruída com a documentação de folhas 13/119. Negada a medida liminar (folha 129); não se registra a interposição de recurso. Notificada, prestou a digna Autoridade impetrada informações, afirmando que não há comprovação científica de que a bomba de infusão de insulina seja eficaz, nomeadamente se comparada às insulinas que estão disponíveis na rede de saúde pública, o que descaracteriza a obrigação do Estado em fornecer tal espécie de equipamento. Afirma ainda que em face do diagnóstico médico apresentado, não há situação de urgência médica, o que tornaria o mandado de segurança desazado remédio processual (folhas 156/160). Pela concessão da ordem de segurança, assim se posicionou o MINISTÉRIO PÚBLICO. É o que está em seu r. Parecer de folhas 162/167. É o RELATÓRIO. FUNDAMENTO e DECIDO. Trata-se de mandado de segurança que veicula pretensão cominatória, buscando a impetrante a cominação à Digna Autoridade impetrada de obrigação de fazer, consubstanciada no fornecimento gratuito de determinado produto (bomba de infusão de insulina), necessário, alega, ao tratamento médico a que se submete, em virtude da enfermidade de que padece, esteando sua pretensão no argumento de que a Constituição da República de 1988, em seu artigo 196, garante o direito à saúde e, de par, que o Estado assegure o efetivo cumprimento desse direito, do que deve desincumbir-se, fornecendo-lhe o medicamento necessário ao tratamento médico a que se submete. É caso de declarar-se a extinção deste mandado de segurança, sem resolução do mérito, por força da carência de ação. Considere-se, com efeito, o que consta das informações da Autoridade impetrada, no sentido de que não há comprovação científica de que a bomba de infusão possua eficácia científica comprovada no tratamento da doença de "Diabetes". Instalada controvérsia fática acerca dessa questão, pois, para cujo desimplicar a produção de prova pericial seria e é fundamental. Daí que, não permitindo o mandado de segurança, diante de seu limitado campo cognitivo, a produção desse tipo de prova, a carência de ação é medida que se impõe. Carência da ação mandamental que também se configura em razão do aspecto bem destacado pela Autoridade impetrada de que não há, no diagnóstico da impetrante, situação de urgência médica, o que, só por si, obsta que o mandado de segurança possa ser utilizado como remédio processual. Sempre é oportuno lembrar que há protocolo clínico estabelecido para o tratamento da "Diabetes", protocolo que prevê todas as técnicas terapêuticas que devem ser adotadas no tratamento dessa moléstia, indicando quais os medicamentos, insumos e produtos que a rede de saúde pública deve fornecer aos pacientes. Assim, a não ser em situação excepcional, o que prevê tal protocolo deve ser observado, não cabendo ao Poder Judiciário substituir ou modificar tais critérios científicos. POSTO ISSO, por força da carência de ação, declaro a extinção deste mandado de segurança, sem resolução do mérito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do Código de Processo Civil aplicação subsidiária. Gratuidade concedida à impetrante, não suportará o pagamento da taxa judiciária. Em mandado de segurança, não há condenação em honorários de advogado. Publique-se, registre-se e sejam as partes intimadas desta Sentença; o MINISTÉRIO PÚBLICO, pessoalmente.

Por que alguns diabéticos adoraram mentir sobre seu tratamento?

