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Diário de Bordo 12/03/2011

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Eu e o Diabetes
“Descobrir-se com diabetes aos 20 anos de idade, após o término de  uma faculdade e iniciando um casamento não é fácil e nem aceitável. Na minha "leiguice,"diabetes era uma doença que acometia pessoas idosas e que surgia por ingerirmos muito doce ao longo da vida. Mas ela apareceu assim, quando eu menos esperava. Vontade constante de ir ao banheiro fazer xixi, bebendo mais de quatro litros de água por dia e cada vez mais fadigada.
Resolvi procurar um médico julgando ser anemia, foi quando para minha surpresa o diagnóstico foi: GLICEMIA ALTA (DIABETES). No mesmo dia fui para o pronto socorro com a glicemia em mais de 700mg, só soube o quanto ela estava no meio de um hemograma. Tudo muda, tomar insulina todos os dias, fazer o exame na ponta dos dedos, a alimentação já não mais a mesma... até a postura diante da vida muda.
Mais do que disciplina alimentar, o diabetes exige de nós autoconfiança e auto-estima, por vezes somos vistos como "coitados" ou até mesmo somos vítimas de preconceito.
Mas não é um bicho de 7 cabeças,não!Não aceitar é bem pior, uma vez que esta é uma doença crônica( não tem cura, e sim controle). Hoje pesquiso, procuro meus direitos, vou ao médico com regularidade e me intero sobre os novos estudos da doença.
Uma coisa que posso afirmar com toda a certeza, é  que esta é uma doença cara, mas isto não impede que nos cuidemos.
Irei postar dicas de como consigo minha insulina de alto custo, lancetas, seringas, glicosímetro e fitas para efetuar meus cuidados diários.
Passaram-se quatro anos desde o meu  diagnóstico de DIABETES TIPO I. O diabetes não me fez uma pessoa pior, apenas fez com que eu cuidasse mais de mim, e visse a vida com outros olhos. O apoio de minha família foi muito importante para mim, em especial o do meu marido”. 

Diabetes Gestacional

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Apesar do diabetes gestacional ser considerado uma situação de gravidez de alto risco, os cuidados médicos e o envolvimento da gestante possibilitam que a gestação corra tranqüilamente e que os bebês nasçam no momento adequado e em boas condições de saúde.

Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida ou o aparecimento do diabetes gestacional em mulheres que antes não apresentavam a doença.

"O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é diagnosticada, pela primeira vez, durante a gravidez. Pode atingir até 7% das grávidas, mas não impede uma gestação tranqüila, quando é diagnosticado precocemente e recebe acompanhamento médico, durante a gestação e após o nascimento do bebê", explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Várias são as mudanças metabólicas e hormonais que ocorrem na gestação. Uma delas é o aumento da produção de hormônios, principalmente o hormônio lactogênio placentário, que pode prejudicar - ou até mesmo bloquear - a ação da insulina materna. Para a maioria das gestantes isso não chega a ser um problema, pois o próprio corpo compensa o desequilíbrio, aumentando a fabricação de insulina. Entretanto, nem todas as mulheres reagem desta maneira e algumas delas desenvolvem as elevações glicêmicas características do diabetes gestacional. Por isso, é tão importante detectar o distúrbio, o mais cedo possível, para preservar a saúde da mãe e do bebê. "O tratamento do diabetes gestacional tem por objetivo diminuir a taxa de macrossomia – os grandes bebês filhos de mães diabéticas – evitar a queda do açúcar do sangue do bebê ao nascer e diminuir a incidência da cesareana”, explica a médica. Para a mãe, além de aumento do risco de cesareana, o diabetes gestacional pode estar associado à toxemia, uma condição da gravidez que provoca pressão alta e geralmente pode ser detectado pelo aparecimento de um inocente inchaço das pernas, mas que pode evoluir para a eclâmpsia, com elevado risco de mortalidade materno-fetal e parto prematuro.

Diante de tantos riscos potenciais, é essencial que as futuras mamães façam exames para checar a taxa de açúcar no sangue durante o pré-natal. "As grávidas devem fazer o rastreamento do diabetes entre a 24ª e a 28ª semana de gestação", diz a endocrinologista. Mulheres que integram o grupo de risco do diabetes devem fazer o teste de tolerância glicêmica, antes, a partir da 12ª semana de gestação. "Os exames são fundamentais para um diagnóstico preciso, porque os sintomas da doença não ficam muito claros durante a gravidez. Muitos sintomas se confundem com os da própria gestação, como vontade de urinar a todo momento, sensação de fraqueza e mais apetite", recomenda Ellen Paiva.

