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Théo Guilherme, um sonho que se tornou realidade!

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Bom meninas estou aqui para contar um pouco da minha história para vocês.

Me chamo Sintia G. B. Ribeiro de Lima, tenho 26 anos, casada e sou DM 1 há 18 anos uso insulina lantus e novorapid (caneta). Tenho retinopatia e nefropatia diabética. Tomo somente Ramipril para ajudar no controle de perdas de proteínas pelos rins, que são sequelas devido ao mal controle glicêmico.

Tive dois abortos o primeiro em 2013 com 8 semanas, e o segundo em 2015 com 12 semanas.

Sofri muito pois só quem passa essa dor sabe.

Nunca controlei meu diabetes, era muito indisciplinada.

Após as gestações comecei a controlar meu diabetes e a entrar no eixo pois o sonho em ser mãe era maior que tudo.

Foi quando em abril de 2016 eu resolvi parar de tomar a pílula para pôr o mirena e engravidar após dois anos que seria em 2018. Pois até lá teria tempo para pôr o diabetes em ordem.

Ok, parei a pílula e estava aguardando a próxima menstruação para pôr o outro contraceptivo.

Mês de maio atrasou achei que era normal pois nunca fui muito regulada, eu teria uma consulta com meu ginecologista no dia 17.06.16 então resolvi fazer um exame de sangue para desencargo de consciência e lá veio o tão inesperado POSITIVO no dia 16.06.16.



Confesso que fiquei sem reação pois não esperava uma gravidez naquele momento. Fiquei louca, desesperada e com muito medo de perder novamente o bebe. Pois meu diabetes não estava nada bom glicada em 9.3%.

Bom então comecei com todos os cuidados possíveis. Fazia os destros quantas vezes fosse preciso no dia na noite e na madrugada. Fazia as correções de insulina conforme meu endocrinologista me orientava diariamente pelo whats. 

Na alimentação, confesso que não retirei nada comia tudo que tinha vontade pois nunca fui de comer muito e na gravidez também não aumentou meu apetite. Com a graça de Deus com 5 meses de gestação minha glicada já estava em 6.0%.

Meu diabetes ficou muito controlado até o final de gestação, não tive problema algum não precisei ficar internada em momento algum.

Devido ao diabetes ter ficado com resultados bons, meu bebe não nasceu obeso. Tive algumas hipers e muitas hipos no começo. Mas com a graça de Deus nada que afetou o meu bebe ou a mim, não afetou em nada na minha visão e nem nos meus rins. Tive uma equipe medica muito boa e responsável tanto o endocrinologista quanto obstetra. Fiz várias ultrassons, mais de 20 para ser exata, a partir das 34 semanas eu fazia 1 ultra por semana a com doppler, meu obstetra foi muito cuidadoso e agradeço a ele e a Deus por ter tido a gestação perfeita.



Engordei 16 kg mais foi mais inchaço do que gordura. Sai do hospital com 11 kg a menos.

Já voltei ao meu peso normal 53 kg. Não e fácil conciliar agora o diabetes e a vida de mamãe o bebe consome bastante tempo. Mas no fim tudo se ajeita, no dia de ganhar meu bebe minha pressão subiu foi a 22, mais foi somente no dia,depois normalizou creio que a pressão subiu devido ao nervosismo antes do parto e o medo do bebe nascer e ir para UTI.

Meu bebe nasceu de 37 semanas + 6 dias no dia 17 de janeiro de 2017, as 09h49 da manhã de parto cesariana pesando 2.545 kg e 46 cm e se chama Théo Guilherme meu menino tão esperado e amado. Teve algumas hipos mais não precisou ficar na UTI chegou no quarto primeiro que eu rsrs, teve que tomar banho de luz então ficamos 7 dias no hospital eu e ele, não quis deixar ele lá sozinho.


Se eu penso em ter outro? Não!kkkk, vou ficar somente com meu príncipe. Não é pelo DM não e sim por opinião mesmo um só está de bom tamanho rsrs.


Bom meninas, espero ter ajudado de alguma forma, e dizer também que é possível sim ter uma gravidez super tranquila e saudável mesmo sendo dm1.

Eu quero, eu posso, eu consigo!


Beijinhos doces para vocês e para quem precisar tirar alguma dúvida pode entrar em contato comigo pelo meu facebook ou pelo meu whatsapp (43) 98808 – 5268.

Sintia G. B. Ribeiro de Lima.

O Maior presente que Deus me deu: uma gestação tranquila e o Eduardo

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Meu nome é Raiane Regina tenho 26 anos e sou casada há 02 anos, trabalho como assistente administrativa em uma Faculdade.

Descobri o diabetes tipo I quando retornava de uma viagem a trabalho e até então a única coisa que eu sabia era que diabético não podia comer doce. Tive os sintomas mais comuns como sede excessiva e cansaço, minha vizinha veio com o aparelho de glicose e quando eu vi 576 mg/dl achei que o aparelho estava incorreto,Completamente descrente do meu diagnostico, cheguei no hospital em jejum e minha glicose estava 300 mg/dl, a hemoglobina glicada deu 12% e um médico insensível confirmou o que eu mais temia e o pior de tudo ... não tinha cura. 

Foi difícil encontrar uma médica que me orientasse, em dezembro/2015 conheci a Drª Daniele que me explicou como funcionava a contagem de carboidratos e me orientou que eu não poderia engravidar de forma nenhuma, inclusive fazendo um relatório para que eu colocasse o DIU.

Iniciei o tratamento com a insulina NPH e devido a crises de hipoglicemia mudei para a insulina Lantus de ação prolongada e da novorapid ambas usadas como caneta

Sinceramente tenho pânico só de pensar na bomba de insulina. Recebo a Lantus no posto de Saúde pois abri um processo administrativo burocrático na Secretaria de Saúde, mas agradeço a Deus ter conseguido porque o custo dessa insulina é alto. Fui diagnosticada recentemente com tireoidite crônica (doença de Hashimoto) que está relacionada com a diabetes, o sistema imunológico que atacou meu pâncreas também atacou minha tireoide. Mas minha função TSH ainda está normal.