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Oito dias passaram-se deste a curetagem.
Esta foi uma semana que passou rápido.  A dor física quase já não existe mais, a emocional agora tem picos, estou extremamente chata e sensível, procurando ter paciência comigo mesma, por que não está sendo fácil, o pobre do Anderson tem sido paciente com esta situação, aliás, ambos temos tido paciência um com o outro.
Tudo o que passamos foi delicado. Algumas pessoas me disseram:
- Quanto exagero você não tinha nem três meses!
Fazer o que se elas não entendem, e se não tem papas na língua para com a dor alheia...
O fato é que tive um aborto retido há oito dias e preciso de um tempo para mim, para minha vida, e decidi que devo respeitá-lo.
Vou continuar a escrever sobre gestação, afinal não desisti de ser mãe, vou continuar com o blog, só vou diminuir um pouco o assunto diabetes na minha vida, este é um assunto que literalmente está em mim, mais minha vida não se resume só á isso.
Quinta-feira (17/05) tive endocrinologista, minhas glicemias aumentaram um pouco neste momento os motivos são: estado emocional, falta de exercício físico e acreditem se quiser tô exagerando na alimentação, minha frustração e ansiedade estão sendo descontados na comida.
Esta é uma falha que preciso corrigir, mais que compreendo, fiquei no Hospital quase três dias e há oito estou em casa, penso nos sonhos que temporariamente foram descartados, na chateação e não tenho o que fazer, enfim, danei a comer.
Falei isso para minha endocrino, não minto para ela. Pra que mentir? Mentir para ela seria como mentir para mim mesma.
Pensando nisso me veio uma pergunta que me faço há 05 anos: Por que alguns diabéticos adoraram mentir sobre seu tratamento? Falo isso por que conheço alguns (quero ressaltar alguns, por que são alguns mesmo), que no discurso são os próprios endocrinologistas DM1, só que na convivência a gente percebe que o discurso cai por terra.
Veja estas situações:
·                    Fala que toma insulina no horário certo, mais no toma;
·                    Não mede as glicemias quando necessário;
·                    Não faz contagem de carboidratos (quando prescrito no tratamento);
·                    Come tudo o que vê pela frente;
·                    Não se exercita;
·                    Faz o diabetes ser culpado por tudo de ruim que acontece na vida;
·                    Quando está com Hiperglicemia culpa o estresse e nervoso que passa;
·                    Aproveita a hipoglicemia para se empanturrar de doces.
·                    E por aí vai...
Quando chega à consulta médica são uns santos... Eu me pergunto: Para que isso?
Enganando a si mesmo e aos outros. E o que se ganha com isso?
Acho que este é um assunto a se pensar, pensar pra si mesmo...
·         Por que de mentir?
·         O que se ganha com isso?
·         Você apenas você, é o primeiro maior interessado no seu tratamento...
·         Quer ter uma gestação saudável?
·         Órgãos preservados o maior tempo possível?
·         Comece por reconhecer esta falha e corrigi-la...
Por isso falei:
-Dra., tô comendo demais e tenho noção disso, preciso parar de comer tanto para ver se de fato as hipers persistem. Conheço meu corpo e o meu tratamento e sei que há uma briga constante entre eu e as hipers, mais até então eu sabia que fazia de tudo para controlá-las, agora comendo assim já não sei...


A endocrino aumentou a dosagem da basal, isso já era previsto, pediu para eu continuar a contagem de carboidratos, e voltar as minhas atividades normais, ler, passear e me distrair, aos poucos ansiedade passa e eu me sentiria mais segura.
Conclusão:
Levemir 65U pela manhã, 20U á noite
Humalog  1U para cada 10g de Carboidratos antes de todas as refeições. Corrigir conforme a glicemia: aumentar 1U para cada 40mg/dl de glicemia acima de 120mg/dl.
Agora infelizmente é esperar para ver o quanto engordei, tanto pela alimentação quanto pelo aumento da insulina, rever minha alimentação e voltar a  cuidar da minha alimentação  como antes.

Perdi meu bebê: como tudo aconteceu.