Importância da terapia nutricional

Diagnosticado o diabetes gestacional, a gravidez precisa ser cercada de novos cuidados. "O controle da alimentação, por exemplo, deve ser feito com a ajuda de um profissional capacitado. Dietas mal elaboradas podem interferir no desenvolvimento do feto. Dietas abaixo de 1200 Kcal/dia ou com restrição de mais de 50% do metabolismo basal não são recomendadas, pois estão relacionadas com desenvolvimento de cetose", diz a médica.

A terapia nutricional é um aliado importante. Para muitas mulheres é suficiente para manter a glicemia dentro dos valores recomendados pelo médico. "Na gravidez, a mulher deve ganhar um mínimo de peso, em geral entre 10 e 12 quilos, para mulheres que estão com o peso adequado. Suas escolhas alimentares devem ser saudáveis. Será necessário relembrar os conhecimentos básicos de nutrição. Por isso, a orientação de um nutricionista é recomendável", explica Ellen Paiva.

Dentre os objetivos da terapia nutricional deve constar, também, um limite para ganhar peso, recomendado às mulheres obesas. Isso é imprescindível, porque é mais freqüente que mulheres obesas desenvolvam diabetes durante a gestação. "O ganho de peso máximo recomendado para essa situação é de mais ou menos 7kg”, diz a diretora do Citen. A dieta pode ser acompanhada de exercícios leves como nadar ou caminhar.

Terapia insulínica

Caso haja dificuldade para atingir resultados satisfatórios do controle da glicemia somente com a dieta, há ainda a terapia insulínica, como uma alternativa de tratamento. "O tratamento com insulina está, em geral, indicado quando as taxas de glicose em jejum ficam acima de 105 mg/dl e as taxas de glicose medidas 2 horas após as refeições acima de 130 mg/dl", explica a endocrinologista Ellen Paiva.

É comum haver a necessidade de aumento das doses de insulina no final da gravidez, a partir do terceiro trimestre, porque a resistência à insulina, geralmente, aumenta neste período. No terceiro trimestre da gravidez, os níveis baixos de glicose que levariam à hipoglicemia são raros. Contudo, grávidas que usam insulina correm o risco de apresentar hipoglicemia. "Para prevenir os incômodos sintomas de uma crise de hipoglicemia, a gestante deve seguir o seu planejamento alimentar, respeitar os horários das refeições e fazer adequações necessárias em sua alimentação, quando for praticar algum tipo de exercício", recomenda a endocrinologista.

Controle da doença

Após o parto, geralmente o diabetes desaparece, mas essas pacientes têm grande risco de sofrerem o mesmo transtorno em gestações futuras e 20-40% de chance de se tornarem definitivamente diabéticas nos próximos 10 anos. "Além das complicações no pós-parto imediato, estudos demonstraram que os fetos macrossômicos têm risco aumentado de desenvolverem obesidade e diabetes durante a adolescência, por isso, os cuidados com a alimentação prosseguem após o parto, para mãe e filho", recomenda Ellen Paiva.

Ellen Simone Paiva
Médica especializada em endocrinologia e nutrologia. Mestre em Medicina na área de nutrição e diabetes pela USP. Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, SBEM e da ABRAN, Associação Brasileira de Nutrologia. Diretora clínica do CITEN - Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/gestantes/diabetes_gestacional.htm

Diabetes Medicamentoso

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"Ocorre em decorrência ao uso de alguns medicamentos que provocam o aumento da concentração de açúcar no sangue,durante um período prolongado.Geralmente,após o uso,os níveis de glicose voltam ao normal",explica o endocrinologista Cristiano Barcellos, que conclui: "Esses remédios tem ação no fígado (hepática),induzindo-o a produzir muito açúcar".

Fonte: Revista Diabetes Sob Controle - Editora: Escala

Diabetes Pancreático

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Causado por pancreatite crônica ou algum processo cirúrgico que tenha extraido parte do pâncreas ( principalmente as regiões compostas pelas ilhotas - corpo e cauda). Como consequência prejudica a produção de insulina.