Não tenho nenhuma sequela do mal controle glicêmico (meu diagnóstico é recente). Nunca fui internada e nem tive outra complicação por conta da doença. Tenho vários momentos de rebeldia e de revolta e estou em tratamento com o psicólogo para aceitação da doença. Eu tenho muita dificuldade com a alimentação porque eu gosto de alimentos com alto índice glicêmico, a dieta que a nutricionista indica é muita rígida e restrita, e eu tenho muita resistência em segui-la.

Como me casei recentemente planejava ter um filho daqui há no mínimo 05 anos mas descobri em janeiro/2016 que estava grávida no consultório da ginecologista que estava verificando a possibilidade da colocação de um DIU, nesse momento eu não estava controlando a minha glicose e e eu tinha acabado de perder meu emprego. Sinceramente eu não sabia quais os riscos que eu e meu bebe estávamos correndo. Fiz o acompanhamento da gestação pela rede particular e tive todo o acesso a exames, ultrassons, ecocardiograma, tudo que foi necessário. 



Meu pré-natal foi feito por uma obstetra especializada em gestações de alto risco o que contribuiu para que eu ficasse mais tranquila. Durante a gestação engordei apenas 06 quilos, não tive enjoo, azia nenhum mal-estar e fiquei muito disposta. No primeiro trimestre minha glicose ficou mais baixa pois segui uma dieta rigorosa diminui minha glicada para 6,6 mas na reta final e já que não estava ganhando peso acabei exagerando nos comes e bebes e minha glicose ficou alta. Acima de 200. 

Eu tenho muito apoio da minha família e dos amigos principalmente do meu marido que me ajuda muito e até hoje quando tenho uma crise de hipoglicemia ele acorda de madrugada e me traz algo doce.

Acredito que esta doença é muito mal conduzida pelos médicos e a maior parte da população desconhece o que é de verdade  do que se trata, desde que descobri a doença tem sido muito difícil lidar, mas até agora está tudo bem com o meu filho e eu tenho somente que agradecer a Deus e ter a certeza que cada caso é um caso, cada gestação é de um jeito, não podemos ficar abalados assustados com o fracasso de outras gestantes.

Minha experiência como mãe não poderia ser melhor. Fiz uma cesariana agendada no dia 23/08/2016, o Eduardo nasceu com 38 semanas com 3,765 com 50 centímetros. No último mês de gestação fiz um exame que acompanhava o batimento cardíaco do Eduardo semanalmente, e se houvesse alguma alteração eu teria que tirá-lo no mesmo dia, ficava angustiada a cada exame. Minha cirurgia foi muito tranquila e minha recuperação também, em uma semana eu já estava ótima nem parecia que eu tinha passado por uma cirurgia.



Eduardo nasceu com hipoglicemia, mas nada além disso, nem icterícia que é mais comum, com 03 dias tivemos alta do hospital. Ele é um bebe muito saudável, está sendo amamentado até hoje, o ganho de peso dele é ótimo! 



Meu pós-parto não poderia ter sido mais tranquilo. Emagreci 11 quilos hoje estou pesando 05 quilos a menos que estava antes de ter engravidado. Isso só amamentando porque não estou fazendo nenhuma dieta até hoje. Se dependesse da minha experiência teria outros filhos, pretendo ter outro daqui há alguns anos. 



Depois da gestação eu não controlei minha glicemia, confesso que é difícil conciliar tudo, é necessário bastante comprometimento e assiduidade e na verdade eu tenho somente pensado no meu filho, e esquecido um pouco de mim. Minha glicada subiu para 8,4%. Agora retornando ao trabalho pretendo controlar melhor a minha alimentação e meu controle do diabetes porque afinal preciso cuidar mais de mim. Gostaria que minha experiência servisse de motivação para as mamães ou futuras mamães diabéticas para que se acalmassem um pouco e tivessem esperança e fé que tudo pode dar certo. Bom, realmente espero que o seu blog ajude muitas gestantes ou tentantes Diabéticas tipo I, porque é um sofrimento se sentir sozinha no meio de tanta negatividade.



Atenciosamente,
 
Raiane Regina

"Diabética"pode ser mãe? Muitos me perguntavam e provei que podemos ser mães sim com os devidos cuidados

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Olá, me chamo Danielli, tenho 32 anos. Sou mulher, filha, esposa, mãe, advogada, e sou DM 1 há 23 anos.

Bom, descobri que tinha DM muito jovem, moro em um município (Juquitiba), que ninguém sabia o que era diabetes juvenil. Todos (inclusive os meus familiares) imaginavam que diabetes era doença de idoso, que causava cegueira, amputação, enfim, a morte era a melhor delas, ou seja, só coisas boas kkkkk.

Lembro-me como se fosse hoje que no meio daquela confusão do descobrimento da doença, a única coisa que meu pai perguntou ao endócrino foi: Dr. minha filha vai poder ter filhos, me disseram que não (foi essa a informação de uma GO que tem diabetes. E o endócrino com a sutileza de um elefante disse que o meu problema era no pâncreas e não no útero e ovário, sem dar qualquer outro tipo de explicação.

Durante o passar dos anos fiz todos os tipos de tratamento. Comecei tomando insulina suína (era horrível, engordava, aumentava quantidade de pêlos pelo corpo), passei para bovina, até que desenvolveram a humana. Tomei NPH, regular, levemir, lantus, novorapid, humalog. Usei seringa, caneta, até que comecei a utilizar o SIC, faz aproximadamente 04 anos que utilizo a bomba da Roche, sem dúvidas o melhor tratamento.

Por conta do mau controle durante a adolescência desenvolvi uma retinopatia não proliferativa moderada. Estou em tratamento constante e já fiz algumas aplicações de laser.
Os anos passaram, eu estudei, me formei, namorei, casei e enfim, chegou o momento de ser mãe.

Até então não tinha contato com ninguém que tinha DM, até descobrir o face, conhecer a Kath e seu blog, a Luciane, a Daiane, entre outras, que se tornaram amigas, companheiras, que me ajudaram e me ajudam muito nessa caminhada.

Consegui manter a glicemia por mais de um ano, com níveis de HB1AC abaixo de 7,0, aguardei a liberação do endócrino, do cardio, do GO, do oftalmo, enfim, de todos os médicos que me acompanham.