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Difícil saber em como conjugar o verbo neste relato, se eu me atrapalhar me desculpem...
Ansiedade a mil por hora. Agora o que passava na minha cabeça era em como arrumar minha casa.  Moro na parte de cima da casa da minha sogra (nos damos muito bem graças á Deus). Para entrar na minha casa é necessário passar pela garagem da minha sogra, cruzar um corredor e subir a lavanderia dela, pronto você sai de frente de uma varanda que dá na minha cozinha.
Em casa são quatro cômodos, esta é a ordem: cozinha, sala, banheiro, corredor, escritório, quarto e lavanderia (grande) que dá de frente para a rua.
Anderson e eu decidimos: O escritório será tirado. Pra onde nossas coisas vão? Problema nosso! O quarto será do bebê e da Vitória, que até então tadinha, dormia conosco.
A correria começa, escolhemos a cor marfim para os móveis do bebê, só que tem um detalhe: marfim está saindo de linha. Minha agonia começa. Como conseguirei um berço e cômoda marfim? Por que guarda-roupa já temos.
Começam as pesquisas na internet. Anderson sempre me pergunta o porquê desta pressa, eu poderia esperar mais pra frente. Mais eu sempre, sempre quis organizar tudo na minha vida o quanto antes, para que quando as datas especiais chegassem não me pegassem de surpresa. O mesmo sempre ocorre no dia das mães, natais, aniversários e etc., os presentes sempre são comprados antes.
Queria poder arrumar o quarto do bebe antes, pois quando a barriga começasse a pesar eu poderia só descansar.
30/04 – Segunda-feira começo a organizar meu guarda-roupa da seguinte forma: Roupas que daqui uns dois meses não me caberiam mais, foram guardadas em gavetas dentro do guarda- roupa; roupas de gestante (eu já tenho algumas) estavam a minha disposição, organizadas por estação e cores. Abusei dos vestidos, como costumo usar muito saias e vestidos todos foram organizados no armário. Uma gaveta para meia, outra para calcinhas e sutiãs, blusas de frio, e por aí ia, meu guarda-roupa dava gosto de ver.
O bebê já tinha guarda- roupa, e já tinha ganhado uns presentinhos: sapatos, macacões e afins, tudo de cores neutras e infantis, eu me encantava todas as vezes que abria o guarda-roupa dele. Já cheirava a bebê.
Vitória já falava com o irmãozinho, beijava minha barriga e falava coisas que eu não entendia.
Anderson também, sempre falando com o bebê. Minha mãe, postando a cada dia no facebook frases sobre avó. Meu pai e madrasta me ligando todos os dias para saber como eu estava passando, as amigas babando, e eu me orgulhando de mim e de meus dextos, que não passavam de 180mg/dl. Um ou outra vez que oscilava para 200mg/dl, mais eu estava ali, firme e forte me monitorando. Eu, a leoa, brigando pelo meu bebê.
Como eu havia falado, ele não tinha sido planejado, mais foi tão bem recebido, de uma forma que qualquer outra coisa nunca tinha sido em minha vida (lágrimas).
Já tinha o canto dele em todas as áreas da minha vida. Eu trabalhava pensado nele, de poder prover tudo o que ele precisasse. Minha vida estava sendo para ele. Como religiosa, minhas orações abrangia todos, só que ele era de forma especial. Muito especial.  É engraçado dizer, ou até mesmo espantoso, mais eu senti quando ele foi feito, e não erro a data 22/03. Ele tinha sido a honra para a minha vida, a doente, a estéril tinha podido ter um filho, era assim que eu era taxada, embora soubesse que não era verdade, doía saber que pensavam assim de mim.
No blog eu fazia questão de postar meus dias, de encorajar... enfim...
06/05 –Domingo – Por volta das 15h00minmin. Estava deitava e senti uma dor horrível na barriga, como se fosse uma câimbra na barriga mesmo. Me senti estranha e aquilo logo passou, mas fiquei cismada.
A noite fui para a igreja.  Aquela dor ficou encucada em mim.

Segunda-feira fui ver minha mãe, ela não anda bem de saúde. Passamos a tarde juntas e jantamos. Tiramos muitas fotos da minha barriga. A noite quando cheguei em casa havia até enviado umas para minha amiga Cíntia, e passamos uma parte do tempo falando sobre gestação.

Foto tirada por minha mãe: 2 meses.
 
Terça- feira fui trabalhar um dia tranqüilo. Mais tive corrimento, um muco transparente começou a sair de mim. Estranho! Nunca tinha tido aquilo na gravidez.
Após o horário de trabalho fui ao Hospital. O que em muito colaborou é que o local tinha Pronto-Socorro Obstétrico. Disse ao médico da dor de domingo e também do muco. Ele disse que não deveria me pedir uma ultrassom, mais que por desencargo de consciência iria fazer o pedido, pois para ele tudo estava dentro dos limites. Quando ele me disse aquilo meu coração acalmou.
Desci ao térreo para fazer a ultrassom.
Após a ultrassom transvaginal o médico me disse:
-Kath, sinto muito! Não conseguimos ouvir o coração do bebê.

Resultado da ultrassom realizada no dia 08/05.

                                                                         Meu bebê.

