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Urina 24 horas

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URINA 24 Hrs

Nesse ultimo fim de semana que passou, aproveitei que estava tudo tranquilo por aqui para fazer aquele exame chatinho de Urina, o Microalbuminúria 24 horas e o Clearence de Creatinina e alguns de sangue, que são colhidos quando você entrega a urina.
Fui no laboratório no sábado pela manhã, fiz a ficha e peguei aquele "potão" para colher o domingo todo a urina lá dentro.
Iniciei as 7 da manhã, descartando a primei
ra urina e depois colhendo todas as outras no pote, só parei de colher no dia seguinte, exatamente no mesmo horário, porém esta dentro do pote também.


Enquanto o resultado não sair, ficarei aqui com borboletas no estômago, com medo, com ansiedade, mas acima de tudo com positividade e fé de que estará tudo bem. ( faz um bom tempo que não faço esses exames, por relaxo, confesso!)

Abaixo tem um link explicando um pouco mais desse exame, basta clicar nele para poder ler toda a matéria.


PARA QUE SERVE A URINA DE 24 HORAS?

Mais de 90% dos pedidos de urina de 24h são feitos para se avaliar duas situações:
1.) Clearance de creatinina: O clearance de creatinina é basicamente a taxa de filtração dos rins, ou seja, a medição de quantos mililitros de sangue os rins filtram por minuto. É o principal modo de avaliar a função renal. Leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA | Sintomas e tratamento para saber mais sobre o clearance de creatinina e a taxa de filtração renal.
2.) Proteinúria: chamamos de proteinúria a presença de proteínas na urina, fato que só ocorre quando os rins estão doentes. O EAS (urina tipo 1) é capaz de detectar a presença de proteínas na urina, mas não consegue quantificá-la com exatidão. Além das proteínas totais, a urina de 24h também pode dosar a albumina na urina, chamada de albuminúria.


DM, Gestação Surpresa e Um Amor Infinito!‏

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Meu nome é Bruna, tenho 24 anos e sou diabética desde os 11 anos. Faço uso de insulina regularmente, uso a NPH Humana e Regular, e também a ultra rápida - Apidra (que foi vedada na gestação por falta de conhecimento sobre possíveis consequências para o bebê), e meus níveis de glicose sempre oscilaram bastante, mas procuro na medida do possível manter controlada.


Me casei em novembro de 2014 e sempre tive o sonho de ser mãe, mas gostaria de planejar a gestação, fazer tudo da melhor maneira possível, porque sei que me culparia caso meu bebê nascesse com algum problema em decorrência do diabetes; entretanto os planos de Deus foram diferentes dos meus, e engravidei dois meses após o casamento.

Desde o começo senti muita cólica, não havia preparado meu corpo para receber meu bebê, e a diabetes neste período estava totalmente descompensada. Tive sangramentos no início, fiz muito repouso, oscilações da glicose que iam de 30 á quase 600, dextros umas 10 vezes por dia; passei com diversos médicos, fui internada 4 vezes, com um período de 10 dias cada. Mas apesar de tudo, estava vivendo um sonho, a melhor fase da minha vida!




Na última internação eu estava de 32 semanas, e não conseguiram de forma alguma estabilizar a glicemia, o líquido amniótico estava aumentado e me orientaram que o melhor para o bebê era interromper a gestação para que ele não continuasse correndo riscos de perder a vida.

Me deram as injeções para amadurecer os pulmões dele e decidiram fazer o parto no dia que completei 34 semanas. O Hendrick (nome que significa GUERREIRO) nasceu as 20:43 do dia 25/09/2015, com 2.590kg e 48cm, LINDO! Ficou 9 dias na UTI pois teve hipo quando nasceu e o cálcio baixo, 3 dias após o nascimento, icterícia, e ficamos no banho de luz. Ele sofreu com refluxo e tinha dificuldades para mamar, então com um mês precisamos entrar com fórmula. Mas ele se desenvolve super bem, é perfeito e muito esperto! Desenvolveu uma alergia moderada a proteína do leite, mas o médico disse que pode sumir com o tempo. Ele é a alegria da casa!



Hoje está com 9 meses é super ativo e nos enche de orgulho!



Sempre ouvi de muitos médicos que eu nunca seria mãe, e no início da gestação tentaram me desencorajar dizendo que possivelmente a gestação não progrediria, mas para a surpresa deles, minha alegria infinita e Glória de Deus, meu filho sorri todas as manhãs e me faz lembrar: "Não desista, TUDO é possível ao que crê!"