Comecei a tomar o ácido fólico, e três meses após tomar o medicamento, parei de tomar o anticoncepcional. Demorei mais de um ano para engravidar, e quando já estava desistindo, engravidei, ah, só percebi que estava grávida com 08 semanas de gestação.

Tive uma gestação muito tranquila, na verdade nem senti passar, voou. Lógico, tive muita hipo, muita hiper, muita correção e ajuste de doses, fiz muitos exames, fui muitas vezes ao endócrino e GO (nos dois últimos meses, toda semana, em ambos), mas foi tudo muito prazeroso. Ah trabalhei até o dia 11/04, não tive qualquer tipo de infecção ou internação durante a gestação.



A partir dos oito meses minha pressão começou a subir, estava muito inchada. No dia 12/04/2016 fui passar nas consultas e quando cheguei na endócrino minha pressão estava 15/10. Ela me colocou em repouso mediu novamente e o resultado foi 14/10. Fui orientada a ligar para a GO e caso não conseguisse deveria ir para o pronto socorro. Fiz como fui orientada. Cheguei no PS fiz todos os exames, disseram que estava tudo normal e que deveria voltar para casa. Sai do PS e fui para a consulta com a GO, chegando lá novamente a pressão 15/10, fui orientada a voltar para a maternidade, dessa vez, já voltei com a carta da GO determinando que fosse feita minha internação para controle da pressão. Parece que eu estava adivinhando, antes de sair de casa, briguei com o marido para que ele colocasse tudo dentro do carro, e ele dizendo que era desnecessário, e no fim, eu estava certa (acho que era o tal do instinto materno).



Minha bênção João Pedro, nasceu de 37+5, parto cesareana, no dia 13/04/2016, às 10:44, com 3.275kg. Foi direto para o quarto. Nasceu em uma quarta-feira.

 No sábado quando já íamos ter alta o médico verificou que ele estava com icterícia e falta de vitamina D. Ele foi para a UTI neo e eu tive alta.



Eu ouvi da médica que a falta de vitamina era em virtude da DM materna. Doeu demais, ter alta e deixar meu pequeno, passar nove meses todos os dias com ele e chegar em  casa sem ele. Sofri e chorei muito, mas sabia que ele estava bem cuidado. Ele teve alta no dia 19/04/2016. Tenho um filho muito saudável, cheio de saúde e muito espoleta.


Digo a vocês que Deus é maravilhoso, Ele tem realizado cada um dos meus sonhos. Ser DM é só um detalhe, não interfere na minha vida, não me limita, não traduz quem sou. Meu filho é um milagre de Deus, ele veio para mostrar que tudo posso Naquele que me fortalece. Como diz na Bíblia, em Eclesiastes 3, para tudo há um tempo, e o meu tempo chegou, estou colhendo os melhores frutos que Deus preparou para mim.


A você que tem DM ou qualquer outro problema de saúde eu digo que, tenha fé, faça seus exames, se cuide, e jamais deixe qualquer tipo de doença controlar sua vida. Coloque todos os seus sonhos nas mãos de Deus, e deixa Ele agir. Os planos de Deus são sempre melhores que os nossos.

O cotidiano diabético por vezes é cansativo...Vivemos remando contra a maré

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Olá!

Sou Mary Hellen, completarei 32 anos no dia 03-03-2017, sou casada há 12 anos, mãe da Stéphani de 9 anos e do Miguel de 8, cabeleireira, diabética e dia 17 de maio de 2017 farei 25 anos de diagnostico.  Como forma de tratamento, faço uso das insulinas NPH e Humalog, ainda uso seringa, mas após um test drive com a bomba de insulina e vendo sua eficácia, por indicação do meu médico o Dr. Ieso Braz Saggioro, demos entramos.com o pedido judicial da mesma. Foram 30 dias de test drive, estes foram muito significativos para mim, talvez uns dos melhores desde o diagnóstico.

Vamos lá...

Eu tinha apenas 6 anos quando fui diagnosticada com diabetes, minha glicemia estava em 517 mg/ dl quando descobriram, minha vó foi quem me criou (minha mãe só auxiliava nos momentos das minhas internações, que foram muitas...) e não foi nada fácil para ela ( que Deus a tenha!), lidar com esta situação e minha rebeldia, eu comia açúcar, nescau e o que tinha vontade, não me privava de nada e não tinha nenhuma assiduidade com o tratamento.

Nunca fui um bom exemplo em relação ao diabetes... Por uma série de fatores, mais pela falta de tempo e dificuldade de incorporar no meu dia a dia todos os cuidados com o mesmo ...

Aos 19 anos conheci meu marido, começamos a namorar e logo lhe falei do diabetes, não tive nenhum problema com isso, ele compreendeu bem, lida bem com o DM, se esforça para entender algumas coisas sobre o assunto, mas nem sempre tudo lhe é claro rs. Aos seis meses de namoro resolvemos morar juntos (isso já tem quase 12 anos) e esta foi a melhor decisão da minha vida.



Ele sempre soube do meu desejo de ser mãe, decidimos ter um filho e foram dois anos e meio de tentativas e nada. Quando desencanei, vieram os primeiros sintomas, fiz os exames e estava realmente grávida, aos 3 anos de casada. Por minha menstruação ser desregulada nem me ative a este detalhe e quando descobri já estava com 3 meses.

Me senti insegura, comecei a me cuidar e precisei desistir do trabalho (estava na experiência)  ia aos médicos  3 vezes por semana,  as segundas passava pela Dr. Ivanise (endocrinologista),quarta com o Dr. Fábio Sgarbosa (especializado em gestação de alto risco) e as sextas feiras ia no hospital da Unimed fazer o cardiotoco pra monitoração do coraçãozinho do bebê.

Tive um controle extremamente ótimo, me dediquei muito, tinha uma pessoinha dentro de mim que era esperada com todo amor desse mundo.

No início do quinto mês, tive que internar, estava tendo contrações e dilatação a bebê estava pesando 800 gramas... Comecei tomar para segurá-la e passei uns 10 dias internada. Voltei pra casa em repouso absoluto.

