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Natal 2011

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Sinceramente, este não foi o natal que eu gostaria de ter tido, não por ninguém, mais pela raiva que ando passando por conta deste bendito processo da bomba de infusão. Isto tem me afligido muito.

Colocando isso de lado, amei ter conhecido meus amigos e/ou parentes diabéticos. Me sinto mais "útil" ajudando e sendo ajudada, em : palavras, atitudes, amizade e outras coisas.

O amigo virtual que fizemos, foi laço ainda maior, pudemos nos conhecer, conversar ainda mais, e olha só, vi que nossas afinidades não foram só pelo diabetes, mais também cultural,musical e afins. De repente sai do "miolo diabetes", e vi pessoas plurais, magníficas e percebi que não era só o diabetes que nos unia, ele pôde até ser o começo de tudo, mais algo além nos une.

Tive um ótimo natal ao lado da minha família, que é meu bem maior.

Aproveitando o momento, gostaria de agradecer aos amigos de caminhada: Nicole, Luana, Silvia, Dani, Miriam,Milena, Ana Claudia Athayde, Ana Claudia C., Carol Freitas, Carolina Lima, Débora M., Deise, Cristina dentre outros que estão no meu coração.


Sobremesa de natal

Eu e minha sobrinha Letícia com meus adoráveis pratos de girafas.Amooo, girafas!!!

E que venha 2012!!!

Um pouco de mim...

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Não é a melhor postura a minha é bem verdade, mais hoje está na hora de me desarmar e falar um pouco das coisas que sinto em relação ao diabetes. Não dá para ser forte o tempo todo...

Talvez esta seja uma condição que eu sempre vá questionar,a mim, á Deus, sei lá a mais quem... e não sejamos hipócritas em dizer que amamos esta condição, simplesmente com o tempo aceitamos...

Por mais que eu me trate, vá ao endocrino e etc... Vem sempre aquela dúvida: Por que Meu Deus? Por que isso comigo? Porque?????

Daí depois de algumas horas os questionamentos desaparecem e eu tento fingir que eles nunca vieram, e até me arrependo de ficar assim. Durante um período, conversava sobre isso com as pessoas, depois de um tempo a gente nota que ninguém mais tem saco, e esta é a sua cruz. E talvez também eu esteja cansada de ouvir os consolos que embora sejam bem intencionados uma hora cansa, por que quem está na sua pele é você, e então ninguém melhor do que você mesma para entender o que se passa na sua cabeça e corpo.

Me considero interessada quanto a doença, leio sempre para manter-me informada, por meio do blog e diálogos tenho ajudado pessoas, mais o que se passa aqui só eu sei... E também sou ser humano né?

Tenho que encarar com maturidade tudo isso, por que a única interessada sou eu, a saúde é minha. Mais, trocentos dextros, aplicações de insulinas,hiper, hipos, alimentação restringidas (por mais que haja a contagem de carboidratos) e  um dos meus sonhos por hora abandonado... Haja Saco!!!

Enfim... É a vida, só resolvi me abrir por que sei que muitos diabéticos se sentem assim, e talvez se achem ETs quando pensam assim, quero que saibam que também me sinto desta forma, e talvez sempre nos sentiremos, não com assiduidade, mais em algum momento...

Mais é como eu sempre digo: A vida continua...

O SESC tem...

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Se alguém conhece me avisa, assim poderei divulgar neste blog, mais o SESC é dos únicos lugares que conheço que se preocupa em proporcionar uma alimentação mais saudável aos seus clientes.

Com um mobiliário arrojado, a limpeza impecável, e os funcionários atenciosos,todo este cenário compõe a descontração deste local,que reune lazer, entretenimento e cultura.

O SESC não serve salgados fritos, apenas assados. Há refrigerantes diets e comuns, além dos mais diferentes sucos, só que industrializados. Tem sempre uma saladinha maravilhosa num preço bem bacana, além de sopas e escondidinhos. Algumas unidades possuem restaurantes que servem comidas, outras apenas lanches. O açúcar é cristalizado ou mascavo, além do adoçante de sucralose.
Algumas opções de sobremesas são: Gelatina diet bicolor com ou sem granola e iogurte, salada de fruta sem adição de açúcar, creme de light com doce de goiabada diet, dentre outras coisas.