Eu gelei. Aquilo não poderia estar acontecendo comigo. Sozinha no Hospital... Meu Pai do Céu!
Subi novamente para o primeiro andar. Não sentia mais o chão, não visualizava mais nada.
Quando entreguei a ultrassom ao médico ele me disse:
-Tem certeza que você não teve cólicas ou sangramento?
Disse:
-Não! Não tive.
Ele me olhou fundo e falou:
-Não temos o que fazer, o feto entrou em óbito e vamos te internar.
Meu coração gelou, senti um frio na barriga, deu uma vontade enorme de gritar, de bater em tudo ali, de xingar um palavrão, este misto de sentimentos durou menos de 3 segundos por que logo depois tudo se resumiu num bolo na garganta, eu tentava segurar o choro, me sentia na obrigação de ser forte.
O médico saiu da sala por um momento e me deixou com a enfermeira, eu de cabeça baixa e ela me encarando como se quisesse me dizer alguma coisa, talvez tenha dito algo que eu não me lembre.
Quando o médico retornou, perguntou-me sobre a internação, pedi para ir para casa.
Sai do Hospital, e fui caminhando. Liguei para o Anderson, nada dele atender o celular, aquilo foi me dando um desespero fora do normal, daí esqueci quem eu era, me passou tantas coisas na cabeça. Finalmente ele atendeu o telefone.
- Dinho (seu apelido), acabei de sair do hospital. O médico disse que perdemos o bebê.
Do outro lado da linha ele emudeceu.
Eu desabei.
Acreditava até o último momento que algo poderia estar errado naquele exame. Mais no fundo eu sabia que não estava. Não adiantava mais eu me enganar. Era fato!
Anderson não sabia mais o que me dizer.
E eu não sei explicar o que sentia. Era tanto sentimento junto. Raiva, temor, mágoa (sei lá do que), euforia. Eu me sentia uma verdadeira drogada.
Me deu simplesmente uma fome inexplicável, comprei um lanche na lanchonete e fiquei esperando um ônibus que por sinal demorou mais de 30 minutos. Ao subir no ônibus veio uma dor de cabeça chata que me perseguiu até o outro dia.
Em casa só choramos. Minha idéia era não voltar ao hospital, me sentia num pesadelo, talvez quando acordasse tudo aquilo fosse falso.
No outro dia liguei para a endócrino. Ela foi enfática:
-Volte ao Hospital!
As 15h00 dia 09/05 voltei, Anderson e minha cunhada foram juntos.  Ás 17h00, fomos atendidos, falei á médica tudo o que havia ocorrido, esta resolveu então pedir uma segunda ultrassom, e disse que se o segundo resultado fosse o mesmo me internaria.  As 17h15 a mesma me pediu a ultrassom, que só conseguimos fazê-la ás 19h00 por problemas de recursos humanos no Hospital.
Quando vi o segundo resultado, abracei o Anderson e disse:
-Só me deixa ir para casa chorar e arrumar minhas insulinas e coisas, por que sei que nos hospitais ele não tem a Levemir e Humalog.
Segunda ultrassom refeita para termos certeza.

                                                        Penúltima vez que visualizei meu bebê.