 Dia 07 de maio de 2007 quando completava 8 meses de gravidez veio minha primeira benção, minha filha Stéphani, pesando 3kgs e com 50 cm, ficou uns 10 dias na UTI neonatal para o amadurecimento de seu pulmão, mas nasceu linda e forte. Engordei 8 quilos nesta gestação. A amamentei apenas por 3 meses,pois precisei fazer uma cirurgia de emergência (apêndice) e neste processo a glicemia descompensou, fiquei duas semanas internada,  quando voltei, ela não quis mais pegar o peito.Atualmente ela está com 9 anos, linda, muito inteligente e me enchendo de orgulho a cada dia que passa.


Por um descuido ou de propósito, engravidei do Miguel, achei que não teria possibilidade de engravidar rápido,  pois da primeira vez demorei muito e assim quando a Stéphani estava completando 1 aninho eu fiquei grávida.

Na minha 2° gestação precisei fazer laser nos olhos, desenvolvi uma retinopatia diabética (que não evolui depois do nascimento dele, faço meus exames e está tudo ok), devido as constantes descompensações glicêmicas, que aos poucos se regularizaram.

Me dediquei ao tratamento, tive uma equipe médica presente, e as coisas seguiam, próximo aos 8 meses tive uma alteração na pressão arterial (16x10), fui fazer o monitoramento de rotina (cardiotoco) e percebi que algo não.estava normal,a enfermeira saiu rapidamente da sala,chamou o obstetra  e fomos pra sala de ultrassom para averiguar o que estava ocorrendo, os batimentos cardíacos do bebê estavam fracos demais. Subi urgentemente para o centro cirúrgico, estava 3 horas sem me alimentar e assim tomei a anestesia.

Vários sentimentos me rondavam, medo, desespero... Me faltava o chão... Só pedia à Deus que não levasse meu anjinho (Miguel - arcanjo guerreiro). E assim ele veio ao mundo com fracos batimentos cardíacos, sem chorar, molinho nas mãos dos médicos e os mesmos fazendo o possível para salvá-lo, presenciei tudo aquilo e de repente minha pressão começou a subir desesperadamente, o médico medicou-me e me passou um remédio para me acalmar, resisti ao sono o quanto pude para ver o desfecho daquela história, fiquei  meio acordada quando depois de 4 longos minutos , a pediatra retorna com o Miguel nos braços bem, tive um misto de sentimentos, não sabia se era alegria, alívio, vitória ou os três juntos... Mas para a glória de Deus Miguel estava ali ao meu lado bem e para acalmar-me a pediatra disse:

- Fica tranquila ele está 100% bemmm!!! Era tudo que eu queria ouvir...

Depois disso apaguei geral, dormi por longas 4 horas. Ele nasceu de parto cesárea, com 3.900kgs com 57 cm  e não precisou ser hospitalizado. Mamou por quase nove meses e como mamava! Engordei 20 quilos na gestação dele e perdi 11 destes 20 quilos. Meu segundo milagre (Miguel) hoje está com 8 anos,saudável e super esperto.



Sou grata a Deus pela benção da maternidade, concretizar este sonho me faz muito feliz, meus filhos são duas bênçãos preciosas.

Atualmente (acho que sempre) me deparo com o difícil desafio de cuidar do diabetes, trabalhar e etc. Sou autônoma (cabelereira), trabalho sozinha no meu salão, fico o dia todo em pé, atende cliente, atende telefone e assim vai, o dia é corrido demais, tenho hora para começar a trabalhar porém não tenho momento para parar de trabalhar. Meço o diabetes quando lembro e consigo... É tenso! Uma sorte que tenho é de ter um médico maravilhoso, como ele mesmo diz, sou uma sobrevivente, mas acho q na realidade Deus me carrega nas mãos, pois a retinopatia estabilizou há mais de 8 anos e não tenho nenhuma sequela do mal controle glicêmico (faço exames com frequência).

Vejo o milagre de Deus continuamente em minha vida, há um ano comemoro dois aniversários, um de vida e outro pois sobrevivi, tive uma grave pneumonia, com derrame pleural nos dois pulmões, infecção hospitalar e cetoacidose diabetica, foram dias de UTI, internações e repouso...Inúmeros diagnósticos e dores, mas com a graça de Deus há um ano revivi. Uma coisa que merece ser celebrada é que nestes 55 dias de internação, a relação com minha mãe foi restituída,ela se dedicou a estar comigo no hospital todos estes dias por 12 horas diárias (das 8:00 äs 20:00), sempre alegre e animada pra me ajudar. O fato da minha vó ter me criado foi por que minha mãe me teve durante a adolescência e tudo isso foi confuso para ela, e naquela época julgou-se mais prudente  minha vó materna criar-me porém sempre nos amamos, mais era uma relação com certa distância, que há um ano foi restaurada.

Sei que não sou um exemplo com o diabetes e pretendo melhorar com fé em Deus, mas aconselho a todas as diabéticas a se cuidarem, ter assiduidade com o tratamento e assim realizarem o sonho da maternidade.



Sempre desejei ser mãe, até que com os devidos cuidados meu sonho se tornou realidade

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Bom, eu sou a Danice, tenho 34 anos, sou analista financeira em uma multinacional e venho dividir com vocês a minha história de diabetes e maternidade....

Descobri o DM1 em 1994, quando tinha acabado de completar 11 anos e “diet” era novidade e caro pra caramba. Como todo diabético tipo 1 (ou a maioria), já passei por fases de medo (eu achava que ia morrer... convence uma criança de 11 anos que ela não vai!), de revolta (“com tanta gente ruim no mundo, por que eu?”... “Insulina? Não, nem vou ficar tomando esse treco”...”Picar meu dedo várias vezes ao dia? Pra que?”) e de aceitação...

Usei insulina suína, bovina, humana, até chegar à Lantus e a insulina ultra-rápida... Tive minhas descompensações, uma ou outra cetoacidose, mas sempre meio aversa à possibilidade de usar bomba de insulina.