Fonte: Revista Diabete sob Controle. Editora: Escala

Diabetes LADA ou 1,5

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LADA pode ser classificada como uma variação de progressão mais lenta da diabetes tipo 1, porém muitas vezes é diagnosticada como tipo 2. Atualmente, ainda há muita incerteza sobre como exatamente pode ser definida a diabetes tipo LADA, como ela se desenvolve, e qual a é importância para o paciente em saber se ele têm este tipo de diabetes.
Os médicos depararam com o fenômeno LADA quase por acaso na década de 1970. Eles estavam testando uma forma de identificar proteínas chamadas auto-anticorpos no sangue de pessoas com diabetes tipo 1. A presença dessas proteínas é a evidência de um ataque de seu próprio sistema imunitário. O novo teste foi bem-sucedido e confirmou, pela primeira vez que a diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune em que o sistema imunológico do organismo mata as células beta do pâncreas, que são responsáveis pela produção de insulina.
Como parte de seu estudo, os pesquisadores também procuraram o mesmo auto-anticorpos na população em geral e em pessoas com diabetes tipo 2 (que não é uma doença auto-imune). As proteínas são virtualmente inexistentes na população em geral, mas foram detectadas, para a surpresa dos cientistas, em cerca de 10% das pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 2. Isto sugere que existe uma subcategoria de pessoas que poderiam agora ser diagnosticada como tendo LADA, mesmo que não houvesse nenhuma diferença óbvia em seus sintomas com relação as pessoas com diabetes tipo 2.
Embora nem todos se estabeleceram na chamada condição LADA (alguns preferem ” Diabetes tipo 1.5“), ou mesmo se é distinto do tipo 1, pesquisadores estão trabalhando em um conjunto de critérios para seu diagnóstico:
  1. a presença de auto-anticorpos no sangue,
  2. início na idade adulta,
  3. sem necessidade de tratamento com insulina durante os primeiros seis meses após o diagnóstico.
Esta definição permitiria distinguir LADA da diabetes tipo 1, porque as pessoas diagnosticadas com o tipo 1 geralmente iniciam a aplicação de insulina imediatamente após o diagnóstico, da diabetes tipo 2, devido à presença de auto-anticorpos no sangue. Há ainda alguma controvérsia sobre se estes são os melhores critérios para o diagnóstico LADA. Mas “o conceito geral é muito bem aceito”, diz Jerry Palmer, médico, professor da Universidade de Washington em Seattle.
O debate sobre LADA levou alguns médicos a se afastar da idéia de que os vários tipos de diabetes são entidades verdadeiramente independente. ”Achamos que há um continuum de diabetes em geral”, diz Suat Simsek, médico, professor da VU University Medical Center, na Holanda. Os auto-anticorpos e seus efeitos sobre a saúde das células beta podem ser a chave para a definição da relação entre diabetes tipo 1, tipo 2, e LADA. Os cientistas descobriram que há vários tipos diferentes de auto-anticorpos relacionados ao diabetes. Pessoas com diabetes tipo 1 têm níveis mais altos e mais tipos destas proteínas (auto-anticorpos) do que aqueles com LADA, esta pode ser a razão pela qual as células beta são destruídas mais rapidamente no diabetes tipo 1 do que no LADA. Na diabetes tipo 2, auto-anticorpos são geralmente ausentes e, como conseqüência, a diminuição das células beta é a mais lenta.
Havia alguma esperança de que a genética ajudaria a estabelecer os limites da diabetes. Mas um estudo realizado em 2008 em Diabetes constatou que, geneticamente, LADA tem características de ambos tipos de diabetes, tipo 1 e tipo 2. Desta maneira, LADA parece cair em algum lugar entre os tipos 1 e 2 no espectro de diabetes, embora talvez mais do tipo 1.

Diabetes Tipo II

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Sabe-se que o diabetes do tipo 2 possui um fator hereditário maior do que no tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos.
Uma de suas peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Por muitas razões, suas células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sangüínea. Esta é uma anomalia chamada de "resistência Insulínica".
O diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina.

Pré-Diabetes

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O termo identifica as pessoas que possuem risco potencial de desenvolver o diabetes e substituiu as antigas a expressões “intolerância ao teste de glicose” e “glicemia de jejum alterada”.

Confirmado o diagnóstico de pré-diabetes, medidas preventivas devem ser tomadas como: atividades física, plano alimentar saudável, ambos adequados às necessidades individuais.
Como Detectar
A melhor maneira de detectar o pré-diabetes é através da dosagem da glicemia. A taxa glicêmica em jejum deve ficar entre 100 e 125mg/dl.
Como Prevenir o Pré-diabetes
Manter uma alimentação saudável e praticar regularmente atividade física são hábitos que ainda constituem a melhor forma de prevenção. Estudos mostram que tais medidas reduzem a taxa de novos casos em mais da metade em um período de dois a cinco anos de acompanhamento.

Fonte: http://www.adj.org.br/site/internas.asp?area=9933&id=624