Uma filha e 27 anos,decidi por fazer laqueadura

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Olá meninas!

Pra quem nao me conhece me chamo Ana carolina ( modesta e legalzinha também rs)

Aos 24 anos me tornei mãe de uma menina linda chamada Ana Laura, tenho 27 anos de vida e 20 anos de diabetes.

Tive uma gestação "meio chatinha e complicada", eram destros 24h, preocupaçoes, medos, choros, hipos, hipers ( poucas, mais no final) uma leve depressão por ser mãe solteira ( Glória a Deus, Deuses, orixás, anjos, santos e afins) demorei pra aceitar...

Ana Laura nasceu com hipo, com 37 semanas de gestação, pesando 3.080gr e 47 cm as 9:03 AM de uma cesarea linda por opção minha, nao precisou de UTI Neo, uma ampola de glicose deu um jeito e logo foi pro quarto comigo...

Fora os destros que temos que fazer a mais na gestação, todo aquele medo persistente em saber que o seu bebe pode nascer com alguma complicação, down, má formação entre outras anomalias, o medo da perda é o maior... independente das condições de saúde do seu filho , queremos eles vivos em nosso colo... ( ela nasceu com uma catarata na vista esquerda, que nao ira se desenvolver, catarata polar.)

AMAMENTAÇÃO! Ooooh coiiiisinha complicada, gente sofri muito, Ana Laura nao pegava o peito, eu perdi a paciência e passei a tirar o leite e dar numa mamadeira... Sabia que estava errada ( sou daquelas mães chatonas que apoia a amamentação até os 18 anos, qdo for pra facul desmama) e aos poucos voltei pro peito...com muita dor e luta consegui, aprendi, peguei gosto pela coisa... até os 6 meses foram apenas leite materno, logo apos introduzi papinha e assim foi...

Por conta da quantidade exagerada de hipoglicemia, eu tirei do peito com muita dó aos 10 meses!
EU SOU A MAE MAIS FELIZ DO MUNDO!!! nao tenho duvidas disto! Carol, voce passaria por isso de novo? NAAAAAAAAAAAAOOOO, NUNCAAAAAA, JAMAAAAIS!!!

Nao sinto um pingo de vontade de ser mae de novo, nem daqui uns anos... por conta disto optei pela Laqueadura ( tão pouco tenho vontade de casar ).

Dia 17-07 fiz uma laqueadura via vaginal, sem cortes, sem dores, sem mimimi ( PELO SUS, ATENDIMENTO MARAVILHOSO- NO HOSPITAL REGIONAL DE ITANHANHEM, APÓS O PLANEJAMENTO FAMILIAR)... apenas falação das pessoas contra! a Cirurgia durou cerca de 17 minutos, estou em processo de recuperação, sao 15 dias deitada (nao consigo) e 3 meses para a cicatrização total dos pontos lá dentro!

AH MAS VOCE É NOVA, UM DIA VAI CASAR E QUERER TER FILHOS...E BLA BLA BLA... Nao gente, nao é facil ser mãe e manter a saude estavel !Houve um tempo em que eu queria muito casar e ter outro filho, mas nao é o caso mais, cheguei a conversar com umas amigas aqui do grupo sobre isto...Mas filhos nao é brincadeira, diabetes tão pouco é... esta foi a minha opção! Quero minha liberdade de poder estudar mais, viajar e etc... Filhos sao bem vindo, mas pra quem pode, que nao é o MEU caso!

Estou relatando pq gostaria que voces soubessem desta decisão importante que tomei na minha vida!

Eu Ana Carolina, 27 anos de vida, 20 de diabetes, LACRADA!!!!


Da seringa robusta á caneta... Esta sou, mãe do Alexandre, meu maior presente!

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Oi!
Me chamo Jaqueliny Jessika, atualmente sou do lar, tenho 28 anos e sou dm1 há 24 anos.
Quando meus pais descobriram a doença eu tinha apenas 4 anos e na época os recursos para o tratamento eram muito limitados. As agulhas eram rombudas que doía até a alma... Minhas pernas, bumbum e braços viviam roxos...Graças á Deus não tenho nenhuma sequela do mal controle glicêmico, por aqui está tudo em ordem.
Fui crescendo e foi aparecendo novidades no tratamento... Mas até isso acontecer, muitas hipos e hipers aconteceram, noites mal dormidas, pai e mãe preocupados....