Em 2012, perdi meu pai pra um câncer (mas na verdade o óbito veio por uma embolia pulmonar), ele era DM2 e, por não se cuidar direito, acabou usando insulina nos ultimos anos de vida. Mas deu tempo de detonar tudo: retina, nervos e rins... Fiquei achando que meu pai nunca voltou do coma induzido dele por causa dos rins que não foram capazes de filtrar a medicação. Passada a fase de revolta pela morte dele, em abril de 2013, resolvi comprar um apartamento com meu então namorado (hoje marido), o Daniel, e ao preencher a ficha do financiamento, preenchi que era diabética. Aí me pediram um monte de exames, e quase tive um treco ao ver 11 de glicada e um princípio de retinopatia diabética. Ainda assim, o financiamento saiu ok, mas graças a isso conheci a minha atual endócrino, a Dra Cláudia. Ela me disse que podíamos consertar as coisas e, mais uma vez, me sugeriu a bomba de insulina,com tudo que tinha acontecido, achei que era a hora de tentar. E em junho de 2013, comecei a usar a bomba – e hoje não vivo mais sem.

Poucos meses depois, em novembro de 2013, Daniel me pediu em casamento, eu já estava com 31 anos e ele até se mostrava disposto a ser pai, mas não falava muito no assunto. Em abril de 2014, nos casamos e aí sim eu comecei a conversar mais com ele sobre esse assunto.

Sempre quis ser mãe, mas sempre vivi com o medo imposto por muita gente...”Diabética? Grávida? “Magina”, isso não pode! O bebê vai ter problemas, você vai ter problemas, vai ser complicado, se eu fosse você eu já pensava logo em adotar!”.

Daniel não é diabético, mas acabou aprendendo muita coisa por minha causa, sempre lidou muito bem com tudo e sempre quis aprender mais, foi inclusive o maior entusiasta da bomba de insulina, mas eu acho que ele tinha mais medo do que eu, medo de acontecer algo comigo, medo de acontecer algo com o bebê. Conversamos bastante e, em dezembro de 2014, resolvi parar de tomar pílula, pra dar um tempo pro organismo “limpar” e me preparar. Em janeiro de 2015, peguei uma indicação de uma gineco-obstetra com uma colega de trabalho que estava grávida, e caí nas mãos de uma médica que estava se especializando em gestação de diabéticas – só que, por acompanhar muitos casos em hospitais públicos, ela via muita coisa complicada e me colocou um pouco de pânico...”veja, você já tem 32 anos, se for pra tentar tem que ser logo.... você está com 7,2 de glicada – logo após as festas de final de ano isso – e precisa baixar pra, no mínimo, 6,5 pra começar a tentar...” e por aí vai. Fui até a minha endócrino, que achou tudo muito exagerado, mexeu na dose da bomba e me disse (literalmente!!!) “Dá, minha filha... dá bastante! Te vejo ou grávida ou em 6 meses!). Isso era final de fevereiro de 2015, eu já tinha começado o ácido fólico e resolvi começar a fazer “contas” de quando seriam meus períodos férteis. Conversei com o Daniel e resolvemos que era hora de começar a tentar, já que não sabíamos o quanto ia demorar!

A minha semana fértil de março aconteceu bem quando meu marido estaria viajando a trabalho... então, sem chance.... me lembro perfeitamente da minha “DUM” (pra quem ainda não é mamãe: Data da Última Menstruação, a gente ouve muito isso enquanto está grávida): 21 de março de 2015. Dali pra frente, levamos muito a sério esse negócio de “tentar”(rs)... Eu sempre fui a pessoa mais regulada do mundo com o meu ciclo menstrual, e devia menstruar no dia 18 de abril... no dia 15 de abril, comemoramos nosso 3º aniversário de namoro (sim, a gente comemora isso até hoje!) e eu disse pro meu marido “É, amor, acho que esse mês não vai dar não, tô com os seios inchados e com cólica... vamos continuar tentando!”. Sábado, 18 de abril, esperei menstruar de manhã, como sempre... mas nada. E chegou a noite, e nada. E chegou o domingo, e nada. Falei pro Daniel “Amor, nada ainda... eu devo estar grávida!”, mas ele ainda achou que não (e nesse meio tempo, um amigo olhou pra mim e perguntou se eu estava grávida!). Insisti, compramos um teste, e....


Grávida! Eu estava grávida! Chorei muito, enquanto meu marido ria sem parar, finalmente eu seria mãe e realizaria meu sonho! E, em seguida, veio um medo enorme, de não dar certo, do bebê ter algum problema, de eu ter algum problema...

Corri no laboratório pela manhã, fiz um monte de exames (que a endócrino já tinha deixado o pedido pra quando eu me descobrisse grávida) e um beta HCG... positivo, obviamente.

Corri pra marcar consulta na obstetra e na endócrino, eu era uma diabética grávida e tinha que ficar esperta, a glicemia começou a oscilar e ficar difícil de controlar, e menos de 10 dias depois eu já estava na endócrino, mas não conseguiria consulta na obstetra antes do final de maio (e até ali, eu já estaria perto de 10 semanas de gravidez!). Dra Claudia ficou toda feliz, me disse pra ficar tranquila que tudo ia dar certo e que nós nos veríamos todos os meses pra ter certeza que estava tudo controlado. E me indicou uma obstetra parceira dela e da clínica onde ela atende, a Dra Teresa, acho que foi uma das melhores coisas que me aconteceu!

Dra Teresa, acostumada com grávidas que se tornam diabéticas gestacionais, ou diabéticas que engravidam, me tranquilizou super! Disse que iríamos acompanhando e que tudo daria certo. Passado um tempo, glicadas em 5,5%, 5,3% e nunca acima de 6%, pela primeira vez, ela veio falar comigo sobre o parto. E eu “ué, mas todo mundo fala que diabéticas não podem ter parto normal...” (apesar de eu saber que a belíssima Hally Berry, atriz de sucesso e DM1, teve parto normal!) e ela “olha, poder pode sim, não tem problema, desde que você se mantenha controlada e a sua placenta evolua bem!”. Minha reação foi “não, Dra, eu não quero sentir essa dor toda aí não! Faz cesára mesmo, quero chegar bonitona na maternidade”.