Liguei para minha mãe e pai.
Voltamos para casa então. No meio do caminho, os três só choravam. O Anderson muito estressado no transito, eu me sentindo uma completa imbecil e minha cunhada no banco de trás só chorava. Peguei o celular e mandei uma mensagem para os amigos, falei o que tinha acontecido e pedi para que ninguém me ligasse, fui muito criticada por isso, mais não me arrependo do que disse, era um momento muito meu não tava com saco para falar com ninguém, só queria saber que tinham pessoas orando por mim para que tudo se resolvesse da melhor forma possível, mais não queria ouvir ninguém. Por mais serena que eu sempre fui não tava na onda da sabedoria do momento. Entendem?
Se não entendem, nem queiram.
Em casa comi algo, arrumei as coisas e fiquei recebendo o abraço de toda a família do meu marido. Que desespero! Meu Deus do Céu! Que dor horrível! Nunca senti isso em toda a minha vida!
Acho que nem queria que ninguém me abraçasse.
Meus sogros e o Anderson me levaram.
Por não ter avisado que iria embora, tive que abrir outra ficha no hospital. Com a troca de plantão outro médico me atendeu.
Fizemos o processo da internação no finalzinho da noite, mediram minha pressão, temperatura e dextro (que até então estava comportado não ultrapassando 150mg/dl, durante todos estes dias). Troquei de roupa, me pediram para por a camisola do hospital, e o médico colocou em minha vagina dois comprimidos para dilatar o útero e facilitar o procedimento que seria no outro dia. Após ter colocado chamou o Anderson para me ver. Eu não poderia levantar durante duas horas. Quando o Anderson entrou na salinha conversamos, choramos nos abraçamos e logo pedi para que ele fosse embora, pois seria muito cansativo para os meus sogros ficarem ali na recepção esperando-o, e logo eu subiria para o quarto. No fundo eu queria ficar sozinha mesmo. Ele colocou a bolsa na cadeira ao lado, avisou a enfermeira, me beijou e foi levando o celular. Não queria ninguém me ligando. Só queria estar comigo mesma.
Chorei e adormeci. Acordei com a enfermeira me chamando para irmos para o quarto. No meio do caminho indo de cadeira de rodas, ela começou a conversar comigo sobre a vida dela, e começou a desabafar chorar e etc. Eu pasma com a situação, mais dei-lhe conselhos falei sobre Deus e nisso foi parte da madrugada.
No quarto tinha uma senhora que havia retirado o útero, dormia, coloquei uma fralda e subi para a cama, acordei ás 7h00 do dia 10/05 com a médica me dando bom dia com o exame de toque. Belo bom dia pensei. Não tinha percebido, mais estava lavada de sangue.
Sem saber que não podia levantar, me limpei, escovei os cabelos e os dentes fiz xixi, e tomei um susto com a enfermeira dizendo que não era para eu ter levantado e correndo para o vaso sanitário para ver meu xixi. Viu que não tinha nada demais e pediu para eu deitar. Liguei para o Anderson avisando que iria para a cirurgia.
Ás 8h45, o enfermeiro veio me buscar. E mais diálogo com eles. Disse-me de seus problemas, que a esposa não engravidava e etc., e eu ali firme e forte buscando forças em Deus para consolá-lo.
Fui deixada na sala do pós-cirurgico até alguém poder vir me buscar. Ás 9h10 uma simpática enfermeira veio me buscar. Tudo o que eu pedia era para medirem minha glicemia, fizeram isso resultado: 85mg/dl.
Na sala da cirurgia, vieram mais duas enfermeiras simpáticas, brincalhonas (com toquinhas na cabeça de bichinhos personalizadas) ligaram o rádio a trilha sonora aera ABBA. A médica chegou me cumprimentou, e disse:
- Vamos fazer uma curetagem ,ou seja, com os remédios que foram colocados em você seu útero dilatou o que facilitará o procedimento. Você tomará a raqui, anestesia nas costas, e com alguns instrumentos retirarei o feto, e limparei/ rasparei a sujeira do aborto, por que você teve um aborto retido. Você não receberá pontos com a dilatação tudo está mais fácil. Relações sexuais só depois de trinta dias, e novas tentativas de gestação daqui a noventa dias. Ok? O útero precisa descansar agora.
Logo o médico anestesista chegou, meus dados foram passados aos dois médicos.  Disseram que eu tomaria a raqui e o sentiria depois dela.
Meu Deus! Minhas pernas adormeceram, formigaram, senti um “negócio” no abdômen e a cirurgia iniciou-se.
Ás 9h45 o procedimento começou. O papo entre os médicos era o salário, entre as enfermeiras baladas e a minha cabeça estava oca, não conseguia pensar em nada. A trilha sonora mudou, agora “era eu quero tchum, eu quero tcha...”
Meu Deus! Roda gigante de músicas, assuntos e situação.
Ouvi quando a médica disse á enfermeira:
- O embrião era grandinho hem!
Pedi para ver. Com a pinça ela me mostrou. Não via nada como estava acostumada ver na ultrassom, só um pedaço de carne vermelha e grossa. Ai que dor! Meu Deus!
Ele foi colocado num potinho etiquetado com meus dados para análise.
Quando a cirurgia acabou, os médicos se despediram, e as enfermeiras ficaram brincando comigo, me colocaram uma fralda, conversamos um pouco e fui levada a sala do pós operatório.,só poderia sair dali depois que mexesse as pernas.
Um enfermeiro bacana ficou conversando comigo sobre o Amapá, sua terra natal e depois eu dormi.
Você pode se perguntar: Ela ainda conseguia conversar?
Eu respondo: Acho que sim, acho que não... ”num sei”...
Quando acordei uma enfermeira com sotaque espanhol estava na sala, mal humorada que doía, o enfermeiro bacana tava almoçando.
Ela me enchia o saco para eu mexer as pernas e não conseguia. Dormi de novo quando acordei consegui mexer as pernas. Ufa! Ela chamou o anestesista e recebi alta para o quarto, no caminho encontrei o simpático enfermeiro que me deu tchau.
O mesmo profissional que me levou para a cirurgia, me levou para o quarto, daí o papo de filhos continuou até chegar ao quarto. Lá o Anderson me esperava, o enfermeiro me passou para a cama e assim pude novamente ficar com meu marido.
Eram 14h00min. A dor emocional voltou.
Ele tentava me por para cima, não tocar no assunto, mais eu quis tocar, eu quis falar da cirurgia, de ter visto o bebê.
Choramos juntos, de repente o Anderson teve uma espécie de torcicolo, e não mexia mais o pescoço, olhava para mim como um robô mais ficou ali todo o momento, me deu banho, ajudou-me a comer e ficamos chorando, assistindo televisão, quando a Silvia (amiga blogueira) ligou para o meu celular, pois estava preocupada comigo, pois teríamos um Encontro de Blogueiros na Lapa/SP, e antes de eu ir para Hospital havia avisado que não iria por problemas, meu esposo disse a ela o que havia acontecido, ela mandou palavras de consolo. Peguei o celular e liguei para a Cris (doce amiga virtual), que me encorajou e consolou.
Chegou a hora de o Anderson ir, ele não poderia passar a noite comigo.
Ai que noite terrível! Sozinha no hospital o leito ao lado desocupado. Que desespero! Que angustia!
Assisti TV, dormi, chorei e por ai foi... Ás 1h00 da manhã chega para o quarto Andrea que tinha feito uma cirurgia no tornozelo, falou tanto comigo que dormi e deixei-aela falando...
Pela manhã uma visita médica:
-Kath, você está de alta.
Passou todos os cuidados e medicamentos (a mesma vitamina que estava tomando durante a gestação por 30 dias e  lisador para dores) que eu deveria tomar. Liguei para o Anderson me tirar dali o quanto antes.
Fui bem atendida, com exceção d aminha dieta que sempre vinha normal, esqueceram que eu era diabética, cansei de pedir para fazerem o dextro por isso resolvi ficar com meu glicosímetro por perto.
Anderson e minha cunhada vieram me buscar. Ela me recebeu com um abraço tão gostoso, que me confortou.
Em casa todos me esperavam. Minha sogra cuidando da minha alimentação, cunhada dando suporte e Anderson faxinando a casa.
As glicemias voltaram a rebeldia, ta difícil controlar, sei que o emocional tá contando muito nesta hora por isso ela está assim: alta.
Na igreja eu preparava uma bela apresentação do Dia das Mães que eu não pude estar presente, ver comerciais desta data me doeu muito. Ainda choro, não vou mentir, mais é a saudade de um momento que eu poderia estar vivendo e não estou mais, é saudade de um ser que esteve comigo quase 10 semanas...
Vai passar! Eu sei!
Quero dizer a todos que não foi o diabetes que ocasionou isso, foi o próprio organismo que rejeitou talvez por má formação.
Semana que vem volto a minha vida normal: trabalhar, estudar e etc.
Dia 17/05 tenho endócrino.
Não desisti de ser mãe, sou vou agora esperar o tempo que meu corpo necessita para se recuperar, e volto á maratona. Deus é sábio! E se eu estou debaixo de sua vontade devo aceitá-la.
Fico com a letra de uma música da cantora Eyshila:
(...) Sonhar ainda vale a Pena, Esperar e confiar em Deus
Aquele que tem sonhos infinitamente maiores que os meus
O final é mais que o começo, Conquistar tem sempre um alto preço (...)