Hoje mesmo passei por lá...

Reivindicando com elegância

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Lendo nossa página no facebook Bate-Papo Diabetes, amei a publicação feita por nossa amiga Ana Claudia Cendofanti.

Acompanhem:


"O Paulinho (meu marido) estava conversando com um diretor de uma grande empresa que tem DM2 (diabetes tipo II), ele disse que em todo lugar que vai (restaurante, mercado, etc) pede por produtos diets ou opções mais saudáveis. E a postura dele é a seguinte, se não tem ele manda chamar o gerente e no auge de sua elegância e educação diz assim:

- O Senhor pratica discriminação em seu estabelecimento?
-Claro que que não. Responde o gerente.

Então ele diz:

-Eu sou diabético e o Sr não tem opção de sobremesa para mim, isso não é discriminação?

Adorei a postura, talvez valha fazer aquele ditado "água mole em pedra dura tanto bate até que fura". Estou adotando a idéia dele, não para arranjar briga, e sim como cliente de reclamar.

Vamos aderir a ideia?"

Saga do meu processo

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Depois de dezessete movimentações que meu processo sofreu desde o dia 10/10/11  ( por que a advogada fez o favor de demorar com a entrada do processo), segue a decisão do juiz (ainda não sei o que tudo significa, falarei amanhã com a advogada, acho que não é coisa boa, sou leiga nestes assuntos).

Vistos. Está comprovada a impossibilidade financeira alegada pela impetrante. Mas a despeito disso, não concedo a medida liminar. Ao menos por ora. Com efeito, há protocolo clínico estabelecido para o tratamento da moléstia de que padece a impetrante (diabetes). Esse protocolo clínico define o conjunto das ações terapêuticas adotadas pelos órgãos de saúde pública para o tratamento da diabete. Justifica-se a existência desse tipo de protocolo clínico, diante da otimização que com ele se obtém, evitando desperdício de verba pública. Assim diante da existência do protocolo clínico é necessário aguardar-se a informação da autoridade impetrada se o produto prescrito à impetrante (bomba de infusão) continua esta ou não abarcado no respectivo protocolo clínico. Com as informações da autoridade impetrada, será então possível definir se é válida a intervenção do poder judiciário para obrigar o poder público a fornecer tal equipamento. A atuação do poder judiciário nesse tipo de demanda é, e deve ser, sempre excepcional. Por isso, não concedo, ao menos por ora, a medida liminar. Notifique-se para informações. Por mandado, intime-se a Fazenda Pública do Estado de São Paulo para que conheça desta impetração. Oportunamente, ao Ministério Público. Gratuidade concedida.

Minha Retinografia

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Ufaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

Graças a Deus!!!

Hoje fiz a retinografia + Mapeamento da retina, pois estava enxergando embaçado (só no olho direito). Dra. Renata disse que está tudo na mais perfeita ordem. Não soube dizer o por que de eu estar enxergando embaçado, na altura do campeonato também não quero saber , já que está tudo bem, tô mega feliz com a notícia ...

Acredito que foi a respostas de nossas orações... Obrigada Deus!

Nós diabéticos ,devemos  fazer este exame uma vez por ano, pois os vasinhos dos olhos são muito fininhos, assim como os dos rins, e o excesso de açúcar no sangue (por conta do diabetes) pode atrapalhar o percurso do sangue nas veias, ocasionando progressivamente  retinopatia (doença na retina- camada interna do olho), ou, nefropatia (doença renal).

Segundo a Dra. Zélia Corrêa  (http://www.diabetenet.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=1581), a retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em americanos com idade entre 20 e 74 anos, sendo responsável por 12% de todos os casos de novos cegos à cada ano. A prevalência da retinopatia diabética apresenta uma variação muito grande, variando de 18% a 40%, dependendo basicamente da população em estudo. Calcula-se que 1 a 3% da população mundial esteja acometida pela doença. Aproximadamente 85% dos casos se manifestam após os 40 anos de idade, sendo apenas 5% abaixo dos 20 anos. No Brasil, as estatísticas são insuficientes. Trabalhos publicados no VII Congresso Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção da Cegueira mostraram uma prevalência de olhos cegos variando de 1,42 a 9,77% devido a retinopatia diabética.