Minha gravidez foi muito tranquila, com glicadas muito muito boas, até a 29ª. Semana (mais ou menos 7 meses, pra quem odeia ou não entende o “semanês” das grávidas...). Ali, eu descobri que o Arthur (sim, o menino com que eu sonhava e tinha certeza que vinha!) tinha virado, encaixado e tava com pressa de sair, mas isso não tinha a ver com o diabetes e sim com o meu útero, fui diagnósticada com insuficiência istmo-cervical (vulgarmente chamada de “colo incompetente”, que não tem “força” pra segurar o peso do bebê). Entrei em desespero ao pensar em um bebê prematuro, mas a Dra Teresa me acalmou, disse que eu deveria ficar em repouso, o máximo de tempo sentada (inclusive no banho!) e que usaríamos progesterona pra postergar o máximo possível o parto. E assim foi, até no chá de bebê eu estava de cadeira de rodas!

MEU CHÁ DE BEBE, EU NA CADEIRA DE RODAS


Aí, com 33 semanas, chegou o momento que eu acho que tive mais pânico: hora de preparar o bebê pra um possível parto pematuro, ou seja, corticóides pra fortalecer o pulmão. Minha glicemia ficou 2 dias incontrolável pelas altas doses de corticóide, mas pelo bem do bebê, tudo bem, estava tudo alinhado entre endócrino e obstetra, e eu sabia bem como controlar ou fazer a glicemia descer. Mas rolou um medo, admito, e um nervoso, dois dias sem ver a glicemia abaixo de 270!




Passado isso, tudo estava sob controle, colo do útero tinha fechado e o risco de parto prematuro tinha diminuído bastante. E chegamos às 36 semanas, quando se diz que o bebê está “a termo”, ou seja, pronto pra nascer, dali pra frente é só ganhar peso mesmo, mas vitalmente já é seguro que ele venha ao mundo. Minha obstetra me ligou e me disse “Olha, eu jurava que teríamos um parto normal bem tranquilo, mas agora eu tô achando que nem induzido vai dar... tô com medo da sua placenta amadurecer muito rápido, vamos marcar a cesárea pra 38 semanas? Arthur já tem um tamanho e peso bons, até lá vai ficar ainda melhor!”. E eu, que já queria a cesárea, super topei! 12 de dezembro de 2015 seria a data pra chegada do meu príncipe.

Arrumei todas as coisinhas do bebê, falei com a endócrino, ela com a anestesista, organizamos o protocolo de retirada da insulina pro parto. Saí do consultório da obstetra no dia 10 de dezembro com tudo organizado e toda a papelada pra internar no dia 12 de manhã. Ela fez um último exame de toque e disse “que pena, totalmente fechado o seu colo”. Parti pra minha última noite de sono tranquilo, visto que eu imaginava que não ia dormir no dia seguinte, de ansiedade... Mas não foi bem assim!

As 3h da manhã, meu tampão mucoso caiu (ok, pode levar até 15 dias pro bebê nascer depois disso), mas tinha muito sangue. Eu sentia dores nas costas desde que o Arthur encaixou, e não parecia estar doendo mais, mas achei que era melhor ver. Cheguei na maternidade meia hora depois, e depois de alguns exames “mãe, você não está em trabalho de parto não, fica calma.... vamos te deixar em observação só porque a sua pressão está um pouco mais alta, mas só por isso, tá bem?”. E lá fiquei eu, até as 7h da manhã, quando ligaram pra obstetra pra ver se antecipavam a cesárea pra tarde do dia 11, já que eu continuava sem sinal algum de trabalho de parto. Mas, com toda a retirada da insulina e da dieta protocoladas, ela achou melhor não, já que era meu primeiro incidente de pressão alta na gestação toda. E as 8h da manhã, me mandaram pra casa.

Resolvi tentar dormir,comi alguma coisa, medi minha glicemia, fui ao banheiro e deitei, Das 9h até as 11h30 da manhã, levantei 3 vezes pra ir ao banheiro, com um incômodo mais forte nas costas. Na terceira vez, as 11h30 da manhã, tirei a bomba de insulina e tentei entrar no chuveiro, mas mal conseguia respirar, e aí tive certeza do que estava acontecendo: eram as contrações, fortes, avassaladoras, com intervalo de 5 minutos entre cada uma. Era hora de correr, com certeza.

Voltei pra maternidade e cheguei lá ao meio dia. Com supreendentes 7cm de dilatação. Já estava sem a bomba de insulina e foi a maior correria. Duas horas e vinte e sete minutos depois, veio ao mundo, num parto normal relâmpago, o meu príncipe Arthur. 37 semanas e 6 dias de gestação, 47 cm e 3,135kg (nada grande perto da expectativa que se tem de bebês de diabéticas – descobri que os chamam de macrossômicos).



Definitivamente, foi a melhor experiência da minha vida! Eu tinha realizado meu sonho! Arthur teve hipoglicemia no pós parto (eu sabia que isso era meio comum em bebês de mães diabéticas), ficou 24h em observação na UTI, mas parecia um gigante do lado dos bebês que estavam por lá.Engordei 14 quilos em sua gestação.



Hoje o Arthur tem 1 ano e 1 mês, é um menino levado e super esperto, que mamou até os 11 meses (e só parou porque eu quis, não aguentava mais tanta mordida dos ínumeros 6 dentinhos dele...rs).

Pra quem tem esse sonho e tem esses medos, sim, é possível! Confiem em vocês, nos médicos e em Deus, que tudo dá certo!


(Em tempo: pra quem já teve alguma descompensação em algum momento da vida, verifiquem bem os rins e os olhos antes de engravidar e tratem se for necessário: eu tive um agravamento da minha retinopatia quando o Arthur estava com 6 meses, fiz 3 cirurgias e agora tenho óleo de silicone – temporariamente - no olho esquerdo  pra evitar que a retina descole de novo e fazer com que ela recupere,porém é um óleo e atrapalha a visão,ele deve ficar no meu olho um tempo, até recuperar mesmo.... Nesse momento eu enxergo com o olho esquerdo como se eu tivesse mais de 10 graus de hipermetropia, tudo distorcido e mais escuro também...A recuperação desse olho  vai dizer se eu devo ou não arriscar uma outra gravidez, pra não correr o risco de ficar cega.Meu olho direito está ótimo, mas vai q dá algo nele também...Agora, vontade de ter outro eu tenho sim, muita! Mas não agora, ate coloquei um diu. 