Em breve estarei de volta,
Beijos.

Carol, um doce desde sempre

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Pessoal, se tem três figuras que são as madrinhas doces do meu bebê é a Carol Freitas (http://docescontosdeumavidadoce.blogspot.com.br/), Cris Costa (http://cristianediabeticaemae.blogspot.com.br) e Luciana Menezes. Embora nossa amizade seja virtual, recebi delas muito apoio  para me tornar uma Mãe DM1.

Segue o depoimento da Carol Freitas, um exemplo de superação e disciplina.

Diabética desde 1 mês de vida, gravidez para mim sempre foi um grande tabu!!! Meus médicos nunca me desestimularam, diziam que apesar das dificuldades, das restrições eu poderia sim engravidar, era só ter alguns cuidados... Após 4 anos de casada, decidi engravidar antes dos 30 anos, fiz todos os exames necessários, acertei a glicose e fiquei esperando... A espera durou quase 01 ano e como demorou, por alguns instantes passou pela minha cabeça que por causa da diabetes eu não poderia engravidar, que meu corpo e minha saúde (digo a diabetes) não estavam preparados para levar uma gestação a diante, que eu era um fracasso incapaz de gerar uma vida. Fiquei muito mau durante toda a espera, coisas de mulher ansiosa mesmo, só rindo!!!

     Na época em que decidi engravidar eu morava no interior de Goiás, em uma cidade pequena sem muitas opções de médicos, hospitais e tratamentos. Lá não tinha endocrino, apenas clínicos que eu dava aula de diabetes para eles e uma boa ginecologista, que estava orientando até mesmo o meu tratamento da diabetes. No final de 2009, por graça divina, meu marido foi pego de surpresa e foi trazido da empresa onde trabalha de volta para Belo Horizonte.