Assim foi seguindo minha vida entre o crescimento, conquistas, sonhos e afins...
Há quatro anos passei a tomar lantus e apidra  foi a luz no fim do túnel para eu ter um bom controle da doença,mai suma oportunidade de melhoria no tratamento.
Sou casada, e como toda mulher sonhava em ser mãe. Estou com meu marido há 6 anos e desde então comecei as tentativas...
Atrasos na menstruação e a sensação de que estaria grávida, mas foram vários alarmes falsos. Até que no dia 31/03/15 a melhor notícia da minha vida... Seria mãe! Que notícia maravilhosa! Hora de me cuidar ainda mais, meu sonho estava sendo realizado...
Desafios encontrei vários, mas segui em frente. Bons dextros, glicada de 10,8% (poderia estar bem melhor para se engravidar, eu sei!) foi para 7,5% e pressão arterial normal....
Me deparei com várias pessoas que não acreditavam que eu diabética poderia ser mãe e não ter complicações...
Foram 8 meses da mais pura alegria e no dia 09/10/15 ás 15:47 ,nascia de 35 semanas+2 dias, com 3,712kg e 47 cm, meu menino Alexandre, meu maior presente, meu milagre. O bebê precisou nascer de parto cesárea e prematuramente, pois tive pressão alta e isso estava dificultando a respiração dele.
Amamentei um mês e meio, infelizmente depois meu leite secou.
Sou grata a Deus, meus pais e ao meu esposo, pois a ajuda, atenção e paciência deles foram fundamentais para que tudo  desse certo.

Não foi fácil, mas com fé, bom controle e força de vontade, podemos sim gerar uma criança saudável.

Atualmente cuido do meu bebê, da casa e lógico, do diabetes para ter muita saude para estar e cuidar meu filho.


Bom é isso, espero que este depoimento ajude futuras mamães e  tentantes. Obrigada 

Luiza: Foi na minha gestação que o diabetes mais se "comportou"

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Olá!
Meu nome é Luiza Ornellas,  tenho DM1 desde os 4 anos de idade e meu sonho sempre foi ser mãe. 
Admito, que não sou muito certinha com o cotidiano diabético,mas uma coisa que não deixo de fazer é tomar minha insulina! Isso não! Sei que sou displicente na parte de medição da glicemia, mas minha insulina sempre tomo.
Em 2013, com 21 anos, engravidei. Descobri a gestação com 3 meses, e levei um baita susto!
A preocupacao da minha familia era o DM1, e a minha  era da minha filha desenvolver o diabetes. Eu, por azar da vida assim dizendo, sou a única da família que tem DM1.
Enfim, a preocupação de todos na minha gestação era a minha DM1 mal controlada. E para surpresa de todos foi nessa fase que ela ficou mais controlada! Era raro minha glicemia ficar acima dos 200 mg/DL - Até por que o "meu normal" é acima de 200 mg/Dl...rs
Minha gestação parecia de uma pessoa diabética, tirando as cólicas que senti, foi ótima.
Engordei uma média de 1 kg por mês, no final de semana em que minha filha nasceu,foram 4 kg de uma vez só! 
Minha filha nasceu com 35 semanas de gestação . Meu líquido amniótico ficou normal, apesar da barriga enorme e da preocupação da obstetra neste sentido pois mulheres DMs tendem a ter o liquido aumentado.
Foram 13 kgs em 35 semanas de gestação...Recebi diversos parabéns da endocrinologista e da obstetra.
Minha filha nasceu com 46 cm e 3,270 kg! Linda! Veio exatamente como ela apareceu em sonho para mim!
Infelizmente ela ficou os primeiros 23 dias na UTI porque o pulmãozinho ainda estava fechadinho, mas graças a Deus enfrentou tudo fortemente e hoje é uma menina forte já com 2 anos e 1 mês!
Logo após o seu nascimento, outra surpresa deixou minha endócrino perplexa: não precisei de insulina por 3 dias. 
Não tive a experiencia de amamentar,mas durante alguns meses pós parto o diabetes ficou muito bom.
Esta é a minha experiência, espero poder encorajar e mostrar que é possível uma diabética gestar e tornar-se mãe.



Empoderamento é a palavra da vez

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As Redes Sociais facilitaram e fomentaram  muito as informações acerca do Diabetes, grupos foram formados, fanpages e blogs feitos e assim pessoas de diferentes localidades dialogam, tornam-se amigas e passam a compartilharem  suas opiniões e vivências sobre o Diabetes.