Depois de 4 perdas fui honrada com a Maria Isabela

2 comentários |
Olá!

Hoje resolvi dar meu depoimento depois de ler um apelo falando que talvez minha história pudesse ajudar alguma pessoa, me lembrei de quando eu sonhava em ter meu filho nos braços, amava ler histórias de sucesso, elas me encorajavam.

Meu nome é Vilaine, tenho 33 anos, casada, historiadora, atualmente em casa acompanhando o crescimento da minha filha, há 19 anos sou DM1  e para me tratar uso a bomba de insulina "pra mim" não tem como ficar grávida sem ela, talvez por que a mesma foi uma super parceira, tendo em vista também meu histórico que vocês acompanharão.

Minha história passada foi triste, ruim e chatiante... É revoltante ficar doente na adolescência! Já deu para notar que passei por todas as fases do diagnóstico né?! Revolta, negação e etc... Iniciei meu tratamento com a insulina NPH e após um tempo a Regular veio para o mercado, fiquei usando as duas desde então,minha família e as pessoas que convivem comigo sempre encararam o diabetes numa boa e me apoiavam. Mas o foco aqui é falar da minha história com a maternidade diabética.

Assim que nos casamos

Na adolescência me apaixonei por um rapazinho com a mesma idade que eu, ele se tornou meu maridão, com 18 anos já estávamos grávidos e casados, foi só a partir daí que meu tratamento tornou-se assíduo, fui apresentada a um endócrino e tive o meu primeiro glicosimetro (há 15 anos atrás), precisava me cuidar de verdade, pois estava gerando um bebê (usava NPH e Regular), me cuidei e com os conhecimentos disponíveis na época tudo ia lindo, o bebê com saúde conforme as ultras e nós felizes com a maternidade, porém  no final da gestação meu bebê ficou quietinho demais, quase não se mexia, fui ao médico, ele ouviu o coração e me disse:

- Bebês quando estão perto de nascer param de se mexer.

Eu simplesmente acreditei nele e voltei para casa, ficando de repouso do lado esquerdo como ele tinha pedido, no outro dia o bebe também não mexeu ,voltei ao médico (recém-formado) e na cara dele notei o desespero, o bebe já não tinha mais batimentos cardíacos (36 semanas), ele havia morrido, foi a pior dor do mundo! Na certidão de óbito, causa da morte dizia: Mãe diabética!

Não tinha dor maior Juan Augusto "nasceu”, parto cesárea, com 3,710kgs e 51 cm, e para todos a culpa era da diabetes ou minha né?! A maioria das pessoas acham que qualquer coisa que acontece conosco a culpa é do diabetes... Se gripa ,se tem dor de dente, tudo é culpa do diabetes ou porque você não cuida doença. Após o nascimento do Juan tive leite e não fui orientada a tomar medicamento para o mesmo secar, sofri muito neste quesito, o leite empedrou...

Passados 6 meses de tudo isso, agora já com meus 19 anos, engravidei novamente (usando NPH   e Regular) com o controle mais rígido, pensando que a alegria viria logo, fazendo as ultras nas datas certas e me dedicando ao tratamento. No quinto mês toda contente levei a fita K7 para gravar a ultrassom (não era DVD ainda), de repente vi de novo o olhar de desespero do médico que estava fazendo o procedimento, ele começou a gravar e parou muito rápido e assustado, nos falou:

-Não tenho boas notícias, seu bebe é anencéfalo (má formação rara do tubo neural).

Meu mundo caiu pela a segunda vez...

A causa poderia ter sido várias, mas a glicose alta poderia ser uma das opções, meu G.O tentava me acalmar falando que era como se fosse um acidente não escolhe doenças, mas pra mim era por causa da diabetes. Enfim, naquela época pra se interromper uma gestação de anencéfalo teria que entrar na justiça, demorava, fiz questão de não entrar já estava no quinto mês, escolhi ir até o fim, no fundo eu tinha fé que Deus faria um milagre, ou que todos estivessem errados, optei por seguir a gravidez.

Aos 7 meses começou uma pré- eclampsia, meu médico resolveu fazer o parto e fomos pra outra cidade pra ter nosso filho, longe de tudo e todos, a fim de evitarmos julgamentos e falação das pessoas, não precisávamos daquilo, já estava sofrido demais toda aquela situação, só contamos aos nossos pais o que estava acontecendo na semana do parto.

Com 7 meses Luan Augusto nasceu vivo (parto cesárea) e depois faleceu não me deixaram vê-lo... Como eu queria ter visto!

Passados 3 dias a pré- eclampsia virou uma eclampsia fiquei 4 dias em coma, perdi a visão por pouco tempo e a memória por poucos dias. Depois disso pensei em não ter mais filhos e seguir minha vida.

Resolvi investir em mim, na minha carreira, fiz faculdade, pós- graduação viajei por 9 países, acampei, escalei, fiz tudo o que queria fazer, construímos nossa casa e aproveitamos muito a vida... O diabetes em nada me limitou!

Gradativamente foi voltando à vontade de termos um filho, confesso que tínhamos um certo receio, eu sempre dizia:

-Quando eu fizer 30 anos vamos ter!

Resolvi ter, fui atrás da bomba de insulina para me ajudar nesta nova jornada. Santa bomba! Com todos os seus recursos, ia dar tudo certo. Tive paciência, a ansiedade era tomada por uma forte calmaria de que tudo daria certo, esperei o tempo necessário, cheguei à glicada exigida por meu médico e logo engravidei, no início foi um misto de sentimentos, quase surtei , media o diabetes de hora em hora, coloquei celular pra despertar durante a noite, foi muito tenso, mas ao mesmo tempo feliz... Engravidei no mês q planejei!

Fiz uma ultra com 5 semanas, o embrião tinha batimentos, estava tudo certinho... Que alegria! Queríamos saber o sexo do bebê, decidimos por fazer uma sexagem fetal (exame de sangue que apresenta o sexo do bebe) e com 8 semanas descobrimos que o Nicolas Augusto estava por vir, um garoto para nos alegrar ainda mais, infelizmente com 9 semanas meu filho já não tinha mais batimentos e assim fizemos curetagem.