    Com a correria da mudança simplesmente me esqueci de que menstruava e que há quase 4 meses não recebia a visitinha da dona menstruação... Comecei a ter hipoglicemias constantes, o humor variando muito, o rosto cheio de espinhas, mas não me liguei... Dia 22/12/2009, meu marido me olhou e disse: Amor, acho que você está gravida, seu corpo, seu rosto estão diferentes!!! Fiquei com aquilo na cabeça e resolvi fazer um teste de farmácia. Comprei 2: um baratinho e outro mais caro. Fiz o exame e não deu outra: positivo nos dois!!! Como não estava acreditando, corri e fiz o exame do laboratório, foram as 3h mais longas da minha vida para receber um resultado: Beta HCG 10.000.000. Eram tantos zeros que eu achava que o resultado era 1 e não conseguia acreditar que estava grávida e que SIM PODIA GERAR UMA VIDA!!!

    Foi uma correria só: Casa nova, cachorra com filhotes, Natal, conseguir marcar uma consulta médica com endocrino e ginecologista de urgência, as hipos que não davam tréguas, mas estava extremamente feliz e esse momento foi literalmente espetacular!!!

    Quando fui a ginecologista a constatação que, minha ficha só caiu quando fui até a dra Mônica, estava grávida de 14 semanas!!! Passou um filme em minha cabeça... Desde a mudança eu não estava me cuidando direito, minha glicohemoglobina tinha aumentado muito desde o último exame, como já estava com quase 4 meses de gestação a maior preocupação era com o que poderia ter acontecido com minha pequena, tive medo das sequelas que ela poderia ter sofrido pelo meu descuido... Graças a Deus, no primeiro ultrassom já foi possível verificar que estava tudo bem com a bebe e que era a minha tão sonhada menininha, que um dia até pensei que não poderia tê-la!!!

    Durante toda a gravidez tive muitas hipoglicemias, fiquei internada por 15 dias para acertar a glicose, aprendi a contar os carboidratos e junto com a insulina NPH passei a fazer uso da Novorapid. Mesmo tendo convênio médico, optei pela sugestão da minha médica, e tive uma assistência médica excelente no Hospital da Clinicas da UFMG de Belo Horizonte, fui assistida semanalmente por uma equipe de endocrinologistas, ginecologistas, nutricionistas e mais um monte de “istas”respeitados de Belo Horizonte. O meu esforço e de todos da minha família deu certo... Foi sacrificante medir a glicose 10 vezes ao dia, inclusive de madrugada, tomar insulina mais umas dez também, comer de 2h em 2h sem tréguas, mas o mais importante que a evolução da gravidez foi perfeita e minha pequena veio ao mundo, conforme programação dos médicos no dia 12/06/2010, através do parto cesariana!!!
    A Isabella nasceu perfeita, linda, tamanho e peso normais, com uma pequena hipoglicemia que foi rapidamente corrigida e que nunca mais voltou. Ela ficou 5 sacrificantes dias internada porque nasceu com icterícia, mas não estava ligado ao diabetes. Meu pós-parto foi tranquilo, a cicatrização normal, as glicoses voltaram ao normal e as hipos sumiram. Dizem que durante a amamentação é comum a mamãe diabética ter hipos, mas a Isabella não quis amamentar no peito, uma pena, pois eu queria muito que ela tivesse mamado no peito pelo menos por 6 meses, mas ela não quis nem um dia!!! Talvez também seja uma ajudinha divina, uma vez que eu poderia ter hipos e ter hipos não é bom...

    Hoje meus médicos não me aconselham a ter mais filhos, uns dizem que meu corpo é velho demais de diabetes, afinal nunca vivi sem ela, outros pelas sequelas da gravidez para uma mãe diabética como aceleramento da retinopatia diabética e outras patias que nos perseguem... Enfim, já fui abençoada por ser mãe de uma princesa linda, portanto acho que não vou desacatar as ordens dos meus médicos...
    Aprendi muito depois de ser mãe, sobretudo, a cuidar mais de mim e da minha saúde, afinal preciso estar bem para cuidar da minha pequena que ainda precisa integralmente de cuidados e que também já cuida de mim, vive correndo atrás de mim perguntando se já medi a “micose”, se tá tudo bem ou se já comi... É emocionante ver uma neném de 2 aninhos me cercando de cuidados!!! Dou a maior força e apoio a todas as diabéticas que querem ter filhos, nos podemos sim ter filhos, pode ser mais sacrificante, mas com alguns cuidados e atenção especial tudo dá certo como em qualquer outra mulher... Se você quer, você pode e se você mulher diabética quer ser mãe NÃO DESISTA!!!