Com isso, a gente “passa a ver uma luz no fim do túnel”, a ver que há “gente como a gente”, pessoas que compartilham da nossa opinião, ou não, mas esta interação nos propicia um enriquecimento quanto ao tema. Ok!

Mas certas coisas nos intrigam nas Redes Sociais, aliás, querendo ou não desperta-nos até uma certa ira, mesmo quando tentamos não senti-la...

A partir de algumas postagens, nós decidimos falar sobre os últimos movimentos que tem havido por aqui nas Redes Sociais, em especial o de REVOLTA com o DM, que é compreensível porém ás vezes acaba por ganhar uma proporção descabida.

Outro dia lemos um comentário de uma senhora em um grupo do Facebook, afirmando que diabéticos não podem ter filhos. Nos questionamos:

-Com base no que ela diz isso?

 Com certeza com base na frustração pessoal em não ter gestado por quaisquer motivos, só que  a frustração pessoal, ou decisão de cada pessoa não pode e não deve se tornar a verdade absoluta de uma causa, tão pouco ser afirmada.

Nos iramos com aquilo e até pensamos ironicamente:

-Por que o facebook não tem a opção dar um tapa na cara? rsrs

Nos sentimos ofendidas como que lemos, ainda mais quando estas frases são proferidas em Redes Sociais onde toda e qualquer pessoa tem acesso e nem todas elas são informadas o suficiente para discernir o que de fato condiz. 

De NÃOS nossa vida está cheia, merecemos SINS,merecemos ACOLHIMENTO, merecemos ENCORAJAMENTO e EMPODERAMENTO,merecemos ouvir sim, as verdades e riscos, contudo sermos EDUCADAS quando as INFORMAÇÕES do DM.

Não queremos maquiar uma verdade quanto a gestação da mulher diabética, há sim, medos, receios, mais dextros, idas a médicos, exames e afins...E daí?! O que na vida não nos exige cuidados? Pensemos nas praticidades mínimas da vida... Tudo exige cuidado.

Se é normal ou anormal, não entraremos no mérito pois nisso não há consenso, depende de valores, pontos de vista e etc e tal...Normalidade e anormalidade é pessoal.

Somos mães de meninos lindos, saudáveis e  inteligentes .

Portanto, seja realista sim, informe,eduque, encoraje, empodere, mas não use o poder que você tem nas mãos em ter um blog, uma página pessoal, uma fanpage ou sei lá mais o que, pra frustrar e matar o sonho de pessoas.
Sonho, é vida, sonhos nos guiam... Se não é capaz de sonhar, não acabe com quem ainda o faz.

Diabetes limita quem ?

Um texto feito em conjunto...

Por: Daniele Dias ( DM1 há mais de 20 anos- usuária de caneta, formada em Comércio Exterior e mãe do Miguel) & Kath Paloma (DM1 há quase 10 anos-usuária de bomba de insulina, pedagoga, arte-educadora, técnica em museologia, cursando educação em diabetes e mãe do Davi)

Diabetes limita quem mesmo?

Meu cotidiano com Davi

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Por uma manhã abençoada..
Não é fácil, a gente passa a vida correndo e se apertando para curti-la. Filhos começam a crescer, vc começa a envelhecer e o ciclo da vida não pára. Tento diariamente levantar mais cedo, orar, tomar um café tranquila, me arrumar sem pressa e fazer o mesmo com o Davi, tudo calmamente, no entanto teria que acordar as 4:30 da manhã, sendo que na maioria das vezes durmo entre 0:00-1:00. Conclusão: "Não dormiria", ficaria estressada e etc e tal...
Sendo assim, levanto as 5:30 sempre correndo, às pressas, lembrando que tenho que medir a glicemia, levantar Davi (que faz o maior charme), tomar banho e dá-lo tb em meu filho, nos arrumarmos, tomarmos pelo menos um leite e junto descermos a rua correndo para pegarmos um ônibus lotado e cada um tomar "seu rumo" .
Sendo assim, todos os dias conto com o apoio do Anderson nesta loucura diária, para não chegar atrasada na escola do Davi e no trabalho. Mas, há uma semana algo diferente tem ocorrido,um pequeno ser humano tem me perguntado:
-Mãe, cê midiu o diabeti pra sai?
Daí vejo que cotidianamente pequenos milagres diários alegram meu dia.