Meu Deus! Quanta dor! Mas em meio à tormenta Deus agiu e me mandou um médico que sabendo do meu histórico de perdas e abortos me disse:

- Você não está perdendo os bebês por causa da diabetes, algo está errado, vamos pesquisar o motivo.

Todos os outros médicos que passei colocavam a culpa no diabetes, sem nem pensar, agora o diagnóstico parecia ser diferente, com os exames genéticos fui diagnosticada com trombofilia (é a propensão de desenvolver trombose devido a uma anomalia no sistema de coagulação), ela causava trombose na placenta e fazia-me perder o bebe, o tratamento era durante a gestação aplicar uma injeção por dia na barriga, o objetivo era evitar a trombose. Agulhas e injeções para uma diabética não era uma novidade, resolvi tentar novamente, já sabia a causa dos meus abortos, era só cuidar.  Estudos mostram que o diabetes pode desencadear também a trombofilia (é o que o meu hematologista acredita), porém para o meu G.O/obstetra no meu caso foi uma mutação em um dos genes e não o DM. Sendo assim, não houve um consenso da causa, mas saber o que eu tinha era uma benção, afinal eu faria o tratamento correto.

A quarta gestação já começou ruim, as ultras não nos apresentavam boas perspectivas, até a 8 semana o embrião não desenvolveu, fizemos curetagem com biópsia, e por meio dela soubemos que era um embrião com divisão de genes errados não tinha como desenvolver, na biópsia dizia sexo feminino, chorei muito, havia me cansado. Quando voltei ao medico lhe falei:

-Não quero mais, não aguento mais, desisti! A glicemia estava boa, tudo certinho, eu medicada ...E não deu certo?! Não quero mais saber!

Ele me olhou e falou:

-Hoje fiz o parto de uma q perdeu 5. Vai lá e pergunta pra ela se ela está arrependida de ter tentado mais!

Pensei comigo:

-Caramba vou ter que tentar de novo!

E assim aos 31 anos, engravidei. Não posso negar, fomos cobertos de orações, inúmeras pessoas intercediam por nós, nos entregavam em suas orações, Deus foi conduzindo tudo,foi uma gravidez calma, tranquila e abençoada.Fiz uso de todos os instrumentos necessários para o tratamento do diabetes e da  trombofilia, usei enoxaparina 40 mg, (é um anticoagulante que evita que o sangue se coagule dentro do vaso) usava 1x ao dia + o remédio AS, continuei com a bomba de insulina e o glicosímetro, ambos foram super aliados no tratamento do diabetes, já não acordava mais nas noites pra medir por que os valores estavam super estáveis, minha glicada na gestação foi 5.8%, a injeção para a trombofilia fazia seu efeito e tudo ia correndo bem... Pensa na minha alegria!



Se falarmos de complicações, as tive sim, mas tudo Deus providenciou, foram dois deslocamentos na placenta e também uma infecção na placenta e até pneumonia me sobreveio, porém considero que esta gestação foi muito calma e tranquila, além de querida,claro (Deus estava no controle!).




No dia 21/7/2015, Maria Isabela nasceu de 36 semanas e dois dias com 3,708kgs e 50 cm, (o mesmo peso praticamente que seu primeiro irmão), parto cesárea (agendada) com ótima recuperação, teve hipoglicemia, mas tomou soro no berçário e não precisou de UTI, teve icterícia ( e por isso ficou alguns dias na maternidade tomando banho de luz- nada associado ao diabetes), e com uma semana de hospital viemos pra casa, ficamos 10 dias no hospital, eu tive alta com 3 dias, porém fiquei mais 7 para acompanhar a Maria.



Atualmente Maria tem 1 ano e 6 meses, é amamentada desde o nascimento, não tive dificuldades neste quesito, sem rachões nos seios, bastante leite e não tive hipoglicemias associadas a amamentação.


 Ela é linda! A amamos por demais! Super saudável!

Nessa jornada de sofrimentos meu marido sempre esteve ao meu lado, cuidando de mim, me medicando, me dando comida nas hipos, sendo mais que parceiro. Foi meu médico, enfermeiro, amigo e tudo mais de bom que as palavras não podem alcançar... MEU AMOR! MINHA BENÇÃO, AMO VOCÊ!


Gratidão á Deus que sempre nos cuidou, nos segurou em seu  colo... Comecei falando que meu passado foi triste,mas na verdade só teve partes tristes, episódios apenas, pois sempre fui feliz e agora sou mais feliz ainda.

Maria Isabela e uns frasquinhos de enoxaparina 40 mg, remedio da trombofilia
A vida nunca é feita do jeito q a gente sonha, mas temos que correr atrás de sermos felizes, o diabetes vai impedir sim de termos filhos, principalmente se pensarmos na parte negativa dele e nos danos  que as descompensações podem causar, mas com um bom controle e respaldo médico, concretizar o sonho da maternidade se torna possível. Não amo ter diabetes, mas me acostumei com ele, o mesmo nunca foi e nunca vai será desculpa pra nada que eu queira fazer, não sou de muito drama com ela não, não sei se com minha história eu ajudo ou desanimo alguém mais se me perguntarem:

- Quer outro bebê?

Respondo:

- Simmmm!!! Quero!!! Só preciso me organizar com o diabetes, pois dei uma certa acomodada, mas acho que se minha filha não mamasse no peito já teria me programado pra encarar tudo de novo! Se Deus me permitir ano que vem quero!

A vida de mãe é corrida, mas me considero privilegiada, tenho a oportunidade de estar em casa vendo-a crescer, cuidar de mim e da rotina do lar, há uma pessoa que me auxilia nas tarefas diárias, o que facilita um pouco, mas não me isenta de responsabilidades.

Quanto a trombofilia o tratamento diário se dá apenas na gestação, só preciso me medicar caso faça uma viagem de avião que leve mais de duas horas, caso contrário nada necessita ser feito.

Termino meu depoimento por aqui e espero poder ajudá-las e quem sabe em breve possa lhes enviar outro.