Beijos com carinho para todas diabéticas mamães e todas que sonham em ser mamães diabéticas

Carol Freitas, esposa do Albert, mamãe da Isabella"

Discretamente a barriga apontou

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Esta semana foi “punk”!
Conciliar casa, Vitoria, serviço, contagem de carboidratos, medições da glicemia, horário para comer, o que comer, onde comer, ficar de olho na insulina que está te dando hipos pela madrugada e por aí vai...
Cansativo? Não vou mentir ás vezes sim, mais satisfatório. É minha responsabilidade,  e eu tenho que dar conta. É incrível como um ser tão pequeno nos faz sentir-nos tão capazes. Eu já o amo!
Estou me sentindo indisposta, talvez pelo Dramin B6 (para enjôos), que dá muito sono. Olha, fico me policiando para não ficar aquelas grávidas relaxadas que eu tanto “meti o pau”. Eu sempre falei sobre os cabelos e a roupa delas. Agora entendo. Tudo o que eu quero é não sentir o secador na minha cabeça e me sentir o mais confortável possível (se eu pudesse andaria de pijama para cima e para baixo). Daí “dou dois tapas na minha cara” e digo:
-Acorda que isso nem começou!
Vai arrumar este cabelo, limpar a sobrancelha, fazer as unhas e se arrumar. Nem tá de barriga e já tá morrendo?
Eu, comigo mesma numa briga constante.
Por falar em barriga... Tá discreta, mais apontou. Tô me achando (kkkk)
Esta sou, de lado e puxando um pouco a camisa para evidenciar mais, kkkk.

Todos os dias vou para frente do espelho “babar”. Coisas de mulher...
Os enjôos, azias , constipação intestinal persistem, acho que vocês sempre lerão sobre eles, pelo menos até os próximos meses, por que se Deus quiser eles hão de passar. Disso tudo o que mais me incomoda é a constipação intestinal, graças á Deus que não enjoei de mamão e ameixa por que eles têm sido meus principais aliados.
A azia ocorre mais pela madrugada, 1h30 começa e daí pronto... Olho na cama meu marido dormindo e eu nada...
Quando consigo dar uma cochilada vêm as hipos (madrugada). Ai que raiva! E o pior foi esta semana, que eu estava com 48mg/dl, acordei o Anderson, e ouvi:
-Mais que falta de responsabilidade a sua! Sabe que tem que evitar hipo e não acorda!
Aquilo me deu uma raiva tão grande, mais tão grande, que eu falei até umas horas pra ele.
Responsabilidade? Responsabilidade? Falta dela? Afff... Haja paciência ter que ouvir isso!
Enfim, passou...
Estou compartilhando isso com vocês por que acho que faz parte e todos nós estamos sujeitos a isso.
Falei um pouco de como tem sido meus dias de forma geral. Vou esmiuçar para entender o cotidiano da diabética. Primeiro lembrar que não posso comer muita coisa por conta dos enjôos e azia, para não ficar ainda pior. Segundo, não esquecer a bendita contagem de carboidratos. Tudo o que eu como contabilizo, e a quantidade de insulina ultra-rápida que irei aplicar dependerá de quanto a glicemia está sim por que as vezes pode já está alta, daí tenho que corrigi-la e somar a quantidade de carboidratos dos alimentos que irei ingerir. Estou bebendo mais água, para me auxiliar.
Agora mais do que nunca me preocupo com o que irei comer, e como às vezes estou na rua, onde comer. Ando com umas coisinhas na bolsa, mais falo de comida mesmo. Tenho preferido Self Service pela possibilidade de mais legumes e verduras e diversidade de alimentos.
Quinta- feira senti vontade de comer um Quarteirão (MC Donald), não sei se foi vontade de grávida, por que eu sempre senti vontade de comer as coisas, enfim... Foi meu almoço ontem. Mais poucas vezes me dou este luxo, por que não é uma comida saudável e por que to de olho na balança. Por que só comer e mal queimar calorias, não sei onde vou parar.
Sexta-feira fui á endócrino, recebi elogios e estamos de olho na insulina basal da noite devido ás hipos, por isso estamos investigando a melhor quantidade, de 10U passei para 5U, e por aí vamos avaliando.
Ela quer trocar a Levemir pela Lantus, estamos avaliando isso também.
Conheci Carla, uma gestante DM1, há 25 anos. Está com 3 meses e meio. A história dela é bem bonita e nos encoraja. Não vou adiantar por que ela me prometeu enviar seu depoimento, me disse que sempre falará da gestação dela. Ficaremos no aguardo!
Inté mais pessoal!