As alterações do fundo de olho do paciente diabético seguem um curso progressivo, partindo de retinopatias leves, não proliferativas, cuja manifestação precoce é o desenvolvimento de microaneurismas, muitas vezes sem qualquer sintoma visual até as graves, proliferativas, quando se evidencia a formação de neovasos, hemorragia vítrea e perda visual intensa, na maioria das vezes, irreparável.

Uma importante causa de baixa visual no diabético é o edema macular devido á um espessamento das camadas da retina, acúmulo de líquido e depósitos de gorduras (lipídios) na região da mácula, que é a área mais nobre da visão. Isto pode ocorrer nos casos intermediários quando há um controle muito ruim do diabetes.

As complicações retinianas dependem não apenas do deficiente metabolismo do diabético como também de outros fatores que estão sendo pesquisados e parecem estar relacionados ao desenvolvimento e progressão da retinopatia diabética, alguns mais fortemente associados com a gravidade da retinopatia, outros menos. Não é possível definir quais indivíduos diabéticos apresentarão retinopatia, entretanto, é possível definir fatores de risco para o desenvolvimento da doença como: duração da doença sistêmica, mau controle metabólico, diabete melito insulino dependente, doença renal associada, etc. Alguns estudos sugerem que a velocidade de progresão da retinopatia é menor em indivíduos diabéticos jovens (menores de 13 anos de idade) e que isto se deva às alterações hormonais da puberdade.
Estudos epidemiológicos acerca da incidência, prevalência e progressão da retinopatia diabética são importantes para: 1-estabelecer hipóteses da sua patogênese (mecanismo da doença) e 2-desenvolver estratégias para prevenir esta manifestação da doença e 3-possibilitar o aconselhamento médico adequado, embasado em evidências.

O Diabetes Clinical and Complications Trial (DCCT) avaliou os efeitos do controle rigoroso da glicemia e concluiu, em 1993, que em diabéticos juvenis, o tratamento intensivo com insulina retarda o aparecimento e progressão da retinopatia, nefropatia e neuropatia. Outros estudos demonstraram maior ocorrência de retinopatia proliferativa no diabete mélito insulino-dependente do que no diabete mélito não insulino-dependente.

Outros fatores de risco para maior gravidade de retinopatia diabética são: tempo de doença (vide tabela.1), a necessidade de insulina (chamado: insulino-dependente) e mau controle metabólico da doença (dosagem de glicemia alta). A acuidade visual sofre influência direta da gravidade de retinopatia, sendo prejudicada nos indivíduos com doença mais avançada.

O que fazer?

O melhor tratamento é a prevenção no caso da retinopatia diabética. O controle da glicemia com o endocrinologista é essencial, bem como fazer visitas regulares ao oftalmologista para consultas de óculos e avaliação do fundo de olho:

- Oftalmoscopia binocular indireta com as pupilas dilatadas, à cada 6 meses. Caso o oftalmologista observe alguma alteração, solicitará um exame chamado angiografia fluorescente para avaliar a circulação sangüínea da retina e detectar a presença da retinopatia. Quando já existem sinais de retinopatia, o acompanhamento deve ser feito com maior freqüencia associando a angiografia fluorescente, retinografia e se necessário, outros exames.

Uma vez seja detectada a retinopatia, o acompanhamento deve ser feito também com um oftalmologista que tenha conhecimento específico das doenças da Retina e Vítreo e tratamento com laser.

O tratamento da retinopatia é a fotocoagulação com laser nas fases moderadas e avançadas iniciais. Os casos mais graves, quando há hemorragia vítrea e descolamento de retina, podem necessitar intervenção cirúrgica com “vitrectomia via pars plana”, retinopexia, com ou sem uso de laser durante o ato operatório. Além disto, em alguns casos precisam ser usadas substâncias especiais para tamponar o interior do olho e evitar hemorragias intraoculares imediatamente após a cirurgia.